An Epic Love
49 Capítulo 48 - Caroline
Notas iniciais
Sorry não ter postado de madrugada, mas minha net resolver dar problema enquanto eu estava escrevendo :s
Mas enfim: ela voltou e vou poder postar hahahhaha
Boa leitura amores ;)
Estávamos indo a toda velocidade pelas ruas, meus olhos não saiam da Car. Damon está com os braços em minha volta, ele acariciava e beijava meus cabelos tentando me acalmar, eu estava soluçando, meus olhos ardiam.
Chegamos ao hospital e então levaram Car para a sala de exames. Damon foi fazer algumas ligações, provavelmente para os pais da Carol e pro Matt, eu não estava em condições de pensar em nada, eu mal consigo falar, estou em choque, eu acho. Meu corpo treme, e os soluços nem as lagrimas vão embora. Eu preciso de noticias, quero saber como está minha amiga, preciso. Damon terminou as ligações e voltou para perto de mim.
- Quer alguma coisa pequena? Água, chá ou café? – Ele passava as mãos pelo meu cabelo, em seu rosto a tristeza era palpável, mas ele estava tentando ser forte, talvez para que eu não desabasse de vez.
- Água, por favor! – Ele assentiu, deu um beijo em minha testa e foi buscar a água.
Fiquei ai alguns poucos minutos sozinha, fiquei encarando o nada, minha mente estava livre de qualquer pensamento, não havia nada, minha mente estava vazia. Damon se aproximou com o copo de água e me entregou, tomei alguns goles, e só então percebi que minha garganta estava seca, beberiquei mais um pouco.
- Ligou para os pais da Car?
- Liguei sim, liguei pro Matt também. Ele ficou desesperado. – Damon fitava o chão.
- Imagino.
- Eles já devem estar a caminho.
- Hum. – Foi o que eu consegui dizer.
O silêncio tomou conta da sala de espera, não havia mais ninguém ali, só nos dois, uma vez ou outra passava uma enfermeira, olhava apreensiva esperando que pudessem trazer noticias da Car, mas nada. Já tinham se passado uma hora desde que chegamos no hospital, Matt chegou desesperado, não sabia o que fazer, Damon tentou acalmá-lo, e com muito custo conseguiu. Os pais da Car chegaram alguns minutos depois, Liz estava com os olhos marejados, ela veio em minha direção, eu me levantei e ela me abraçou apertado, senti suas lagrimas molharem minha blusa, a abracei mais forte ainda, eu sabia que estava sendo muito mais difícil para ela do que pra mim. Ele se afastou e olhos apreensiva.
- Alguma noticia?
- Nada, até agora nada.
- Ah Lena, como ela estava quando você viu ela antes de levarem ela lá para dentro? – A imagem da Car ensangüentada, me veio a mente, era horrível pensar na minha amiga naquela situação.
- Estava desacordada. – Foi o que eu consegui dizer.
- Ai meu Deus. – Ela respirou fundo, tentando segurar as lagrimas.
Liz se sentou ao meu lado, nós duas fitávamos o chão sem dizer nada, apenas fazendo preces baixinho par que Car estivesse bem.
- Caroline Forbes. – O médico de estatura média, cabelos castanho claro, de olhos azuis escuro e um sotaque britânico, chamou na porta. Todos levantaram e seguiram em sua direção.
- Eu sou Liz, mãe dela. Como ela está? – A preocupação e o medo de receber uma noticia nada agradável estavam em sua voz.
- Olá, sou Joseph. Ela está estável, mas em coma. – Ai meu Deus. Coma! Minha amiga está em coma. Meu Deus, meu Deus, meu Deus. Meu mundo parou, desabou. – Ela bateu a cabeça com muita força quando foi atropelada, e alem disso ela fraturou o braço esquerdo em dois locais, mas já cuidamos disso.
- Meu Deus, minha filha ta em coma, meu Deus. Meu Deus. Porque? – Liz começava entrar em desespero. – Quando ela vai acordar doutor?
- Não sabemos, pode ser hoje, amanhã, daqui uma semana, um mês, ou mais. Não sabemos dizer ao certo.
- Ai meu Deus. – Agora era eu quem estava entrando em desespero de novo. É tudo culpa minha, Car ta lá, daquele jeito por minha causa.
- Podemos vê-la? – Matt pergunta.
- Podem sim, mas apenas dois de cada vez.
Liz e o Sr. Forbes foram na frente, Damon, Matt e eu ficamos ali aguardando. Eu não acredito que minha amiga ta em coma, não acredito. Meu Deus, por favor, trás a Car de volta a consciência por favor, eu preciso dela comigo, preciso da sua animação, da sua alegria de viver, da sua força e da sua amizade que é mais do que importante para mim, por favor meu Deus, trás ela de volta! Fiz minha prece baixinho de olhos fechados. Damon estava ao meu lado com os olhos fitando o nada.
Lembrei dos meus pais, e acho que eles gostariam de saber sobre isso, pesquei meu telefone do bolso, e disquei o numero de casa.
Ligação on.
- Alo! – Era a voz da minha mãe.
- Mãe. – Eu disse com a voz chorosa.
- Filha! O que houve?
- A Car mãe, ela foi atropelada, está em coma mãe. – As lagrimas voltavam a surgir como cascatas em meus olhos.
- Meu Deus filha, como isso aconteceu?
- Estávamos saindo da faculdade, e quando o sinal ficou verde fomos atravessar, meu celular caiu no chão, e enquanto fui pegar o celular, um carro em alta velocidade fez a Car... — não consegui terminar de contar. — Foi horrível mãe, ela ta mal, a culpa é minha, se eu não fosse tão desastrada isso não teria acontecido.
- Filha não foi sua culpa, você não teve culpa nenhuma amor, aconteceu, você não pode fazer nada, e a culpa foi de quem atropelou ela.
- Mãe, eu me sinto tão culpada.
- Não se sinta filha, você não é a culpada em nada. – Nisso Damon se aproximou de mim e me abraçou.
- Vou desligar mãe, quero ir ver como ela está.
- Ta bom filha. Os pais dela já estão ai?
- Já sim. Estão com ela nesse momento.
- Ta bom então filha, qualquer coisa me liga, qualquer horário okay?
- Okay, mãe. Te amo!
- Também te amo filha!
Ligação off.
Damon me agarrou mais forte, me puxando para mais perto dele.
- Pequena, não se culpe, já te disse, não foi culpa sua.
- Mas se eu não tivesse derrubado o celular, isso não teria acontecido.
- Hey pequena, olha pra mim. – Fiz o que ele me pediu. – A culpa não foi sua, seu celular caiu no chão porque era pra ele cair, não porque você quis que ele caísse, isso acontece, são coisas da vida pequena. Temos que enfrentar de cabeça erguida, por mais difícil que seja. Eu sei o quanto ta sendo difícil, pra mim também está, é a minha prima e a sua melhor amiga que está lá dentro, e nós a amamos, e vamos estar aqui sendo fortes para ajudar ela quando acordar.
Uau, Damon me surpreendeu com essas palavras. Eu não tive o que responder, eu só me aconcheguei ainda mais em seu peito, e ele me abraçou mais forte.
- Promete que não vai se culpar mais?
- Prometo. – Assenti com a cabeça.
Liz e o Sr. Forbes saíram e então eu entrei com Damon. Ao entrar na sala e ver Car com todos aqueles aparelhos, tubos e agulhas nela me causaram um arrepio na espinha, Damon apertou meus ombros, e então percebi que tinha parado na porta, segui até estar ao lado da cama, peguei sua mão e acariciei, suas unhas estavam bem feitas, como sempre estavam, havia um anel em seu dedo, era o anel que Matt tinha dado pra ela a algum tempo atrás. Puxei sua mão até os meus lábios e beijei, as lagrimas novamente voltavam a escorrer pelo meu rosto.
- Ah amiga, volta por favor! Preciso tanto de você aqui. Por favor Car, por favor, não brinque assim conosco, por favor Car. Volta! – Minha voz era quase um sussurro.
Mas nada nenhuma resposta alem dos bipes que os aparelhos faziam. Ajeitei seus cabelos loiros, afastando-os de sua face agora pálida. Ah minha Car, minha amiga, volta logo, estou sentindo tanta falta de você já. Volta.
Não sei quanto tempo ficamos ali, mas Damon me puxou para que saíssemos do quarto, pois agora era a vez do Matt ir vê-la.
Nunca passei por algo tão doloroso em toda a minha vida, e a única coisa que quero agora é ver Car de volta sorrindo e transbordando vida, como sempre ela fez.
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