Anônima

16 Capitulo 16 - You


Notas iniciais
Olá queridos! Boa noite! Espero que não estranhem a minha vida inusitada! Estou me sentindo feliz e inspirada! Vim trazer um presente para vocês, meus amores que me apoiaram tanto nos comentários e entenderem como é difícil fazer o que gosta e ainda arcar com as responsabilidades! Quero a agradecer a Ladylive pela recomendação maravilhosa e lotada de elogios! Sua recomendação foi um dos motivos de me trazerem rapidamente dessa vez! Obrigada do fundo do meu coração! Eu espero que gostem do capítulo! Amo vocês! Boa Leitura

Anônima

By: Archangel

Chapter 16: You

– Acha que ela vai ficar bem? — Depois de inúmeros minutos sem falar uma só palavra, ele finalmente se pronunciou. Da mesma forma como chegou a residência dos Harunos, quieto e com a preocupação evidente em seus olhos perolados, escancarou a porta do quarto onde a filha estava dormindo, permanecendo assim até que sua voz foi ouvida no mórbido silêncio do quarto.

– Eu não sei, Sr. Hiashi.- Sakura respondeu aflita. Imaginou que quando aquele homem frio atravessou a porta de seu quarto sem ao menos pedir licença, era só mais um empresário rico sem sentimentos que arrancaria filha a força de sua casa e a mandaria para algum hospital onde pudesse controlar tudo com seu dinheiro. No entanto, como ela mesma começou a levar em conta velhos ditados, esse essencialmente está começando a fazer sentido e as aparências realmente enganam.

O que entrou pela sua porta foi um pai preocupado, um homem que moveria céus e terras por seus filhos, sendo capaz de dar a vida por eles. Isso só foi mais comprovado quando em um gesto de carinho, Hiashi tocou delicadamente o rosto da filha, não se importando nem um segundo se tinha alguém presenciando a cena. Sakura poderia pensar que era tudo fingimento, mas o tom embargado que usou quando se dirigiu a ela, foi o suficiente para se esquecer de suas dúvidas contra índole do patriarca Hyuuga.

– Ela é só uma menina.- Ele suspirou, as costas largas denunciavam o cansaço e suas mãos antes firmes, começavam a tremer enquanto acariciava a filha adormecida.- Como pude ser tão irresponsável e deixar que minha filha se matasse aos poucos? Como pude ser tão imprudente?

Sakura sabia que ele fazia essas perguntas para si mesmo e mesmo assim, ela se sentiu na obrigação de responde –las , afinal de contas, querendo ou não ela fazia parte disso e já estava na hora de saber como tudo funcionaria daqui para frente.

– Não se culpe Sr. Hiashi. Sua filha não sabia o que estava fazendo. Ela precisa de ajuda. – Sabia que não estava no direito de ser abusiva, mas em conta da oportunidade decidiu por as cartas na mesa. — Sua filha é uma boa pessoa, mas se envolveu com as pessoas erradas. Ela não foi única a se machucar, outras pessoas também sofreram algo parecido. Inclusive eu.

Ela abaixou a cabeça e refletiu em silêncio. Sabia que ele precisava saber como era a vida de sua filha fora dos portões de sua casa. Ele podia ser um pai preocupado, no entanto, assim como o seu próprio pai, era ausente.

– E acha que eu confio em uma pessoa que acabei de conhecer? Se você em diz que minha filha se envolveu com pessoas erradas, quem me garante que você não é uma delas? Quem me garante que não foi você que fez isso?

Sakura ponderou em responder, sentindo a força da raiva do Hyuuga nas perguntas ofensivas, contudo, foi obrigada a se manter calada quando a irmã de Hinata entrou no quarto sem aviso e sentou ao lado pai encarando –o como uma pessoa que sabia o que estava acontecendo e estando muito mais culpada do que qualquer outra pessoa naquele quarto.

– Hinata fez isso por ela, Papai. Ela estava se matando. Perdi as contas de quantos calmantes ela tomava para dormir e quando eu a via sair do quarto de madrugada para vomitar tudo que tomou na privada. – Hanabi, mesmo sendo a mais nova aparentava ser mais madura que a irmã mais velha. Tinha um bom senso, que Sakura teve que admitir, se ela estivesse no lugar da irmã, jamais isso teria acontecido. – Como ela disse, Hinata precisa de ajuda. Hinata precisa de nós.

Sakura poderia ter ficado ali e assistido aquela cena, onde o pai e uma irmã se culpavam por deixar uma adolescente chegar aquele ponto, mas ela preferiu tomar uma atitude. Passou os olhos pelo seu quarto rapidamente, pensando no que iria fazer e decidiu que os deixaria sozinhos enquanto ela tomava rédeas da situação.

– Eu vou deixa-los sozinhos. Se precisarem de algo, por favor, me procure. Os empregados saberão onde me encontrar.

– Obrigada.- Hanabi disse antes que fechasse a porta. – Por salvar minha irmã.

...

Caminhava entre os corredores desertos da mansão sem emitir nenhum ruído, era até estranho a forma como conseguia ser tão silenciosa e ainda usar saltos altos. Talvez todos aqueles anos de sofrimento pelo menos serviram de alguma coisa. Fechou os olhos e tentou afastar a lembrança pesarosa de seus pensamentos. Ainda doía. E era incentivo o bastante para querer largar tudo e voltar para as profundezas de sua própria solidão.

Mas qual era a diferença? Se esconder por trás de paredes não a ajudou a evitar que sua avó a açoitasse quando tremeu o pulso ao levar a xicara a boca. Do contrário, só a levou a cada vez temer as pessoas e esperar que o dia acabasse para enfim dormir. Contudo, o fato de todas as coisas ruins acontecerem, ensinou a valorizar as pequenas e a se tornar uma pessoa justa ou mais próxima disso.

Talvez o fato do garoto mais popular perder tudo nos jardins de sua casa, fora algo premeditado. Algo que a mostrasse que ela precisava ser ouvida e, que assim como ela, todas as pessoas têm problemas e não é fugindo deles que a sua realidade vai mudar.

– Sakura? – Ela desertou de seus pensamentos com a voz do Uchiha suave nas escadas. – Está tudo bem?

– Sasuke? — Encontrou — o quando estava chegando ao andar de cima. — Onde você estava?

– Na varanda. – Murmurou observando a parede a sua esquerda.

–Hm. – Suspirou. Percebeu o quanto ele estava desarrumado, a gola da camiseta estava esfolada, algo que ela notou ser resultado de uma de suas manias mais feias.Todas vezes que a situação escapava de seu tão poderoso controle, o Uchiha se sentia completamente descontrolado e suas camisas apertavam demais sua garganta. Ela percebeu que era como se ele se sentisse sufocado. – Você está nervoso.

– Não. Só estou impaciente. – E mais uma vez as mãos inquietas que denunciavam sua mentira, massagearam o pescoço.

Cansada, ela andou até estar à frente dele e pousou sua mão acima da dele. Estavam muito próximos e ela podia enxergar pequenas olheiras de baixo dos olhos negros que a encaravam como carvão em brasa. Os olhos verdes pareciam perdidos, no entanto, o contato visual inevitável tornou-se forte demais para simplesmente devia. A rosada sentiu quando ele estava se aproximando. De repente, a mão que estava abaixo da sua contornou seu pulso e deslizou suavemente até seu cotovelo.

Um suor estranho surgiu na palma de sua mão e por um instante cogitou a ideia de fechar os olhos, mas não era tão fácil quando seu lado curioso duelava com seu lado sentimental tentando encontrar a melhor maneira de agir. Ele estava cada vez mais perto e subitamente, ela sentiu vontade de se aproximar também.

O que estava acontecendo com o seu corpo? Por um acaso o cérebro tinha parado de funcionar? Não. Ele ainda estava lá trabalhando a mil por hora e usando seu olhos como câmera para gravar aquele momento que depois a faria imaginar que loucura estava fazendo.

Ainda de olhos abertos, os lábios de Sasuke tocaram os seus levemente. Nos primeiros momentos sentiu um calor aquecendo seu interior. Era calmo e aos poucos a consumia. Não conseguia resistir a sua própria vontade, se perdendo inteiramente naquela situação insana onde as mãos de Sasuke a puxavam pra mais perto e o restante do ar em seus pulmões aos poucos deixavam de existir. A língua do Uchiha invadia sua boca sedenta, procurando algo que saciasse a fome que aparentava há tempos sentir.

Ela poderia ter ficado, aproveitado mais e se entregado totalmente a aquelas sensações novas, no entanto, algo dentro de si estava recobrando a razão e insistia em dizer que era errado o que faziam. Aos poucos ela se afastava, lutava para não ser brusca e sair correndo. Ele deixou sua boca e a encarou. Sakura podia enxergar a confusão nos olhos dele e temeu o que ele diria.

– O que foi? –Ele sussurrou acariciando seu rosto.

– Isso foi...- Tentou dizer, mas as palavras embaralhavam em sua mente e ela só conseguia pensar no perfume masculino e na sensação de sentir seu lábios ainda pressionados pelo de Sasuke, mesmo que ele tenha se afastado.

– Eu sei. Está se culpando. – Era audível as vozes no andar de baixo e mesmo assim o Uchiha parecia alheio ao que acontecia e se concentrava na sua tarefa de moldar o rosto que tocava com os dedos. – Não precisa. Se você quiser que isso fique aqui, eu posso garantir que não vou me importar. – Sakura sorriu levemente e Sasuke se aproximou mais uma vez. – Mas, se preferir continuar, certamente, não irei me opor.

– Não é isso. Só não é certo. – Ainda embriagada pela forma como ela a tocava, conseguiu por fim dizer algo que fizesse sentindo. –, E não tenho certeza que posso deixar que algo desse jeito continue.

– Sakura e dai que não é certo. Quando eu estava com a Karin não era certo também. – Ele disse suave, mas ela sentiu uma pontada em seu estômago e segurou as mãos dele levando o rosto para olhar seu rosto.

– É exatamente isso, Sasuke. Eu não quero ser a Karin ou qualquer outra garota que você tenha ficado ou namorado. Não posso simplesmente ficar com você por atração, pois isso eu consigo com qualquer outra pessoa e com você é a mesma coisa. – Respirou fundo e tocou –lhe o rosto incerta. – Se vamos ter alguma coisa, pelo menos quero me permitir sentir algo mais que só atração e acho que você não está disposto a isso.

Soltou –lhe as mãos e virou-se para descer as escadas, mas antes que desse o primeiro passo, foi puxada pela mão e teve o corpo presado na parede oposta por um mais forte mais pesado, sua boca foi invadida sem permissão. Ainda surpresa não teve tempo de entender o que acontecia e suas mãos moviam-se involuntariamente sem direção e não sabia o que tocava até sentir o ar entrar com força em seus pulmões e o peso aliviar a pressão em sua cintura.

– Então não estou disposto? – Ergueu o queixo dela e a fez encara-lo nos olhos e sua fúria e determinação por ser totalmente exposto e não ser necessariamente a forma correta de como se sentia, o fez esquecer de manter a neutralidade e pela primeira vez agir no calor de sua emoções. – Estou disposto a tudo se for para ter você!

E sem medo, ela se entregou de vez.

...

Não se podia imaginar coisa pior. Então era sim que o seu tão amado se portava? Por isso ele não a amava. Como foi tola! Esteve o tempo todo diante de seus olhos. E ela boba e inocente não reparou no ocorria em sua volta. Obcecada no amor cego que julgava sentir por ele, simplesmente não escutou a voz da razão.

Pelo menos agora ela podia rir dele também. E não importava quem tivesse feito aquilo, definitivamente estava querendo acabar com a boa reputação dele. E estava perto de conseguir. Isso mesmo, perto. Pois ela, Hinata Hyuuga, iria descobrir quem foi que espalhou aquela fofoca e ajudar a não só destruir, mas aniquilar a existência de Kiba Inuzuka.

“O mais novo par romântico do College Shinobi Konoha : Kiba e seu namorado, Sai passeando ao ar livre e fazendo compras no shopping! O que será que sua namorada Hinata acha disso? Ou melhor, será que ela sabe com quem Kiba a trai?”

Notas finais
Olá novamente! Obrigada por ler! Até a próxima!