Capítulo 3.

Phellip estava em seu quarto, pensando em seu novo amigo, Damien, ou não tão amigo assim. Ele adorava o modo com que Damien o olhava com os seus lindos olhos, o modo como as mãos deles tocavam o seu rosto.
— Phellip! — Normane apareceu e viu que o seu filho estava muito feliz, coisa que não acontecia durante muito tempo. — O que aconteceu?
— Eu estou muito feliz, papai. Meu poder de fogo apareceu e eu conheci um garoto durante o meu passeio no bosque. — Ele estava sorrindo. — O seu nome é Damien e ele é bem legal.

Normano ficou paralisado. Olhou para o seu filho com uma expressão horrorizada.
— Não quero que ande mais com ele, meu filho. Ele é filho do rei do inverno. Damien é um príncipe, assim como você, herdou poderes inimagináveis, ele pode congelar as coisas.
— Mas pai, ele é o meu amigo.
— Mas eu e o pai dele estamos em guerra e amanhã eu tomarei o bosque gelado e me proclamarei o rei do país todo.

Normano saiu e trancou o filho dentro do quarto para evitar que ele interrompa o que ele vem tentado ha muito tempo.

[...]

Damien estava sentado no mesmo lugar, esperando o seu amigo, Phellip. Ele estava ansioso, pois nutria uma paixão pelo príncipe dos vulcões.
— Onde ele está? — Murmurou ele, com uma certa angústia na voz. — Phe, onde você está?

A noite caia e começava a esfriar, Damien viu que Phellip não ia aparecer mais e saiu correndo em direção ao vale gelado.

[...]

Damien notou que o vale estava muito quieto. Pessoas que eram felizes, agora carregavam o semblante fúnebre.

— Guarda, o que aconteceu? — Perguntou Damien, observando os plebeus.
— Alteza, é melhor que entre no castelo! — O guarda olhou com tristeza.
Damien andou lentamente, estava curioso para saber o que estava acontecendo com todos os que habitavam ali. Quando entrou no castelo, viu algo que o fez parar, seu pai estava caido, perto do trono, com uma adaga em seu peito.
— Pai, não! — Ele correu até o seu pai, viu que ele ainda estava vivo, porém próximo a morte. — Fala comigo pai.
— Meu filho, o reino dos vulcões atacou o nosso reino, porém não levaram nada. — A voz dele estava fraca. — Meu filho, cuide bem desse governo.

Ao dizer isso, faleceu. Damien retirou a adaga e ficou chocado com o que estava escrito: Para o Rei Normano, do seu filho Phellip.