Anônima

4 Capítulo 4 - Falsa


Notas iniciais
Espero que desculpem pela demora. Mas eu tive uma certa carência de inspiração e por isso demorei a postar.

Não sei esta bom, já vou avisando, mas o que aconteceu nesse capítulo, vai influenciar bastante na fic.

Boa leitura ^^

Anônima

by: Coffee Mint

Chapter 4 — Falsa.

Lágrimas em abundancia escorriam pelo seu olhos. Não era forte o bastante para dizer não. Nunca foi. Pelo espelho a imagem nítida de uma garota bela, olhos perolados , cabelos negros e um curvilenio e avantajado , corpo. Não podia voltar atrás, o erro já tinha sido cometido,agora é só aguardar. Não importava se tinha sido forçada, era o preço. Agora, outra — inocente- pessoa, ia sofrer e só o que ela podia fazer, era se lamentar. Eu menti. Não acredito, que fui capaz de quebrar um de meu princípios , por um garoto. Mais lágrimas veio ao seu olhos, mas era hora de encarar as consequências, ia se odiar para o resto da vida.

" Sakura, encontre -me no pátio, assim que as aulas terminarem. Contarei tudo lá, ok?" Foi o que disse a garota de cabelos rosados. Mal ela sábia que estava sendo um alvo de humilhação,que sofreria um ato cruel somente por ter falado com um rapaz e uma ciumenta namorada, querer se vingar. Ela não sábia, que no momento que ela, Hinata, entrou em sua sala, com -falsas, assim com ela- lágrimas nos olhos, o começo daquela barbaridade tinha começado.

O sinal de final das aulas, soou. Por favor,Sakura. Não vá ao pátio agora, por favor. pedia em pensamentos,implorando para que algo desse errado e nada do que estava prestes a acontecer, viesse a tona. Mas quem era ela afinal, para implorar que desse errado, se ela foi uma das pessoas que contribuíram para que isso acontecesse? Ela não era ninguém. Enxugando as lágrimas dos olhos e pegando sua bolsa, saiu do banheiro as presas. Tinha que ir embora, tinha feito a sua parte,o resto não era obrigada a ver. No meio do caminho, uma loira apareceu em sua frente. Era Ino.

– Hinata, está na hora, vamos. O show vai começar!

Desculpe-me, Sakura. Espero que um dia me perdoe.

...

Alguma coisa estava errada. Ela sábia. Ignorando as conversas do corredor, andava entre as pessoas como se fosse invisível — o que na verdade, não deixava de ser aos olhos daqueles que entre ela , passavam. -, algumas esbarravam em seu corpo, outras a olhavam com desprezo, trazendo mais uma vez, os questionamentos que ela vem fazendo em seus pensamentos, desde que completou 12 anos de idade. Dirigiu -se ao seu armário, imaginando o que ela fez para que essas pessoas , á odiassem tanto. Talvez, fosse o fato de estudar em uma instituição de ensino da alta sociedade, onde só alunos com muito dinheiro frequentavam, aqueles que tinham dinheiro o bastante para construir um estado.E Sakura, não se encaixava no padrão dos alunos.

Assim que fechou o armário, colocou a bolsa nos ombros e ligou seu celular. No visor, mostrava que só tinha dez minutos antes de ir para casa, ou seja, seu tempo com Hinata ia ser limitado. Virou os corredores quase vazios, com exceção dos alunos de grêmio estudantil e alguns estudiosos que adiantavam as tarefas de casa.Quando estava prestes a virar a última curva que daria ao pátio, alguma coisa dentro de si a fez parar. Talvez fosse o frio na barriga, ou talvez, a leve desconfiança em Hinata ou até mesmo aquela inútil sensação de algo estava errado. Seu sexto sentido nunca falhava — disso ela tinha mais do que certeza. — , podia simplesmente inventar uma desculpa e ir embora, mas alguma coisa dentro de si, sábia que a Hyuuga tinha algo a lhe contar -seja bom ou ruim — e, isso ela só ia descobrir quando conversasse com ela.

Ignorando todos os seus medos e receios, ela virou a última curva. Como ainda se mantinha de cabeça baixa , não percebeu o pequeno amontodo de gente que estava no inteiro do grande e espaço pátio.No entanto, quando seus olhos meio incertos olharam para frente, aquela sensação de perigo duplicou, em seus olhos o pânico tornou se visível e agora mais do que nunca, desejou nunca ter virado a última curva.

– Olha o que temos aqui, Karin. Parece que a nossa convidada...é pontual. — Uma garota loira do grupo, se pronunciou em meio as gargalhdas.

– Não é que você tem razão, Shion. O patinho feio, tem sua qualidades. — A ruiva se aproximava da rosada lentamente, como se fosse uma tigresa caçando sua caça.

Sakura estava com medo. Sábia que elas eram perigosas, cada uma delas, especialmente a ruiva que andava em sua direção. Onde esta Hinata? E que história é essa de convidada? Ao lembrar-se do nome da Hyuuga, seus olhos analisaram o espaço e imediatamente, um choque de assombro tomou seu corpo. Lá, entre aquele grupo, de cabeça baixa, estava Hinata. Queria ir embora correr, se esconder mais uma vez em seu mundo, onde ninguém a não ser ela era permitido entrar. Num impulso, tentou correr. Mas, garras vermelhas e femininas, rodearam seu braço em puxão brusco, doloroso e cruel.

– O que está pensando em fazer? Fugir? — Uma risada sarcástica,pode ser ouvida pela ruiva — Sinto muito, patinho rosa. Mas, você só vai sair daqui, depois de pagar por ter se metido com meu namorado!

Confusa e ainda amedrontada, Sakura tentou entender qual foi o verdadeiro motivo de estar ali — e também , o motivo de Hinata ter mentido. Ela não fez nada a ninguém , pelo contrário, eles foi que fizeram a ela. -, seu corpo endureceu de tensão e ela pediu que alguém a salvasse. Ela só queria ir embora.

– D-o que, v-o-ocê está falando?

– Não se faça de sonsa, Patinho. Eu vi você se insinuando para o Sasuke! Eu não sou burra, muito menos cega como você, eu sou perfeitamente capaz de enxergar. E eu vi, você e ele, juntos encostado em uma parede. Eu vi!

Quando finalmente caiu a ficha, Sakura nem teve tempo de pensar, um soco brutal atingiu seu rosto, fazendo seu óculos voar metros e rachasse ao meio, e ela caísse ao chão pelo impacto.

Imediatamente, as outras pessoas do grupo a rodearam, começaram a pisoteá -la , esmurra-la e bater sua cabeça no chão. Sua vista estava turva pelas lágrimas e o sangue escorria vermelho vivo sobre sua testa e suas roupas,sua pele branca e sensível cheia de hematomas roxos e verdes e seu corpo, mais pesado que uma rocha.

Por favor, alguém me ajude! Socorro! Gritando,implorando em pensamentos, Sakura se contorcia em baixo das agressões, pedia por uma mão, por alguma coisa ou alguém que a salvasse, que diminuísse a sua dor. Foi quando estava prestes a desmaiar, conseguiu ouvir um voz grave , dura e arrogante , afastar as pessoas.

– Já chega,Karin! Que merda você fez? Quer saber, não importa vamos embora antes que a diretora ou alguém apareça! — Os berros da ruiva e alguns gemidos de frustração por acabar com a "festa", foram se afastando, até que Sakura notar que estava sozinha.

Passou um tempo de olhos fechados, imaginando mil e uma possibilidades de revolta. Pela primeira vez em sua vida, estava com raiva. Sim, muita raiva. Aos poucos esse sentimento tomou conta de seu corpo, lhe dando forças para levantar. Pegou sua bolsa e com um gemido de dor, levou -a aos ombros, ignorou os óculos quebrados e seguiu para fora da escola. Andava pelos corredores rapidamente, com a cabeça erguida, mantendo os olhos verdes fixos no caminho a frente, até que finalmente chegou a saída.

Pelas ruas, algumas pessoas a olhavam com horror, outras com pena e algumas ignoravam, foi assim até chegar em casa. Quando abriu a porta da frente, seus olhos avistaram sua mãe sentada no sofá e sua irmã ao lado, folheando uma revista de moda. Sua irmã foi a primeira a notar sua presença, soltando um grito de horror e chamando a atenção da mãe sobre sua aparência.

–Meu Deus, o que fizeram com você?!- Sua mãe perguntou assustada e alarmada. Ignorando as duas, ela seguiu as escadas e subiu para o quarto. Tomaria um banho e nunca mais sairia de lá de dentro, cuidaria a se própria sem precisar de ninguém. Quando fechou a porta , pode escutar sua mãe gritando para empregada ligar para o seu pai.

Quando saiu do banheiro, a maioria de seus machucados não passavam de uma mancha roxa, enquanto estava tomando banho ela os lavou devidamente e quando terminou passou pomada em cada um deles. Na frente do espelho, ela olhava o que tinham feito por ela. Por um motivo fútil e sem fundamentos, ela estava toda machucada, cortada e com uma aparência assustadora.

Em um ataque de raiva, ela pegou o abaju rosa bebe na cômoda e atirou no espelho, seguido de um berro de angustia e de sofrimento. Ainda enrolada na toalha, ajoelhou-se atrás da porta passando o finos — machucados — e delicados braços em torno das pernas, numa tentativa de conforto e proteção, o que de algum modo funcionou , ou talvez ela só estivesse cansada de chorar e acabou adormecendo.

...

Acordou com batidas insistentes na porta, uma voz grave e irada era ouvida chamando o seu nome. Era seu pai. Ele batia e ordenava que abrisse a porta, estava furioso e ameaçava de arrobar a porta se ela não abrisse.

– Sakura querida, abra a porta. Sou eu, papai! Não fique com medo, quem quer que tenha te machucado vai pagar por isso. Agora abra a porta, se não serei obrigado a arroba -la. — Temendo a fúria do pai, segurando a toalha ao corpo e apoiando -se na porta, ela levantou — se e abriu- a lentamente.

O homem parado a sua frente, a princípio a raiva tomou conta de seu rosto, ao contemplar a imagem da filha, mas ao ver as lágrimas nos olhos verdes e inocentes, seus traços irados se suavizaram e ele deu um passo a frente, abraçando a filha no intuito de confortá-la e protegê-la.

– Não chore, querida. Tudo vai ficar bem, ninguém mais vai tocar em você novamente. — Encostada no peito de seu pai, Sakura pode ouvir passos na escada e a voz de sua mãe, fazendo se presente no corredor.

– Seus sócios ligaram, você precisa voltar , Kizashi -Kun.

– Mande ligar para minha secretária, avise -a que mandei cancelar a reunião na Espanha. — Sem nem ao menos olha- la, o homem de cabelos roseos quase grisalhos, respondeu sem nenhuma emoção na voz.

– Mas, querido e- Antes da loira terminar a frase, Kizashi a cortou friamente e com a voz gélida.

– Sem "mas",Mebuki. Já que você não foi capaz de tomar conta de Sakura, eu mesmo tomarei a responsabilidade. E nada, nem mesmo você vai me fazer mudar de ideia. — Encerrou olhando profundamente nos olhos verdes de sua mulher. — Sakura, troque- se que vamos ao hospital. Te espero em 10 min. — desvencilhou-se da filha e desceu as escadas, com a mulher em seu encalço , discutindo sobre a falta de cuidado da mãe e a mesma retrucando, que ele também não fez o mesmo.

Vestindo rapidamente em um moletom folgado e prendendo os cabelos em seu costumeiro coque, ela deixou o quarto e em dez minutos, estava dentro do carro do pai a caminho do hospital. Pela ruas do condomínio aonde morava, podia ouvir seu pai aos berros no telefone, pelo que podia entender agora ela teria uma equipe de segurança para tomar conta dela e todos os dias um carro ia buscá-la na escola. Por conta de uma ruiva idiota,ela ia perder sua liberdade que a muito custo que tinha conseguido.

Quando chegou em casa, já era noite. Seu corpo-agora totalmente cheio de corativos — estava cansado e necessitando de uma boa noite de sono. Antes que subisse as escadas, a mão de seu pai a impediu.

– Liguei na sua escola hoje, amanhã eu irei conversar pessoalmente com Tsunade. Aquele seu pedido, foi cancelado. A partir de agora, todos vão saber que você é uma Haruno.

Notas finais
É isso ai meninas! Vou aguardar ansiosamente o comentário de cada uma das minhas lindas leitoras!

Atitude covarde essa da Karin, hein?

Até o próximo.

Kiss, Tanks

Coffee Mint♥