Amores em prosa
1 Capítulo 1
A cama estava desarrumada; o cobertor já me saia os pés. Meu marido já se encontrava sem o cobertor todo. Ele sempre diz que é calorento e que é quente; então não precisa de cobertores. Eu, porém, preciso e quero. Só que gosto quando ele me esquenta.
Assim que eu reparei que ele estava sem a coberta; dei-lhe um abraço, cheirando-o dum jeito que apenas eu o fazia. Punha-lhe o braço por debaixo de seu corpo e um por cima. Ao mesmo tempo, abraçando-o, apertado, lhe sentia seu cheiro. Dando-lhe bom dia.
O que me era mais estranho era o jeito como eu me sentia ao acordar. Eu sinto uma dor no peito que jamais sentira antes. É um pesar diferente, em que o coração parece excitado. Tal dor é boa; até porque o abraçando desse jeito seria o melhor ‘remédio’.
— Bom dia, Bobão – Disse-lhe ainda abraçando-o
— Booom diaaah – Disse ele ainda bocejando.
Ficamos abraçados por mais um tempo pequeno. Até que ele criou coragem de levantar e ir preparar o café da manhã. Eu fui ao banheiro.
Quando cheguei à cozinha o café já estava quase pronto. O Raphael estava esquentando a água na leiteira e eu saí para comprar os pães.
Desci as escadas dum jeito bem animado e contagiante. Chegava ao intervalo dos andares e virava. Até chegar à porta. Segui a rua e quase tropeço ma pedra... Por fim cheguei à padaria.
A padaria era um ambiente agradável, eu encostei-me ao balcão e pedi cinco pães. Enquanto esperava
Em menos de um minuto a moça havia me entregue uma sacola com aproximadamente 350g. Voltei pelo mesmo caminho; chegando perto de casa, me lembrei do local onde eu quase havia caído.
Quando cheguei, o café já estava pronto e meu marido já estava preparando seu suco. Ele não gosta de café, então passava uma determinada quantidade para mim e lhe fazia suco. Ele gosta de suco de laranja.
Depois de tomar ‘café’, nós nos dispersamos. Ele foi trabalhar e eu fui para a escola. Despediu-se de mim com um beijo na bochecha e um:
— Eu te amo, minha vida.
— Também te amo, guri.
Na escola, a partir do 3º horário de aula o Raphael começou a me encher de mensagens fúteis, porém sem arrependimentos. Tudo sempre voltava ao ‘eu te amo’.
Ao meio dia, eu saí da escola e tive que correr para a outra escola, o IFBA. Encontrei por sorte o amigo do Raphael já saindo de casa. E ele me deu uma carona.
No fim da aula, o Raphael me encontrou na porta e pegamos um ônibus.
— Como foi seu dia?
— Bom, o começo você sabe... Depois fui à escola e foi ‘engraçado’.
— Engraçado como?
— Bem... Hoje foi ‘engraçado’ pois me mantive com um sorriso bobo no rosto o dia todo.
— Eu te amo bobão. – Disse-me, beijando minha bochecha.
Fiquei com um sorriso ‘engraçado’ estampado no rosto e com as bochechas vermelhas.
— Eu também te amo – Respondi.
Continuamos conversando besteiras por mais alguns minutos até ele dizer que estava na hora de descermos; porém, eu não reconhecia o lugar. Aparentava Ser uma praia.
— Vamos. – Disse ele
Ele me segurou os dedos, me puxando vagamente até a saída do ônibus; do lado de fora, seguimos para a areia.
— Amor, o que viemos fazer na praia?
— Viemos jantar, depois vamos andando pra casa.
Encontramos uma lanchonete ali próxima e pedimos um hambúrguer; dois na verdade. Seguimos direto para o mar e nos sentamos; pegamos os dois sanduíches da sacola enquanto observávamos o céu noturno; podíamos contar as estrelas se tivéssemos paciência. Creio que umas cinquenta, ou mais.
Após terminamos de comer; eu, pelo menos, me deitei por completo, estirando meus braços sob minha cabeça, fazendo deles um travesseiro.
— Eu te amo, Raphael. E quero ficar assim com você o resto da minha vida
— Assim como?
— Assim: deitados; num local tranquilo, calmo; poder dizer que te amo, e não me preocupar com mais nada no mundo.
— Eu também te amo, Alexandre.
Ele estava sentado, mostrando os braços em cima de seus joelhos. Lentamente ele se deitou ao meu lado e passava o dedo em meu rosto, na tentativa de um beijo.
— Sentiu isso? – Eu disse a ele.
— Isso o que?
— Eu senti um pingo no meu rosto!
— Outro! – Reafirmei
— Maldita chuva!
— Bendita; vamos correr, e vou te provar que sou mais rápido.
Levanto-me e a chuva já está engrossando. Tiro minha calça e fico só de cueca. Para correr mais rápido; Pus a calça na bolsa e comecei a correr. Ele já estava em minha frente; só que eu corria mais rápido e logo estávamos iguais.
Por fim eu o ultrapassei.
— Abra os braços como eu lhe disse. – Eu lhe falei.
Todavia nós dois abrimos os braços e fingimos estar no clipe de ‘airplanes’ como lhe havia dito uma vez.
Depois que ele me ultrapassou, eu lhe puxei pelos braços e o joguei para trás. Ele ficara irritado, obviamente, e ele não queria soltar minhas mãos.
Já estávamos a 1 km de nossa casa e continuávamos ensopados. Continuamos correndo e um puxando o outro de modo que parecíamos crianças. Porém, creio eu que é-nos isso que o amor faz. Fazemos bobeiras sem nos preocuparmos muito com as consequências. Todavia não deixamos de dizer ‘eu te amo’. Sabemos que é verdade, mas é necessário ouvir.
Próximo do apartamento, ele pegou a chave já tentando me imprensar na tentativa de uma excitação precoce. E funcionara...
Abriu a porta e entramos.
— Amor, que tal tirar essa camisa? Disse-me já a tirando.
Ele me beijava no pescoço de um jeito sufocantemente bom; a camisa já me saia o corpo todo eu começava a tirar a dele.
Ele já colocava suas mãos em minha cueca – Sentia o quente de sua mão em minha pele e por fim notara que meu membro já estava ereto. O dele também estava e ele já tirava sua roupa.
— O que você quer hoje, Alexandre?
— Quero que você me penetre.
— Se você pede, então que seja feita sua vontade.
— Amém! – Assenti
Com nossas cuecas já de fora, eu beijava suavemente seu pescoço, levando-o para a cama empurrando-o. Quando ele caia na cama eu já estava em cima dele.
Beijava-o por completo, descendo todo o seu corpo até chegar a seu membro. Alguns segundos depois eu já beijava suavemente sua glande e ele já começava a gemer.
Após alguns minutos ele mudara de posição, levantando-me e me ajeitando para ficar ergonômico para sua vontade. Após isso, ele colocava lentamente seu pênis dentro de mim. E ambos agonizávamos de prazer.
Enquanto eu aparentava cavalgar nele, eu punha minha boca em seu ouvido e sussurrava bem baixo:
— Te amo, te amo, te amo, te amo... – Sussurrava isso rapidamente e ele gostava.
Ele me penetrava com mais força e ambos gritávamos de luxúria.
Continuamos com esses movimentos por mais algumas dezenas de minutos e por fim terminamos exaustos.
- Está cansado? – Perguntei.
— Não o suficiente...
Beijava sua boca calorosamente deixando-o excitado novamente e ele virava-se para ficar de bruços.
- Minha vez, bobo.
Eu lhe punha meu membro em seu corpo e já começávamos uma segunda vez. Era incrível como isso não cansava... Ele ficava em cima de mim, e eu podia admirar uma vista esplêndida de quem eu amo, e eu sentia algo tremendamente bom. Algo que palavras ainda não conseguem descrever.
Conforme fosse eu continuava o movimento por mais alguns minutos, pois já estávamos um pouco cansados após quase meia hora da primeira vez. Seguíamos nisso até que em algum momento eu ejaculei. Enquanto meu membro latejava, ele se masturbava rapidamente.
À saída do meu jato, eu sentira uma dor maior, mais descomunal, mais indescritível. Caso perguntes a qualquer homem, irá saber que ao ejacular-se o sêmen, sente-se um prazer absurdo, e o que eu sentira era mais absurdo ainda. Era-me impressionante...
Após tirar meu membro de seu corpo, eu lhe beijava o rosto todo.
— Ainda sem sono? Perguntei
— Na verdade estou...
— Quer dormir?
— Sim.
Eu lhe pusera sua cabeça em meu peito e lhe fazia um cafuné no seu cabelo crespo. Beijava-lhe sua testa até que ele dormisse.
— Eu te amo Raphael.
— Também te amo Alexandre.
Não sei como, o quando, só sei que quando me percebi já estava acordando...
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