Amy

32 Afterlife – Parte V


Notas iniciais
Obrigada a todos que estão acompanhando e comentando. Não faço a minima ideia de quantos capítulos levarão até o "fim", mas eu espero que até o fim do ano eu consiga terminar e espero ver vocês comigo - novamente - no final. Boa leitura

Capítulo 32 – Afterlife V

Ruby nos serviu duas xicaras de chocolate quente, embora eu achasse que algo mais forte e de preferência com álcool fosse melhor para me ajudar a processar o que tínhamos sentido, visto e ouvido. Ainda assim, dei um gole na minha bebida e observei Emma passar o dedo pelo chantilly e em seguida lambê-lo. Sorri com a cena, fazendo-a sorrir de volta para mim. Estávamos nós duas sentadas uma ao lado da outra, no balcão de Granny’s, que já se encontrava fechado. Nós duas, Belle e Ruby éramos as únicas no local.

“Vocês deviam comer alguma coisa também.” Disse Belle, ajudando Ruby e nos servindo uma fatia de torta.

Eu não estava com fome, aceitei apenas o chocolate quente e fiquei verdadeiramente surpresa quando senti o liquido quente descendo pela minha garganta e fazendo com que eu me sentisse de fato melhor do que antes. Emma e eu não havíamos conversado nada durante o caminho até a lanchonete. Eu acredito que ela não estava pronta para reviver aqueles momentos na floresta ou talvez ela estivesse pensando que eu também não estivesse. De qualquer forma, todas nós aproveitamos o silencio e o chocolate. Ruby foi a primeira a quebrar o silêncio, trazendo de volta a floresta para nossas memorias.

“Eu já senti aquela sensação antes.” Ruby disse. “Quando eu não conseguia controlar o lobo em mim. É como sentir a morte. É como se ela carregasse a morte.”

“O que vocês pretendem fazer agora?” Perguntou Belle. “Eu ajudei Amy a pesquisar tudo sobre a Fada Negra. Nunca ninguém a viu. Ela não passa de uma lenda, mas se ela for a garota da floresta, isso significa que estamos falando de um ser muito poderoso. Extremamente poderoso e eu duvido que os livros estejam errados.”

“Ela não parecia assim tão poderosa.” Disse Emma.

“Não a subestime.” Disse Belle.

“E quem escreveu esses livros?” Perguntou Emma, completamente irritada. “Quer dizer, se ninguém nunca a viu...”

“Emma tem razão.” Disse Ruby. “Mas Belle também, não podemos subestimá-la. Ela obviamente quer algo e isso tem relação com Amy. Vocês conseguem imaginar o que possa ser?”

“Não.” Respondeu Emma. “Mas o que quer que seja, nós precisamos ir atrás de Tinkerbell e descobrir. Primeiro foi Alice que nos enganou, entrou na nossa casa e usou Amy para conseguir o que ela queria.”

“Emma...” Eu interrompi. “Alice jamais teve más intenções com Amy. Pelo contrário, sem ela jamais teríamos quebrado o encanto que te impedia de chegar perto da nossa filha.”

“Ah, Regina. Não a defenda, pois ela poderia muito bem ter sido sincera desde o começo. Ela não precisava ter mentido. Foi uma escolha dela. Não tenho raiva dela, se é isso que você está pensando, mas o que eu quero dizer é que eu me sinto vulnerável. Porque ela tirou sua magia, conseguiu mandar uma de suas fadas para dentro da nossa casa e pelo jeito seu plano ainda está em curso. Precisamos nos proteger, precisamos proteger Amy e precisamos sim saber a verdade por trás.”

“O que ela quer com Amy?” Perguntou Belle.

“Eu não sei ao certo.” Respondeu Emma. “Existe essa maçaneta que, segundo Amy, ela a encontrou em um sonho e aparentemente Sininho quer que ela a use. A Fada Negra quer que Amy use, provavelmente para abrir uma porta. Quer dizer, faz sentido, não é? É uma merda de uma maçaneta.”

“Onde está a maçaneta agora?” Perguntou Ruby.

“Está protegida.” Respondi. “Existe alguma coisa sobre uma maçaneta nos livros?”

“Não. O único objeto que os livros falam que tem relação com a Fada Negra é sua varinha, mas o livro também diz que a Fada apenas precisou de sua varinha nos primeiros anos de sua vida, quando ela estava aprendendo a usar sua magia.” Disse Belle. “Sabe, a Fada Negra costumava ser uma pessoa de verdade. Não um ser mágico. Ela aprendeu a magia, não nasceu com ela.”

“Segundo Amy...” Eu disse, interrompendo Belle. “A Fada era apenas um bebê quando ganhou suas asas de Fada.”

“Sim, isso está nos livros, mas pode ser apenas uma metáfora. Não sabemos se ela de fato era uma fada ou se era o título que ela usava.”

“Como o Senhor das Trevas?” Perguntou Ruby.

“Exatamente.” Continuou Belle.

“Estamos esquecendo um dado importante aqui.” Emma começou a falar. “Tinkerbell disse que nasceu aqui em Storybrooke, em uma primavera.”

“Emma tem razão.” Eu disse, me sentindo enjoada de toda essa conversa. “Não apenas ela como também a Fada Negra. Isso quer dizer que provavelmente as duas estão por aqui.”

“Isso não é certeza.” Emma continuou. “Quer dizer, também tem o fato de que mil pássaros voaram no céu no dia mais feliz do mundo, quando ela ganhou suas asas. Eu acredito que nós saberíamos se mil pássaros tomasse os céus de Storybrooke. Partindo dessa hipótese, então provavelmente ou a Fada ainda não nasceu ou ela está prestes a nascer.”

“E quanto ao dia mais feliz do mundo?” Perguntou Ruby, num tom de voz pensativo. “Essa teoria toda está ficando muito complexa.”

“Eu não sei.” Disse Emma. “Talvez nosso casamento?” Ela continuou e virou para mim. “Para mim será o dia mais feliz do mundo.” Eu sorri com essa observação.

“O que te faz pensar que isso tem a ver com nós duas?” Perguntei.

“Emma pode estar certa.” Disse Belle. “Eu também fiquei intrigada com essa parte da história da Fada Negra. Não é uma história contada de forma clara, tudo é ambíguo com frases que passam um segundo significado. Quem quer que tenha escrito a história dela, não queria que tudo fosse claro. E, bem, se até agora tudo nos levou a Amy ou a vocês duas, então, por que não? Por que não estar se referindo ao casamento de vocês duas? Não será o dia mais feliz do mundo só para você e Emma, mas também para essa cidade inteira.”

“Se você estiver certa.” Eu disse. “Então temos um prazo de poucos meses e isso quer dizer que a Fada já existe ou pode nascer de fato a qualquer momento. Nosso casamento é em menos de dois meses.”

“Não podemos ter certeza sobre esses fatos.” Disse Emma. “Mas podemos investigar. Podemos ir atrás de todas as gravidas ou dos bebês nascidos no último ano. Se tiver alguma Barbara, então nós já sabemos onde nossa história começa.”

“Isso não faz sentido algum.” Interrompeu Ruby. “Para que nós queremos encontrar o bebê? Nós precisamos ir atrás de Tinkerbell e fazê-la falar seu plano. Porque eu espero que vocês estejam vendo um plano mais amplo aqui. Se ela quiser que Amy abra uma porta para o mundo lá fora? E se durante todos esses anos todos os seus planos a trouxeram para o momento que ela cruzasse a fronteira?”

“Para quê?” Perguntou Belle.

“Ah, sei lá. Todos os grandes vilões sempre querem dominar o mundo. E se o mundo mágico não for o suficiente? E se for só o começo?” Continuou Ruby com sua teoria da conspiração.

“Faz sentido.” Disse Emma. “De qualquer forma, nós vamos sim atrás de Tinkerbell, pois ela não sabe que nós estamos atrás dela, então ela voltará para ver Amy e então a pegamos. Enquanto ao plano de irmos atrás do bebê, eu prefiro que nós continuemos com isso, pois se o plano de tirar a verdade de Tinker falhar, nós ainda assim podemos manter nossos olhos na criança.”

“E fazer o que exatamente?” Eu perguntei, pois enfim todo esse plano começou a me embrulhar o estomago e eu só queria ir embora para minha casa, dormir e esquecer as últimas horas.

“Não sei.” Respondeu Emma. “Impedir que ela se transforme na Fada?”

“Eu não acho que podemos fazer isso.” Disse Belle. “Se impedirmos a criança de se tornar a Fada, impediremos que ela exista.”

“O que é um ótimo plano.” Disse Emma irritada.

“Não.” Continuou Belle. “Não podemos apagar a história de um personagem tão importante. Haveria consequências. O que quer façamos nos próximos dias, uma coisa é certa: A Fada Negra precisa existir. Se vocês encontrarem a criança, o dever de vocês é protege-las. Se o plano da Fada Negra for destruir o mundo além da fronteira for real, então vocês a impedem, mas a criança precisa existir. Vocês entendem?”

Eu entendia, mas Emma não parecia muito convencida a respeito. Nós voltamos para a mansão aquela noite, Henry e Amy estavam na casa dos avós e dormiriam lá aquela noite, para que Emma e eu pudéssemos colocar nosso plano de capturar Tinkerbell em prática. Eu estava exausta, me joguei debaixo do chuveiro, tentando me acalmar um pouco antes de dormir, enquanto Emma estava no quarto de Amy, usando um feitiço para capturar a fada.

Enquanto sentia a água caindo em meu rosto, percebi o quanto Emma e eu estávamos ignorando uma conversa que parecia importante demais para ser deixada de lado. Contudo, eu não sabia como trazer à tona o tópico e Emma não parecia muito receptiva. Ela estava calada desde que nós voltamos e talvez fosse o cansaço, mas eu não insisti e permiti o silencio.

Nós duas fomos para a cama como duas estranhas aquela noite. Eu senti meu peito apertar quando ela se virou para o outro lado, dizendo-me um boa noite nada sincero e fingindo dormir no instante seguinte. Parecia que havíamos iniciado uma guerra no paraíso. Uma guerra silenciosa que provavelmente nos mataria aos poucos. Eu peguei no sono em algum momento, vencida pelo cansaço e acordei na manhã seguinte com Emma ao meu lado.

“Precisamos estar por perto quando Tinker aparecer.” Disse Emma, me acordando.

Eu me levantei, a segui até o corredor e esperamos diante do quarto de Amy, mas depois de algumas horas, percebemos que ela não viria.

“Será que ela sabe?” Eu perguntei e Emma deu de ombros, mas pareceu pensativa.

“Talvez.” Respondeu. “Ou talvez ela saiba onde encontrar Amy.” Continuou e imediatamente saiu do corredor, descendo as escadas.

Eu permaneci onde estava, encarei a porta trancada do quarto de Amy e depois de alguns minutos, quando percebi que Emma não voltaria, eu enfim adentrei ao cômodo. Tudo estava exatamente no mesmo lugar, não havíamos mexido em nenhum objeto, na esperança de que Tinker caísse na armadilha, mas ou ela tinha mudado de plano ou era mais esperta do que pensávamos.

“Amy está bem.” Disse Emma, entrando no quarto e desligando o celular. “Acabei de falar com a minha mãe. Eu vou seguir com Ruby atrás da criança e da Tinkerbell. Você pode ir busca-la?”

“Claro.” Eu respondi, Emma se afastou.

“Você está bem?”

“Sim, eu estou.” Respondi.

“Tem certeza? Acha que pode fazer isso sozinha?”

“Buscar Amy?” Eu perguntei, surpresa com a pergunta. “Por que não poderia?”

“Não sei, mas me liga se tiver algum problema ao longo do dia.” Ela respondeu, saindo do quarto.

“Emma?” Ela parou e deu meia volta, olhando para mim, seu olhar era tão distante, assim como sua presença. “Estamos bem?”

“Por que não estaríamos?”

“Eu não sei. Parecemos distantes.” Respondi.

“Eu só estou preocupada. Eu quero resolver logo isso.” Continuou e parou alguns segundos, levando a mão a testa e caminhando em minha direção. Ela me deu um beijo demorado, tocou em meu rosto e sorriu. “Nós estamos bem, Regina. Eu amo você. Se cuida.”

Tentei me acalmar com essa demonstração de carinho e tentei seguir aquela manhã. Dirigi até a casa de Snow, sendo recebida por Amy que me abraçou apertado e me contou o mais rápido que pode sobre como havia sido a sua noite. Ela estava agitadíssima, resultado de um café da manhã cheio de açúcar. Encarei David que fingiu não ver meu olhar de reprovação e coloquei minha pequena no chão, dando um beijo em seu rosto, antes caminhar até a cozinha, onde Snow e David me esperavam.

“Imagino que ela deve ter comido muito mais que uma tigela de cereal essa manhã.” Eu disse, enquanto David se levantava da mesa e fingia ainda me ignorar. “David, qual é, você sabe que ela precisa ter uma dieta balanceada. Doces no café da manhã estraga completamente o apetite dela, sem falar nos dentes.”

“Regina, relaxa um pouco.” Disse ele, beijando-me na testa e fazendo Snow rir. “Você fica parecendo uma criança reclamando. Além do mais, Amy vai gastar toda essa energia daqui a pouco e ela já escovou os dentes.” Continuou. “Eu estou indo cobrir o turno de Emma na delegacia. Vocês tenham um ótimo dia.” Concluiu e se aproximou de Snow, lhe dando um beijo. Em seguida, ele foi até Amy, se despedindo e indo embora.

“E você?” Perguntou Snow. “Comeu algo além de suas preocupações? Emma pediu para eu ficar de olho em você.”

“E por que ela pediria isso? E respondendo sua pergunta, não, eu não comi, mas posso parar em Granny’s e comer algo quando eu senti fome.”

“Emma anda preocupada com você e eu também. Eu ficaria mais tranquila se você comesse algo. Pode ser? Tem suco fresquinho, daquele que Amy adora, bolo, frutas, cerais. Posso fazer ovos com bacon ou waffles, se você preferir.”

“Nossa, não.” Eu disse, rindo. “Só de ouvir isso eu fiquei enjoada. Eu aceito o suco, porque tenho certeza que se eu negar, você vai acabar insistindo.”

“Ótimo.” Ela respondeu. “Mas vai comer algo também, os waffles não vão demorar muito.”

Eu revirei os olhos e resolvi não insistir, ao invés disso, levantei-me e fui até Amy que havia ido até o quarto de hospedes, onde costumava dormir quando passava a noite com os avós. Ela não viu quando eu me aproximei, bati na porta e o barulho a assustou, deixando-a derrubar algo no chão. A maçaneta. Encarei o objeto no chão e depois Amy, que parecia assustada com a minha presença.

Ajoelhei-me, pegando a maçaneta. Era a mesma, mas como era possível? Emma e eu havíamos escondido e Amy não fazia a menor ideia de onde ela estava. Como ela poderia estar ali? Amy não disse nada, ficou em silencio, as mãos para trás, os olhos arregalados e seu olhar fixo em mim.

“Como você encontrou isso?” Eu perguntei e ela sentou na cama, cruzando os braços em frente ao corpo e seu semblante indo de assustada para irritada. “Amy?” Eu continuei. “Diga-me, onde você conseguiu isso?”

“Eu sonhei, mamãe.” Ela disse. “Eu sempre sonho com isso e ele sempre acorda comigo.” Continuou.

Eu me sentei ao seu lado, olhei para o objeto nas minhas mãos e senti que Amy o observava, ela não parecia nada feliz. Eu o entreguei a ela, que o segurou por alguns segundos, antes de jogá-lo com todas as forças do outro lado do quarto.

“Qual é o problema, meu anjo?”

“Eu não gosto dessa maçaneta.” Ela disse. “Não gosto de sonhar com ela todas as noites. Eu não sei o que fazer. Eu não sei como usá-la.” Continuou. “Eu queria poder destruí-la.”

“Eu não acho que seja a melhor ideia, meu anjo.” Respondi. “Mas me conta sobre seus sonhos? Quem estava neles?” Ela se virou para mim, seus olhinhos azuis parecendo tão cansado agora.

“Eu estou no meu quarto e Tinkerbell aparece e me fala para usar a maçaneta. Então ela me conta algumas coisas, diz que é importante e eu tento e tento. Eu olho para a maçaneta e não sei o que fazer, então ela vai embora.”

Eu juntei os pontos rapidamente e entendi que Tinker havia feito com ela, fazendo-a imaginar que tudo não passava de um sonho. Será que sua intenção era de que ela não se lembrasse de nada no dia seguinte? Eu não tinha essa resposta ainda, mas Amy era a única que poderia nos ajudar a capturar a fada, pois, segundo Amy, ela tinha tido o mesmo sonho na noite passada. Isso significava que Tinker a havia encontrado e tentado novamente.

“Os sonhos vão acabar, Amy. Eu prometo.” Eu disse, beijando seus cabelos.

“E quanto a maçaneta?” Ela perguntou. “Você pode destruí-la? Eu não quero mais.”

“Vamos ficar com ela só hoje e então fazemos algo sobre ela amanhã, está certo?” Ela aceitou minha sugestão e isso pareceu acalma-la.

Voltei para a cozinha e encontrei meu waffles e suco esperando por mim. Sentei-me a mesa e Snow se juntou a mim, Amy se jogou no sofá, ligando a TV e nos dando alguma privacidade.

“O que está passando na sua mente?” Perguntou Snow, assim que eu dei a primeira garfada no waffles.

“Eu sou tão óbvia assim?” Eu perguntei.

“Eu sei que você e Emma estão cheias de segredos. Sei também que ela provavelmente deve estar tentando abraçar o mundo com as mãos sozinha devido a sua condição.”

“Minha condição?” Eu perguntei, não entendendo o rumo da conversa. “O que você quer dizer?”

“Você sabe, Regina. O fato de você não ter mais sua magia. Isso preocupou Emma durante seu coma e imagino que agora deva preocupa-la mais ainda, com tudo o que está acontecendo.”

“Então é por isso que ela está tão preocupada.” Eu disse, perdendo o apetite. “Ela estava tão estranha ontem. Eu achava que era por qualquer outra coisa, não imaginava que ela estava tão preocupada assim com a perda da minha magia.”

“O que você achava que era?”

Eu me virei para ver Amy no sofá, ela estava muito longe para ouvir nossa conversa. Permiti que a conversa de Tinker e da Fada voltasse a minha mente. Eu sabia que eu não deveria supor nada daquela conversa, pois eu ouvi fatos soltos de uma história que eu sequer sabia o começo, meio e fim. Ainda assim, minha mente supôs sozinha fatos dos quais eu estava escolhendo ignorar. Amy e Barbara.

Contei a Snow tudo o que havia acontecido na floresta. Toda a conversa que havíamos escutado, tudo o que havíamos sentido e o plano que havíamos criado. No fim, cheguei ao ponto que eu queria chegar, mas não sabia ao certo o que eu sentia sobre isso.

“Wow.” Disse Snow, encostando-se a cadeira e dirigindo seu olhar para onde Amy estava. “O que te incomoda em relação a isso? O fato de, talvez, Amy e essa garota terem algo no futuro ou...”

“Ou o fato de essa garota ser uma vilã?” Eu terminei por ela. “Eu não sei.” Continuei. “Amy tem cinco anos. Eu nunca sequer pensei que estaria me preocupando sobre com quem Amy se envolverá no futuro.”

“E nem devia.” Respondeu Snow. “Não é algo que nós mães devemos pensar. Eu acredito que você e Emma estão fazendo um ótimo trabalho com Amy. Nós não sabemos qual é a história por trás e, se eu fosse você, eu realmente não me preocuparia.”

“E se não for um relacionamento saudável?” Eu continuei. “Quer dizer, se Barbara for a Fada Negra, isso quer dizer que ela poderia ter enfeitiçado Amy a ponto de fazer com que as duas se apaixonasse.”

“Ou as duas de fato se apaixonaram.” Disse Snow e dessa vez foi minha vez de me encostar a cadeira e revirar os olhos.

“Talvez.”

“Pode ser algo de família.” Ela continuou a dizer, rindo. “David se apaixonou por uma ladra, Emma se apaixonou pela Rainha Má e eu não me espantaria se Henry se apaixonasse por um terrorista quando ele se mudar para Nova York. Também não me admira que Amy se apaixone por uma vilã.”

“Você fez parecer menos dramático.” Eu disse, rindo com ela. “Mas meu coração ainda está apertado.” Continuei e ela se inclinou sobre a mesa, segurando minha mão.

“Vocês vão ficar todas bem, Regina. Vamos ter paciência.”

Então, um cheiro de madeira queimando tomou conta do cômodo e imediatamente Snow e eu nos levantamos e encontramos Amy, diante da lareira acesa. No meio da lenha e das chamas do fogo queimava a maçaneta. Eu me ajoelhei diante de Amy, seu olhar fixo na lareira e na maçaneta que era consumida, deixando um cheiro forte subir no ar. Pedi que ela apagasse o fogo, um fogo criado por ela mesma, mas Amy não parecia me ouvir.

“Meu amor, vamos lá, me obedeça, ok?” Eu pedi a virando para mim, seu olhar estava tomado por ódio.

“Eu não quero!” Ela gritou para mim.

“Regina, olhe.” Snow disse, fazendo-me olhar para a chama do fogo, que havia derretido a maçaneta, transformando-a em algo que eu já havia visto antes.

“Pegue algo para apagar isso.” Eu disse a Snow, que correu para atender meu pedido, enquanto eu me aproximava da lareira, o fogo ainda alto, mas permitindo que eu visse o que havia ali dentro.

Era a varinha da Fada Negra. A mesma varinha que Blue nos mostrou. Observei Snow apagar as chamas, com uma jarra de água, pegando em seguida a varinha com o atiçador de chamas. Ela o jogou no chão e a varinha, ainda quente, soltou fumaça por todo o seu cabo. O objeto de madeira negra, brilhava e eu pude sentir a força que havia ali, mesmo não tendo mais minha magia em mim.

“O que você fez?” Eu perguntei a Amy, que não parecia nada surpresa com o que havia acontecido.

“Eu queria destruir.” Ela respondeu, ajoelhando-se e olhando para a varinha, em seguida ela o pegou com a mão, ignorando que ele ainda fervia com o calor do fogo, mas aparentemente Amy não sentia nenhuma dor. “O que eu faço agora?”

“Eu não sei, meu anjo.” Eu respondi.

Amy, ainda ajoelhada com a varinha na mão, o olhou por alguns minutos, como se buscasse a resposta. Então, ela se levantou de repente, seu olhar se arregalou e ela me olhou assustada. Levantou-se rapidamente e gritou que precisávamos ir para casa. Por algum motivo, eu não pensei duas vezes antes de obedece-la e corri com ela até o nosso carro, pedindo para Snow avisar Emma sobre o que havia acontecido. Dirigi o mais rápido que pude e a urgência de voltar para casa era tão grande que eu sequer cogitei colocar Amy em sua cadeirinha e a menina foi no banco do passageiro ao meu lado, contando-me sobre algo que não parecia fazer muito sentido.

“Você lembra do coelhinho que eu vi entrando no meu guarda roupa?” Ela disse, ainda segurando a varinha. Eu assenti, meu olhar na estrada a minha frente, olhando a cada segundo para Amy ao meu lado. “Eu o vi no meu sonho. Ele é do País da Alice. Ele disse que o banco fecharia a qualquer momento e que se atrasaria se eu não fosse logo com ele, mas eu não tinha nada para guardar em um banco.”

“Amy, eu não estou entendendo nada.”

“Ele disse então que assim que eu tivesse algo valioso para guardar, eu fosse até ele e então nós iriamos ao banco.”

Eu freei bruscamente, encarei Amy ao meu lado, senti minha cabeça latejar e antes de falar qualquer coisa, olhei para aquela criança ao meu lado, segurando a varinha que provavelmente pertenceria a Fada Negra em um futuro próximo. Amy não sabia de nada, ela não fazia ideia das coisas que eu sabia, das verdades e das certezas que eu tinha e que ela teria no futuro.

Tudo o que essa criança sabia era que ela confiava em mim com todas as forças, ainda assim, eu não conseguia fazer o mesmo. Eu não conseguia confiar que Amy sabia o que fazer agora ou o que ela saberá fazer no futuro. Então, olhando para minha filha, eu entendi que todas minhas dúvidas eram baseadas em algo sem fundamento algum. Amy sabia exatamente o que estava fazendo e eu só tinha que me permitir acreditar nisso.

“Nós temos que chegar até o seu guarda roupa?” Eu perguntei e ela assentiu. “Para nos encontrarmos com o coelho que você viu em um sonho?” Novamente ela confirmou com a cabeça. “E então iremos para o País das Maravilhas?” Ela confirmou uma terceira e última vez. “Amy, chegaríamos muito mais rápido se você usasse sua magia e nos levasse até lá. Assim como eu fazia antes, consegue fazer isso?”

Minha resposta veio em forma de uma fumaça azul que nos cobriu e nos levou de volta a mansão. Amy correu pelas escadas e eu precisei de alguns segundos, antes de me livrar da náusea que senti ao aparatar de volta a minha casa. Segui minha menina pelas escadas e a encontrei ajoelhada diante do guarda roupa, tirando todas as coisas que havia nele. Eu a ajudei e minutos depois não havia nada ali, além da madeira do móvel.

Sentei no chão, ao lado de Amy, que ainda tinha a varinha em suas mãos e encarava em silencio o fundo do guarda roupa. Eu não sei o que ela esperava encontrar e não sabia como ajuda-la, então fiquei em silencio nos minutos que se seguiu. Ela girava a varinha em suas mãos, sem jamais tirar o olhar da madeira branca do fundo do guarda roupa.

Emma apareceu e olhou para a bagunça que estava no quarto de Amy, todas as coisas que estavam no guarda roupa simplesmente jogadas pelo lugar. Em seguida, sentou-se ao nosso lado e era como se Emma sentisse o que precisava fazer ou o que precisava dizer. Ela se aproximou de Amy, beijando os cabelos da nossa menina e pegando de suas mãos a varinha.

“Você não precisa disso.” Emma disse. “Não agora, pelo menos. Você sabe o que fazer.”

Não sei de onde ela tirou isso, mas teve efeito, pois Amy entregou a ela a varinha e se arrastou pelo guarda roupa, entrando no móvel e encarando o fundo de madeira. Ela tocou na madeira com uma de suas mãos, arrastando seus dedos e parando um de seus dedos em um ponto. Era como se houvesse algo ali, ela afundou um de seus dedos em um ponto invisível, atravessando a madeira, para em seguida puxa-lo como se abrisse algo. Uma janela invisível no ar. Como Alice costumava fazer.

Amy se virou para nós, um sorriso orgulhoso no rosto e eu me virei para Emma ao meu lado, que não hesitou antes de se levantar e seguir nossa menina que agora se arrastava por entre a pequena janela que ela havia criado. Eu segui as duas, engatilhando pela abertura, primeiro senti a madeira do guarda roupa em minhas mãos, para em seguida sentir a grama do jardim do País das Maravilhas.

Nossa pequena se levantou imediatamente, correndo pelo local que ela conhecia tão bem. Eu nunca a vi tão livre e feliz, enquanto ela corria pelo local que não havia mudado nada. Olhei para Emma, para o sorriso em seu rosto e senti sua mão se entrelaçar a minha, enquanto nós duas caminhávamos juntas, seguindo Amy que se direcionava para o castelo que uma vez pertenceu a Alice.

Pelo caminho, inúmeros seres mágicos e pequenos animais da floresta se aproximavam. Amy parava para falar com todos, que lhe faziam inúmeras perguntas em um idioma que apenas nossa menina parecia entender. Era bom estar ali e eu me senti como Amy, leve e livre. Emma também parecia estar feliz e nós nem havíamos trocado uma palavra, mas parecíamos conectadas, talvez mais conectadas do que nunca.

Ela parou em um determinado ponto, fazendo-me acompanha-la. Então, ela me apontou para algo, segui seu olhar e vi duas estátuas de pedra enormes da Rainha de Copas e de Alice. Emma e eu nos aproximamos, observando os detalhes dos rostos e lemos a placa de bronze que ali havia. ‘Rainha Cora e Rainha Alice’. Eu sorri com a placa e não consegui pensar em melhor homenagem. Voltamos a seguir Amy, encontrando-a agora diante do castelo, inúmeros guardas aguardando nossa chegada e todos eles ajoelhados em uma reverencia.

“Finalmente!” Disse uma pequena vozinha, de um coelho branco e gorducho, usando um colete vermelho. O coelho tirou do colete um relógio de bolso e olhou as horas, seus olhos imediatamente se arregalaram. Ele caminhou até Amy, fazendo uma mesura. “Um pouco atrasada, mas como todos sabem, uma Rainha jamais se atrasa.” Continuou e um dos guardas entregou a ele um pergaminho branco.

“Eu não sou nenhuma Rainha.” Amy disse, virando-se para Emma e eu. “Talvez uma princesa, mas não rainha.” Continuou. “Minhas mamães que são.”

“Oh!” Disse o coelho, abrindo o pergaminho. “Não é o que diz aqui nesse documento.” Continuou e virou para nós a folha que não passava de um desenho de Amy usando uma coroa.

“É só um desenho!” Disse Amy, pegando o papel da mão do coelho. “Não é um documento de verdade.” Continuou, entregando o pergaminho de volta ao coelho.

“A Rainha tem razão!” Gritou o coelho, virando-se para os guardas e entregando a um deles o pergaminho. “Tragam-me um documento de verdade! Um documento sério! Não pode haver dúvidas de que Amy é a nossa verdadeira Rainha, agora que Alice se foi.”

“Um documento sério, Senhor Coelho?!” Perguntou um dos guardas, em um tom preocupado.

“Eu gaguejei por acaso?!” Perguntou o coelho.

“Não, senhor, mas o que o senhor que dizer com documento sério?”

“Tragam um papel igual a esse, mas com palavras... Muitas palavras, talvez alguns gráficos!” Respondeu imediatamente o coelho.

“Que tipo de gráfico, senhor?” Insistiu o guarda. “Colunas ou pizza?”

“Colunas! Obviamente! Estou de dieta! Nada de pizza, pelo menos não até o dia da coroação! Pois teremos uma festa em homenagem a Rainha Amy.”

“Senhor Coelho.” Continuou o guarda e Emma já não conseguia segurar a risada. “Que idioma o senhor quer que o documento seja escrito?”

“O idioma que a Rainha Amy esteja familiarizada, obviamente. Porém, se eu pudesse opinar eu sugeria um documento todo em alemão, pois é muito mais sério.”

“Mas alemão não combina nada com gráfico em barra, Senhor Coelho.” Interrompeu um segundo guarda e eu me virei para Emma, que agora tinha sua mão ao rosto e eu só estava esperando que ela tivesse uma crise de riso a qualquer momento. Amy, por outro lado, parecia estar numa reunião muito séria.

“Talvez gráficos em formato de salsicha, Senhor Coelho!” Gritou outro guarda.

“Temos um desses?!” Perguntou o coelho, surpreso, procurando o guarda que havia sugerido.

“Temos sim, Senhor Coelho.” Respondeu o primeiro guarda.

“Eu não sei ler alemão.” Disse Amy e todos os guardas imediatamente se viraram para o coelho, esperando sua decisão.

“Você sabe ler desenhos?” Perguntou o Coelho.

“Sei sim.”

“Ótimo.” Respondeu o coelho. “Mostre a Rainha Amy o desenho do pergaminho e pergunte a ela o que ela vê.”

Um dos guardas se aproximou de Amy, mostrando o mesmo pergaminho de antes. Amy o encarou por alguns segundos, a mão no queixo e a expressão séria.

“Podemos acrescentar um gráfico em pizza, Vossa Majestade.” Sugeriu o guarda.

“Que tal só a pizza?” Perguntou Amy. “Eu já entendi. Eu sou a Rainha e eu estou morrendo de fome depois de toda essa conversa.”

E foi assim que eu, Emma e Amy tivemos a tarde mais fora do normal de todas nossas vidas. Almoçamos em um salão enorme com uma mesa quilométrica que diminuía com o passar dos minutos, até se transformar em um pequeno quadrado e a essa altura nós já não estávamos mais com fome. Eu sequer consegui pensar em qual comida eu iria provar primeiro, pois no primeiro segundo que entrei naquele salão eu já havia ficado tonta com a quantidade de seres e comidas inimagináveis que se encontravam no local.

Todos pareciam conhecer Amy e ela parecia familiarizada com todos, até mesmo com o enorme grifo que era uma criatura enorme e assustadora, mas talvez a mais gentil dali. Amy insistiu tanto que nós andássemos nela, que Emma e eu acabamos cedendo e nos vimos então sobrevoando o País das Maravilhas, nas costas de uma criatura fantástica. A primeira coisa que eu fiz quando enfim chegamos ao chão foi vomitar todo o almoço. Amy e Emma, por outro lado, depois que se certificaram que eu estava bem, voaram novamente na criatura.

Eu permaneci segura no chão, observando o animal ganhar voo e acenando para Amy e Emma. Enquanto eu esperava, o coelho se aproximou de mim, acompanhado de um guarda. O guarda me mostrou uma caixa, abrindo-a para mim e mostrando que ali dentro estava a varinha da Fada Negra. O coelho me certificou que a varinha seria guardada no cofre e que apenas Amy poderia retira-la.

Observei o guarda e o coelho se afastarem e olhei em volta, para o mundo surreal que me rodeada. Eu sentia que Amy poderia ser feliz e segura nesse mundo que Alice criou e que agora pertencia apenas a minha pequena. Então, minhas primeiras preocupações, aquelas referentes ao fato de que Amy não pertencia ao mundo além das fronteiras de Storybrooke, desapareceram.

O País das Maravilhas era o seu mundo e quem sabe quantos outros mundos haviam além do nosso. Enquanto Emma e eu tínhamos apenas alguns países fora dos limites da nossa cidade, Amy tinha um Universo inteiro para descobrir. Assim que o grifo deixou minhas meninas a salvo novamente no chão, nós voltamos ao castelo e depois de muita insistência de Amy acabamos passando a noite naquele lugar.

Nós três dividimos uma cama enorme em um dos quartos do castelo. Tudo era extravagante e exagerado. Um reino inteiro apenas para Amy e suas criaturas fantásticas. Observei enquanto Emma a colocava para dormir, contando para ela uma história qualquer sobre o seu passado. Amy já não se importava mais com história de contos de fadas, pois o mundo a qual ela pertencia possuía magia demais. Suas histórias preferidas era as de Emma quando criança, mesmo que fossem tristes. Então, toda a noite, Emma lhe contava uma nova história sobre seu passado e nossa menina pegava no sono.

“Parece que Amy tem o poder de resolver tudo, não é mesmo?” Perguntou Emma sussurrando, estávamos nós três em uma grande cama, Amy, entre nós duas, dormindo.

“Parece que sim.” Respondi. “Como você sabia que ela não precisava da varinha?”

“Não sei, eu apenas sabia.” Respondeu. “Nós capturamos Tinker, eu esqueci de te dizer. Ela está numa cela protegida com magia. Ela não vai a lugar algum. Eu não tive tempo de interroga-la, mas faremos isso junta quando voltarmos a Storybrooke.”

“Ótimo.” Respondi. “Quer dizer, eu acho que isso é ótimo. Eu não sei. Desde que eu cheguei aqui todo o lance de Tinker e Fada Negra pareceram sumir da minha mente.”

“É, comigo também.” Disse Emma. “Amy ficará bem, Regina. Ela tem esse lugar agora. Eu não consigo imaginar um lugar melhor para ela crescer. Quer dizer, vamos deixa-la vir aqui sempre, não é? Não podemos tirar isso dela.”

“Eu não ousaria tirar esse reino de Amy. Podemos pensar nisso com mais calma, mas eu tenho certeza que ela ficará bem aqui.”

“Enquanto eu estava voando com Amy no grifo, vendo todas as coisas lá embaixo, eu imaginei que talvez nós pudéssemos nos casar aqui. Parece o lugar ideal. É tudo tão lindo. O que você acha?”

“O que eu acho sobre passar o dia mais feliz da minha vida no lugar mais maravilhoso do universo?” Eu perguntei, fazendo-a sorrir.

“O dia mais feliz de nossas vidas.” Ela disse. “O dia mais feliz do mundo. Desse mundo, talvez.”

“De qualquer outro, Emma.”

“Sabe o que isso significa, não é mesmo?” Ela perguntou em seu tom sério.

“Sim, eu sei. Que em qualquer lugar que Barbara estiver, esse será o dia que ela ganhará suas asas, sabe lá o que isso significa.”

“Tinkerbell nos dará todas as respostas amanhã. Não vamos pensar nisso agora.” Disse Emma, procurando minha mão e entrelaçando seus dedos aos meus.

“Agora que você trouxe à tona, eu não consigo não pensar nisso. Eu consigo imaginar mil pássaros voando no céu desse País. Aqui nada faz sentido.”

“Tudo faz sentido aqui, Regina.” Ela disse, inclinando-se para me dar um beijo nos lábios. “Vamos lá, levanta. Vamos ver como é o céu aqui.”

Seu pedido não poderia soar mais inocente e eu não pensei duas vezes, levantei-me e me juntei a Emma que me levou até a sacada do quarto, onde podíamos ver o céu estrelado. Senti seus braços me envolvendo e me protegendo do vento frio daquela noite maravilhosa. Encostei-me contra seu corpo, senti seus lábios tocando meu pescoço, roubando um sorriso de meus lábios.

Em silencio, observamos o céu do mundo de Amy. Não era um céu como o de Storybrooke ou da Floresta Encantada, era algo além de qualquer coisa que eu já havia visto. Era um azul escuro e intenso, parecia um mar e talvez fosse. Um mar repleto de estrelas dançando nesse céu. Estrelas que a cada minuto pareciam se jogar na terra, como se desejassem tocar o chão e se unir a magia aqui em baixo. Perdi a conta de quantas estrelas cadentes eu vi naquele céu, mas fiz um pedido para todas elas. Nós teríamos todas as respostas para nossas duvidas na manhã seguinte, mas aquela chuva de estrelas e o abraço de Emma me davam uma certeza de que não havia nada no mundo que não pudéssemos enfrentar juntas.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.