Amores e Consequências
28 Capítulo 27 – Para sempre
Notas iniciais
Um ano depois...
– E prontinho... — Bonnie afastou o babyliss do meu cabelo e o colocou em cima da penteadeira – Agora você pode se olhar no espelho.
Ela saiu da frente do espelho, permitindo que eu me olhasse o meu reflexo. Meu cabelo estava preso para trás em um coque e fixados com bastante gel, algumas mexas que ficaram soltas faziam pequenos cachos na frente do rosto; além disso, Bon também fez uma maquiagem não muito exagerada, mas que dava destaque as olhos.
– E então, o que achou? — foi perguntando depois de alguns instantes – Já vou avisando que nunca tinha feito isso antes, então se...
– Está ótimo Bonnie – a interrompi – Ficou perfeito, é sério.
– Ela tem razão – agora Rebekah também estava parada atrás de mim – Leva é a noiva mais bonita do ano, com toda a certeza.
Me virei e dei um fraco sorriso para a minha cunhada. Uma das melhores coisas dessa história de descobrirmos sobre o pai biológico de Damon foi o fato de eu e Rebekah ainda sermos da mesma família, tenho certeza de que ela também sente da mesma maneira, principalmente por Mind ainda ser sua sobrinha.
– Bom, agora eu vou prender o véu no seu cabelo – minha governanta avisou – Senhoria Rebekah, pode pegar os grampos para mim?
– Claro! — concordou enquanto se aproximava.
Habilmente, ela o prendeu no meu coque com o auxílio de vários grampos e fazendo com que o véu formasse uma espécie de moldura no meu ombro e batesse na metade das minhas costas. Foi só então que eu me levantei e olhei “o conjunto da obra”: a principio era para ser apenas um vestido tomara-que-caia simples, mas como acabamos marcando o casamento para o final de janeiro e ainda está frio em Mystic Falls nessa época do ano, a costureira sugeriu que eu colocasse uma manga de renda bem discreta e agradeço por ter concordou com isso, pois ficou lindo.
– Damon vai ficar sem palavras quando olhar para você – Bekah comentou mais uma vez, me olhando de cima a baixo – Não é mesmo, Bonnie.
– Com toda a certeza – a outra concordou.
– Já está bem cheio la embaixo – me virei a tempo de encontrar a minha melhor amiga de costas olhando para a janela, para o jardim da minha casa, aonde vai acontecer a cerimônia e a recepção – Acho que todos os convidados já chegaram.
– Obrigada por me deixar mais nervosa, Car – soltei um longo e peado suspiro – Só espero não fazer nada vergonhoso.
– Você não vai fazer nada vergonhoso – Rebekah garantiu – Hoje é o dia do seu casamento, ninguém pode te criticar nesse dia.
– Hoje não, mas amanhã todos vão estar falando sobre isso – revirei os olhos.
– Daqui eu também posso ver o Damon parado em frente ao altar – continuou, ainda olhando pela janela – Fico pensando se ele estar com medo de que você vai desistir e fugir antes do casamento.
Nós duas começamos a rir. Acho que está mais do que óbvio, depois de tudo que passamos para chegar a esse momento, que eu seria uma completa idiota se desistisse do casamento agora; mas sei que meu noivo é paranoico o suficiente para estar pensando isso e preciso admitir que é até fofo.
– Não é melhor a senhora se sentar um pouco, senhora Caroline? — Bonnie sugeriu – Está em pé aí há tanto tempo, com certeza não deve fazer muito bem.
– Estou bem, Bonnie, não precisa se preocupar comigo – garantiu.
– Ela tem razão, Car – foi a minha vez de falar – Já estou nervosa o suficiente pelo dia de hoje, não preciso ficar me preocupando com você e com os meus sobrinhos.
Pensei que ela fosse continuar argumentando e dizendo que não precisava ser paparicada, mas ela não fez isso, apenas se afastou da janela e sentou na ponta da cama, passando a mão na sua enorme barriga de sete meses de gravidez. Caroline está esperando um casal de gêmeo, que estão programados para nascer em meados de abril, ela e Stefan ainda não escolheram os nomes, mas já estão pensando nisso há algum tempo.
Foi nesse momento que a porta do quarto foi aberta, era Edna, minha futura sogra.
– Com licença, espero não estar interrompendo nada, é que... — deu uma rápida olhada parando em mim – Elena, você está, simplesmente, maravilhosa!
– Obrigada, Edna! — sorri dando uma ajeitada no vestido, embora eu tenha certeza de que não estava amassado.
– Bom, eu vim aqui dizer que está tudo pronto para o casamento – continuou – Você ainda tem tempo para se preparar, Elena, não se preocupe, mas Rebekah, você precisa vir comigo, está há hora de cumprir o seu dever de madrinha.
Decidimos ter apenas dois casais de padrinhos: Rebekah e Marcel; Hermione e Draco. Além da irmã, Damon também decidiu, apesar de um pouco relutante, chamar o restante da família Mikaelson; Klaus negou o convite por motivos óbvios e Esther também preferiu não vir, disse que seria estranho vir ao casamento da ex-nora com o filho bastardo do marido (ela sofreu um pouco e pensou sobre tudo que tinha acontecido por quase três meses, mas acabou voltando para casa e para Mikael), nós respeitamos a escolha dos dois.
– Então é melhor eu ir – Bekah se aproximou e deu um beijo no meu rosto – Lena, fica tranquila que vai dar tudo certo. Nos vemos daqui a pouco – sorri, agradecida.
– Acho que eu também já vou indo – foi Bonnie quem avisou dessa vez – Quero dar uma passada na cozinha ver como estão os preparativos das bebidas, dos aperitivos e,é claro, do jantar.
– Bon, não precisava fazer isso – lembrei. Apesar dela ter se mudado conosco de Nova York para Mystic Falls para poder trabalhar aqui em casa, hoje, no casamento, é apenas uma convidada – O Buffet foi contrato justamente para isso.
– Mesmo assim eu quero fazer isso – avisou – Só para garantir que estaria tudo perfeito.
Então, as três saíram do quarto, me deixando sozinha com Caroline. Foi só nesse momento que eu percebi que minha amiga estava chorando.
– O que houve, Car? — me aproximei e ajoelhei em frente a ela – Está sentindo alguma coisa? Quer que eu chame o Stefan?
– Estou bem – negou com a cabeça – É que te ver assim, no dia do seu casamento e vestida de noiva, impossível não ficar emocionada.
– Mas como você é boba, Caroline – ri, enxugando as lágrimas no canto dos olhos dela – Não precisa ficar assim.
– Eu estou grávida, tenho direito de chorar igual uma boba – lembrou – E eu vou ter gêmeos, são lágrimas em dobro.
– Tudo bem – concordei – Não vou argumentar porque dizem que é bom contrariar uma mulher grávida.
– Estava lembrando de quando tínhamos uns cinco anos e ficávamos planejando os nossos casamentos – continuou – E também de como eu fiquei chateada por você se casar as pressas com o Klaus por causa da sua gravidez, mas fico feliz que agora nós duas vamos conseguir o casamento que tínhamos planejado.
– Sim, nós duas conseguimos mesmo – posso dizer que estou mais do que radiante por estar realizando o sonho de me casar e com o cara que eu amo.
– Claro que quando planejamos tudo isso eu seria sua madrinha de casamento – deu um suspiro, se fingindo de triste – Mas nem tudo é perfeito.
– Car, você sabe muito bem por que você não vai ser a madrinha – lembrei, apontando para a sua barriga.
Claro que Caroline e Stefan eram as nossas primeiras opções para padrinhos e chegamos até a fazer o convite. O problema foi quando, finalmente, decidimos a data do casamento e percebemos o quão estaria perto para os bebês nascerem na época. É claro que fiquei chateada por não ter a minha melhor amiga no altar comigo no dia mais especial da minha vida, mas é por uma boa causa.
– Pelo jeito os gêmeos também estão felizes com o dia de hoje – pegou a minha mão e a colocou um pouco acima do seu umbigo – Está sentindo isso? — no momento em que ela perguntou senti um pequeno chute contra a palma da minha mão, então balancei a cabeça afirmativamente.
Aquilo era mesmo emocionante. Ver a minha amiga tão emocionada com a segunda gravidez, me faz lembrar com carinho da época em que esperava a chegada das minhas filhas, todo o enjoo e todo o desconforto valem a pena quando seguramos o bebê pela primeira vez. Isso me dá até vontade de não demorar muito para engravidar novamente.
– Bom, acho melhor eu descer também, não quero ser responsável pelo atraso da noiva – avisou enquanto levantava – Além disso, se eu fico muito tempo longe o Stefan fica paranoico. Desde que a doutora Fell disse que a maior parte dos gêmeos nasce prematuro, ele age como se minha bolsa estivesse prestes a estouras, acho que nem quando Dyl estava para nascer ele ficou tão super protetor assim.
– Ele só está tentando te mimar um pouco, Car – falei – Apenas relaxe e aproveite isso.
– Não disse que estou reclamando, só acho um pouco exagerado – explicou – Mas chega disso, antes de ir embora, quero te dar o mesmo concelho que minha mãe me deu no dia do meu casamento.
– Que tipo de concelho ela pode ter te dado, Car? — a olhei confusa – Você já morava com o Stefan há quase quatro anos e vocês dois já até tinham um filho juntos.
– E foi exatamente isso que ela disse: “Filha, você já tem experiência o suficiente sobre a vida de casada, então apenas continue do jeito que está e divirta-se” — estava com um sorriso divertido nos lábios – Então eu te falo a mesma coisa nesse momento.
– Obrigada, fica tranquila que eu vou seguir o seu concelho – garanti.
No momento em que abri a porta, dei de cara com o meu pai encostado na parede oposto do corredor.
– Edna me disse que vocês duas estavam ai dentro conversando – explicou – Então decidi ficar aqui esperando.
Car acenou para nós dois e caminhou em direção as escadas. Eu a acompanhei com os olhos e só quando não podia mais vê-la que eu me virei novamente na direção dele.
– Já está pronta para irmos? — quis saber – Se ainda precisar de um tempo tudo bem. Você é a noiva, todos tem que te esperar mesmo, demorado o tempo que for.
– Na verdade eu ainda preciso de alguns minutos – respondi – Mas eu prometo que não vou demorar muito. Só tenho que fazer uma coisa rápida antes de descermos.
– Certo – concordou – Vou estar aqui mesmo te esperando – apontou para o local em que está há alguns segundos.
Dei um beijo no rosto dele e só então voltei para dentro do quarto.
***
Fui até a janela aonde pude comprovar que o jardim da casa estava mesmo lotado, alguns convidados já estavam sentados nos seus lugares e outros permaneciam em pé, provavelmente esperando até que o casamento fosse realmente começar. Em um canto perto do altar vi que Damon e Stefan conversando até que Caroline se aproximou dos dois, então meu cunhado colocou a mão nas costa dela e a levou até uma cadeira na primeira fila.
Fechei novamente as cortinas e fui abrir o meu armário, sabia exatamente o que tinha ido fazer ali. Era uma caixa de metal, daquelas que costumam vir com biscoitos, mas as pessoas usam para guardar outras coisas quando acaba e, no meu caso, ela estava cheia de envelopes de carta.
Peguei o primeiro e abri para poder reler. Já fazia tanto tempo que eu tinha escrito aquelas palavras, parecia uma outra vida.
Querido Damon,
Estou me sentindo uma completa idiota por estar escrevendo essa carta, afinal, as chances de que você a leia um dia são mínimas. Tudo que eu sei era que eu estava aqui e quando percebi já tinha pego um papel e começado a escrever.
Faz exatamente três dias que Miranda nasceu; nossa pequena veio ao mundo com 47 centímetros, pesando 2,450Kg e, apesar de algumas preocupações, tive um parto bem tranquilo. Chegamos em casa ontem pela manhã e nesse momento ela estava dormindo em um berço portátil ao meu lado na cama, assim eu posso vigiá-la caso comece a chorar.
Além disso , também queria te dizer que, Klaus me fez voltar com ele para Nova York, mas nosso relacionamento não poderia estar pior; estamos mesmo casados apenas de fachada e até dormimos em quartos separados, não aconteceu e tenho certeza de que não acontecerá mais nada entre nós dois. Talvez eu esteja condenada e viver dessa maneira para sempre, mas vale a pena se for para eu ter as minhas filhas junto comigo, tenho certeza de que você pensa da mesma maneira que eu.
Te amo e sempre vou amar,
Elena.
Dei um sorriso bobo quando cheguei a última linha. Aquela foi a primeira de muitas cartas escritas naquela época e todas estão ali, um período da minha vida guardado dentro de uma pequena lata.
Obviamente eu acabei mostrando essas cartas ao Damon, afinal essa foi a intenção de escrevê-las, para que ele lesse um dia, mesmo que parecesse impossível na época. Então foi o que eu fiz, alguns dias depois de nos mudarmos para essa casa.
*Flash Back*
Depois de morar tanto tempo em Nova York tenho que admitir que é maravilhoso estar morando em uma casa com quintal novamente. Claro que depois de mais de dez anos acabei me acostumando com o transito, o fluxo constante de pessoas e a poluição, mas uma vez garota de cidade pequena, sempre uma garota de cidade pequena.
Já faz três semanas que me mudei definitivamente para Mystic Falls e estava com as meninas na casa do meu pai até ontem, esperando Damon encontrar o melhor lugar para vivermos. Ele assinou o contrato na última sexta-feira e decidiu que não tinha motivo para demorarmos tanto para levarmos nossas coisas para lá, então foi o que fizemos, hoje o nosso primeiro dia na nova casa, ou melhor, mansão.
– Mil dólares pelos seus pensamentos... — meu noivo tinha acabado de parar atrás de mim e me abraçou na cintura.
– Acha mesmo que meus pensamentos valem mil dólares? — virei o rosto para poder olhá-lo – Talvez você esteja subestimando demais o que tem dentro da minha cabeça.
– Certo, os seus pensamentos não valem mil dólares – concordou, por fim – Valem muito mais do que isso.
– Eu só estava pensando no que nos podemos fazer com esse jardim – estávamos na parte de trás da casa, era um gramado enorme e vazio, existem milhares de possibilidade para o local – Você já tem alguma ideia?
– Para falar a verdade eu pensei: podemos fazer uma piscina, um colocar um balanço para as meninas e um canil – disse – O que acha de termos alguns cachorros por aqui.
– Eu vou amar – agora eu me virei totalmente na direção de Damon e coloquei os meus braços em volta do pescoço dele – Além de ser bom para as meninas ter um bichinho também é bom para a segurança dessa casa gigante que você resolveu comprar.
Ainda não tinha conhecido a casa até ontem a noite, quando ele me trouxe aqui pela primeira vez. Quando eu era pequena aqui costumava funcionar uma pensão e tem sete quartos (todos suítes), confesso que achei um pouco exagerado, mas tenho certeza de que vou acabar me acostumando.
– Achei legal comprar uma casa grande – explicou – Afinal, precisamos espaço para os filhos que vamos ter.
– Você acha mesmo que vamos ter filhos o suficiente para enchermos todos esses quartos? — revirei os olhos – Pois pode continuar acreditando nisso.
– Tenho bastante tempo para te convencer disso – aproximou o rosto e encostou os lábios nos meus – Mas é claro que isso são planos para o futuro, antes de qualquer coisa temos algo para fazer nesse quintal, uma festa.
– Você quer fazer o nosso casamento aqui? — balançou a cabeça afirmativamente em resposta – Essa é mesmo uma excelente ideia, é um lugar grande, perfeito para uma festa de casamento.
Agora que estamos morando juntos, eu e Damon podemos começar a planejar o nosso casamento. Claro que ainda não planejamos nenhum detalhe, mas começaremos a fazer isso em breve.
– Aonde estão as meninas? — perguntei, por fim.
– Eve estava falando no telefone com o pai e Mind estava arrumando o quarto com a ajuda da Bonnie – falou – Acho que temos algum tempo para ficarmos sozinhos.
– Perfeito! — ele abriu um sorriso malicioso quando ouviu o meu comentário – Vem comigo eu quero que mostra uma coisa.
Puxei meu noivo pelo braço e o levei até o nosso quarto. Já tinha arrumado grande parte das minhas coisas nessa manhã, mas a caixa de metal tinha ficado em cima da cama, então eu a peguei.
– O que é isso? — Damon quis saber.
– Você já vai ver – avisei – Vamos lá para sala, assim eu te explico tudo direitinho, vai ser uma longa conversa.
Então nós descemos as escadas e voltamos para o lado da fora da casa. Sentamos em uma mesa que ficava na varanda e só depois eu dei uma das cartas para ele.
– Isso é mesmo o que eu estou pensando? — quis saber assim que terminou de ler – Você escreveu essas cartas para mim.
– Desde que a Mind nasceu até a véspera de viajar para Mystic Falls, quando nos reencontramos – balancei a cabeça afirmativamente – Escrevi toda a semana, as vezes até mais, dependendo da quantidade de coisas que tinha para falar.
– Uau... — comentou enquanto dava uma olhada na quantidade de envelopes que tinham ali dentro.
– Escrevi, basicamente, sobre as coisas que aconteciam com a nossa filha: o primeiro sorriso dela, o primeiro dentinho que nasceu, as primeiras palavras, os primeiros passos, o primeiro dia na creche e outras coisas mais – falei – Mas também falava sobre coisas que aconteciam comigo.
– O seu diário em forma de cartas – comentou com um pequeno sorriso – Até que é interessante.
– Pode parecer um pouco deprimente, mas escrever essas cartas era a minha forma de não enlouquecer – admiti – Escrevia para continuar a ter esperanças de que um dia nos reencontraríamos, formaríamos uma família e você poder lê-las.
Sei que tudo isso já passou e agora a situação é completamente diferente, mas foi impossível não sentir uma lágrimas se formar nos meus olhos quando falava e lembrava de tudo aquilo.
– Lena, você não precisa ficar assim – passou a mão no meu rosto, tentando fazer com que eu parasse de chorar – Estou aqui com você agora e isso é o que importa.
– Sei disso – concordei e dei um fraco sorriso.
– Já que essas cartas são para mim, será que eu posso ficar com elas para poder lê-las? — perguntou logo em seguida.
– Mas é claro que pode – afirmei – E leve o tempo que precisar para terminar.
– Pode deixar que eu vou ler tudo com muito carinho – aproximou-se e deu um beijo na minha testa – Da maneira especial como elas merecem ser lidas.
*Fim do Flash Back*
Damon me devolveu a cartas menos de um mês depois dizendo que tinha lidos todas e que gostou muito, mas eu era quem deveria guardá-las como sempre e é isso que eu tenho feito.
– Lena... — meu pai abriu a porta do quarto, interrompendo os meus pensamentos – Desculpa, mas estão pedindo para não demorar muito para começar a cerimônia e o Damon também está ansioso por esperar você.
– Não tem problema, já estou indo – voltei a guardar a lata no lugar de sempre e me levantei – Vamos....
Ele concordou e deu o braço para que eu entrelaçasse o meu. Estava na hora, dentro de pouco tempo eu seria oficialmente uma mulher casada.
***
No momento em que a marcha nupcial começou a tocar, a mulher do cerimonial falou para as minhas filhas irem para o jardim. Eve entraria sozinha jogando pétalas de flor e Mind entraria com Dyl levando as alianças, da mesma maneira que aconteceu no casamento de Caroline e Stefan. Sorri para as dua desejando boa sorte e quando eles passaram e a porta foi fechada mais uma vez.
– Por favor, pai, não me deixa cair – pedi, estava tranquila antes, mas tenho que admitir que estou cada vez mais nervosa.
– Não vou te deixar cair – levou a minha mão aos lábios e depositou um beijo no local – Nunca.
A música voltou a encher os meus ouvidos e uma voz dizendo que estava na hora de irmos...
Entre o caminho da saída da casa até o altar no meio jardim eu fiquei observando os convidados e até consegui reconhecer algumas pessoas. Até que, finalmente, cheguei a primeira fileira de cadeiras, aonde estavam meu irmão junto com Anna e o filho delas e também Stefan e Caroline e Katherine e Enzo.
– Cuida bem dela – antes mesmo que eu pudesse perceber, meu pai estava me entregando para o meu futuro marido.
– Pode deixar, senhor Gilbert – Damon afirmou – Vou cuidar muito bem dela, pode ter certeza.
Ele sorriu e deu um beijo na minha testa antes de se juntas ao meu sogro e os padrinhos no altar. Foi então que nós dois nos viramos de frente um para o outro.
– Você está linda, Lena – me olhou de cima a baixo – A espera, com certeza, valeu a pena.
– Você também está ótimo – disse – E, daqui a pouco, vai ser só meu.
– Com toda certeza – sussurrou no meu ouvido, fazendo com que meu braço se arrepiasse levemente – Então no vamos perder tempo.
Caminhamos mais um pouco e nos ajoelhamos em frente ao padre para que a cerimônia pudesse começar.
***
Passei a mão no cabelinho de Miranda quando a minha filha se aproximou trazendo a almofadinha das alianças. Damon pegou o anel melhor e o colocou na minha mão esquerda, quando chegou a minha vez percebi que estava tremendo, mas consegui fazer a mesma coisa.
– Eu vos declaro, marido e mulher – o padre disse, por fim – Você já pode beijar a noiva.
Então o meu marido segurou o meu rosto e aproximou os lábios dos meus. Foi um beijo simples, mas o suficiente para que eu perdesse o ar e esquecesse de todos a nossa volta; só lembrei que tínhamos “plateia” quando todos começaram a aplaudir.
Com o fim da cerimônia começamos a receber o comprimento de todos os convidados antes de irem para o outro canto do quintal, aonde começaria a festa de comemoração do nosso casamento.
***
Foi uma longa e cansativa festa, na maior parte do tempo eu tirei milhares de fotos e passei nas mesas para saber como todos estavam, nem sei como eu tive tempo de comer alguma coisa. Em algum momento foi anunciado para que todos fosse para a pista de dança para ver a primeira dança do senhor e da senhora Salvatore, a principio, ficaram apenas nos observando, mas depois vários casais se juntaram a nós.
Quando as pessoas começaram a ir embora, meus pés estavam me matando, então eu disse para o Damon que ia esperá-lo lá dentro, que não se opôs ao meu pedido de nenhuma maneira. Retirei os sapatos e fiquei sentada no sofá e fiquei observando a lareira acesa, que ao mesmo tempo iluminava e aquecia o ambiente.
Seu pai já levou as meninas para casa dele – meu marido estava atrás do sofá e colocou a mão no meu ombro – Bonnie também foi para lá para ajudar em qualquer coisa, o que significa que estamos sozinhos.
– Esperei por isso o dia inteiro... — me virei para poder beijá-lo – O que você quer fazer agora, senhor Salvatore?
– Está mesmo me perguntando isso, senhora Salvatore? — sorriu enquanto fazia uma outra pergunta.
– Tudo bem, foi uma pergunta idiota a que fiz – revirei os olhos – O que mais nós iriamos fazer na nossa noite de núpcias, não é mesmo?
– Para falar a verdade... — deu a volta no sofá e se sentou ao meu lado – Pensei que poderíamos ter uma dança como marido e mulher, antes de qualquer outra coisa.
– Mas nós já tivemos a nossa primeira dança – lembrei.
– Eu sei que nós tivemos – afirmou, enquanto passava a mão no meu rosto – Acontece que estavam todos ali nos observando, essa seria a nossa primeira dança a sós.
– É mesmo tentador – concordei – Acho que você aceitar esse seu convite de termos a nossa primeira dança como marido e mulher a sós.
Ele não disse nada, apenas pegou o controle remoto do som, que estava em cima da mesa de centro e o ligou, fazendo uma música calma encher o ambiente. Levantou-se e esticou a mão na minha direção para me ajudar a fazer a mesma coisa.
Fomos para o centro da sala e eu eu abracei o meu marido pelo pescoço, que colocou os braços envolta da minha cintura. Começamos a dançar lentamente sem sair do lugar.
– Desculpa por não podermos fazer uma viagem de lua-de-mel agora – sussurrou, minha cabeça estava encostada no seu ombros – Mas seu pai decidiu me treinar para ficar no lugar dele quando se aposentar daqui há alguns anos, então não posso me afastar do hospital nesse momento.
– Não tem problema, Damon – fiquei passando a unha pela nuca dele – Isso não é importante agora, tenho certeza de que faremos outras viagens em outras oportunidades.
– Vou te recompensar – garantiu – Eu te prometo.
– Sei que você vai... — concordei – E tenho certeza de que a nossa viagem de lua-de-mel será maravilhosa.
Continuamos alguns minutos em silêncio apenas ouvindo a música e sentindo o corpo um do outro, sem nunca parar de dançar.
– Preciso confessar uma coisa para você – voltei a falar – Sempre achei que o dia em que a Eve e a Mind nasceram fossem os mais felizes da minha vida. Mas eu estava enganada, porque hoje também entra na minha lista.
– Hoje também é o dia mais feliz da minha vida – paramos de dançar e ele se afastou para poder me olhar – Não estava no dia em que a Miranda nasceu, mas certamente também estaria nessa lista, além disso, teremos outros filhos.
– E muitas outras datas para entrarem na lista — concordei.
– Agora é a minha vez de fazer uma confissão – mesmo que estivéssemos sozinhos, Damon encostou os lábios nos meu ouvidos para poder sussurrar – Eu sempre quis despir uma noiva.
Dei um tapa de leve no braço dele, mesmo assim, não pude deixar de sorrir.
– Então acho que você já pode realizar a sua fantasia – peguei a mão dele e a coloquei nas minhas costas para que pudesse sentir os botões na parte de trás do vestido.
Ele não disse nada, apenas me pegou no colo, fazendo com que eu soltasse um gritinho de surpresa e começou a caminhar na direção das escadas.
***
Sem quebrar o beijo um minuto sequer, Damon começou a abrir os botões do meu vestido, um por um. Quando terminou, eu estiquei os braços para poder retirar a peça de roupa e jogá-la no chão juntamente com o véu, que já estava em um canto do quarto.
– Você é linda, Lena... — agora ele estava com os lábios no meu pescoço e começou a dar várias mordidinhas na região.
– É bom você não querer me torturar hoje a noite – reclamei – Agora eu sou sua esposa, não mereço isso.
– Não garanto nada, minha querida – sorriu – Além disso, eu gosto de te torturar.
Abriu o fecho do sutiã e também o jogou no chão. Começou a passar a língua e um dos mamilos e a estimular o outro com as mãos, invertendo depois de algum tempo.
– Ah... — gemi, enquanto enrolava o seu cabelo entre os meus dedos.
Delicadamente, meu marido me fez caminhar de costas até a cama e me deitou em cima do colchão. Foi deixando uma trilha de saliva por toda a minha barriga até chegar a minha calcinha e tirá-la, colocando no mesmo lugar que o restante das peças de roupa.
– Damon... — agora ele estava brincando com o meu clitóris, fazendo com que uma corrente elétrica atravessasse todo o meu corpo – Ah... Damon!
Continuou com aquela tortura por mais algum tempo, até que eu não aguentasse mais e chegasse ao meu primeiro orgasmo da noite.
– É por isso que eu te amo... — consegui falar depois que minha respiração já tinha voltado ao normal – Mesmo depois de estarmos morando juntos há seis meses, mesmo depois de termos uma filha juntos, ainda sim o sexo continua incrível.
– E a tendência é que isso melhore ainda mais... — ficou por cima de cima antes de depositar um delicado selinho – Essa vai ser a noite mais incrível de todas, amanhã vai ser melhor ainda e assim por diante.
– Mal posso esperar por isso... — encostei as nossas testas – Mas agora é a minha vez de te torturar – segurei os dois lados do seu paletó.
– De maneira nenhuma, senhora Salvatore – segurou os meus pulsos – Hoje, tudo isso vai ser somente para você.
Damon voltou a me beijar enquanto tirava as suas próprias roupas. Logo não tinha nada mais entre os nossos corpos e seu membro rijo já estava posicionado na entrada da minha intimidade.
– Esqueci de pegar a camisinha – estava preparado para se levantar quando eu coloquei as mãos na sua cintura, o impedindo de se mover.
– Não precisa – avisei – Andei pensando muito desde cedo e cheguei a conclusão de que talvez seja a hora certa para pensarmos em ter um outro bebê.
– Você tem certeza? — me olhou confuso. Tínhamos tido uma conversa semelhante logo que nos mudamos para Mystic Falls e deixei bem claro que queria esperar mais um pouco antes de termos mais filhos.
– Nós estamos casados, Damon, além disso, a Eve está com sete anos e a Mind com quatro, é uma boa diferença de idade delas para o bebê, você não acha? — dei de ombros – Não tem por que esperarmos mais.
Em meio as nossas respirações pesadas por causa dos beijos, ele me penetrou de uma vez. Nos movimentos juntos e lentamente, sem a menor pressa. Quando Damon chegou ao ápice, se derramando dentro de mim, continuei movendo o quadril até chegar também.
***
– Hora de acordar, dorminhoca... — meu marido sussurrou no meu ouvido, ele tinha aberto as cortinas, mas por sorte, estava nublado do lado de fora, por isso, o sol não e atrapalhou – Vai mesmo ficar deitada nessa cama o dia inteiro.
– Pretendia... — reclamei – Você me deu uma canseira ontem a noite.
Cheguei até a perder as contas de quantas vezes nós dois transamos, sem contar o banho cheio de caricias que tomamos, o resultado é que quando fomos dormir já era mais de quatro da manhã. Resumindo, eu tenho motivos para estar cansada dessa maneira.
– Isso é mesmo uma pena – deu um beijo na minha nuca – Stefan acabou de ligar dizendo que vai levar o Dyl para passar o dia em Richmond, assim dando um dia de descanso para a Caroline e perguntou se podia levar as meninas também, então eu respondi que sim. O que significa que temos mais algumas horas apenas para nós dois, mas isso não vai adiantar muito caso você continue dormindo.
Acabei me virando para ficar em frente a ele e puxei seus lábios para junto dos meus.
– Acho que isso quer dizer que você também quer aproveitar o dia que temos a sós – brincou – Pensei em descermos para tomar café da manhã e depois passarmos o dia inteiro na cama, o que acha?
– É uma ideia perfeita – concordei – Mas o que vamos tomar de café da manhã? — com toda a confusão a respeito do casamento, nem ao menos pensei no que comeríamos no dia seguinte ao acordar.
– Sobrou um pouco de salgadinho de ontem, podemos esquentá-los e comê-los – sugeriu – E, é claro, também o bolo.
– Acho que essa é a ideia mais perfeita de todos – respondi, por fim – Mas e quanto ao pessoal que vai retirar as coisas do casamento do jardim? Eles vem hoje?
– Marquei para eles virem só na segunda-feira – explicou – Sei que vamos ficar o final de semana sem poder usar o jardim, mas isso nos dá um pouco mais de privacidade nos nossos primeiros dias de casado.
– Você é mesmo perfeito, senhor Salvatore – sorri – Pensou em tudo...
Damon não disse nada, apenas ficou me encarando e passou a mão delicadamente pelo meu rosto.
– O que foi? — quis saber.
– Só estou decorando cada detalhe do seu rosto – explicou – Acho que ainda não acredito que isso seja real e que você agora é minha esposa.
– Pois pode acreditar, é tudo verdade – garanti – Depois de tudo que passamos, finalmente, eu sou sua esposa. Por isso pode ter certeza de que você não vai se livrar de mim tão fácil.
– E eu nem quero isso – negou com a cabeça – Nada nem ninguém vai nos separar mais, agora é para sempre.
– Para sempre... — repeti antes de nos beijarmos novamente.
Fale com o autor