Momentos depois, Vladimir é conduzido na ambulância e é acompanhado por Regina para o hospital mais próximo. Uma policial é incumbida de ficar protegendo o filho do casal de policiais, na residência deles.

Já protegida com um macacão de enfermagem oferecido pelo hospital, Regina se reúne com Kane e Killian para tentarem juntos entender o que aconteceu naquela noite e quem era aquela mulher.

— Ela estava em meu jardim. Ela me chamou e eu desci. Não sei o que estava acontecendo, até que Vlad disparou e tirou-me de uma espécie de transe. Ele a alvejou e a derrubou, mas ela saiu correndo e vazando sangue pela rua e até chegar ao esconderijo.

— Como ela escapou às nossas revistas na casa?

— Ela não deveria estar lá dentro quando chegamos e ficou assistindo tudo de longe, Kane. – opina Killian. – Para mim a questão mais importante, é como ela atacou meu irmão.

Kane indica a médico que vinha na direção do grupo. A mulher sorri e cumprimenta a todos.

— Vladimir estava com um ferimento que se assemelhava a uma mordida no pescoço. Perdeu bastante sangue, mas nada grave. Infelizmente, ele tem contusões profundas em um dos braços e duas costelas quebradas. A pessoa que o agrediu tinha muita força, porque Vlad é um cara grande e corpulento. Agora, ele quer ver a esposa e o irmão. Mas onde está a mulher que o atacou? Ela foi ferida e não recebemos pessoa ferida à bala...

— Ela fugiu antes da chegada da polícia. Quando chegamos, ela havia escapado em meio à escuridão da casa. Vou comunicar aos hospitais sobre uma mulher idosa e ferida à bala. – Kane fala.

No quarto onde Vladimir estava, os dois policiais encontram uma jovem enfermeira aferindo a pressão arterial do paciente. Na verdade, ela sequer estava olhando para o aparelho, porque seus olhos estavam fixos no rosto bonito dele. Vladimir estava com os olhos fechados e parecia sentir dor, ainda.

Regina se aproxima da cama e encara a enfermeira.

— Seria pedir muito para prestar atenção em seu trabalho?

A jovem se sobressalta e franze as sobrancelhas. Volta sua atenção para o medidor.

— E aí, companheiro! Está pronto para correr pelado pela rua, de novo? – Killian fala e recebe os olhos de Vladimir sobre seu rosto cínico. Inclina-se e beija o irmão. – Não se atreva a morrer ou eu mato você!

— Eu me sinto como se tivesse acabado de ser pisoteado por um time de futebol americano. – Vladimir sorri e estende a mão para tocar a esposa. – Obrigado por estar ao meu lado!

— Para proteger e servir, meu amor! – Regina gesticula para que a enfermeira acelere o processo de seu trabalho. Manda a mulher embora dali. – Consegue se recordar do que houve naquela casa? Quem o atacou?

Vladimir leva os olhos para o teto branco e fica pensativo por alguns segundos.

— Podem não acreditar, mas foi a mesma mulher que estava em nosso jardim. Ela se virou para mim e o rosto dela estava transfigurado como se fosse uma máscara. Avançou na minha direção e torceu o meu braço, mas consegui efetuar mais disparos nela...depois, ela me abraçou e prendeu-me contra o corpo dela...em seguida me mordeu o pescoço. Tudo apagou e não vi mais nada...

Regina e Killian se entreolham preocupados.

— Não havia mais outra pessoa ali?

— Não percebi. Eu estava a poucos metros dela e não havia como surgir alguém e me ferir tão rapidamente. Certamente, a mulher estava drogada, mas eu a matei.

— Ela está viva. – rosna Killian.

— Como é?! – Vladimir tenta sentar-se, mas é impedido.

— Ela estava apenas suja de poeira e sangue. Mas você não a matou. – Regina informa o marido.

— A polícia científica irá encontrar partes dos projéteis! Mas a outra parte está dentro do corpo dela! – Vladimir grita alto.

— Acalme-se e amanhã saberemos o que houve. – Regina ordena e empurra o peito do marido. Olha para trás e vê uma médica loira de longos cabelos entrar no quarto.

— Do corredor eu pude ouvir o grito, policial. – a médica se mostra alterada. — O que está havendo aqui? Ele precisa de repouso!

— Eu quero ver aquela bruxa maldita! Eu descarreguei meu revolver nela e ela sobreviveu! Killian, me ajude! Eu quero ver aquela coisa!

Um tempo depois, Regina, Killian e a bela médica saem do quarto, deixando Vladimir sedado e acomodado para dormir muitas horas.

— Vamos manter seu marido sedado para que durma e facilite a recuperação física. – ela sorri para Killian e o observa permanecer incólume.

Killian se vira para Regina e beija-lhe o rosto.

— Preciso continuar um trabalho que estávamos fazendo. Verei vocês mais tarde. – Killian se retira dali e não se despede.

A médica sorri e volta-se para Regina.

— Sugiro que permita que seu esposo fique por mais uma semana, aqui conosco. – ela estende a mão. – Sou a Dra. Emma Swan!

— Sou Regina Mills Tepes!

— Ficarei responsável pelo acompanhamento de seu marido. Ele ficará bem. – a médica cruza os braços e estreita as sobrancelhas. — A senhora deveria ira embora, tomar um banho quente e retornar amanhã. Não há nada que possa fazer aqui, porque seu marido irá dormir por mais de quatorze horas.

— Muito obrigada por cuidar de Vlad!

Regina se afasta e volta a olhar por cima do ombro, quando a médica chama seu nome.

— Seu cunhado tem namorada? – Emma pergunta e fica feliz quando a policial sorri e nega com um movimento de cabeça. – Yes!