Anatomy

14 Capítulo 14


Notas iniciais
Hey vocês! Para escrever esse capítulo precisei torcer e retorcer meu cérebro AHUAHS me desculpem se não estiver lá essas coisas... Boa leitura ♥

– Seu viadinho, eu juro que vou arrancar suas tripas e seu órgão genital que você não deve usar muito. – Ashley surgiu no corredor da faculdade, batendo nas costas de Brian. Porém, assim que ele se virou, a amiga parou de agredi-lo. – OH MEU DEUS, BRIAN O QUE ACONTECEU COM VOCÊ?

– Bom dia para você também, e eu também te amo. – sorriu para a loira que o encarava assustada.

– Bom dia nada, você desaparece no final de semana e aparece todo machucado na segunda... O que aconteceu?

– Bateram em mim.

– Ah vá Brian, se você não falasse eu não iria saber!

– E eu quase morri.

– OH MEU DEUS, BRIAAAAAN. – deu um gritinho agudo, o que chamou a atenção de algumas pessoas que estavam próximas.

– Mas me salvaram a tempo. – sorriu sem graça. — E eu te pago uma bala se você adivinhar quem...

– Joseph?

– Não.

– Seu pai?

– Se fosse ele, ele ia ajudar a me espancar mais. – riu do próprio comentário infeliz.

– Owen?

– Zachary.

– O QUÊ? – gritou agudo mais uma vez.

– É, nosso vulgo professor de anatomia.

– Eu... Eu não consigo acreditar! – colocou a mão na boca, completamente surpresa.

Brian a puxou pelo braço para um canto mais reservado no corredor.

– E eu o beijei. – disse sussurrando.

– VOCÊ BEIJOU O ZA...

– CALADA! – bateu de leve na boca da amiga que parecia atônita.

O sinal soou e ambos entraram na sala, Ashley ainda estava pasmada e Brian ria da cara da amiga. Não prestaram o mínimo de atenção na aula, pois conversaram sobre o final de semana “agitado” de Brian.


Zachary’s Pov


Como era segunda-feira, eu resolvi passar o dia inteiro deitado em minha cama, lendo jornal e ouvindo música. Tudo que pudesse me fazer – mesmo que por instantes- esquecer o que havia me acontecido durante o final de semana, mas ficava mais difícil ainda ao sentir um cheiro diferente em meus lençóis. Era o cheiro de Brian, era o perfume natural que seu corpo exalava.

Lembrei-me de seu semblante triste, me encarando enquanto eu o levava para sua casa. E com isso, arrependi-me mais de ter sido tão rude com ele... Eu havia exagerado, e tinha consciência disso.

Mas talvez fosse o melhor a ser feito, já que eu não deveria corresponder a um beijo vindo de outro alguém, vindo de um homem, principalmente de um aluno.

Além do mais, eu tinha a plena consciência de que eu estava condenado a viver só... Cresci sozinho, e quando achei que finalmente teria alguém ao meu lado, ela se foi. Realmente eu estava condenado a viver só...

Eu só gostaria que o gosto dos lábios de Brian desaparecesse de meus lábios e de meu consciente. Para o meu próprio bem.

– Isso tudo está errado. – murmurei, respirando fundo. Tentando a me concentrar na leitura que fazia.

Zachary’s Pov Off


– Você ignorou a minha existência hoje, mas mesmo assim, vou te convidar a ir ao bar comigo hoje. – Joseph se debruçou na mesa de Brian, assim que as aulas do dia se encerraram.

– Em plena segunda? – Brian perguntou divertido.

– Mas para beber não tem dia. – Joseph sorriu.

– Ok. – aceitou o convite de Joseph após pensar por instantes, um pouco receoso.

.– Ótimo!

Então, fizeram um trajeto silencioso até encontrarem com Owen no meio do caminho.

– Ah, veja se não é meu meninão... – Owen disse abraçando Brian e bagunçando seus cabelos. – Está melhor? – perguntou.

– Sim. – respondeu sorrindo fraco. – Bom, esse é Joseph, meu colega da faculdade. – disse apontando para o mais baixo. – E Joseph, esse é Owen, meu grande e velho amigo.

– Prazer. – os dois se cumprimentaram com um aperto de mãos.

– Estamos indo a um bar... J.J, você se importa se eu chamar Owen para ir conosco?

Joseph de inicio pareceu não gostar muito, embora conseguisse disfarçar o descontentamento, mas logo acenou com a cabeça.

– Claro que não. – sorriu falsamente. – Eu não me importo.

– Então... Você vem, Owen? – Brian perguntou.

– Claro. Para beber é comigo mesmo! – sorriu.

– Amy não vai ficar brava?

– Vamos beber em segredo. – riu e assim os três seguiram para o bar.

Pediram suas bebidas e começaram a conversar sobre os mais variados assuntos. Porém Brian, fraco para bebida que era, acabou por exagerar e logo passou a falar enrolado e ver tudo embaçado.

– Vixe, to bebinho. – falou rindo enquanto olhava para dentro do copo. – Estou igual ao meu pai... – riu. – Tal pai, tal filho... Ops, eu não tenho pai. Só mãe, mas ela virou uma estrelinha lááááááááááááá no céu. – jogou seu corpo em cima de Joseph.

– Hey, calma aí campeão. – o mais baixo disse gentilmente, cedendo seu lugar para Brian que jogou sua cabeça para trás.

– Melhor voltar pra casa, Brian. – Owen disse, deixando seu copo em cima do balcão.

– Nããããããão. – Brian murmurou manhoso. – Não tenho família, não tenho namorado, só tenho vocêêêês, Amy, Ashley e o Robert... Mais ninguééééém, só porque eu sou gaaaaaay. – falava arrastado e virou mais um copo de vodka pura. – Uuuuuuh. – fechou os olhos. – Quero mais, cadê?

– Brian! Para com isso! – Owen olhou para o amigo, já decidido a levá-lo para casa.

– Me deixa ficar aqui. Se quiser ir, pode ir, já sou acostumado a ser abandonado. – riu pelo nariz.

– Para de besteira. – o rapaz murmurou para o amigo.

– Sabe, eu estou com uma necessidade de sexo. – disse alto e rindo. – Sabe quanto tempo eu estou sem foder com outro alguém? Sabe? Sabe? Desde quando Matthew Collins me fodeu... Literalmente dizendo...

Joseph ouvia atentamente tudo o que Brian dizia, e assim que o mesmo citou o nome de Collins, ele se interessou ainda mais, e procurou anotar “mentalmente” o que Brian dizia.

– Eu nunca mais o vi, mas se eu o ver, eu o mato, nem que seja com uma faquinha de rocambole... – dizia enrolado, porém agora se mostrava sério. – Eu quero arrancar aqueles cabelos longos um por um, e nem que eu vá preso, eu o mato, de tanto ódio que eu guardo aqui ó. – disse batendo no próprio peito.

– Não fale assim. – Owen disse e Joseph pode perceber também que o amigo de Brian ficou inquieto na cadeira desde quando o mesmo tocou nesse assunto.

– Vou ao banheiro. – Brian se levantou com dificuldade. – Sabe como é... – fez um gesto obsceno, como se fosse se masturbar. E assim se retirou em direção ao banheiro tropeçando em tudo e se desculpando para as cadeiras.

– Conhece o tal? – Joseph perguntou, bebericando sua bebida. – Matthew Collins?

– Infelizmente sim... – Owen respondeu. – Você o conhece? – perguntou com a sobrancelha arqueada.

Joseph apenas concordou com a cabeça.

– Precisava me encontrar com ele. – disse depois de um breve momento em silencio.

– Como assim?

– Acerto de contas. –Joseph sorriu enigmático.

Owen, um pouco confuso, talvez pela bebida, hesitou um pouco, mas acabou dizendo:

– Não conte para Brian, mas eu vi Matthew ontem... – disse baixo para o outro.

– Onde? – Joseph perguntou, sem esconder seu interesse.

– Numa rua deserta da região. – fez pouco caso.

– E você falou com ele? – insistiu o menor. Quanto mais noticiais de Matthew, melhor seria para ele.

– Ele veio falar comigo... – Owen pediu mais uma dose de bebida para o garçom. — Estava louco atrás de Brian.

– Acha que ele ainda gosta de Brian?

– Não sei, mas me pareceu. Só sei que o quero longe de Brian... Não sei se você sabe o que Collins chegou a fazer com Brian...

– Me ajude a encontrá-lo novamente. – Joseph o interrompeu. — Eu farei de tudo para mantê-lo longe de Brian.

– Você se aproximou de Brian por causa de Collins?

– Podemos dizer que sim, mas não pense que eu quero fazer mal a Brian... Ele é um rapaz de ouro. Sei de algumas coisas que aconteceram em sua vida... Ele não merecia passar nem pela metade do que passou... – bebeu mais um pouco de sua bebida, acendendo um cigarro em cigarro em seguida. – Me apeguei a Brian, e não, não é amorosamente dizendo. – sorriu amigavelmente.

– Se você me prometer não chatear, não machucar, enfim, fazer nada de mal a Brian eu o ajudo a encontrar Collins...

– Eu prometo. – sorriu e estendeu sua mão, Owen hesitou, mas apertou a mão do menor que sorriu assim que ele o fez. Em seguida trocaram seus telefones para manterem contato.

O plano de Joseph estava dando certo, mais do que ele esperava conseguir em um único dia só.

– Queridos, cheguei. – Brian reapareceu, se jogando na mesa.

– Amy está me chamando... – Owen se levantou. – Quer que eu te leve para casa? – perguntou para Brian.

– Joseph me leva, né J.J?! – disse agarrando-se ao pescoço do menor que limitou-se a rir.

–Levo. Pode deixar Owen... – olhou para o maior que apenas acenou com a cabeça.

– Passo mais tarde na sua casa, Brian.

– A janela estará abeeeeerta. – disse embolado, rindo em seguida.

Owen sorriu para o amigo.

– Até mais tarde. — Owen sorriu para o amigo. — E prazer em conhecê-lo. – olhou para o menor, acenando.

– Prazer todo meu. – e com a troca de olhares deveras significativa para ambos, Owen se retirou.

– Impressão minha ou rolou um clima entre você e Owen? – Brian perguntou enrolado.

– Cala a boca, bebum! – Joseph riu da cara que Brian fez. Pediu mais um drink para o garçom e Brian continuou a falar nada com nada sobre sua vida.

Ficaram por mais meia hora no bar até que Brian pediu para que o menor o levasse para casa. Joseph apenas concordou e com um pouco de dificuldade levou Brian até seu carro que estava no estacionamento da faculdade.


Matthew’s Pov

Por instantes fiquei aliviado por ver que Brian havia voltado para casa, porém logo a ira tomou conta de mim por reparar em seu rosto e perceber o quão machucado estava. Aquilo só poderia ter sido obra de John.

- Ah quando eu botar minhas mãos naquele desgraçado... Ele vai se arrepender por ter ousado em tocar em Brian!

Fiquei esperando Brian sair da faculdade e o acompanhar, mesmo que de longe, a sua volta para casa, porém ele saiu acompanhado de um rapaz, que eu nunca havia visto antes e foram a um bar.

Brian havia arrumado alguém para substituir o meu lugar? Ele não seria louco a tal ponto.

Matthew’s Pov Off

Assim que o Volvo prateado estacionou em frente a casa de Brian, Joseph com certa dificuldade ajudou o mesmo a desembarcar do veículo e o guiou até seu quarto, assim teria certeza que Brian ficaria bem.

Porém o dono da casa estava bêbado demais para perceber que o menor sabia perfeitamente o caminho para sua casa e para seu quarto sem ele ao menos dizer a direção, aliás, Brian não tinha condições nem de dizer o próprio nome.

– Acho que você deveria tomar um banho gelado. – Joseph comentou para Brian que se jogou na cama.

– Não consigo nem levantar daqui. – Brian disse enrolado com a cabeça enfiada nos travesseiros.

– Se toda vez que sair comigo você ficar assim, vou virar babá de bebum. — O menor se limitou a rir.

Brian grunhiu algo desconexo em resposta, virando-se na cama, ficando de barriga pra cima.

– Vou embora, se cuida. – Joseph disse, acenando.

– Não. – Brian se levantou rápido e quase perdeu o equilíbrio, quase, se não fosse pela cama que sustentou suas pernas. – Fique... Um pouco.

– Ok, ficarei aqui, acho. – Joseph encarou Brian, coçando a nuca.

Brian se aproximou do menor e o empurrou para a parede mais próxima, chocando seus lábios nos dele, iniciando um beijo urgente.

Ele mesmo não tinha controle de seus próprios atos. Mas se sentia só, se sentia carente e rejeitado, embora enquanto sóbrio esses sentimentos ficassem guardados. Porém, bêbado, esses sentimentos martelavam em sua cabeça e ele só queria se “aliviar” um pouco.

– Ah, que foi? Você também não me quer? – Brian perguntou triste, assim que Joseph interrompeu o beijo e se afastou.

– Olhe o seu estado, Brian. Amanhã você não vai se lembrar de nada e se assustaria se me encontrasse nu na sua cama. – riu pelo nariz. – Não é questão de te querer, Brian. Você não me quer e está me agarrando porque está bêbado... Pois é, de vez em quando sou sentimentalista! – sorriu. — Durma um pouco. A gente se fala amanhã caso você vá pra aula. – beijou o topo da cabeça de Brian e se retirou. Deixando Brian com um mini bico infantil encarando a porta que acabara de ser encostada.

Joseph’s Pov

Assim que me retirei da casa de Brian, um pouco pasmo pelo o que o mesmo havia feito, resolvi ligar para John e contá-lo da boa nova.

– Hey J.J. – pude ouvir sua voz rouca.

– Hey John. – sorri. – Estamos mais perto de Collins do que imaginávamos. – disse assim que adentrei em meu carro.

– Como assim?

– Podemos dizer que o próprio vem cativando muitas inimizades por aqui.

– Eu estou voltando de viagem... Prefiro saber das novidades pessoalmente.

– Como quiser! Compre um champanhe para comemorar o inicio de sua vitoria. – ri baixo.

– Até mais tarde, J.J. – disse, após uma breve risada.

– Até. – desliguei o aparelho e o joguei em cima do banco do passageiro. — Brian bêbado me beijou, John poderia ficar bêbado e me beijar também. – ri do meu próprio comentário e por fim dei partida no carro, indo rumo ao meu apartamento.