Notas iniciais
E aqui est o inicio da segunda temporada de Pecados ntimos,
espero que gostem

Querido Damon,

Gostaria de ter o seu endereço de verdade, assim poderia te enviar essa carta. Mas, quem sabe, você não possa ler todas elas um dia?

Hoje a nossa pequena está completando seis meses de vida e está cada dia mais esperta. Ela já fica em pé apoiando as duas mãozinhas nas grades do berço e também solta pequenos sonzinhos, a pediatra disse que não deve demorar muito para ela começar a falar.

Não sei como teria sido a nossa vida juntos, mas eu só tenho que te agradecer por ter me dado a Miranda, já que ela é a Eve são as coisas mais importantes da minha vida. Gostaria que você tive a oportunidade de conhecer a nossa filha, mesmo que fosse apenas uma vez.

Eu te amo e sempre vou amar,

Elena.

Pousei a caneta em cima da cama e reli a carta, várias vezes, como sempre faço todas as semanas nos últimos seis meses. Escrevi a minha primeira carta para o Damon no dia em cheguei em casa com a Miranda e sempre coloco como é que está a nossa pequena. Sei que as chances dele ler isso são muito pequenas, mas eu guardo todas comigo, essa é a minha maneira de lembrar que isso tudo foi real.

É uma bela manhã de sábado e os raios de sol batem com força na janela do meu quarto. Certamente vou esperar ficar um pouco mais tarde para poder dar uma volta no Central Park.

Foi nesse momento que ouvi um pequeno chorinho, cortando os meus pensamentos. Me levantei, rapidamente, e fui diretamente para o quarto da minha filha caçula.

- Oi, princesinha! — como já era de imaginar, Miranda estava em pé no berço e assim que me viu, tentou esticar os bracinhos – Você acabou de acorda? Foi isso?

Ela soltou um sonzinho como se me respondesse e deu um sorriso, mostrando sua gengiva com os dentinhos que começavam a nascer. Então eu a peguei no colo e dei um beijo na sua testa.

- Aposto que você está com fome – aqueles grande olhos azuis me encaravam, totalmente intrigada – Então vamos, mamãe vai preparar um café da manhã especial para você.

Fomos para a cozinha e coloquei minha filha na cadeirinha alta antes de começar a preparar a papinha de maçã e banana. Na primeira colherada ela fez uma careta, mas logo começou a comer sem problemas.

- Tudo bem, Bekah, vou falar com a Elena, mas sei que ela não vai se importar – Klaus acabou de entrar na cozinha, estava falando no celular – Divirtam-se vocês duas.

Eles desligou e passou por mim, indo até o balcão e servindo um pouco de café.

- Rebekah avisou que vai levar a Eve para passar o dia no shopping antes de trazê-la para casa – explicou – Elas vão almoçar por lá e talvez ir para o cinema.

Ontem minha cunhada foi buscar Eve na escola para passar o inicio do final de semana na casa dos avós. Ela estava bem empolgada com isso e eu também achei bom, não temos tido muito tempo de mãe e filha desde que Miranda nasceu e tenho medo de que ela se sinta rejeita.

- Isso é ótimo! — concordei – Só espero que ela não a entupa de sorvetes e besteiras como sempre faz.

Minha pequena começou a reclamar e eu me virei, colocando mais uma colherada da papinha na sua boca.

- Quando a isso, não posso garantir nada, você conhece muito bem a minha irmã – foi impossível não revirar os olhos – Bom, já estou indo para a empresa, tenho várias coisas para fazer, por isso só devo chegar bem tarde.

Ir trabalhar em pleno sábado, isso não é exatamente uma surpresa, vindo do meu marido obcecado pelo trabalho. Mas tenho vários motivos para acreditar que não para a empresa que ele está indo e mesmo que vá, não vai passar o tempo todo lá.

- Espera, Klaus – o chamei antes que pudesse sair da cozinha – Queria falar uma coisa com você.

- Pode falar, então – cruzou os braços e ficou me encarando.

- Lembra que eu te disse que queria arranjar um emprego quando a Miranda fosse mais velha – ele balançou a cabeça afirmativamente – Estava olhando as ofertas de emprego no jornal e encontrei uma clínica veterinária que não fica muito longe daqui. Não estão pedindo experiência, então acho que vou mandar o meu currículo.

- Pensei que você já tivesse esquecido dessa ideia absurda de começar a trabalhar – reclamou.

- Então foi só por isso que você concordou? — quis saber – Achando que tinha bastante tempo para eu mudar de ideia? Bom, Klaus, tenho uma novidade para você, eu ainda quero trabalhar.

- Não sei o porquê, quero dizer, você tem tudo aqui – lembrou – Me diga uma coisa que eu tenha deixado faltar para você nesses cinco anos em que estamos casados?

- Não é questão de faltar nada, mas eu quero ganhar o meu próprio dinheiro – tentei explicar – Uma mulher que vive as custas do marido? Isso é muito machismo! Não estamos mais no século XIX.

- Agora estou começando a entender! — elevou um pouco o seu tom de voz – Você quer juntar dinheiro para poder ir embora daqui e fugir com o seu amante e a sua filha.

Foi nesse momento que Miranda começou a chorar. Então a peguei no colo e tentei, em vão, acalmá-la.

- Acho bom você tentar rever essa sua ideia de fugir – continuou – Você tem muito mais a perder agora se fizer isso.

Engoli em seco, sabia muito bem do que se tratava essa ameaça, ele não iria só tentar levar a Eve de mim, mas a Miranda também. Não podia fraqueja na frente dele, cansei de ser fraca, preciso ser uma mulher forte, não só por mim, mas pelas minhas filhas também. E é isso que eu vou fazer.

É claro que não vou tentar fugir, Klaus – garanti – Mas nós fizemos um trato, você está se aproveitando muito bem disso, também quero que você cumpra a minha parte no acordo.

Podia sentir sua mente trabalhando nesse momento. Da mesma maneira que ele me subestimou, pensando que eu iria esquecer a ideia de começar a trabalhar, sei que também pensou que eu fosse desistir da ideia de passarmos a ter um casamento de fachada, mas isso não aconteceu. Nada nessa história está sendo como ele quer e isso é uma grande vantagem para mim.

- Tudo bem, Elena, faça como você quiser – completou – Agora preciso mesmo ir, tenho uma empresa para comandar e não tenho tempo para ficar aqui discutindo com você.

Ouvi o barulho de chave na porta, sinal de que ele tinha saído. A essa altura Miranda já tinha se acalmado, então me sentei, fazendo com que ela ficasse no meu colo.

Brigar com o meu marido, certamente é uma “bela” maneira de começar a minha manhã.

- Essa não é, nem de longe, que a vida que eu queria dar para você, minha princesinha – passei a mão pelo seu cabelinho castanho – Queria tanto que seu pai estivesse aqui conosco.

Coloquei ela de volta na cadeirinha e terminei de dar a sua papinha. Depois fomos até o quarto e troquei a sua roupa para podermos dar uma volta. Esfriar a cabeça com o ar fresco do Central Park, era tudo que eu precisava.

Notas finais
Ai está o inicio.
No próximo cap teremos uma passagem de tempo maior (de três anos)
***
Então é isso
comentem e digam o que estão achando.