An unexpected romance

1 Capítulo 1 - Just dancing


Seria estranho eu me apaixonar pelo meu melhor amigo. Principalmente quando já estava apaixonada por outro – o melhor amigo dele. Quero dizer, caras engraçados sempre tinham sido o meu fraco; acho que garotas “sérias” sempre procuram por um pouco de diversão em suas vidas, mesmo que às vezes as piadas sejam sem graça. Como quase sempre eram com ele.

Eu estava sentada junto ao rádio, aguardando por notícias, esperando não escutar o nome de nenhum conhecido entre a listagem de desaparecidos já provavelmente mortos. Principalmente um “Ronald Weasley” entre os nomes estranho. Eu sentia falta dele e sabia que Harry também, queria que ele estivesse bem – mesmo sem saber exatamente onde ele poderia estar. Ainda tinha um pouquinho de esperança de que Ronny tivesse se arrependido, que estivesse a nossa procura – não era à toa que eu prolongava a estadia ao máximo, mudando de lugar cada vez mais esporadicamente e também deixando pistas cada vez mais óbvias.

Porém, o tempo estava passando (ele parecia que nunca mais iria voltar!) e agora éramos só nós dois: Harry e eu. Não podia ficar me sentindo culpada – não havia feito nada, certo? Ok, talvez não. Talvez Harry e eu realmente tenhamos agido de modo a passar as intenções erradas. Eu sabia que Ronny gostava de mim, mas não tinha ideia de que esse sentimento era tão intenso a ponto dele brigar com o próprio melhor amigo. Mas o fato é que depois que ele fora embora, o sentimento que eu sentia por Harry começou a parecer cada vez mais estranho para mim. Eu não o olhava para ele com os mesmos olhos. Meu Deus, como eu poderia pensar uma coisa dessas?! Como podia ser tão cruel com seus sentimentos?! Eu amava Ronny. Ronny, não Harry.

Mas as coisas começavam a mudar entre a gente, ainda que racionalmente eu não quisesse que nada mudasse. Só que estávamos próximos demais, sozinhos, tristes, com medo. Quem poderia nos culpar? Harry que sempre fora um ótimo amigo, começara a agir de maneira mais cuidadosa e, digamos, carinhosa comigo. E eu deixei.

Felizmente, naquela noite nenhum nome que eu conhecesse havia sido citado. A programação pirata estava saindo do ar e agora uma música um tanto animada demais para o meu gosto e para a situação começava a tocar. Eu estava mais triste do que nunca – e com raiva também. Afinal, Harry não tinha ideia do que estava fazendo, além de fugir e procurar Horcruxes em lugares que nós não sabíamos onde ficavam. Meus olhos estavam ficando cheios de lágrimas.

Eu olhei para o lado e ali estava Harry, sentado numa cadeira a uns três metros de distância. Ele me encarava com aqueles olhos verdes brilhantes enquanto eu tentava disfarçar e limpar as lágrimas que insistiam em escorrer pelo meu rosto.

De repente ele se levantou em direção ao rádio, aumentou o volume e estendeu a mão para mim. Será que ele queria mesmo dançar comigo? Não podia ser. Eu balanceia a cabeça, negando.

– Não é um bom momento, Harry – disse.

– Sempre é um bom momento, Mione, e, além do mais, nós dois precisamos esfriar um pouco a cabeça.

– Tudo bem.

E assim eu levantei, séria, sem vontade alguma de fazer aquilo. Ele esticou as mãos e retirou o medalhão que pesava em meu pescoço. Nossa, como eu me senti mais leve! Dançar já não parecia uma ideia tão ruim assim. Então, enquanto nos encarávamos, nossas mãos se tocaram e o garoto começou a se balançar lentamente, um pouco desengonçado. Mas, admito, o estava achando fofo. Não conseguia mais olhá-lo nos olhos. Estava com vergonha demais para fazer isso; tudo ficaria tão óbvio!

A música estava acelerando, ele me puxou para o centro da barraca cinzenta. Aquilo tudo estava me deixando desconfortável. Aonde Harry queria chegar? Então, enquanto nos balançávamos, eu realmente comecei a curtir a ideia de estar fazendo aquilo com ele. Talvez não fosse certo, mas no fim era bom.

Porém, a música estava acabando. Os acordes começaram a ficarem mais lentos novamente, obrigando-nos a nos aproximarmos. Eu coloquei a cabeça em seu ombro e fiquei ali abraçada com Harry até que a música já tivesse acabado há tempos. Ele afagava meus cabelos e beijava o topo da minha cabeça. O que estávamos fazendo?! Eu estava assustada, mas, confesso, estava gostando. Era a melhor coisa que tinha acontecido nas últimas semanas e de repente tudo parecia tão claro: eu estava apaixonada por Harry Potter.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.