Amortentia
3 Capítulo 2 - Trouxas, cantadas e um babaca apaixonado
Notas iniciais
Capítulo 2 — Trouxas, cantadas e um babaca apaixonado
–
–Rose, você sabia que o seu nome significa rosa, a flor do amor? -Scorpius perguntou para mim pela a milésima vez enquanto nós entravamos na biblioteca depois de nossa fuga super emocionante da aula de Poções e eu havia jurado para mim mesma que se aquela coisa albina ousasse dizer isso de novo eu ia tacar o primeiro livro com mais de 700 páginas na cara dele!
–Sim! Eu sei! -falei para o Malfoy que fazia carinha de grifo que havia caído da vassoura. Por Merlim! Ele continuava lindo mesmo "apaixonado" por mim mesmo com a cara molhada de água (longa história... mas digamos que ele não calava a boca em lugar nenhum) e eu o ameaçando de morte. Quer dizer... ele não continuava lindo, digo, babaca. Ele continuava um babaca.
–Agora cale a boca e me ajude a achar algum livro sobre poções do amor, Amortentia e tudo mais... deve ter alguma coisa aqui! -Falei enquanto o bruxo de dezesseis anos puxava um livro do meio das prateleiras. Um livro de romance trouxa, talvez um daqueles onde os personagens principais tinham câncer ficavam trocando juras de amor o livro inteirinho para depois um morrer.
Sério, Scorpius não podia ficar sozinho por um segundo sem quase derrubar uma estante inteira de livros na cabeça?
–Rose. Você é a Hazel e eu sou o Gus, okay?
Arg! Eu não aguentaria mais um segundo com aquela criatura! Eu realmente precisava logo descobrir uma forma de fazer Scorpius Malfoy voltar ao normal antes do jogo de Quadriboll!
Imaginem só um capitão do time advesário lendo A Culpa das Estrelas e falando que a garota do time adversário fica bela com a luz do sol batendo em seu rosto e toda suada? Claro... aquela era a minha chance de ter uma vitória de lavada contra os Sonserinos em 4 anos mas seria roubar e pior do que isto... Scorpius continuaria me perseguindo como um cachorro atrás de um carro.
E eu não sou um carro!
Suspirei enquanto procurava alguns livros. Nada sobre poções do amor ou como reverte-las, nadica de nada mesmo... talvez se eu falasse para a Minerva ela pudesse me ajudar ou tirar os efeitos da poção em Malfoy, ou voltar no tempo...
–Scorpius! Solte esse livro agora e venha me ajudar! -No mesmo instante o louro soltou o livro e começou a vasculhar as prateleiras desesperado. Amortentia... Amortentia... Por Merlin, Deus, Buda... eu só preciso achar alguma forma de desa...
–Como reverter a poção Amortentia e outra bruxarias. Edição 890 por Rominico Leves... -Antes mesmo que o sonserino pudesse terminar a frase puxei o livro de suas mãos e comecei a folheá-lo enquanto a expensa camada de pó de cada página vinha contra a minha cara. Devia ter alguma coisa, tinha que ter alguma coisa.
–Para reverter os efeitos de uma poção Amortentia, também conhecida como a poção do amor é necessário que a vítima deste ato horrendo (Ei! Não era horrendo! Era culpa do Malfoy, sempre foi) receba um beijo de seu amor verdadeiro para evitar que o efeito da mesma se prolongue.
Li e reli o texto encarando Scorpius. Ele nunca teve um amor verdadeira, não conseguia passar mais do que duas semanas com a mesma garota. Sempre havia uma nova e depois outra, outra, outra e depois mas outra. Mas nenhuma um amor verdadeiro.
Talvez, talvez... Ally Ikosdnale. Uma sonserina típica, perfeita, mandona, sem paciência e cheia de sí. Talvez fosse ela. Afinal, se havia de uma coisa que eu sabia era que a dupla era quase carne e unha e viviam de segredinhos por todos os lados.
–Sabia que vocês estariam aqui! -Dominique gritou na biblioteca ouvindo um longo "psiiu' da bibliotecária enquanto a grifa revirava os olhos e olhava para mim e o Malfoy que parecia se encantar com o som dos passarinhos.
–Ah minha amada, já percebeu o quão belo esses pássaros soam? Jamais se compararão com a melodia de sua voz, querida. -Scorpius disse debruçado sobe a janela.
–Amada? -Dominique perguntou sem entender nada em minha direção.
–É uma longa história... e-eu posso explicar... se Malfoy não tivesse provocado tanto eu não teria aceitado beber a poção e muito menos deixar ele beber também e então nada disso teria acontecido e eu...
–Ei, ei ei... eu sabia que vocês estariam aqui, vocês estavam estranhos durante a aula e você sair correndo com uma pessoa que não gosta não é uma coisa muito comum sabe? -Dominique disse cruzando os braços, Dominique sempre fora minha melhor amiga desde o segundo que meus pés tocaram o salão de Hogwarts, a cerimônia da escolha das casas e até durante os jogos de Quadribol. Literalmente.
–Dominique, foi um acidente! Eu juro! -Virei meu olhar para Scorpius, ele continuava lindo e apaixonado. Idiota, idiota e apaixonado eu quero dizer...
–Sabe, seria mais fácil se você falasse o que fez... quer dizer... causou sem querer. -A grifa falou tentando entender a situação. Um sonserino pegador cantarolando músicas românticas na janela e uma ruiva desesperada segurando um livro de poções em meio de uma biblioteca fugindo da aula.
–E-eu apostei com o Malfoy que a minha poção era a melhor que a dele e realmente era... mas... mas eu achei que a minha poção do amor não ia funcionar nele. Nunca iria, não é profissional e era quase impossível! E daqui menos de três dias terá o jogo da Sonserina contra a Grifinória e o capitão deles esta apaixonado! E tem esse lance de amor verdadeiro...
Calma Rose! Alerta vermelho!
–Amor verdadeiro?
–Rose é meu único amor verdadeiro, não é mesmo querida? -A fuinha branquela falou dando mais um suspiro apaixonado. Ah Merlin só podia estar de sacanagem com a minha cara!
–Um beijo do amor verdadeiro se deseja que a vitima da poção do amor volte ao seu estado normal... ou tipo isso.-Falei como se tivesse acabado de decorar a frase em minha mente.
–Ally Ikosdnale! -A namorada de Teddy disse quase dando um salto de seu lugar.
–Eu não sei... eles são tipo melhores amigos eu duvide que vá funcionar e... duvido mesmo que aquela galinha aceite beijar Scorpius para uma "pesquisa sobre comportamento amorosos para a aula de Estudos dos Trouxas..." -Disse fazendo aspas com os dedos. Dominique era esperta mas lenta. Muito lenta. Tanto quanto um caramujo e um... esquece, foco!
–Rose, o que custa tentar? Além disso, eu acho que você não aguenta mais essa coisa pálida atrás de você cantando, né?
Eu até gostava das músicas que ele cantava.
–Sem contar que você quer um jogo justo entre a Grifinória e a Sonserina, certo?
É, eu queria...
–E você gosta do Liam Carrey, né? Não vai querer um Scorpius a sua cola?
Eu nem gostava mais do Liam Carrey...
–É... -Tentei não parecer nervosa com a simples frase.
–Ótimo! Então vamos! Temos um Malfoy para desenfetizar. Se essa palavra existir! -Dominique pegou na mão de Scorpoius e saiu em direção da biblioteca.
E eu, bem, eu corri atrás. Mesmo que por um segundo eu não desejasse que Malfoy saísse de perto de mim.
Bobagem...
Fale com o autor