Notas iniciais
Wáa, oi meu povo. Tudo bem com vocês? Então...enfim o capítulo seis né? A culpa meio que foi minha por essa demora, mas eu tive bloqueio criativo e, particularmente, eu ainda acho que falta algo nele, mesmo depois da V ter betado. Mas enfim, se ela deu o aval pra eu postar, aqui estou eu. Ah, a gente resolveu demorar um pouquinho pra postar justamente por isso. Se sentir pressionada pra escrever porque tem data é muito ruim, fora que a gente tá com o tempo um pouco curto, mas estamos fazendo o máximo pra vim aqui complicar um pouquinho a mente de vocês com essa história hue Deixa eu parar de escrever aqui...boa leitura pra vocês. Kissos da tia yashii~

Não podia ser possível. Seria Nicholas alguém diferente do que eu imaginava ser?

Eu estava mais do que assustada. Apavorada acho que é a palavra certa. Os flashes do sonho e daqueles movimentos me faziam duvidar da personalidade do ruivo que ali pelo chão rolava com um outro garoto do meu colégio. Me virei e saí correndo daquela confusão que me confundiu mais ainda.

– Ana! Onde vai? Deixa eu te explicar! – Ouvi Candace me chamar, mas não dei ouvidos e continuei em meu caminho.

Cheguei em casa tão rápido que até me surpreendi comigo mesma e fui direto para o meu quarto. A cena que presenciei ainda perambulava pela minha mente e me deixava ainda mais assustada. Não sei se foi por impulso ou se eu estava neurótica demais, mas um lágrima molhou as minhas bochechas. E mais outra. Uma sequência delas. Aquilo só podia ser um pesadelo.

Deitei em minha cama e me vi abraçada ao meu grande urso de pelúcia que ali ainda residia. Cogitei a possibilidade de, finalmente, contar que sonhei com Nicholas naquela noite e ele chegar a uma conclusão mais rápido. E foi assim que peguei no sono mais uma vez abraçada ao meu grande companheiro de longa data.

...

O final de semana demorou bastante de passar e isso foi bom. Deu pra recuperar bastante as matérias e me atualizar. Mesmo não sendo a melhor aluna do colégio, eu me esforçava para pelo menos tirar notas consideráveis. Recebi inúmeras mensagens de Candace e Nicholas, mas não respondi a nenhuma delas. Decidi mais uma vez que quanto menos contato, melhor.

Cheguei no colégio e, logo no corredor de entrada, encontro com o pessoal que costumo conversar. Todos olharam pra mim e me senti estranha. Os dois ruivos me fitaram na tentativa de chamar a minha atenção, sendo que Nicholas estava com curativos e hematomas espalhados pelo rosto. Senti meu corpo estremecer, lembrando-me do acontecido para seu delicado rosto estar daquele jeito. Pensei em passar direto, porém pensei nos outros que nada tinham a ver com o ocorrido. Cumprimentei-os com a cabeça de longe e continuei meu caminho. Candace veio atrás de mim, como sempre.

– Ana, por que você não respondeu as minhas mensagens?

– Deixei meu celular descarregar e só coloquei para carregar ontem à noite. – Menti.

– Pelo menos, poderia me dizer o que aconteceu com você na sexta que você saiu correndo?

– Lembrei que tinha algo para com urgência. – Fui ríspida.

– Pode pelo menos me deixar explicar o que aconteceu?

– Desculpa, mas eu não quero saber. Se me der licença, eu estou indo para a minha classe.

Saí dali deixando a ruiva boquiaberta. Eu nunca tinha agido daquela forma para como ela. Mesmo não suportando o jeito aberto demais dela, eu sempre disfarçava. Afinal, ela era uma das únicas pessoas que falam comigo aqui. Entrei na sala e sentei-me na frente. Prestar atenção na matéria me faria abstrair de tudo, ou não. Nicholas entrou logo em seguida, sentando ao meu lado.

– Ana, você está bem?

– Sim.

– Tem certeza? – O ruivo me olhou receoso.

– Tenho Nicholas.

– O que houve com você? Está tão fria.

– Não estou.

– Sabe, eu queria te explicar o que aconteceu na sorveteria sexta.

– Eu não quero saber.

– Mas Ana... – O interrompi.

– Você não me deve satisfação Nicholas. Agora, eu queria ficar um pouco sozinha.

– Tudo bem. – Ele se afastou cabisbaixo.

Não entendi o porquê, mas senti um desconforto em fazer isso. Acho que é porque eu já tinha me acostumado com a presença dele. Mas tanto faz. A aula passou de forma tensa. Eu me sentia observada e isso me incomodava bastante. Mas relevei.

As aulas continuaram assim, mas, para minha sorte, nem Nicholas nem Candace eram das minhas turmas, o que me deixava bastante aliviada. Depois desse início de manhã tranquila, chegou o intervalo. Andei calmamente pelos corredores, mas com uma luta interna com meu nervosismo que não havia ganhador. Passei pelo refeitório e olhei para minha habitual mesa. Candace olhou para mim como se fosse me chamar e vi Nicholas falar algo em seu ouvido. Nesse mesmo momento, vi sua expressão mudar e ela desviar o olhar.

Respirei aliviada e rumei para uma mesa isolada, do lado totalmente oposto a que eu costumava sentar. Pluguei os fones de ouvido em meu celular e ali fiquei. No fim, ficar sozinha não era tão ruim afinal. Terminei e ali fiquei, jogando no aparelho, vendo fotos, apenas esperando o tempo passar para eu continuar a minha rotina, só que, agora, leteralmente sozinha.

...

Novamente aquele mesmo lugar, naquela mesma noite fria em Seattle, no mesmo beco. Eram assustadores os barulhos que dali saíam. Me aproximei, como sempre, e presenciei a mesma coisa de sempre. Um homem sendo agredido com socos e tapas impiedosamente por um garoto. Mas dessa vez a vítima era outra. Era mais novo, com cabelos loiros e, diferente de antes, conseguia revidar e se defender, deixando um rastro de estragos no seu agressor. Sendo esse, o ruivo que tanto me perturbava mentalmente. Ele golpeava o loiro de forma bruta e, mesmo sendo atingido também, estava mais do que claro quem vencia aquela briga. Não consegui presenciar aquela cena até o final e saí correndo, ainda ouvindo uma voz masculina me chamar.

– Ana.

Era ele.

Duas semanas haviam se passado desde que eu me afastei do pessoal. Pode parecer pouco, mas vou admitir que aparentou ser um longo tempo para mim. Não deixei de falar com os outros, mas com Candace e Nicholas eu praticamente cortei laços. Eu continuava sentando sozinha no intervalo, tentando achar formas diferentes de passar o tempo. Costumava ler nesse tempo livre e acabei dois livros só seguindo esse costume.

Durante esse tempo, também, percebi que Nicholas e Candace estavam cada vez mais próximos e mais íntimos. De certa forma, isso me incomodava um pouco, mais do que deveria. Na verdade, eu nem deveria estar pensando nisso. Continuei frequentando para as consultas com o meu psicólogo e decidi não falar sobre Nicholas. Fora isso, tudo continuava normal, mesmo com o sonho que eu tive hoje.

Com o fim das aulas, eu estava indo para minha consulta com o William. Criei o costume de seguir meu caminho ouvindo música. Ela tem sido minha maior companheira. Eu iria atravessar a rua tranquilamente, quando sinto alguém me puxar pelo braço e me abraçar por trás, enquanto um carro passava em uma velocidade consideravelmente alta em minha frente, bagunçando meus cabelos. Tirei meus fones de ouvido e me soltei do abraço, procurando saber quem era o indivíduo que salvou a minha vida.

Era ele.

Senti meu corpo estremecer ao ver aquela expressão preocupada em sua face e me senti aliviada por ele estar ali. Soltei um suspiro pesado e olhei para o chão, sem coragem alguma de encará-lo.

– Ei, você estava querendo se matar? Enlouqueceu Ana? – Ele falou virando o meu rosto para olhar para mim.

– Eu só...estava distraída e o fone de ouvido não ajudou. De qualquer forma, obrigada Nicholas.

– Não foi nada, eu não quero nem imaginar o que poderia acontecer com você se eu não tivesse aparecido.

– É melhor não – Suspirei mais uma vez – Bem, eu já vou indo. – Me virei para ir embora, mas ele me impediu, segurando o meu braço.

– Ana, por favor me faz entender.

– O que? – Perguntei confusa.

– Por que você não me deixou explicar o que aconteceu na sorveteria? Eu sei que você estava lá.

– Eu não preciso de explicações Nicholas. – Não queria entra no assunto “Meus sonhos conseguem prever quem são pessoas assassinas ao meu redor.”

– Mas eu quero te dar, por favor. – Ele fez uma expressão triste e soltei um suspiro pesado. – Eu estou cansada de te ver sozinha. Sempre com uma expressão de tédio no rosto. Todos sentem muita falta de você Eu sinto falta de você. – O volume de sua voz abaixou e sua face ficou corada.

Confesso que uma felicidade repentina tinha brotado em meu coração. Ele ficava muito fofo com vergonha... Respirei fundo e sorri internamente. Era uma decisão difícil, mas também fiquei feliz por saber que eu fazia falta a alguém. Passaram alguns segundos e resolvi dar-lhe uma chance.

– Tudo bem, eu aceito suas explicações, mas não posso agora. Tenho um compromisso. – Vi a sua expressão passar de tensão para alívio.

– Ótimo. Que horas você pode?

– Umas quinze, eu acho.

– Que tal às quinze e vinte no Kerry Park?

– Pode ser.

– Então até lá. – O vi dar um sorriso e o respondi com outro sem graça.

Virei e continuei a andar pelas ruas movimentadas de Seattle com aquele encontro em mente, tentando entender o que tinha se passado ali. Eu tinha me deixado levar pela fraqueza, pela curiosidade ou, sei lá, pela vontade que eu sentia de conversar com alguém que não fosse minha mãe ou meu psicólogo. O Kerry Park não era tão longe do consultório de William, então não era um contratempo para mim. E assim foi meu caminho para o consultório de William Plummer. Calmo e silencioso para quem vê de fora, mas minha mente era bombardeada por milhares de perguntas e dúvidas. Será que ter aceitado sair com Nicholas tinha sido uma boa escolha? Será que saber o que realmente tinha acontecido naquela sorveteria seria algo que me ajudaria?

Notas finais
E ai? Gostaram..Não? Se não, eu aceito uns cascudos pelo que saiu, mas me desculpa. Eu escrevo muitos plots e ainda tenho uma fanfic pra atualizar lá socialspirit, mas nada sai *chora* tá pareii. Espero ver seus comentários aqui. Até a próxima! :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.