Ana e o Mar!
1 Por que o mar não se apaixona por uma lagoa?
Notas iniciais
Espero que fique legal.
Há muito tempo atrás, quase como se fosse em outro mundo, havia uma menina. Ela tinha muitos nomes, mas em seu reino era conhecida como Ana. Um nome singular, curto, único, difícil de errar, fácil de pronunciar, um nome cujo contrário daria no mesmo. Apenas, Ana.
Ana foi criada em meio à relva, em meio aos animais selvagens, frutas silvestres e clareiras. E se tinha algo que a natureza pudesse oferecer ela amaria e viria a cuidar, mas não mais que a imensidão do oceano, Ana o admirava mais de qualquer outra coisa que os deuses viessem a criar.
Sempre que possível a menina vestida de ouro e poeira caminhava até a orla da praia para molhar os pés na primeira onda da manhã. Aquela que vinha junto com o nascer do sol, que enchia seu peito de glória e iluminava seu corpo. Os cabelos refletidos ao amarelo alaranjado do sol, a sua sombra distorcida na água, o ar com aquele cheiro marítimo e aquela brisa morna esvoaçando seu vestido leve, era tudo maravilhoso, seu paraíso particular.
Quando Ana entrava no mar, tudo se fundia. O mar parecia responder aos seus comandos. Ela pedia ondas mais altas e as recebia, pedia uma areia mais fofa em baixo dos seus pés, e o mar cedia. Ana queria marolas fracas para boiar e apreciar o sol escaldando sua pele e o oceano descansava.
Apesar de toda beleza, apesar de sentir-se sortuda e completa, ela sentia-se infeliz. Gostava da tristeza, pois ela vinha junto com a inspiração que nunca havia lhe faltado, embora carregada de um toque solitário. Tudo de ruim, todos os seus pesadelos mais particulares passavam na manhã seguinte quando ela caminhava de encontro ao mar. Colecionava as conchas mais belas, tesouros, via ao longe barcos à vela, muitas outras coisas que só o tempo viria a mostrar para nós. Até parecia um recíproco amor.
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