Amores e Consequências
15 Capítulo 14 – Noite Salvatore
Notas iniciais
Peguei uma bolsa de ginástica e comecei a colocar as roupas para a Eve e para a Mind. Sei que a ideia é passar só essa noite fora, depois passar o dia fazendo sabe-se lá o que o Damon está planejando para nós e voltar para cá após o ensaio do casamento da Caroline e do Stefan; mesmo assim, decidi levar mais do que uma muda de roupa para cada uma, crianças são sempre imprevisíveis e é bom não vacilar.
Com tudo arrumado foi a vez de escolher o que elas iriam vestir agora. Essa era uma noite especial, então escolhi um vestido de vesta para elas: o de Eve era preto de alcinha e a saia batia no joelho, já o da minha caçulinha era de estampas florais e a saia cumprida e cheia de pregas (que ela chamava de “vestido de princesa”)
– Só mais um ajuste e... — penteei o cabelo de Mind e a prendi um pedaço do seu cabelo para trás – Pronto! As duas estão lindas.
Elas sorriram sem graças na minha direção. Ouvi duas batidas na porta e me virei a tempo de ver Damon colocando a cabeça para dentro do quarto.
– Com licença, vim ver como é que vocês estão – disse, antes olhar para as meninas – Uau, vocês estão maravilhosas!
– Gostou da minha roupa, papai? — nossa filha deu uma volta completa, para que ele pudesse observar cada detalhe do seu vestido.
– Está perfeita, minha linda! — deu um beijo no topo da cabeça dela – E você também está ótima, Eve.
– Obrigada, doutor Damon! — agradeceu, timidamente.
– Duas princesas! — completou – Nossas princesinhas, não é mesmo Elena? — virou-se para mim enquanto perguntava.
– Com certeza! — concordei – Mas agora, bem que as minhas princesinhas podiam ir esperar lá embaixo enquanto a mamãe troca de roupa. O que acham?
– Tudo bem! — responderam ao mesmo tempo.
– Eu já vou encontrar vocês duas lá embaixo – Damon avisou – Só preciso falar uma coisa com a Lena antes.
Elas deram um beijo no meu rosto antes do local e nos deixar sozinhos.
– Quando eu estava vindo para cá o Stefan ligou – começou a falar, em seguida – Ele tinha acabado de chegar ao aeroporto, o voo do meu pai ainda não tinha chegado, mas estava no horário previsto. Como o tempo em Richmond está bom, imagino que eles já devem estar a caminho de Mystic Falls.
E esse é o motivo de estarmos indo para a casa da minha amiga hoje; Giuseppe Salvatore, também conhecido com o pai de Damon e Stefan, finalmente está chegando para o casamento do filho e por isso teremos um jantar em família. Essa vai ser a primeira que vou ver o meu futuro sogro pessoalmente.
– E você está me dizendo isso para me apressar ou é só impressão minha? — cruzei os braços e me fingi de ofendida com aquele comentário.
– Não exatamente apressando – explicou – Mas você sabe que pode ser um pouco enrolada para escolher uma roupa, então apenas se lembre que não tem tanto tempo assim para isso.
– Certo... — revirei os olhos.
– Você está nervosa com esse jantar? — perguntou, mais uma vez, enquanto colocava uma mexa do meu cabelo para trás da orelha.
Apesar de não contar todos os detalhes, que serão contados apenas amanhã no jantar de ensaio, Damon decidiu me apresentar ao seu pai como sua namorada e futura esposa. Obviamente esse é sempre um momento tenso na vida de qualquer mulher, não importa a idade que tenha.
– Não exatamente nervosa, acho que ansiosa é a palavra – admiti – Fico pensando o tempo todo o que seu pai vai pensar de mim quando me conhecer.
– Tenho certeza de que ele vai adorar você, exatamente como minha mãe – me abraçou pela cintura, fazendo com que meu corpo encostasse no seu – Principalmente quando perceber o quanto você faz o filho dele feliz.
Ele me beijou, colocando a mão por trás do meu cabelo. Eu apenas soltei um suspiro, me entregando totalmente aquele momento.
– Eu te amo, Damon! — sussurrei quando nos afastamos por alguns milímetros.
– Também te amo, Elena – sorriu – Mas agora é melhor eu ir lá para baixo e te deixar trocar de roupa, ou então vamos no atrasar mais do que já estamos atrasados.
– Tem razão – tive que concordar – Te vejo lá embaixo daqui há alguns minutos.
– Eu e as meninas estamos te esperado lá, então – me deu mais um selinho antes de sair de fechar a porta. Eu também não fiquei muito tempo ali, afinal, precisava ir para o meu quarto para trocar de roupa.
***
Eu queria ficar arrumada, mas também queria uma roupa discreta, afinal, estava indo conhecer o meu sogro e precisava causar uma boa impressão. Optei, então, por um vestido cor de creme em que a saia ia até o meu joelho, a manga batia no meu cotovelo e um pequeno decote. Coloquei um sapato claro com salto e ainda fiz uma maquiagem simplesmente antes de sair do quarto e já estava pronta.
Peguei uma outra muda de roupa para mim e ainda um outro conjunto de calcinha e sutiã antes de, finalmente, sair do quarto e descer as escadas em direção a sala, aonde Damon e as minhas filhas estavam me esperando.
– Uau! Acho que a demora valeu a pena – ele se aproximou e fez com que eu desse uma volta – Você está simplesmente maravilhosa, Lena.
– Deixa de ser exagerado, Damon – revirei os olhos – Eu estou normal.
– E, caso você ainda não tenha percebido, você é maravilhosa sempre – lembrou – Então...
Foi impossível não dar um sorriso bobo antes que ele me deu um selinho bem de leve nos lábios.
– Eca...! — Eve fez uma careta e tapou os olhos com as duas mãos – Vocês tem mesmo que se beijar na nossa frente? É nojento!
– Eu e Damon nos entreolhamos e rimos com aquele comentário da minha filha mais velha. Criança dizia mesmo qualquer coisa.
– Acho que se você disser isso para o seu pai ele vai agradecer e pedir para você continuar pensando dessa maneira pelos próximos 20 ou 30 anos – passei a mão pelo cabelo dela.
Damon ficou ligeiramente desconfortável com aquele meu comentário. Foi só então que eu percebi que tinha acabado de falar a respeito de Klaus e, apesar das coisas já estarem se encaminhando para serem resolvidas, esse ainda era um assunto um tanto quanto delicado.
– Bom, acho melhor nós irmos embora – ele mudou de assunto depois que olhou para o relógio – Vocês já estão prontas.
– Sim! — afirmei com a cabeça – Podemos ir.
– Estou tão feliz em conhecer o meu avô! — Mind falou, totalmente empolgada – Espero que ele seja tão legal como o vovô Gilbert e como vovô Mikaelson.
Agora foi a minha vez de ficar desconfortável com o assunto. Sei que prometi não investigar se Damon era mesmo filho biológico do senhor Mikaelson e, consequentemente, irmão de Klaus, mas a minha vontade de investigar mais esse assunto estava maior do que qualquer promessa que eu pudesse ter feito a ele.
– Sei que o vovô Mikael não é meu avô de verdade – continuou — Mas ele sempre foi muito legal comigo – isso era verdade, Miranda sempre teve um bom relacionamento, tanto com ele quanto com Esther e os dois sempre criticaram o filho por “rejeitá-la” dessa maneira.
Ah, minha filha! Você não sabe como pode estar errado no comentário de ele não ser seu avô de verdade...
– Mind, não se esqueça de uma coisa – me ajoelhei na sua frente, ficando na mesma altura que ela – Sua avó já sabe que você é neta dela, mas seu avô ainda não sabe, então não pode falar nada, tudo bem?
– Tudo bem – concordou – Mas eu não entendo por quê?
– É um assunto complicado, minha filha – foi a a vez de Damon responder – Tudo que você precisa saber é que vamos contar tudo para ele e para todos os outros amanhã no jantar de ensaio do seu tio e da sua tia.
– E por que não podem contar hoje? — cruzou os braços, emburrada – Adultos são mesmo muito complicados.
– Sim, princesinha, nós somos complicados – completei, a pegando no colo – Agora é hora de irmos.
– Exatamente! — ele concordou – Vocês três cheguem de enrolar, daqui a pouco nós não vamos sair mais – revirou os olhos – Eve? — estendeu a mão para a minha filha mais velha.
– Claro! — ela segurou o dedo indicador do “padrasto” e os dois caminharam em direção a porta, não pude deixar de sorrir com aquela cena.
***
A casa da minha amiga não ficava muito longe e levamos menos de dez minutos para chegar lá. Tocamos a campainha e não demorou muito para Caroline atender a porta.
– Finalmente vocês chegaram! — ela me abraçou e deu um beijo no meu rosto – Pensei que Stefan fosse chegar antes de vocês.
– Então eles ainda não chegaram? — Damon pareceu aliviado com isso.
– Ele ligou há uns vinte minutos dizendo que estavam saindo do aeroporto naquele momento – explicou – Então ainda vão demorar um pouco.
– Quem está ai, Caroline? — Edna apareceu, trazendo Dylan no colo – Ora, finalmente vocês chegaram – ela colocou o neto no colo e foi até a nossa direção.
Fui pega totalmente de surpresa quando a minha sogra me abraçou com bastante força. Aquela era a primeira vez que nos duas nos víamos desde que ela soube a respeito do meu relacionamento com o Damon.
– Você está linda, Elena! — comentou depois de me olhar de cima a baixo.
– Muito obrigada, senhora Salvatore – sorri agradecida, sendo totalmente sincera, apesar de saber que ela estava nos apoiando, não sei exatamente como agir.
– Ora, você sabe que pode me chamar de Edna – lembrou – Principalmente agora que vamos ser parentes.
– Claro, Edna! — me corrigi.
Então ela se ajoelhou na frente das minhas filhas, mas olhou principalmente para a Mind. Aquela também era a primeira vez que ela via Miranda sabendo que era a sua neta.
– E como você está, minha pequena? — perguntou enquanto passava a mão pelo seu cabelinho.
– Eu estou muito bem, vovó! — abriu um enorme sorriso quando disse a última palavra e Edna fez a mesma coisa antes de puxá-la para junto de si e beijar o topo da sua cabeça.
– Não sabe o quanto estou feliz em ouvir isso – murmurou, por fim.
– Também fiquei muito feliz quando soube que você era minha avó – Mind admitiu – Isso é muito legal!
Dei uma rápida olhada em Damon nesse momento. Ele apenas maneou a cabeça em um gesto afirmativo, como quem diz que aquele era um momento apenas das duas e de mais ninguém.
– Bom, o que acham de irmos lá para dentro? — Caroline sugeriu, percebi que minha amiga também tinha ficado emocionada com aquela cena – Vocês não querem ficar aqui fora a noite inteira, não é mesmo?
– Tem razão! — concordei, vamos lá.
Edna pegou minha filha caçula no colo antes de entrar na casa, Dyl as seguiu e ela se sentou no sofá junto com os dois; o resto de nós foi pelo mesmo caminho. Pelo jeito só estávamos nós lá.
– Aonde é que está a Kath? — meu namorado decidiu perguntar – Pensei que ela ia vir ver o papai também?
– E ela vinha! — sua mãe explicou – Mas hoje é o aniversário de namoro dela e do Enzo e eu disse que os dois podiam ir sair para comemorar. Tenho certeza de que o Giuseppe vai entender.
– Claro! — fez uma careta, deixando claro que ele não estava tão satisfeito assim – Mas eles poderiam comemorar o aniversário de namoro aqui, não é mesmo?
– Ora, Damon, eles querem comemorar sozinhos – foi a minha vez de interceder – Os dois merecem isso.
Na verdade eu estava secretamente aliviada pela Katherine não estar lá naquele momento. As coisas tinham ficado estranhas desde que ela descobriu que eu sou casada e não trocamos muitas palavras nessas últimas semanas em que estamos aqui em Mystic Falls, por isso não sei exatamente o que ela vai pensar quando souber de tudo, então prefiro que isso aconteça só amanhã.
– Exatamente, obrigada, Elena – Edna disse – Damon, você precisa parar de implicar com o namorado da sua irmã. Os dois estão felizes juntos e acho até que não vão demorar muito para se casarem.
Com a minha visão periférica, percebi que Damon tinha revirado os olhos e não pude deixar de sorrir. Fico imaginando como vai ser quando Miranda tiver idade para namorar, com certeza será um pai tão ciumento como é um irmão mais velho.
– Elena, querida, será que podemos conversar um minutinho a sós? — pediu, se virando para mim, novamente.
– Mas é claro – afirmei – Vamos até lá.
***
Entramos no escritório de Stefan, que ficava no primeiro andar da casa, e ela trancou a porta. Não tinha muita escolha, então apenas me sentei no sofá que ficava no local e esperei para saber o que ela iria falar.
– Desculpe por isso, querida – disse, virando-se na minha direção – Mas teremos mais privacidade desse jeito.
– Tudo bem, Edna, eu entendo – afirmei com a cabeça.
– Bom, o que eu tenho para te falar eu meio que já conversei com o Damon – continuou – Mas acho que você também merecia ouvir, embora acho que ele meio que já deve ter te contado.
Eu não disse nada, apenas fiquei esperando ela voltar a falar. Edna sentou-se ao meu lado e colocou a mão sob a minha.
– Tenho que confessar que quando eu vi vocês dois juntos naquele jantar aqui na casa do Stefan, eu já tinha desconfiado que tinha acontecido alguma coisa entre vocês – explicou, calmamente – Mesmo ele estando com a Emery na época, vi a maneira que meu filho olhava para você.
– Sinto muito por isso, Edna – disse, em seguida – Imagino que tenha ficado chateada por...
– É claro que eu não fiquei chateada, querida – garantiu – Não é segredo que eu nunca aprovei o namoro do Damon com a Emery, sabia que ela nunca o faria feliz.
Foi impossível não dar um pequeno sorriso nesse momento.
– Claro que eu não sabia se vocês tinham tido mesmo alguma coisa no passado e qual tinha sido a extensão desse relacionamento – prosseguiu – Não até que Damon me contou tudo: vocês não só tinham namorado como também tinham uma filha juntos, minha neta.
Quando Caroline ficou grávida ela me contou como sua futura sogra tinha ficado feliz por, finalmente, ganhar o primeiro neto. Senti um certo aperto no coração ao saber disso, queria que Edna tivesse o mesmo carinho pela Mind que ela tinha pelo Dyl, e agora isso está acontecendo.
– Foi só então que eu comecei a juntar as peças sobre tudo que aconteceu há pouco mais de três anos – seu olhar ficou sério, de repente – Damon parecia muito feliz e misterioso sobre ter algo para nos contar, mas queria fazer isso no momento certo. E então, um belo dia, avisou que estava voltando para Atlanta, e eu fiquei sem entender nada.
– Sinto muito por isso – a interrompi – Nunca foi minha intenção que aquilo tudo acontecesse, mas...
– Não precisa se desculpar, Elena – foi a vez dela interromper – Não sei o que aconteceu naquela época para vocês se separarem e, sendo sincera, não quero saber. Esse é um assunto que interessa somente aos dois.
– Certo! — concordei com a cabeça.
– O importante é que você e o Damon parecem felizes agora – completou – E espero que continue fazendo o meu filho muito feliz. Você e a nossa Miranda, é claro.
– Pode ficar tranquila, Edna, nós faremos isso – garanti – Agora eu não pretendo perder o Damon novamente, nunca mais.
Lá de dentro da sala, ouvimos o barulho de chave na porta.
– Parece que o Damon e o Giuseppe chegaram – disse, por fim – Vamos até lá para vocês se conhecerem.
***
– Vovô! — Dyl saiu correndo na direção do homem recém-chegado com os dois bracinhos abertos. Ele se parecia muito com Stefan, mas com o rosto mais envelhecido e os cabelos grisalhos.
– Dylan, como você cresceu – pegou o neto no colo e o beijou no rosto – Seus pais te deram fermento puro para comer, foi isso?
– O fermento fica em uma prateleira da geladeira que ele alcança – Caroline já tinha se aproximado deles – Acho que é uma boa explicação.
– Caroline, você está linda – deu um beijo no rosto da futura nora – Certamente será a noiva linda depois de amanhã.
– Muito obrigada, senhor Salvatore – sorriu antes de pegar Dyl no colo.
– Damon, meu filho – tinha ido falar com o filho mais velho – Você também está ótimo, parece bem mais feliz do que da última vez em que te vi lá em Atlanta.
Seu tom de voz ao falar com Damon era animado e genuíno. Parecia que realmente se importava com ele, como se fosse mesmo seu filho, e acho que, de uma certa maneira era...
– Bom, de certa eu estou mais feliz do que quando sai de Atlanta – respondeu – Quero que você conheça uma pessoa – fez sinal para que eu me aproximasse.
Parei ao lado do meu namorado, que me abraçou pela cintura. Giuseppe Salvatore ficou olhando de um para o outro, repetidas vezes.
– Pai, quero que você conheça a Elena – disse, por fim – Estamos juntos e pretendemos nos casar o mais breve possível.
Claro que esse “o mais breve possível” ainda ia demorar um pouco para acontecer, afinal, eu ainda preciso pedir o divórcio e ainda teríamos uma briga pela guarda da Eve, só então poderia pensar em me casar novamente. Mas ele não precisava saber deses detalhes.
– Ora, mas que bom – parecia totalmente surpreso com aquela revelação – Mas aonde é que está a Emery?
– Ela ainda está aqui em Mystic Falls – explicou – Mas nós dois não estamos mais juntos.
– Está bem – foi tudo que disse sobre isso e não pude deixar de suspirar aliviada – É uma prazer conhecê-la, Elena.
– Digo o mesmo, senhor Salvatore – nos cumprimentamos com um aperto de mão – Bom essas são as minhas filhas, Eve e Miranda – nesse momento as duas estavam ao meu lado.
– Ora, elas também são adoráveis – disse antes de virar, mais uma vez, para Damon, será que estava desconfiando de alguma coisa? — Bom agora vamos nos sentar, tenho certeza de que todos nós temos várias coisas para conversar.
– Pode ter certeza de que todos temos – foi Stefan quem comentou.
***
– Hoje foi tão legal! — Mind comentou enquanto eu a colocava para dormir, ela e Eve iria passar a noite no quarto de Dyl, que ficaria com os pais essa noite – O vovô Salvatore é muito legal, pena que ele ainda não sabe que sou neta dele.
– Eu sei, meu amor, também achei ele legal – concordei – E não se preocupe, você ouviu o seu pai, ele vai saber de tudo amanhã mesmo...
O jantar foi mesmo muito agradável, o senhor Salvatore ficou um bom tempo conversando comigo e quis saber de tudo sobre a minha vida, deixando bem claro o quanto tinha ficado feliz por mim e por Damon. Ele parecia se importar muito com a felicidade dos filhos.
– Mal posso esperar pelo jantar de amanhã – continuou – Vai ser bem legal também, não é mesmo?
– Sim, Mind, vai ser legal – concordei com a cabeça.
– Mas sabe, só tem uma coisa que eu não entendo – colocou uma das mãozinhas no queixo, pensativa – Se nós vamos vir morar aqui em Mystic Falls, quer dizer que eu vou precisar mudar de colégio?
Não pude deixar de achar graça, com tantas coisas acontecendo, Miranda estava preocupada em ter que mudar de colégio.
– Claro que você vai precisar mudar de colégio, Mind – respondi – Não teria como você continuar estudando no seu colégio em Nova York morando aqui em Mystic Falls.
– Não gostei de saber disso – deu um suspiro triste – Vou sentir saudades de todas as minhas amigas.
– Mas você vai fazer novas amigas – lembrei – Sem contar que vai poder continuar em contato com as suas amigas de Nova York.
– Quando entra uma menina nova entra na turma, sempre demoramos uma semana para falar com ela – explicou – Será que vai acontecer a mesma coisa comigo.
– Se te deixa mais animada, você não vai ser totalmente estranha na turma – avisei – Você vai ser da mesma turma que o Dylan, tenho certeza de que ele vai te ajudar a se enturmar.
– Mamãe tem razão! — Eve, que estava deitada na caminha de baixo, comentou – Eu não estou preocupada em mudar para o colégio de Mystic Falls, vai ser legal conhecer pessoas novas.
– Está vendo! — completei – Bom, agora é hora das duas dormirem, amanhã será um longo dia, para todos nós.
Dei um beijo no topo da cabeça das duas e sai do quarto. Damon estava me esperando e a nossa noite ainda está bem longe de terminar.
***
– Finalmente você chegou! — ele estava sentado na cama lendo um livro, mas se levantou assim que me viu – Pensei que estivesse fugindo de mim.
– Nunca! — coloquei os braços em volta do seu pescoço – Estava apenas tentando acalmar a sua filha, que estava preocupada por ter que mudar de escola.
– Mas que graça, tenho certeza de que vai esquecer tudo isso quando estiver aqui – começou a beijar várias cantos do meu rosto antes de encostar os lábios nos meus, rapidamente – Sabe, você parecia bem animada no jantar hoje.
– E eu fiquei bem animada – concordei com a cabeça – Adorei conhecer o seu pai, ele mesmo ótimo, como você tinha dito.
– Eu disse! — deu um sorriso convencido.
– Bobo... — dei um tapa de leve no seu ombro – Sabe, eu não tinha muita certeza antes ma você tem mesmo muita sorte por ter tido um cara como o seu pai, que fez muita coisa por você e pela sua mãe.
Até aquele momento eu não tinha decido se a melhor escolha era mesmo desistir de tentar descobrir que era o pai biológico dele, mas agora sei que não vou ganhar nada revirando os passado dessa maneira. Vou deixar tudo da maneira que está.
Damon não disse mais nada, apenas voltou a beijar delicadamente enquanto subia as mãos pelas minhas costas até chegar ao zíper do meu vestido.
– Você não vai me impedir, não é mesmo? — quis saber, sussurrando e com a boca ainda bem perto da minha – Vai usar aquela desculpa que as meninas estão dormindo aqui do lado.
– Não, eu não vou te impedir – dei um sorriso maliciosos.
Ele passou a mordiscar o meu pescoço e eu comecei a abrir os botões da sua camisa, um por um, até que a retirei por completo e a atirei no chão.
– Parece que tem alguém com pressa — brincou quando eu já fui direto até o botão da sua calça.
– Para que ir devagar – nesse momento eu já tinha abaixado a peça de roupa e ele também a afastou, movendo os pés – Sei que temos todo o tempo do mundo, mas podemos aproveitá-lo de outra maneira.
Isso foi o suficiente para ele, finalmente, abaixar o zíper do meu vestido e jogá-lo para o mesmo canto em que estavam as suas peças de roupa. Me pegou no colo, fazendo com que eu enroscasse a perna na sua cintura, e foi caminhando em direção a cama de casal.
Quando Damon se deitou por cima de mim, pôs as mãos novamente nas minhas costas para poder abrir o meu sutiã e começar a beijar um dos meus seios e a estimular o mamilo com a língua. Em seguida fez o mesmo com o outro.
– Damon... — gemi baixinho.
– Shhhh... — disse enquanto descia os beijos pela minha barriga – Eu amo você, Elena, muito...
Enganchou dois dedos um de cada lado da minha calcinha e a desceu, deixando na altura dos meus tornozelos. Beijou a minha intimidade, fazendo com que eu soltasse um pulo de surpresa, mas mantive as minhas duas pernas separadas.
Ele continuou a estimular o meu clitóris com a língua e também me penetrou com dois dedos. Tentei não gemer muito alto para que ninguém ouvisse o que estávamos fazendo e mexi os quadris o auxiliando com os movimentos; não demorou muito para eu chegar ao ápice.
Fiquei olhando para o teto, esperando minha respiração voltar ao normal.
– Você está bem? — perguntou, aproximando seu rosto do meu – Quer que eu vá até a cozinha pegar água para você?
– Não precisa – o puxei para perto de mim e voltei a beijá-lo antes de inverter as nossas posições – Eu estou muito bem.
Sem separar os lábios dos meus, comecei a passar a mão pelo seu peitoral, passando ao abdômen e, finalmente, na cueca, a retirando de uma só vez. Já estava com a minha intimidade posicionada em cima do seu meu membro quando ele me interrompeu.
– Espera! — segurou minha cintura, impedindo que continuasse – Tem uma coisa na primeira gaveta da mesinha, pega lá.
– Tudo bem! — soltei um suspiro de frustração, mas mesmo assim eu me afastei e fui até onde eu pedi.
Abri a gaveta e já dei de cara com uma caixa de papelão com vários pacotinhos prateados dentro.
– Camisinha? — peguei o objeto e virei na direção dele – Não acredito que você comprou camisinhas!
– Você disse que tinha certeza de que não estava no seu período fértil, mas uma hora vai estar – lembrou – Por mais que fosse ótimo ter um outro bebê com você, acho que nenhum de nós dois está pretendendo ser pai novamente agora.
Sorri, isso era mesmo muito fofo da parte dele. Eu precisava ir na ginecologista para começar a usar algum método anticoncepcional.
– Mas porque você comprou uma caixa com 100 camisinhas? — perguntei, espantada – Não acha que foi um pouco de exagero?
– Ser prevenido nunca é demais – ajoelhou-se no colchão e foi até a minha direção – Além disso, tenho certeza de que não será nenhum sacrifício usar todas elas.
– Com certeza não será – concordei.
Nos beijamos e ele voltou a se deitar, me puxando junto consigo. Consegui pegar um pacotinho de camisinha antes de deixar o resto da caixa cair no chão do quarto.
Você quer colocar? — seu tom de voz era totalmente provocativo.
Rasguei a embalagem e deslizei a caminha no seu membro rijo. Mas uma vez eu estava na posição prestes a fazê-lo me penetrar.
– Espera! — segurou a minha cintura – Não é assim que eu quero.
Voltou a ficar por cima de mim, me beijando desesperadamente. Ficou roçando seu membro na entrada da minha intimidade, me fazendo ficar mais excitada ainda.
– Damon... — sussurrei – Para de me torturar.
Então Damon me fez ficar de lado e me penetrou naquela posição, a sensação era indescritível, tive que soltar um grito alto, mas logo tapei minha própria boca e mordi com força na palma da mão.
– Ah...! — gemeu no meu ouvido enquanto começava a se mover.
Ele tirou e penetrou o membro dentro de mim repetidas vezes, ao mesmo tempo em que estimulava o bico de um dos meus seios com o polegar e com a outra mão, fazia movimentos circulares no meu clitóris. Joguei a cabeça para trás para podermos nos beijar.
Depois de algumas estocadas eu cheguei ao meu segundo orgasmo da noite e não demorou muito para Damon me acompanhar. Mesmo depois de ter chegado ao ápice, ainda permanecia dentro de mim e depositando beijos molhados na minha nuca.
– Eu te amo, Elena – disse depois de alguns minutos, quando as nossas respirações já tinham voltado ao normal.
– Eu também te amo, Damon – sussurrei, em seguida.
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