Anaconda - Em Busca da Ana Conda
2 Que o passeio à lazer tenha início...
Notas iniciais
Caindo de boca contra o barro asqueroso feito de esgoto e tripas de porco do outro lado, Ana se lambrecou toda. Cuspindo tudo fora e levantando-se encharcada de linguiça, limpou os olhos e olhou onde estava: Obviamente uma floresta. As grandes árvores em seu caminho, juntamente de grandes copas de árvores, cobriam todo o céu e o deixavam invisível. Era um pouco escuro o ambiente, mas a morena caminhou apressadamente para o meio da mata sem pensar, apenas chorava rancorosamente enquanto cuspia dentes de porco pra fora da boca.
Depois que sumiu nuns arbustos, uma grande cobra, fazendo “Cri-Cri-Cri...” chegou no chão. A língua pra fora emitia desgosto com a morena, as garras venenosas demonstravam saliva e sede de carne. Enquanto atropelava folhas secas e grilos perdidos, a cobra seguira o rastro da moça ainda nos “Cri-Cri-Cri...”.
***
— Seus idiotas... Vejam o que fizeram! – A voz de Karen silenciou todos os outros. Ela estava beirando a porta da sala, tentando visualizar a morena, mas apenas tinha visto há tempo seu vulto pular o muro. — Ela foi pra floresta... Temos que ir atrás.
— Não, ninguém mais vai sair. – Disse seriamente a professora, se levantando da sua cadeira de madeira podre. — Vou falar com a direção e mandarei alguns guardas irem buscá-la. Fiquem aqui.
Com o silêncio dos demais, Sra. Abigail Proust abandonou a sala e sumiu corcunda pelos corredores do colégio.
— Ah... Vai depenar galinhas, sua velha. – Gritou Karen, saindo apressadamente da sala. — Apesar de achar ela uma biscate sem-sal, vou ir atrás. É minha única amiga.
A loira saiu correndo para o muro. Como era uma Nerd fracassada, tentou pular 1 milhão de vezes, mas não conseguiu.
— Como vou subir essa droga? – perguntou a si mesmo.
— Eu te ajudo! – Drake a deu um susto, respondendo por trás de si. — Foi eu quem começou aquilo tudo, então vou também. Tenho que pedir desculpas, além do mais não posso deixar uma moça tão bela ir sozinha.
Qualquer um podia perceber que aquilo era uma cantada, que ele estava completamente apaixonado pela Nerd, mas ela não entendeu. Deu de ombros e indagou:
— Tudo bem. Me dê “pezinho”.
— Vou também! – Gritou Ryan saindo pela porta da sala.
— Eu também... – O rapaz de boné, negro e com olhos castanhos saiu da porta. Estava com um cigarro na boca e sua voz era amedrontadora, além de ele ser dez vezes maior que os outros estudantes da sala. Seu nome era Doug, tinha reprovado algumas centenas de vezes, e já tinha 20 anos. — Gosto de fumar em locais proibidos.
Voltando para frente, Drake deu suas mãos para Karen apoiar o pé. A loira pulou do outro lado.
— Esperem por nós. – A voz chata e fina era de Tristy, a patricinha da sala. Era loira, de olhos verdes e usava ouro até na calcinha. Sua cachorrinha “Pipous” estava em seus braços.
— Tem certeza que você quer ir? – Perguntou Ryan. — Não acha que é um pouco... ãh... “coisada” pra isso?
— Não. Tenho que pular lá do outro lado. Quero mostrar aos pobres moradores do pântano como tenho dinheiro e brilho no glamour e com meus ouros...
— Que seja. — Drake a “jogou” do outro lado e pulou em seguida. Ryan e Doug fizeram o mesmo.
Agora já não tinha mais volta...
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