Amorosas marotices

4 Falou de mim pra sua família?


Notas iniciais
Awww

Narrador: Fred

Eu estava na sala comunal da Grifinória, olhando para Madie que estava no outro sofá, e conversando com Jorge

–Pede desculpas pra ela. — dizia ele

–Não, ela é ingrata, implicante e mal agradecida, quem tem que pedir desculpas é ela.

Neste momento Madie se levantou com brutalidade, me fitou por alguns segundos e foi para o dormitório feminino.

–Ai meu deus, será que ela ouviu? — eu disse

–O que você acha?! Ruivo burro. — Jorge disse se levantando- Eu vou dormir, você não vem?

–Não, daqui a pouco eu vou. — e então ele subiu para o nosso dormitório junto com o Simas

Fiquei acordado novamente até as 2 da manhã, o que será que eu tinha com aquele horário? Meu Mérlin.

Fiquei pensando se Madie viria novamente, mas era praticamente improvável, um raio não cai duas vezes no mesmo lugar.

Pois é, eu estava enganado.

– O que você ta fazendo aqui? — nós dissemos juntos, eu me levantando do sofá, ela descendo o último degrau.- EU DISSE PRIMEIRO. -falamos em uníssono de novo, e começamos a rir.

Era bom, rir com ela novamente, como se nada tivesse acontecido. Depois de um tempo ela interrompeu o riso e ficou corada.

–Fred, me desculpa, tá?

–Pelo quê, exatamente? — me fiz de otário, queria que ela admitisse o motivo, é, sou maldoso.

–Ah..Você sabe...Por ter sido grossa e tudo mais. Nunca quis brigar com você, é só que...Ah, eu tava preocupada com a Mione né..

Ela ia continuar falando, mas eu ja considerei como suficiente e a abracei apertado.

–Não precisa dizer mais nada, eu já entendi.

–Que bom, eu não iria fazer mais do que isso, ruivo.

Nós rimos e nos soltamos. Pedi desculpas por ser tão...Hmm..Chato?!

Depois do que pareceu ser meia hora, ficamos com sono e eu a levei até a escada do dormitório feminino.

–Boa madrugada.

E então ela se apoiou com as duas mãos nos meus ombros e me deu um beijo estalado na bochecha, depois subiu de 2 em 2 degraus.

Fiquei parado pelo que pareceu uns três minutos, olhando para a porta do dormitório feminino, com a boca aberta. Droga, Fred, foi só um beijo fraternal na bochecha, ela faria o mesmo com Ron, Harry, Jorge, Neville, Dino...Por que eu achei tão especial? Ah, simples, eu era um idiota iludido.

Passados os três minutos eu fui para o meu dormitório e apaguei assim que deitei na cama.

Café da manhã do dia seguinte

Cheguei no salão principal junto com Jorge e procurei por Madie em toda parte, mas ela não estava na mesa da Grifinória, e sim na da lufa-lufa, conversando animadamente com uma menina alta de cabelos castanhos.

–Quem é aquela? — disse Jorge.

–Não sei, a gente pergunta pra Madie depois.

–Vocês estão se falando de novo?

Contei á ele tudo da noite anterior, menos que eu fiquei que nem um babaca parado um tempão olhando a porta do dormitório feminino, eu tinha um pouco de dignidade masculina né.

–Garotas...-disse Jorge, balançando a cabeça confuso e comendo uma torrada.

aula de poções junto com a sonserina

Snape era insuportável, tinha o cabelo oleoso e a cara amarrada, nunca o vira sorrir.

–Hoje serão selecionadas as duplas, que servirão na minha aula o ano inteiro. — todos se animaram, chamando seus amigos, já ia me juntar com Jorge, quando fomos interrompidos.- Mas eu vou escolher aleatoriamente -broxamos — Harry Potter e Hermione Granger, Ronald Weasley e Draco Malfoy — iiishe- Jorge Weasley e Dino Thomas..

E por assim foi, até que só sobramos eu e a Madie, ai que sorte hein..(sarcasmo)

Ela se sentou ao meu lado — Pelo menos minha dupla não é a Pansy Buldogue Parkison.

–E a minha não é o Malfoy. — eu disse e nós rimos de Rony.

–Aconteceu alguma coisa, Weasley e Dillan? Também quero ouvir a piada. — disse Snape, amargo, e todos voltaram sua atenção para nós dois.

–Ah, professor, sabe como é né, essa daqui ri de tudo, até do vento. — Todos na sala riram, e Snape largou do nosso pé a aula toda.

–Essa foi por pouco. — sussurrou ela no meu ouvido, assenti discreto.

Nós estávamos picando os ingredientes para uma poção doida de fazer o cabelo mudar de cor. Madie era extremamente boa em poções, a nossa foi a única que conseguiu fazer o pelo branco do rato cobaia ficar rosa pink, recebemos 20 pontos para a Grifinória.

Jorge foi "marotar" pela escola, mas eu optei por ir ao corujal com a Madie, mandar a carta para a família dela.

Nós dois estávamos deitados no chão, lado a lado debruçados sobre o pergaminho só com a luz do por-do-sol que entrava pelas janelas iluminando.

–Pode ir escrevendo sobre como sou sensacional e incrivelmente gato pra eles aí.

–Fique quieto ruivo, já falei de você pra eles, e você não é incrivelmente gato.

–Falou de mim pra sua família? — eu disse um pouco mais baixo e sério, um tanto bobo demais. Isso a fez corar.

–É. Mas me ajuda aqui, o que mais eu posso comentar?

Sorri — Diga que eu sou sensacional e incrivelmente gato.

–Fred!

–Estou falando sério. Me da essa pena aqui, eles vão perceber a diferença na letra. — peguei a pena da mão dela, o que a fez tentar puxá-la de volta, então estiquei o braço pro alto, ainda deitado. Ela não conseguiria pegar, sou uns 15 centímetros mais alto.

–Me dá. — eu levantei, ainda com o braço esticado, e ela me seguiu, dando pulinhos e segurando no meu ombro. Eu estava rindo. — Isso é maldade Fred, você sabe que eu não alcanço!

–Me deixe escrever pros seus pais e pro seu irmãozinho por favor. — eu estava falando sério agora. Ela parou de pular e me fitou, os braços cruzados.

–Ai -bufou- Ta bom...Mas olha o que você vai escrever hein.

A abracei pela cintura e lhe dei um beijo na bochecha, quando me dei conta do que fiz, ja era tarde demais.

–Valeu. — eu disse me deitando no chão e escrevendo no pergaminho, para disfarçar. Senti ela se deitando ao meu lado. — Jorge me perguntou quem era aquela menina da lufa-lufa que você estava conversando.

–A Kaytlin? Ah, ela é uma menina super gente fina. Me contou que os lufa-lufanos me chamam de "baixinha do Brasil" vê se pode.

–Vou começar a te chamar assim.

–Não comece Frederico.

Eu sorri. — Aqui, pronto. — eu disse finalizando a carta, ela ja iria pegar da minha mão.- Ei, você não vai ler, ta maluca?

–Por que não?

–Coisa minha e com os seus pais.

–Ah, qual é frediquinho, me da isso aí.

–Primeiro: Para de criar apelidos constrangedores pra mim. Segundo: Ja disse que não. — eu disse amarrando a carta nas patas da coruja. Ela fez cara emburrada

Essa menina está me deixando maluco, por que era tão linda? Pela primeira vez na vida tive vontade de beijar uma menina (não que eu ja quisesse beijar um menino, seu (a) safadinho) E então nós saímos do corujal.

Notas finais
Desculpem qualquer erro :3