Amy

7 Capítulo 7 - Magicis Mundi


Notas iniciais
Desculpem a demora , fiquei enrolada com uns trabalhos da escola . Nesse capítulo eu comecei a usar uma forma diferente de escrever nos diálogos , para vocês entenderem melhor . E esse tem bastante diálogo , ficou até um pouco longo . Se tiver algum erro de português , me desculpem . Comentem o que estão achando . Espero que gostem , beijos ;3

Coloquei minha mochila nas costas . Eu estava meio zonza , deve ser por causa do pesadelo . Todo mundo estava pronto , então finalmente saímos de casa . Seguimos por uma trilha na floresta . Esta manhã estava nublada , minha mecha assumiu um tom rosa escuro .

–Tem certeza que você sabe onde é o portal ? — Perguntei pro Bernardo .

–Absoluta . E também , quando estivermos perto dele o Josh e a Jessy vão sentir — Ele respondeu .

–No momento o que eu sinto é picadas de pernilongo — A Jessy falou , coçando os braços .

–Se não aguenta um pernilongo , é melhor voltar pra casa Princesinha — O Bernardo e a Jessy começaram uma nova discussão .

Puxei a Lucia pra perto .

–Eu disse que eles iam se matar . Quero ver se isso começar a atrapalhar nossa missão ...

–Relaxa , eles são mancinhos . Vão atrapalhar quando eles começarem com a pegação , ai sim você pode reclamar .

Esse povo também é foda . Quando eu não quero lembrar do Chad , resolve todo mundo se apaixonar , maravilha .

–Cara , essa dor de cabeça não me deixa ! — A Lucia reclamou , colocando a mão na cabeça .

–Bebe mais idiota — Eu disse rindo .

–Vou beber mesmo, acha que eu não trouxe um estoque ?

–Você é um péssimo exemplo sabia ? Não sei porque eu ando com você .

Ela deu risada .

–Vai dar uma de inocente agora é ? Você que me leva pro mau caminho , eu era uma vampira decente antes de te conhecer . Ahh , você podia me ensinar como você faz pra não ter ressaca !

–Não vou ensinar nada , até porque eu sou mau exemplo . Morra de ressaca vadia !

–Vai ser assim então ? Tudo bem, na hora que você quiser uma smirnoff eu vou dizer " morra de vontade filha da puta " .

–Ahh qual é , isso é golpe baixo .

Rimos um pouco e continuamos seguindo pela trilha .

O Chris se aproximou de mim , andando do meu lado . Ficamos por ultimo na trilha .

–Ainda com raiva de mim ? — Eu quebrei o silêncio .

–Não fiquei com raiva de você — Chris .

–Não foi o que pareceu . Você se afastou , e você é meu melhor amigo , senti falta de você por perto — Eu .

–Eu só resolvi dar um tempo pra mim . E não foi por muito tempo — Chris .

–Eu não queria te magoar — Eu .

–Eu entendo, e vou respeitar sua decisão . Mais saiba que eu vou estar aqui sempre, e você sabe o que " sempre " significa pra nós né ? Muito tempo ... — Chris .

–Nossa , você ta tirando um peso muito grande das minhas costas , nem faz ideia do quanto isso é importante pra mim — Eu .

Ele passou o braço pelo meu ombro e me abraçou enquanto continuamos andando .

–Fiu Fiu — A Lucia fez graça , chamando atenção de todo mundo .

–O que foi Lucia ? Ainda ta de ressaca ? — Eu disse com raiva .

–Ignora ela Amy . Ela só ta com ciumes da gente — Chris .

–Ciumes de vocês ? Faça-me o favor né ! Seus idiotas ...- Lucia .

Do nada ela parou bruscamente e eu e o Chris esbarramos nela . Percebi que não fomos os unicos , ela esbarrou na Jessy e assim por diante .

–Tá ficando louco Bernardo ?- Josh .

–Desculpem a parada brusca , é que eu senti o cheiro de um rastro de centauros -Bernardo .

–Então , estamos perto ? — Brit .

–Provavelmente . Vamos seguir o cheiro — Bernardo .

–E se for apenas um rebanho de centauros comum ? — Chris .

–E desde quando um rebanho de centauro anda assim por ai ? — Jessy .

–Já percebeu onde estamos ? Nenhum humano consegue chegar até aqui — Chris .

–Vamos seguir o cheiro , com certeza é alguma pista — Lucia .

Continuamos seguindo mais pra dentro da floresta , atrás do cheiro . Atravessamos uma ponte de madeira , bem antiga por sinal , e coberta por plantas . Abaixo dela tinha um rio correndo . Pedi pra eles tomarem cuidado onde pisarem .

Quando chegamos do outro lado , eu comecei a sentir uma sensação estranha . A grama ali era bem pequena, e havia muitas flores plantadas por toda parte . Quanto mais longe a gente ia , eu sentia aquela sensação mais forte . Chegamos em um caminho estreito .

–Parem — Eu pedi .

–O que foi Amy ? — Bernardo .

–Eu to sentindo uma coisa — Eu .

–Ahh qual é Amy , isso não é hora de querer usar o banheiro — Lucia .

–To falando sério — Eu .

–Que coisa ? — Chris .

–É como se fosse uma corrente elétrica dentro de mim, to sentindo isso desde que atravessamos a ponte, e só vai piorando — Eu .

–Isso machuca ? — Brit .

–Não é como uma dor . É mais como um arrepio , um calafrio , não sei explicar — Eu .

–Eu também to sentindo gente — Jessy .

–É eu também- Josh .

–Isso só pode ser alguma coisa- Bernardo .

–Boa ou ruim ? -Chris .

–Pode ser boa ou ruim , não vamos saber até ver no que vai dar -Brit .

–Então vamos continuar, você nos conduz Amy ?- Bernardo .

–Ok, vamos — Eu .

Comecei a seguir por onde a sensação me guiava . Chegamos na frente de uma pedra gigante , com umas plantas estranhas presas nela .

–Acho que é atrás dessa pedra , meu corpo ta formigando muito — Eu disse .

Todos me olharam como se isso fosse esquisito de mais .

–Vamos tentar empurrar ela- Bernardo .

Todos fomos em direção a pedra, menos a Jessy e o Josh . Empurramos o mais forte que conseguimos, mais a pedra não se movia . Isso porque era a força de 5 vampiros .

–Tem alguma coisa errada , eu sei que é atrás dessa pedra porque quando encostei nela minhas mãos queimaram como um sensor — Eu .

–Só que empurrando a força não ta dando certo — Chris .

–E se a gente socar essa pedra estupida ? — Lucia .

–Fique a vontade , mais acho que não vai acontecer nada também — Bernardo .

–Acho que a gente deve usar magia — Jessy .

–É isso ! Por isso não da pra empurrar , a pedra ta enfeitiçada — Eu .

–Vamos tentar . Jessy e Josh , concentrem suas energias na pedra — Brit .

Eles ficaram em frente a pedra e se concentraram . Jessy fechou os punhos . Dava pra perceber que eles estavam mesmo usando toda a força que tinham . Fechei meus olhos por um segundo respirando fundo , e só imaginando o que nos aguardava atrás daquela pedra . Então ouvimos um ruído , e a pedra estava se movendo . Abriu um espaço escuro onde a pedra tinha estado a segundos atrás . Era uma caverna , imagino eu . Era uma caverna pequena e realmente escura .

–Alguém pega uma lanterna por favor ? — Eu .

–Você não ta pensando em entrar ai nesse lugar sombrio né ? — Jessy .

–Deixa de ser medrosa Jessy — Lucia .

–E se for uma emboscada ? — Jessy .

–Só vamos saber se entrarmos . Tem uma idéia melhor ? — Eu .

Ela ficou quieta . Chris deu uma lanterna para cada um . Eu fui na frente . Estava sentindo cheiro de água e ouvindo o barulho dela caindo , mais não havia nenhum vestígio de água ali . Cheguei em uma parede da caverna onde tinha algumas gravuras estranhas .

–Brit ? — Eu .

–Oi — Brit .

–Sabe o que significa isso ? — Eu .

Ela se aproximou para olhar as gravuras .

–Parece algum tipo de escrita antiga, já devo ter lido sobre isso , deixa eu pensar ...

Parecia uns rabiscos mau feitos de alguma criança .

–Já sei ! Como não percebi isso antes ? — Brit .

–O que ? — Eu .

–Isso é Latim Antigo — Brit .

Os olhos dela brilharam como se aquilo fosse um big mc , nunca entendo esse lance nerd da Brit . Ela se aproximou pra ver melhor , e começou a sussurar umas coisas estranhas , não lembro direito porque nessa hora o chão se rompeu e nós escorregamos em uma espécie de buraco . Tinha água , como em um tobogã . Era dai que eu sentia o cheiro e ouvia a água caindo . Depois de um minuto escorregando pelo buraco , a gente caiu em um rio . Nadei pra superfície e comecei a procurar meus amigos , aparentemente estava todo mundo bem . Olhei pra cima e percebi que estávamos em uma cachoeira , ou seja , aquele buraco veio da queda da cachoeira .

–Caramba , isso foi de mais ! — Lucia .

A Jessy começou a cuspir água .

–Você esta bem Jessy ? — Eu .

–Sim — Jessy .

–Melhor a gente sair da água , vamos — Bernardo .

Me joguei na grama pra respirar um pouco .

–O que foi que você disse lá em cima Brit ? — Eu .

–Eu recitei o que estava escrito naquela parede — Brit .

–E o que estava escrito ? — Eu .

–" Quid agatur in magicis mundi , manet magicis mundi " , que significa , " O que acontece no mundo mágico , permanece no mundo mágico " — Brit .

–Caramba, então nós conseguimos entrar no mundo mágico ? — Eu .

–Aparentemente sim, olhem — O Bernardo apontou .

Havia uma espécie de portão que parecia ser feito de madeira , bem grande, dele saia várias plantas, era um visual acolhedor . A cachoeira também era muito bonita . Fiquei olhando apaixonada para aquele lugar .

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.