Anatomia do Amor
7 Mom, are you?
Notas iniciais
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Bem, não há uma boa explicação para essa demora. Só preguiça mesmo. Vontade de fazer coisa qualquer coisa, menos escrever. De qualquer modo, aqui está o penúltimo! Revisado já.
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Lio Cullen, eu fiquei realmente surpresa ao ler sua recomendação. Muitíssimo obrigada, gostei demais.
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Boa leitura
POV Bella
Eu ainda me acostumaria com aquela quantidade enorme de alunos. Eles bloqueavam meu caminho para fora da classe, todos pareciam meio sonolentos, não os julgava, afinal estávamos no fim do primeiro horário da manhã.
“Senhorita Swan?” Alguém me chamou com certa pressa, talvez ansioso.
Olhei para trás e me surpreendi quando vi Marshall me encarando, ele sorriu discretamente, tirando as mãos dos bolsos. “Como está, Marshall?” Perguntei-lhe com simpatia, tentando entender o porquê daquela situação.
“Você sabe se Grace veio ao colégio hoje? Ainda não a vi.” Ele falou tudo muito rápido, eu realmente sorri ao perceber que o menino estava totalmente envergonhado. “Penso que possa ter acontecido alguma coisa.”
Minha surpresa só aumentou, analisei-o com cuidado, vendo que ele estava com um semblante confuso e preocupado. Eu também não vira Grace no colégio, as hipóteses eram inúmeras. Ela poderia ter pedido a hora, estar apenas com preguiça. Com certeza, se algo sério tivesse acontecido, eu estaria sabendo.
“Não se preocupe, Marshall.” Falei, transmitindo uma calma descomunal. “Não deve ter acontecido nada, ligue para ela depois.” Continuei com o mesmo tom, acrescentei um sorriso. “Grace ficará feliz com essa preocupação.”
A vergonha só cresceu no rosto dele. “Certo então.” Marshall colocou com displicência, também sorrindo. “Obrigado, senhorita Swan.”
Fui obrigada a sorrir mais uma vez, Marshall fez o mesmo e caminhou, antes, ele pegou o celular e escreveu qualquer coisa. Eram palavras para Grace. Apesar de o dia estar apenas no começo, minha quinta-feira feira estava cheia demais. Além de mais duas aulas, eu ainda tinha horário marcado para fotografar um editorial no outro lado da cidade. Era de moda infantil e eu não estava muito animada a implorar para crianças petulantes fazerem poses para mim.
Enquanto dirigia para o extremo de Seattle, resolvi ligar para Edward; eu queria mais informações sobre o sumiço de Grace e, claro, meu dia seria mais feliz se eu ouvisse o timbre viciante dele. Meus olhos estavam na pista cheia de automóveis, mas pisquei quando Edward me atendeu.
“Oi?” Cumprimentei-o com energia, sorrindo como boba também. “Te atrapalho?”
Edward me deu uma risada arrastada. “Claro que não, Bella!” A voz saiu com muita seriedade. “Estou com saudades de você, ainda não te vi essa semana.” Ele falou em um tom que supus estar cheio de carência. “Você podia almoçar comigo hoje.”
Soltei uma interjeição de frustração. “Sua namorada está cheia de compromissos.” Dei-lhe a má notícia e olhei as horas em meu relógio de pulso. “Tenho que tirar fotos de um tanto de pirralhos. Acredite, crianças sabem ser teimosas!”
A risada foi de outro mundo, fazendo-me acompanhá-lo no som contagiante. “Passo em sua casa à noite, aproveito para ver Grace também, não a vi hoje.” Falei sem pausar, perguntei-me se Edward tinha me entendido.
“Grace acordou resfriada, está meio febril também.” Edward disse na melhor voz de médico. “É melhor deixá-la em casa. Quando eu chegar, vejo se ela melhorou.” Ele continuou falando em voz clínica e analítica. Sorri internamente, pois era muito divertido ter um médico particular.
Antes que eu o respondesse, ouvi uma voz abafada, que era inteiramente divertida. Edward também sorriu. “Amor, preciso desligar. Emmett e eu temos uma contradição aqui. O homem está todo roxo, mas não há sinais de asfixia.” A voz voltou a ser de médico e eu preferi deixá-lo trabalhar. “Te vejo à noite, amo você.”
O gesto delicado me fez amolecer no estofado de meu carro, eu pisquei incontáveis vezes e demorei muito a perceber que o sinal já estava aberto. “Amo também, beijo.”
Quando cheguei ao endereço indicado, surpreendi-me, pois era uma agência renomada, que era responsável pela maioria dos ensaios fotográficos do estado. Não fazia muito sentido eles quererem meus serviços; perto dos fotógrafos que trabalhavam ali, eu era uma simples amadora.
“Ei, não entre aí.” A voz, que vinha de uma mulher, soou alta a apressada; o que fez com que eu tivesse um sobressalto. “Estão fazendo um ensaio adulto demais nesse estúdio.” Ela continuou, fui obrigada a me virar e encontrar um rosto divertido. “Penso que você seja Isabella Swan, estão te esperando no estúdio B, as crianças já estão impacientes.”
Nem tentei disfarçar meu bufar, eu subi a escada e encontrei o tal estúdio B. Abri a porta com certo receio, mas sorri quando encontrei um tanto de criancinhas vestidas de forma doce demais. “Oi, gente.” Falei, tentando ser notada. “Perdão pelo atraso, mas já vamos começar, certo?”
Ouvi um tanto de vozes agudas, as meninas eram as mais efusivas. Dei uma olhada em minha volta, vendo que o tema do ensaio me agradava. Não sei, era lúdico e cheio de cores e, de um jeito estranho, aquilo combinava comigo.
Modelos mirins, apesar de nunca obedecerem a um pedido, sempre ficavam bonitos nas fotos. Os sorrisos eram fáceis e os rostinhos, felizes. O resto da manhã passou com rapidez, em meio à click’s, trocas de roupas e poses. Entre uma foto e outra era fácil perceber os olhares em mim. As mães não perdiam nenhum passo meu, com certeza, elas estavam pensando que eu beliscaria os filhos delas. Um homem meio velho e de roupas engraçadas também me analisava, mas ele era, talvez, mais profissional?
“Terminamos!” Falei mais alto e com muita vontade. “Vejo vocês no lançamento da coleção. Ah, claro, as fotos ficaram uma graça!” Falei por fim, já juntando minhas coisas e ajudando a equipe de apoio.
Eu estava pronta para ir embora quando o homem de roupas engraçadas me chamou. Ele me estendeu a mão, eu a peguei por educação, sorrindo. “Oi?”
O homem sorriu para mim, fazendo sinal para eu me sentar na cadeira que estava ao meu lado. “Isabella Swan, não é isso?” Ele disse enquanto também se sentava. “Eu sou Chris Jules.” Antes mesmo de ele terminar, meu rosto corou, porque aquele homem era o dono daquela agência, o melhor fotografo que se tinham notícias. O rosto era realmente familiar e eu me perguntei o porquê d’eu ser tão relapsa. “E eu gostei de seu trabalho.”
Minha boca estava aberta, eu não tinha dúvidas. Senti minhas bochechas queimando, mas era claro que eu estava contente, olhei-o com surpresa. “Isso é sério?” Fui obrigada a perguntar, porque se aquilo fosse uma brincadeira, eu ficaria puta demais.
Chris Jules deu uma risada engraçada. “Eu realmente gostei, você sabe fotografar como poucos; penso que se saia bem fazendo editorais e ensaios, seria ótimo te ter conosco.”
Eu não parava de me surpreender, aquele homem realmente estava me contratando? Eu não podia acreditar! Tentei falar qualquer coisa, mas tudo que fiz foi abraçá-lo como uma completa retardada. “Estou tão feliz! Obrigada!” Minha voz saiu com muita energia, energia esta que poderia aquecer o pólo norte. “Eu não posso acreditar, é o emprego dos sonhos!”
“Garota, acalme-se!” Ele me pediu sem disfarçar o sorriso. “Preciso ver alguns trabalhos seus, mas acho que você é a fotografa que quero.” Chris falou enquanto nos guiava para uma sala perto do estúdio. Ele me deu um tanto de folhas, todas elas cheias de cláusulas. “Leia com calma, é seu contrato.”
Só não pulei de felicidade porque minha cota de atitudes idiotas já tinha acabado. Abracei-o novamente, feliz da vida. “Onde eu assino?” Perguntei-lhe, querendo logo tornar aquilo oficial. Eu precisava dar a excelente notícia a Edward e à Grace.
“Animação é seu sobrenome, não é?” O homem engraçado falou e, ao mesmo tempo, indicou aonde eu deveria assinar. “Você ficará com os ensaios, sim? Os infantis são mais esporádicos, então os adultos ficarão com você.”
“O que isto significa?” Perguntei enquanto terminava de rubricar a última página. “O que são os ensaios adultos?”
“Nu artístico, ensaio sensual, mulher pelada, homem pelado... Dê o nome que quiser.” Chris não poupou o divertimento, ele me olhou de lado. “Acredite, você nasceu para isto.”
Meu rosto já não estava vermelho, o roxo mais intenso me consumia. Eu não poderia voltar atrás, então sorri também, aceitando aquela condição. “Isto parece legal!” Falei por fim, apenas me perguntando como eu iria explicar aquilo para Edward.
Ainda corada e imaginado como seria estranho fotografar um homem nu, tropecei em meus pés e voltei para meu carro. O sorriso não saía de meu rosto enquanto dirigia, o mundo estava bonito demais naquele dia. Mesmo sabendo que era perigoso, folheei meu contrato, o salário fazia meus olhos brilharem, era muito mais que eu merecia. Pensei sobre ligar para Edward e contar-lhe a novidade, mas antes que eu o fizesse, o nome de Grace piscou na tela de meu celular.
“Oi, Grace!” Cumprimentei-a com voz quente, aguardando a mesma animação. “Como está? Seu pai disse que você está resfriada...”
Uma risadinha baixa soou, cheia de deboche. “Resfriada?!” Ela questionou ainda sorrindo. “Acho que estou morrendo! Sério, minha voz está saindo pelo nariz e eu não paro de tossir. Isto não pode ser só um resfriado.”
Sorri junto a ela, percebendo que a voz de Grace estava anasalada demais. “Edward é um médico, você deveria confiar no diagnóstico dele.” Brinquei sem saber se eu fora engraçada. “Quer que eu passe aí? Ficar doente e sozinha em casa é péssimo, te faço companhia.” Propus no instante em que uma música animada demais cantou no rádio do carro. “Tenho notícias e posso te fazer uma sopa.”
“Isso é gentil, Bella.” Grace praticamente cantou com aquela voz estranha. “Vou te esperar então, só não se assuste quando me vir; estou de pijama ainda.” Ela continuou depois de espirrar. “Antes que eu me esqueça, Marshall me mandou umas seiscentas mensagens, ele está dizendo que você é simpática. Por favor, não o roube de mim!”
Minha risada assustou até a mim. “Vou tentar, Grace. Não posso garantir nada.” Informe-lhe ainda risonha. “Daqui a pouco chego aí, só vou passar em casa e pegar Kim.”
Os latidos de minha cachorra chegaram aos meus ouvidos antes que eu abrisse a porta. Kim estava me saindo uma péssima grávida, daquelas que ficavam insuportáveis à medida que o parto se aproximava. Ela lambeu a barra de meu jeans, agradeci por ela ter ignorado meu salto.
“O que me diz sobre ir ver Shady?” Perguntei em minha voz mais infantil e idiota. “Grace não está muito bem, acho que é meu papel cuidar dela.”
Kim, toda desengonçada e gorda, abanou o rabo e correu para a porta. Sim, minha cadela era inteligente demais! “Espere!” Gritei para que ela me ouvisse. “Vou pegar alguma coisa para Grace comer.”
Com uma sacola cheia de legumes no banco do carona, eu dirigi finalmente para casa de Grace. Ela não demorou a abrir a porta. Eu realmente sorri quando a vi, ela estava engraçada com o pijama de girafas e com o cabelo preso de qualquer jeito.
“Bella, por Deus, entre!” Grace pediu e gesticulou. “Não quero que ninguém me veja neste estado.”
Sem saber muito bem a motivação, dei meu melhor e mais apertado abraço em Grace. “Se sente melhor?” Perguntei-lhe e aproveitei para tentar tirar os nós dos cabelos dela. “Vou tentar fazer alguma coisa para você comer. Edward disse para você tomar algum remédio?”
Grace sorriu fraquinho e me deu passagem, não pensei antes de me sentar no sofá confortável. “Meu pai só disse para eu me entupir de água. Ele falou que ajuda.”
Era melhor partir do pressuposto que Edward sempre estava certo. “Não me parece ruim tomar água durante o resto da tarde, podemos assistir alguma coisa também.” Minha voz tornou-se histérica no momento em que Kim pulou em meu colo. “Onde está Shady, Grace? Kim está louca para ver o pai desses filhotinhos aqui.” Toquei o ventre de minha cachorra, tudo ali era rígido e eu me perguntei como aqueles bebezinhos estavam dentro da barrigada dela.
O cachorro não demorou a nos dar o ar da graça. Shady subiu no colo de Grace, ele se infiltrou no edredom que estava embolado no sofá. “Se meu pai descobrir que eu dou tanta folga para esse cachorro, ele ficará decepcionado.”
“Não seja dramática, Grace.” Pedi em voz engraçada, sentando-me mais perto dela. “Está com fome?”
Ela só acenou em negação, com os olhos no celular, o sorriso discreto só crescia. “Estou bem, não se preocupe. Uh, você disse que tem novidades, qual é?”
Minhas bochechas esquentaram e eu percebi que Grace estava cercada de profissionais estranhos. O pai adorava abrir e costurar corpos inanimados e eu passaria horas dentro de um estúdio fotografando gente pelada. Mal percebi que sorria igual a uma boba, só o fiz quando ela me olhou de um jeito engraçado.
“Fui contratada por uma agência.” Preferi abusar da displicência. “Fazer ensaios, essas coisas...”
Os olhos verdes de Grace brilharam, ela jogou o edredom para o lado e me deu um sorriso enorme. “Bella, isso é tão legal! Você vai conhecer um tanto de gente famosa. Por favor, me leve um dia com você?”
O calor em meu rosto só aumentou. “Penso que só conhecerei as subcelebridades. Essas pessoas famosas de verdade não vão querer tirar fotos sem roupa...”
A única resposta que tive foi os olhos esbugalhados de Grace. “Eu não posso acreditar, Bella!” Ela exclamou com surpresa, ainda meio estupefata. “Meu pai nunca vai aceitar isto! Ele não vai deixar que você tire fotos de homens pelados.”
“Não tem dessas de ele deixar ou não.” Falei antes que ela retomasse o fôlego. “Edward só é o meu namorado.”
“Tente explicar isto a ele.” Grace colocou com agilidade, voltando para debaixo do edredom. “De qualquer modo, tudo isto parece divertido demais.”
“E é.” Eu afirmei enquanto sorria. “O dinheiro é bom, eu gosto de fotografar modelos e ainda conseguirei conciliar com as aulas.”
“Você pode ficar famosa sabia?” Grace me perguntou com um sorriso grande, bem típico, poderia dizer que o resfriado já tinha se esvaído. “Você terá mil festas pela frente, aquelas de lançamentos, entende?”
Eu realmente olhei para meu futuro próximo. Tudo parecia bom, até mesmo ser uma completa desconhecida em uma festa cheia de comida e gente da televisão. Grace também parecia animada, o que me deixava feliz; a única lacuna era a reação de Edward e eu preferi só pensar nela quando ele voltasse para mim.
O celular de Grace bipou em algum lugar, fazendo-a saltar de susto. Não eram as típicas mensagens, mas sim uma ligação. O nome de Marshall brilhava na tela e foi fácil ver um brilho ainda mais intenso nos olhos verdes.
“Não vai atender?” Perguntei-lhe ao vê-la ignorando por completo a ligação do menino.
“Não faço ideia do que Marshall quer comigo, ele nunca me ligou...” Grace disse despretensiosamente, penteando os cabelos com a mesma indiferença.
“Grace, atenda e você saberá o que ele quer!” Falei o óbvio e coloquei o celular na mão dela. “Marshall deve estar preocupado com você, por favor, não seja chata e não comece a esnobá-lo.”
“Oi, Marshall.” Grace entoou a voz e sorriu, deixando-me orgulhosa. “Como está? Perdão pela demora, estava procurando meu celular...”
Quando, vinte minutos depois, ela desligou o celular com o rosto todo vermelho e distribuindo sorrisos, só pude arquear minha sobrancelha e pedir uma resposta para aquilo tudo. Minha curiosidade só deixou o rosto de Grace mais corado, a menina ia explodir de tanta vergonha!
“Uh, ele perguntou se a gente pode sair, só para nos vermos mesmo...” Eu já conhecia aquela voz, era de quando ela estava hesitante e confusa. “Bella, sério, eu devo levar isto como um encontro? Por favor, diga que não.”
“Marshall só quer ter ver.” Usei as palavras que ela tinha me dado, esquivando-me do questionamento. “Você vai? Ligue para seu pai e peça a ele, sim?”
A risada de Grace me assustou. “Não há como eu pedir isto a ele, Bella! Meu pai vai pirar! Até parece que você não o conhece.”
Concordei com ela e aproveitei para trazer Kim para meu colo, a cadelinha resmungou e toda aquela coisa de gestação já estava ficando demais para mim. “Eu posso te levar, Grace.” Informei-lhe e ganhei um par de olhos surpresos. “Claro, se você não se importar. Apenas ligue para Edward e diga que estamos saindo, mas saiba que me sinto estranha por te acobertar desse jeito.”
“Certo.” Grace falou simplesmente. “Estou resfriada, nem sou louca de chegar perto de Marshall, mas vai ser bom vê-lo de qualquer jeito.” Ela continuou e deu passos para a escada. “Vou tomar banho e tentar tirar essa minha cara de doente, não demoro.”
A eternidade que Grace usou para se arrumar, eu usei para paparicar minha cachorra. Só faltaram os beijos, porque eu realmente usei toda minha reserva de carinho em Kim. Eu também a amava, gostar de Shady também era fácil e fiquei contente ao perceber que os dois nasceram para ficar juntos.
Kim estava mais bonita que o normal, com cara de mamãe e lacinhos nas orelhas. “Eu quero tanto que algum filhotinho sobreviva!” Minha voz saiu com uma mistura desproporcional de energia e pesar. “Quero ver como você se sairá com um bebezinho. Não aceito menos que muita responsabilidade de você.”
“Ela só é uma cachorra!” A voz de Grace cantou atrás de mim. Mesmo sem ver o semblante dela, era fácil saber que ela estava risonha. “Quer ir agora? Marshall está propondo cinema; nós três teremos que escolher aqueles filmes de criança.”
Foi a minha vez de ficar surpresa. “Grace, não pense que ficarei te viajando. Você terá seu encontro com Marshall e eu aproveito para comprar algumas coisas.” Avisei-lhe e olhei para trás, encontrando uma Grace de cabelos soltos e rosto menos doente. “Você está bonita!”
As bochechas enrubesceram, tornando o rosto delicado ainda mais agradável aos olhos. “Obrigada.” Grace disse em voz anasalada, o que a fez rolar os olhos. “Essa voz está me matando! Já liguei para meu pai, ele te manda beijos e disse para você ficar aqui até ele chegar.”
“Farei este sacrifício.” Brinquei e saí do sofá, Kim não protestou quando a coloquei sobre o tapete. “Fique bem, princesinha! Volto logo.”
Meu lado consumista aflorou quando vi as primeiras vitrines, o verão estava ainda a todo vapor, mas as poucas roupas de inverno me deixaram com vontade de gastar todo meu dinheiro. Grace, ao meu lado, só sorriu. “Penso que não seja prudente te deixar sozinha neste tanto de loja.”
Eu ri com ela. “Ei, vá encontrar com Marshall, eu me cuido, sim?” Fingi prepotência que não existia. “Quando o filme acabar, comenos alguma coisas e, por favor, nada de fazer coisas proibidas em uma sala de cinema.”
Grace me piscou os olhos, sendo meio atrevida. “Não quero que Marshall fique doente também, nada de beijos então.”
Dei-lhe o mesmo tipo de olhar. “Grace, eu te conheço, sim? Tenho certeza que Marshall sairá daqui mais resfriado que você. Bem, agora vá lá ter seu encontro, porque eu realmente vou desperdiçar meu dinheiro aqui.”
Comecei pelos jeans, eu já estava cansada de minhas calças e não pensei antes de provar algumas. Sem saber se podia, comprei coisas para Grace, ela realmente gostava de pijamas divertidos e eu escolhi os mais coloridos que existiam. A sessão de pijamas era absolutamente perto da de lingeries e foi impossível não dar uma espiadela nas roupas indecentes.
Sendo muito abusada, peguei a peça vermelha e meio transparente, meus pensamentos foram para Edward e era uma verdade, nós merecíamos aquele agrado. Tudo era muito bonito e de bom gosto; antes de eu começar com as peças atrevidas, experimentei os pijamas de algodão, os shorts curtos e camisas finas demais.
Eu já segurava uma quantidade enorme de calcinhas, sutiãs e camisolas quando meu celular bipou em meu bolso. Sem ver de quem se tratava, atendi. “Oi?”
“Amor?” Edward falou na voz mais carinhosa que existia, eu sorri por puro reflexo. “Como foi o dia?”
Ainda era muito cedo para contar as novidades a ele. “Está tudo ótimo! E você, como está?”
Ouvi uma risada baixíssima. “Meio cansado e querendo te ver. O dia está quase no fim já.” Edward continuou com o timbre bom de sempre. “Grace disse que vocês iriam sair, ela está aí com você? Quero falar com ela.”
Engasguei com o ar, eu não fazia ideia de como sair daquela pergunta. Não era saudável dizer que ela estava dando uns beijos em Marshall. “Grace está ótima, está pegando nossos sucos, a fila está enorme, amor. Quando ela voltar, peço para te ligar.” A mentira saiu com certa fluidez, o que a tornou mais convincente. Eu olhei para as peças que carregava, meio indecisa sobre qual comprar. “Amor, qual cor você prefere? Branco ou Rosa?”
“Tanto faz.” Ele falou simplesmente, sem vontade de discutir aquele tópico comigo.
“Edward, por favor, escolha! Juro que você vai gostar.” Perguntei-me o porquê de minha voz ter saído tão manhosa. “Branco ou rosa?”
Ele bufou de um jeito engraçado, também manhoso. “Branco, Bella.” Edward me respondeu por fim. “Eu te vejo em casa, certo?”
“Aham.” Sussurrei enquanto pegava todas as calcinhas brancas daquela loja. “Amo você, não demore muito.”
Edward soltou uma respiração alta. “Peça para que ninguém morra então.” A fala veio cheia de energia. “Beijo, amo também.”
Minhas compras terminaram horas mais tarde, Grace me mandara uma mensagem dizendo que o filme estava quase no fim. Com certeza os dois estavam com fome e eu adiantei os pedidos de nossos sanduíches, pedi água também, sabendo que deveríamos seguir o que fora predito por Edward.
Os dois não demoraram a aparecer em meu campo de visão. Eu sorri ao vê-los de mãos dados, aquilo era fofo além da conta e eu procurei, mas não encontrei indícios de que eles tinham se amassado dentro da sala de cinema.
“Oi, Bella!” Marshall me cumprimentou abusando da cordialidade, ele se sentou no mesmo instante em que Grace puxou uma cadeira. “Você perdeu um ótimo filme para crianças de três anos.”
Grace e eu sorrimos, escondi as sacolas de minhas compras debaixo da mesa, não daria muito certo deixar que eles vissem minhas mais novas aquisições. “Já pedi nossa comida e, você, Grace, trate de tomar uns seis litros de água, sim?”
Ela deu um olhar engraçado para Marshall, quase cúmplice. Ele correu os dedos nos cabelos dela, de um jeito doce e protetor. “Eu falei o mesmo, mas Grace insiste em dizer que não precisa beber.”
“A propósito, Edward me ligou, queria falar com você, ligue depois e fale que a fila do suco estava enorme de fato, certo?” Avisei-lhe, pois nada pior que mentir e ser desmentida. “É estranho ficar mentindo para seu pai, vocês deveriam me agradecer.”
Marshall sorriu e corou, tudo ao mesmo tempo. Ele deve ter piscado também. “Muito obrigado, Bella.” Ele disse mais baixo, passando o braço sobre o ombro de Grace. “Edward não deve ser um homem tão ruim assim, penso que Grace exagere demais.”
Foi impossível não soltar uma risada arrastada, não me importei em estar mastigando ainda. “Ruim não é termo.” Comecei a divagar com Marshall, surpreendi-me ao vê-lo muito concentrado em minhas palavras. “Edward só é ciumento, mas como não ser tendo Grace como filha?”
“Meu pai é dramático.” Grace falou depois de um silêncio curtíssimo. “E eu sinto que isto só vai piorar.”
Ouvi uma risadinha de Marshall, Grace beijou-lhe a bochecha e sorriu. “Coitado de você, Marshall!” Ela praticamente cantou para ele. “Este é o ônus dessa bagunça toda.”
Não tentei mascarar minha surpresa, de um instante para o outro, aquela conversa simples tinha tomado um caminho estranho. Analisei-os, sem saber o que pensar. Os dois eram novos demais, ele só tinha quinze e, assim como dizia Edward, Grace era uma garotinha ainda; não fazia sentido eles conversarem tão sério. Falarem sobre ciúmes, sobre a proteção de Edward... Por outro lado, analisando-os, era fácil saber que os dois tinham algum futuro, duradouro, talvez.
“Está tarde, Grace.” Interrompi-os depois de ver que já se passava das sete. “É melhor irmos.”
Nós nos levantamos quase em harmonia, eu peguei minhas sacolas e ganhei um sorriso engraçado de Grace. Marshall a envolveu pela cintura, sem ser abusado ou qualquer coisa do tipo. Nós caminhamos para o estacionamento sem trocarmos qualquer palavra.
Meu sorriso saiu fácil quando Grace ganhou um beijo na testa. “Te vejo amanhã no colégio?” Marshall perguntou a ela, repetindo o carinho doce. “Tome muita água e tudo ficará bem.”
Ela abriu um sorriso cheio de dentes e penteou os cabelos escuros de Marshall. Sim, eles gostavam de demonstrações de carinho em público! “Acho que amanhã estarei bem. Eu te mando mensagem, sim? Até.”
Marshall assentiu e abriu a porta de meu carro para Grace. “Tchau, Bella.” Ele se dirigiu a mim enquanto enfiava as mãos no bolso. “Obrigado mais uma vez.”
“Não quer mesmo que eu te deixe em casa?” Perguntei-lhe novamente, pois eu ainda era a única pessoa responsável de nós três ali. “Já está ficando tarde.”
Ele só sorriu. “Fique tranqüila, peço para minha mãe passar aqui e me buscar.”
Quando eu dei partida no carro, meus olhos foram para Grace. “Posso te perguntar uma coisa, garota?”
“Sim!” Grace me deu o aval, já concentrada na tela do celular. “O que quer saber?”
“Essa coisa entre Marshall e você é séria?” Perguntei sem me alongar, só querendo a resposta. “Não sei, você ainda é nova demais, Grace.”
O silêncio que aconteceu me fez olhá-la, as bochechas de Grace estavam roxas e as palavras faltaram. “Eu não sei, Bella.” Ela falou baixo demais, não me olhando nos olhos. “Eu gosto de Marshall, mas não sei é a mesma coisa para ele.”
Rolei meus olhos para ela. “O menino te adora!” A declaração saiu sem freios, o que me fez sorrir. “Você quer que seja sério?”
“Acho que está bom desse jeito.” Grace deu de ombros e me olhou de soslaio. “É bom estar com ele, ainda tem meu pai e toda aquela síndrome do ciúme. É melhor não despertá-la agora.”
“Grace.” O nome bonito saiu com certa entonação. “Edward é seu pai, a pessoa que mais te ama nesse mundo. Não é justo você esconder isso dele, sim? Prometa, por favor, que quando tiver certeza do que Marshall é para você, que vai conversar com seu pai?”
“Bella, isso é difícil!” Grace não disfarçou o pesar. “Por mais que eu fale todos os dias, meu pai não entende que é a pessoa mais importante para mim, é ridículo ele pensar que Marshall ou qualquer outro vai mudar isto. Eu o amo muito, não há ninguém na frente de meu pai.”
“Continue falando isto a ele todos os dias.” Respondi-lhe com um sorriso, pois nada era mais bonito que aquele tipo de declaração.
Ela me deu um sorriso cheio de emoção, eu só continue dirigindo e liguei o rádio. “Uh, quão resfriado Marshall estará amanhã?”
“Nenhum pouco resfriado, Bella!” Ela falou com incisão, sorrindo de lado. “Nós conversamos sobre tudo e eu tive uma quantidade imensurável de beijos na testa.”
Aquilo soou doce demais para mim, dei-lhe mais espaço, só assim eu teria mais informações. “Ele me pediu desculpas também.” Grace soltou rapidamente, já com as bochechas coradas. “Por sempre ser meio persistente comigo, por me deixar envergonhada...” A voz saiu meio trêmula, mas não tinha nenhuma pitada de nervosismo. “Marshall me perguntou se eu já tinha feito alguma coisa, eu disse que não e ele disse: “Certo, tudo em seu tempo.””
Aquele menino quieto e de cabelos escuros estava ganhando pontos demais comigo! Meu sorriso escapuliu e eu preferi não dizer nada a respeito, até porque eu não tinha a boa colocação a fazer. “Comprei pijamas para nós. Espero que goste dos que escolhi para você.”
“Isso é gentil, mas não precisava, Bella.” Grace externou em tom contente. “Obrigada.”
Ainda não eram oito quando chegamos à casa de Edward, eu, sem saber se era o certo, deixei minhas sacolas no canto do quarto dele. Grace tinha gostado dos pijamas e já estava com fome de novo. A cozinha era brilhante e eu tentei fazer algo digno para nós; por sorte, o frango tinha um gosto bom, assim como as batatas.
Ela comia enquanto assistia à televisão, eu ainda paparicava Kim. O barulho da chave destrancando a porta me fez jogar minha cachorra para o chão. Não me pergunte o porquê, mas corri para me encontrar com Edward.
Edward sempre estava bonito, até mesmo quando estava com o rosto cansado. Eu pulei nele, passando minhas pernas em volta do quadril dele. “Oi, amor.” Sussurrei enquanto o beijava sutilmente, meus lábios moveram sobre os dele e eu ganhei um carinho bom em minha nuca. “Senti sua falta.”
“Eu também.” Ele disse antes de rolar as mãos para minhas costas. “Você está mais feliz que o normal, o que houve?” Edward não poupou os sorrisos. “Você está linda também.”
Ainda pendurada nele, corri minhas mãos nos cabelo dourados. “Tenho um emprego novo.” Tentei começar aquilo com naturalidade. “É uma agência, modelos, gente famosa...” Beijá-lo também ajudava, era uma forma de tentar desconcentrá-lo. “Vou ter que tirar fotos deles... Fotos com pouca roupa, entende?” Eu falei a última parte em um sussurro praticamente, deixei que meus lábios acarinhassem os dele. “Eu estou feliz, amor.”
O silêncio que se fez me deixou assustada, abri meus olhos e encontrei o verde cheio de certeza. “Você não vai fazer isto, não mesmo, Bella.” Edward simplesmente falou, jogando minha alegria para o ralo. “Espero que você não tenha perdido muito dinheiro.”
“Edward.” Chamei-o no meio de uma respiração curta. “Eu vou tirar foto de gente pelada sim, ok?” Informei-lhe, tentando não soar irritada. “Não importa o quão rico você é, eu vou trabalhar, ter o meu dinheiro...” Falei em voz séria, olhando-o nos olhos. “Não é este exemplo que você deve dar à Grace. Tenho certeza que você quer que ela trabalhe e não precise de ninguém para sustentá-la.”
Ele soltou um bufar de resignação, era óbvio que Edward estava irritado, então não me importei muito quando ele fez carranca para mim. “Essa conversa ainda não terminou, Bella.” Edward disse sem me desvencilhar. “Apenas tente entender meu lado, sim? Tem noção que você vai ficar horas encarando um homem pelado e duro?”
Biquei-lhe os lábios. “Não seja ciumento, por favor?” Pedi antes de colocar meus pés no chão. “Só é tirar fotos. E juro que só vou pensar em você, pense, você pode ser meu primeiro modelo. A gente tira um tanto de fotos e depois brincamos de médico.”
O sorriso que ganhei fez-me crer que eu estava abaixando as guardas dele. “Nada de fotos, mas posso pensar sobre brincar com você.” Edward falou baixíssimo, piscando para mim. “Durma aqui hoje comigo? A gente discute mais sobre seu emprego infeliz e eu aproveito para ter um pouco de você.”
“Uhum.” Minha manha foi de outro mundo. “E eu vou usar branco.” Brinquei com ele e sorri quando ele fez cara de confusão. “Vá lá cuidar de Grace, ela parece melhor, mas você é o médico dessa história toda.”
Edward caminhou para perto do sofá, Grace sorria para nós. “Oi, pai!” Ela o cumprimentou com felicidade. “Você parece cansado, ainda tem tempo para me examinar?”
Ele se abaixou para beijá-la e pegar um pedaço de batata. “Termine de comer primeiro, tome banho também.” Edward recomendou e sentou-se ao lado de Grace. “O que Bella e você fizeram hoje?”
“Cinema.” Grace respondeu-o de pronto. “Bella me comprou pijamas legais, não tem problema, não é?”
Aproveitei para olhá-lo, ele sorriu para mim, sendo estritamente doce. “Agora Bella vai tirar foto de gente pelada, isso dá muito dinheiro e ela vai gastar tudo comprando pijamas.”
“Vou tomar banho, daqui a pouco volto e você dá uma olhada em minha garganta, sim?” A voz de Grace saiu quente, ela saiu do sofá e subiu os degraus. “Preciso ir ao colégio amanhã.”
Eu sabia que aquilo era exclusivamente sobre Marshall, mas não falei nada. Eu estendi a mão para Edward, levando-nos para o sofá maior. Esprememo-nos e trocamos carinhos pudicos. “Já não está tão irritado?”
“Não pense que não estou feliz, mas só é estranho saber que você vai ficar vendo um tanto de homem pelado.” Edward falou entre beijos em minha boca. “Já pensou que eles podem estar duros por estarem te secando?”
“Isso é paranóia, Edward!” Eu disse no meio de um sorriso. “Você também vê um bocado de gente nua e pior, você as toca!”
“Certo. Vamos parar de discutirmos esse ponto.” O timbre rouco dele me fez tremer de leve, Edward tinha que parar de falar tão perto de meu ouvido. Ele me puxou pela cintura, colando nossos corpos e nossos quadris. Sorri quando uma mão brincou com a pele de meu pescoço; quando o toque desceu para a alça de minha camisa, só consegui morder-lhe o lábio inferior.
“Eu gosto de oncinha.” O tom de Edward me fez arrepiar de novo. Demorei muito a entender sobre o que ele falava, os olhos verdes estavam fixos na alça de meu sutiã. “Oncinha com renda preta me agrada também.”
Segui o olhar dele e encarei meus peitos. Homens deveriam ser mais discretos, porque o jeito que Edward me comia com os olhos estava me deixando atordoada. “Abusado.” Soltei baixinho, passando minha língua na junção dos lábios dele.
Antes que ele me respondesse, Grace entrou em nosso campo de visão. Ela vestia um pijama com muita informação, cheio de cores e formas. “Deixe-me ver como minha filha está.” Edward saiu do sofá e foi em direção a Grace. “Sente-se aqui, filha.” Ele pediu e revirou a maleta preta, foi impossível não sorrir quando Edward pegou um estetoscópio.
“Não faz muito sentido você ter essas coisas, só precisa de facas e bisturis.” Pisquei para os dois e me juntei a eles. Grace ergueu a blusa e praticamente pulou quando o metal frio tocou-lhe as costas.
“Venha cá, amor, seja médica por um dia.” Edward me chamou depois de pedir para Grace inspirar e respirar. Ele me passou o estetoscópio e eu me atrapalhei para usá-lo. “Ouça, a respiração dela está pesada, as vias respiratórias estão cheias de secreção.”
Eu não estava ouvindo nada de diferente, mas concordei com Edward, apenas tentando realmente ser médica por um dia. “Temos que olhar a garganta também, certo?”
“Grace, vire-se.” Edward abaixou a camisa de Grace, ela se virou no sofá e sorriu para nós.
“Estou me sentindo uma cobaia desse jeito.” Ela disse antes de abrir a boca e colocar a língua para fora. “Está doendo pai, não dá para comer nada.”
Edward tentou, mas não conseguiu disfarçar a cara de nojo. “Grace, querida, sua garganta está cheia de placa. Perdoe-me, mas está um pouco nojento!” Ele, ignorando a visão estranha, analisou cada pedaço da garganta da filha. “Está tudo inflamado também. Amanhã você vai tirar sangue e comprar remédio.”
Antes de finalizar a consulta, Edward rabiscou e carimbou dois papéis. A letra do homem era um garrancho completo! “Amanhã resolvemos isto, você não tem febre, só continue bebendo água, dormir também ajuda.”
“Uh, daqui a pouco vou para cama, tem filme, preciso assistir.” Grace ajeitou-se no sofá, embolando-se no edredom. “Boa noite, pai. Boa noite, Bella.”
Edward deixou um beijinho na testa dela. “Não demore a ir para a cama, tá? Boa noite, te amo.”
“Amo mais, muito mais.” Grace falou com muita efusão. “Até amanhã.”
Desejei-lhe boa noite também e segui os passos de Edward. Kim estava no meio da escada, ela mordeu meu calcanhar e Edward sorriu. “Deve estar quase na hora desses filhotes nascerem. Daqui a pouco ela vai procurar um lugar para parir esses cachorrinhos.”
Abracei-o por trás, deixando beijos na camisa preta dele. “Nada de falar de cachorros, estou te querendo, amor.”
Edward sorriu baixinho e abriu a porta do quarto. “Você merece um homem limpo, quer vir tomar banho comigo?”
Meu beijo foi a resposta. Edward não dispensou carinhos em minha cintura enquanto pegávamos toalhas limpas. Ele usou uma lentidão desnecessária para me deixar nua, não houve banho em si, porque usamos o tempo debaixo d’água para nos provocarmos.
“Me espere na cama?” Perguntei baixinho, salpicando beijos no pescoço dele, lambendo também as gotinhas de água. “Não tem oncinhas, mas te darei uma boa dose de renda.” Talvez meu rosto tenha corado um pouco, mas não me importei. Edward me puxou pela cintura, mostrando o quão animado ele já estava.
“Não demore, por favor.” Edward falou enquanto mordia minha orelha. “Eu quero beijar cada centímetro seu.”
Depois que ele saiu do banheiro, entrei em meu conjunto branco e transparente demais. Preferi ficar sem a camisola curta e descalça, abri a porta do banheiro com certa hesitação, encontrando Edward sentado na beirada cama, só com a bermuda de dormir.
Fiz barulho para ser notada e Edward subiu os olhos e sorriu de um jeito extraordinário. “Deus, você está linda!” Ele exclamou ainda me encarando.
Eu caminhei para ele, engatinhando sobre a cama. “Só linda, amor?”
Edward me tomou pela cintura, sentando-me no quadril dele. “Gostosa, sexy, deslumbrante...” Ele sussurrou sobre minha boca, traçando meus lábios com a língua. “Venha cá, porque eu te quero sem essa roupa.”
Eu sorri antes de trilhar beijos molhados na mandíbula dele. Edward subiu o toque por minhas laterais até chegar a meus peitos protegidos pela renda fina. “Você me deixa tão louco, Bella.” Ele beijou a pele de minha clavícula, mas os olhos estavam em algum lugar dentro de meu sutiã. “Eu amo tanto seus peitos, amor. Tão firmes e eles sempre tão apontados par mim, pedindo minha boca.”
“Uh, sim.” Eu gemi como uma retardada, arqueando meu corpo. “Você pode me chupar inteira!”
Edward não disse nada, apenas roçou o rosto com pouca barba em meu pescoço, deixando-me louca em cima daquela cama. Eu esquentei quando a mão dele serpenteou para dentro de minha calcinha, alisando-me com ousadia.
“Pai? Eu posso entrar?” Grace chamou do outro lado da porta. A menina não tinha mais idade para ser tão empata foda! Edward e eu gememos de frustração, já procurando nossas roupas. “Estão vestidos?”
“Nos dê um segundo, filha.” Edward pediu, lutando para entrar no short de pijama, por sorte, foi fácil mascarar a excitação dele. “Bella, pegue uma camisa, por favor.” E só então percebi que estava seminua demais.
“Entre, Grace.” Edward falou mais alto, jogando o lençol sobre nós. Grace abriu minimamente a porta, ela colocou a cabeça para dentro do quarto, os olhos verdes estavam assustados e perdidos, o que me assustou demais. “Filha, o que houve?” Edward simplesmente pulou da cama, “Por favor, fale.” Ele praticamente suplicou ao perceber que Grace estava estática e sem palavras.
“Tem uma mulher lá na porta.” Ela começou baixinho, sem tirar os olhos de Edward. “E ela está dizendo que é minha mãe.”
Notas finais
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Comentem e recomendem, sim? Conto com vocês!
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Feliz dias das Mães a todos, para as mamães de vocês. E para quem é já é mãe. Olhem que lindo, meu sobrinho nasceu hoje! Penso que não exista presente melhor para minha irmã. *-*
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Beijos, boa semana. Até.
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