Notas iniciais
E aqui está o epílogo da fic... :C Não vou me ater muito aqui, espero que gostem Nos vemos lá embaixo nas notas finais

Seis anos depois...

No estado da Virgínia costuma esfriar bastante durante o inverno, mas só costuma nevar durante dezembro e nas primeiras semanas depois do Réveillon. Acontece que esse ano está tudo diferente, já estamos no final de mês de janeiro e durante a madrugada, o que torna a tarefa de sair da cama quase impossível ainda mais quando se junta a uma noite mal dormida.

– Com licença, senhora Salvatore... — estava olhando para o teto quando a porta do quarto foi aberta, era a nossa governanta trazendo uma bandeja – Trouxe o seu café da manhã.

– Não precisava se incomodar, Bonnie – garanti enquanto me sentava, ela colocou a refeição em cima da cama; ela trouxe duas torradas com geleia de morango, uma xícara de café, ovos mexidos e um copo de suco de laranja – Já estava mesmo me levantando para ir até a cozinha.

– Antes de sair para levar as meninas para o colégio o senhor Salvatore disse que a senhora não dormiu direito a noite – explicou – Assim não precisa se levantar.

Dei um sorriso agradecido antes de puxar a bandeja para perto de mim e começar a comer. Estava tudo uma delícia.

– Só mais uma coisa, senhora – continuou – Daqui a pouco eu vou sair para comprar o vinho e os refrigerantes para hoje a noite. Eu já preparei os canapés e o camarão para o coquetel já está descongelando, queria saber ser a senhora quer que eu compre mais alguma coisa.

– Passa naquela padaria e encomende alguns salgadinhos – respondi – Talvez as crianças não impliquem com os canapés e o coquetel de camarão, mas nunca se sabe.

– Tem razão – ela concordou – Bom..., a senhora precisa de mais alguma coisa ou eu posso voltar para a cozinha?

– Não preciso de mais nada, Bonnie, obrigada – neguei com a cabeça.

Antes que essa pudesse sair do local, o chorinho bem fino de bebê invadiu o quarto vindo da babá eletrônica. Como eu fiz milhares de vezes nas últimas oito horas, eu me levantei na mesma hora assim que eu o ouvi.

– Acho que o dever me chama – comentei enquanto levantava os braços para me esticar – E não se preocupe, depois eu volto para terminar o meu café da manhã.

O quarto do meu garotinho ficava bem ao lado do meu e já do corredor, com a porta fechada, eu podia ouvir o choro, que ficava cada vez mais alto. Entrei e o encontrei mexendo as mãozinhas e as perninhas sem parar e com o rosto totalmente vermelho devido a todo o esforço que fazia.

– O que houve, bebê? — o peguei no colo e o trouxe para junto de mim – Você está com cólica de novo ou é só fome dessa vez? Fala para a mamãe qual é o seu problema.

Nós passamos o mês seguinte após o casamento tentando engravidar, mas sem o menor sucesso, foi então que passei a encarar aquilo como um sinal de que era para aproveitarmos um pouco mais a vida de casados antes de termos mais uma bebê. E foi o que fizemos até dois anos atrás, quando parei de tomar pílula e paramos de usar camisinha mais uma vez, infelizmente também não foi tão fácil assim conseguir um exame de gravidez com o resultado positivo.

Estávamos prestes a desistir e nos conformando em ter apenas Eve e Miranda, quando Damon foi convidado para fazer uma apresentação em um congresso de cardiologia em Paris e eu fui com o meu marido para que, finalmente, pudêssemos ter a nossa lua-de-mel. No mês seguinte, descobrimos que nosso tão sonhado terceiro bebê estava a caminho.

Nataniel Olive Salvatore ou simplesmente, Nate, está com pouco mais de quatro meses, seus olhinhos são de um tom acinzentado (ainda é um pouco cedo para dizer se ficaram azuis como os do pai ou castanhos como os meus) e o cabelo e preto e bem ralinho, seu nascimento trouxe ainda mais alegria para a nossa família. Ele ainda sofre bastante com as cólicas e costuma trocar a noite pelo dia, mas apesar do cansaço é muito gratificante cuidar dele; em tão pouco tempo me transformei na mãe babona de um menino.

– Tudo bem, vamos ver essa sua fraldinha – o coloquei em cima do trocador e abri os botões do seu macacão – Depois é hora de você mamar.

Por sorte o problema de Nate era apenas fome e acabou dormindo no meio da mamada. Eu o coloquei no berço com todo o cuidado para não acordá-lo e sai lentamente do quarto, com sorte conseguiria terminar o meu café da manhã e ainda poderia dormir por uma ou duas horas sem interrupção.

***

O resto da manhã passou sem maiores problemas, eu consegui descansar um pouco antes que Nate voltasse a chorar. E como na hora do almoço a temperatura aumentou um pouco e a neve do lado de fora derreteu, eu ainda consegui levar o meu filho para tomar um pouco de sol no jardim.

Por volta das quatro da tarde nós dois estávamos na sala enquanto Bonnie estava vendo os últimos detalhes para hoje a noite. Ouvi o barulho do portão da garagem abrindo e o carro entrando, o que significa que Damon acabou de chegar em casa.

Fechei o livro e o coloquei na mesa de centro e fiquei esperando, mas só depois de uns dois minutos a porta da frente foi aberta e apenas Mind entrou.

– Boa tarde, mãe! — ela se aproximou e me deu um beijo no rosto – Oi, Nate! — passou a mão na cabecinha do irmão caçula, que nesse momento dormia profundamente dentro do carrinho.

– Boa tarde, minha princesa – sorri para ela – E como é que foi na aula hoje?

– Foi bem legal – deu de ombros, indiferente – Mas a professora passou um monte de dever para a gente fazer durante o final de semana.

– Você está sempre com muito trabalho para fazer, Mind – comentei – Não me lembro de ter que estudar tanto assim quando tinha a sua idade.

– A minha professora diz que temos que nos acostumar a estudar muito para nos acostumarmos para quando formos para a faculdade – explicou – Palavras dela, não minhas.

Uma coisa da qual eu nunca pude reclamar era que nem Eve nem Miranda nunca me deram trabalho quando o assunto é os estudos, ambas sempre foram boas alunas e tinham boas notas no colégio. Espero que as coisas também seja assim com o Nate quando ele for um pouquinho mais velho.

– Acho melhor eu ir para o meu quarto estudar – avisou – Tenho muita coisa para fazer.

– Você vai fazer o seu dever de casa hoje? — perguntei – É sexta-feira, você tem o final de semana para fazer isso.

– Quero fazer logo, assim não tenho que correr no domingo – revirou os olhos como se aquela fosse a resposta mais obvia – Tchauzinho...

– Espera... — a chamei, mais uma vez, fazendo com que parasse – Você não vai comer nada? A Bonnie está ocupada com os preparativos para hoje a noite, mas ela deixou um pouquinho do mousse de chocolate e um pouquinho do mousse de maracujá para você e a Eve provarem.

– Pede para ela levar um pouco para mim lá no quarto – jogou um tchauzinho antes que eu pudesse dizer qualquer outra coisa.

Eu não fiquei sozinha por muito mais tempo, Damon e Eve entraram em casa fazendo tanto barulho que Nate soltou um pequeno sonzinho de resmungo, mas, por sorte, não acordou.

– Tio Damon, agora chega é sério... — minha filha mais velha começou a reclamar, parecia que os dois já estavam tendo essa discussão há algum tempo.

– Eu ainda não terminei, mocinha – ele insistiu e eu percebi que tinha chegado a minha hora de interferir no assunto.

– Será que algum de vocês dois pode me contar o que está acontecendo? — me levantei e cruzeis os braços os encarando – Antes que acordem o Nate com essa gritaria toda!

– Acontece que eu sai mais cedo do hospital hoje e fui buscar as meninas, como tínhamos combinado – meu marido começou a explicar – E quando eu cheguei a porta do colégio da Eve , ela estava sentada na escada conversando com um garoto.

– Não é um garoto qualquer, tio Damon – o corrigiu – O nome dele é Paul é está na minha turma de história.

– Então é isso? — fiquei com vontade de rir, mas me controlei – O grande drama é porque ela estava conversando com um garoto.

– Acontece que ela não deveria ter um “Paul da aula de história” – insistiu – Ela ainda é uma criança.

– Ela já é uma adolescente, está com 13 anos – lembrei, sei como Eve fica irritada quando dizemos que ela ainda é uma criança – Além disso, eu só era um ano mais velha quando beijei pela primeira vez.

– E esse um ano a mais faz toda a diferença – continuou – Você era um ano mais velho e tinha um pouco mais de experiência.

– Tia Caroline disse que beijou pela primeira vez com 13 anos – essa não foi a melhor coisa para ela dizer, pois Damon começou a passar a mão pelos cabelos e parecia que iria tentar arrancá-los há qualquer momento – Mas isso não importa, Paul é só meu amigo. Não tenho intenção de começar a namorar.

– Está falando sério? — perguntou esperançoso e Eve balançou a cabeça afirmativamente.

– Eu ainda estou na 7ª série, acho que não pretendo começar a namorar antes de entrar no Ensino Médio – admitiu – Pelo menos essa é a intenção.

– Bom, isso muda tudo – parecia bem mais aliviado – Mesmo assim vou ficar de olho e seu eu te encontrar conversando com o “Paul da aula de história” outra vez, vou ter uma conversa com ele.

– Certo... — revirou os olhos, ela se parecia mesmo muito comigo – Será que eu posso subir agora? Esses livros estão um pouco pesados – referiu-se a mochila que estava no seu ombro.

Da mesma maneira que a irmã, ela subiu as escadas a toda a velocidade, então eu voltei para o sofá para verificar o Nate. Ele tinha acordado, mas continuava bem quietinho dentro do carrinho.

– Será que eu posso saber o que é tão engraçado, senhora Salvatore? — agora era vez de Damon estar com os braços cruzados me encarando, acho que eu nem tinha reparado que estava sorrindo.

– Só estava aqui me divertindo com você dando uma pai ciumento – expliquei – Já estou imaginando como vai ser quando a Mind estiver com idade para namorar.

– Não quero pensar nisso agora – tapou os ouvidos como se fosse uma criança pequena – Mas, pelo menos eu vou ter o Dyl na mesma sala que ela para ficar de olho na prima.

Não disse nada, sabia que não adiantaria nada discutir com ele agora. Meu filho estava esticando os bracinhos, então eu o peguei no colo e o coloquei sentadinho em uma das minhas perna enquanto Damon ia para o meu lado.

– E como foi que o nosso garotinho se comportou hoje? — quis saber – Teve mais cólica durante o dia?

– Não, papai, não tive mais cólica – fiz uma voz de bebê, como se Nate estivesse falando – Eu me comportei como um garoto crescido e não dei o menor trabalho para a minha mamãe!

– Isso é muito bom – aproximou o rosto e deu um beijo no meu ombro – Está preparada para hoje noite? Afinal, não é todo o dia que se faz seis anos de casado.

Seis anos de casados, para mim parece que foi ontem que eu e Damon oficializamos a nossa união, mas já faz todo esse tempo. Posso dizer que cada dia ao lado dele tem sido mais que um sonho.

– Mas é claro que eu estou preparada – garanti.

Perfeito – colocou uma mecha do meu cabelo para trás da orelha – Saiba que eu tenho uma surpresa para você.

– Uma surpresa! — fiquei totalmente animada – E que surpresa seria essa?

– Se eu te contasse agora não seria mais uma surpresa, não é mesmo? — fiz um biquinho, mas não adiantou muito – Só um pouco mais de paciência, meu amor. Até o final da noite.

– Tudo bem – concordei, mesmo que muito contra gosto – Até o final da noite.

***

Infelizmente nem tudo na vida são flores e meu dia tranquilo sem que o Nate chorasse por causa de cólica acabou com o fim daquela tarde. O sol ainda não tinha terminado de se pôr e eu estava no quarto do meu filho caçula tentando acalmá-lo; pedi para que Bonnie preparasse um chá de camomila como a pediatra tinha me orientado a fazer.

– Vamos lá meu filho, tome só um pouquinho – ele estava bem relutante e colocava a mãozinha em cima da minha ou virava o rosto todas as vezes que tentava botar a mamadeira na sua boca – Vai fazer a dorzinha, eu te prometo.

– Como é que estão as coisas ai? — quando me virei, Damon estava encostado no batente da porta.

– Está bem difícil – dei um longo suspiro depois de responder – Sei que é normal um bebê pequeno sentir cólica, mas é de cortar o coração vê-lo desse jeito.

– Sei disso, Lena, também sofro em ver o nosso pequeno Nate sentindo tanta dor e se pudesse trocaria de lugar com ele – garantiu enquanto se sentava no braço da poltrona que usava para amamentação – Mas logo essa fase vai passar.

– Assim eu espero – finalmente consegui fazer o Nate tomar um pouco do chá, mas em seguida ele fez uma careta e cuspiu tudo – A doutora Hillary disse que alguma coisa que estou comendo pode estar passando para o leite e fazendo ele ter essas cólicas.

– Eu disse para você tomar esse excesso de café que você toma – revirou os olhos – Está fazendo mal para o nosso filho.

– Você tem razão, eu vou parar de tomar café – garanti.

– Agora me deixe tentar dar o chá para ele – pediu – Daqui a pouco os convidados vão chegar e você ainda não se arrumou.

– Tudo bem – passei Nate para o colo do meu marido antes de me levantar – Boa sorte com isso.

Damon tinha sentado no lugar em que estava e já tinha pego a mamadeira antes que eu saísse do quarto e deixasse a porta encostada.

***

Já tinha colocado o vestido preto que comprei especialmente para a ocasião e estava sentada na minha penteadeira me maquiando quando ouvi duas batidas na porta. A principio, pensei que fosse meu marido avisando que alguém tinha chegado...

– Mãe, sou eu! — era a voz de Eve – Posso entrar?

– Claro, princesinha! — pelo espelho vi a maçaneta girando e minha filha mais velha entrando no local – Eve! Você está uma gracinha!

Ela estava com uma saia florida e uma blusa azul de mangada curta, seu cabelo estava preso em uma meia trança para trás e o restante formava caixas no seu ombro.

– Obrigada! — deu um sorriso tímido – Você também está ótima!

– Já que você está aqui, queria te pedir uma opinião – peguei dois brincos que estavam na minha frente, uma com um pingente de estrela e o outro de bolinha – Qual desses eu uso?

– Esse, com toda certeza – apontou para o primeiro – Combina com o seu vestido.

– Já que você diz – coloquei os brincos, um em cada orelha – Bom, eu também tenho uma coisa para você e quero que use hoje a noite.

Peguei a minha caixa de joias e a abri. Tirei lá de dentro uma correntinha bem fina de ouro com uma pequena pérola, bem discreta, e entreguei para ela.

– É lindo! — disse totalmente maravilhada.

Seu pai me deu esse colar na noite da minha formatura da faculdade, então quando eu soube que estava grávida e que seria uma menina decidi que daria de presente algum dia. Eu o guardei por todos esses anos e acho que esse agora é o momento perfeito para te dar.

– É perfeito! Eu amei! — garantiu – Você coloca em mim?

Afirmei com a cabeça, então Eve se virou de costas e afastou os cabelos para que eu pudesse prender o fecho.

– Só mais uma coisa... — peguei o batom mais clarinho e passei nela – Sei que você é nova para usar maquiagem, mas um batom só para compor o visual não faz mal a ninguém.

– E como é que eu estou? — deu uma volta de 360º em torno de si para que eu pudesse vê-la por completo.

– Linda, como sempre! — foi impossível não dar um sorriso orgulhoso – Mas agora diz uma coisa, só para mim: Como estão as coisas entre você e o Paul?

Obviamente Eve já tinha me falado sobre esse garoto da sala dela e das constantes conversas que os dois vem tendo nos últimos tempos. Não comentei com Damon nem mesmo com Klaus por motivos óbvios, os dois não negam que são irmãos quando o assunto é ciúmes.

– Não está acontecendo nada, mãe, não menti sobre isso – garantiu – Acontece que vamos ter que fazer um trabalho juntos e estávamos combinando de irmos para a biblioteca depois da aula na semana que vem.

– Se você diz – dei de ombros – Só quero que você não se importe com o que o seu tio falou, não precisa namorar só quando estiver no Ensino Médio para agradá-lo.

– Mas eu, realmente, só pretendo namorar no Ensino Médio – insistiu – Tenho medo que um namorado agora me faça perder o foco nos estudos e eu me odiaria pelo resto da vida se isso acontecer.

– Que bobagem, Eve! Você é uma ótima aluna e não é um namorado que vai mudar isso – passei a mão pelo seu cabelinho castanho – Lembre-se, se acontecer alguma coisa, deixa rolar...

– Pode deixar! — garantiu – Só, por favor, não conta nada para o meu pai sobre isso. No natal eu ouvi ele falando com a tia Halley que estava triste pela Hope e o Kai não estarem na mesma escola, assim ele não pode colocá-lo para vigiá-la.

Foi impossível não rir ao ouvir isso. Hope atualmente é uma garotinha de sete anos tão madura e independente quanto a irmã quando tinha essa idade, Klaus e Halley agora também Kai, que está com três anos; era meio óbvio que meu ex-marido iria acabar colocando o filho caçula para vigiar a menina, mas não imaginei que seria tão cedo.

– Pode ficar tranquila! — levantei as duas mãos em sinal de rendição – De mim ele não vai ficar sabendo de nada.

Foi nesse momento que eu ouvi a campainha tocando no andar debaixo da casa. Olhei o relógio que ficava na mesinha ao lado da cama, já era a hora em que tínhamos marcado para os convidados chegarem.

– E está na hora de mostrarmos como a nossa família é boa anfitriã – avisei enquanto me levantava – Vamos até lá.

– Claro! — minha filha concordou na mesma hora.

***

Ainda na escada pude ver que Mind tinha ido abrir a porta, provavelmente por Bonnie estar muito ocupada no momento. Stefan, Caroline e os filhos tinham acabado de chegar.

– Lena! — minha amiga acenou na minha direção assim que me viu.

– Car, que bom que você chegou – a cumprimentei com um abraço e um beijo no rosto – Oi para você também, Stefan!

– Para você, Lena! — meu cunhado me entregou um buquê de rosas cor-de-rosa -Afinal, seis anos de casamento é algo para se comemorar, nunca pensei que alguém fosse aturar o Damon por tanto tempo.

– Eu ouvi isso! — nós nos viramos e o vimos colocar os pés no último degrau.

– Bom, Stefan, por fique sabendo que eu amo o seu irmão mais do que tudo no mundo – eu o abracei assim que se aproximou de nós – E passaria mil anos ao lado dele se possível.

– Mind, você já fez o dever de ciências que a professora passou hoje? — Dyl perguntou de repente para a prima, que apenas balançou a cabeça afirmativamente – Eu não consegui fazer, será que você pode me mostrar como é?

– Claro, vamos até o meu quarto – o puxou para irem em direção as escadas.

– Só não demorem muito para descer – pedi – Hoje é um dia de festa e não para ficar estudando no quarto.

– Pode deixar! — ela garantiu, quando já estavam no andar de cima da casa.

– Eve, por que você não leva os seus dois priminhos para assistirem televisão? — sugeri – Vocês não acham uma boa ideia?

– Sim! — foi Logan que respondeu, ele sempre foi o mais elétrico dos filhos de Car e Stef e precisamos estar sempre arranjando coisas ou acaba aprontando alguma coisa – Vamos ver televisão!

– E você, Riley, não quer vir? — Eve se ajoelhou ao lado da prima, que estava abraçada a perna do pai, parecia um pouco sonolenta hoje – Vamos ver televisão?

– Tudo bem... — se esticou para segurar a mão dela, então os três saíram.

– Riley teve dor de ouvido hoje e eu até tive que buscá-la no colégio mais cedo – Caroline explicou – Passei um pouco de remédio antes de sairmos de casa, mas acho que ainda não fez efeito.

– Oh sim, eu entendo – garanti – Falando em filhos com dor, Damon, como é que está o Nate?

– Consegui fazê-lo tomar todo o chá e não demorou muito para ele cair no sono – respondeu – Estava apagado quando eu sai do quarto.

– Ainda bem – disse aliviada – Espero que não tenha mais cólicas hoje.

– Cólicas em bebês são mesmo terríveis – minha amiga revirou os olhos – Dyl e Logan quase não tiveram, mas Riley sofreu muito com as cólicas, lembra Stefan?

– Claro que eu me lembro – ele repetiu o gesto da esposa – Acho que ela ficou acordando de madrugada com dor até uns cinco ou seis meses.

– Bom, se Nate for igual a prima a boa notícia é que não deve demorar muito para acabarem essas malditas cólicas – rezei silenciosamente para que realmente acontecesse a mesma coisa com o meu filho.

– O que acham de irmos para a sala? — Damon sugeriu – Daqui a pouco os outros vão começar a chegar e vamos ficar mais confortáveis lá.

Todos concordamos, então fomos na direção da sala.

***

Meu pai foi o próximo a chegar, alguns minutos depois e acabou monopolizando o meu marido contando como está a sua recente vida de aposentado e perguntando a ele como estava se sentindo agora que é o chefe da cardiologia. Logo o pessoal do hospital de Mystic Falls se juntou a nós e até os meus colegas de trabalho de quem, preciso admitir, estava morrendo de saudades.

Antigamente a nossa cidade não tinha uma clínica veterinária e as pessoas precisavam dirigir milhares de quilômetros até Richmond quando seus bichinhos ficavam doentes, então eu decidi abrir uma assim que me mudei; além disso também comecei a trabalhar como voluntária no canil da universidade Whitmore, uma vez por semana. Claro que estou afastada disso tudo desde algumas semanas antes do meu filho nascer e não pretendo voltar a todas as minhas atividades até que ele esteja com uns oito meses.

– Gostaria da atenção de todos... — Damon começou a falar em algum momento da festa – Antes de mais nada eu quero agradecer a presença de todos na nossa comemoração, isso é muito importante para mim e para Elena.

Fui até ele e me posicionei ao seu lado para também poder encarar os nossos convidados.

– Lena, só quero que você saiba o quanto é importante na minha vida – segurou a minha mão e fez com que eu me virasse na sua direção – Estar casado com você há seis anos tem sido um presente maravilhoso na minha vida. Além disso, você me permitiu ser um pai para a Eve e ainda me deu a Mind e Nate, eles três são um bônus ainda mais incrível para tudo isso. Com toda certeza, ainda quero passar muitos e muitos anos ao seu lado.

Sem que eu percebesse, algumas lágrimas se formaram no canto dos meus olhos. Eu as limpei rapidamente, mas sei que todos perceberam.

– Depois de todo esse discurso, nem sei o que eu posso falar – comecei – Como grande parte das pessoas aqui sabem que eu já fui casada antes, com o pai da Eve, minha filha mais velha, mas foi com o Damon que eu aprendi sobre amar e ser amada, com quem eu tive os momentos mais felizes da minha vida. Dam, acredite, eu sou mais do que grata por ter te conhecido e também quero comemorar muitos aniversários de casamento ao seu lado.

Ele puxou o meu rosto para me beijar e todos começaram a bater palma.

***

– Tem certeza de que a senhora não precisa de mais nada? — Bonnie perguntou pela terceira vez em menos de cinco minutos – Posso preparar um chá ou uma caneca e leite quente para te ajudar a dormir.

– Não precisa, Bonnie, você já fez tanta coisa hoje – garanti – Vai descansar, eu também já vou me deitar.

– Está bem, senhora – afirmou com a cabeça – Só queria dizer que a festa de hoje foi muito bonita.

– Obrigada, Bonnie – sorri em agradecimento.

Então ela foi em direção ao seu quarto , que ficava bem ao lado da cozinha. Assim que eu fiquei sozinha, fui até a geladeira e servi um pouco de água em um copo.

– Estava querendo sabendo aonde é que você estava – Damon tinha acabado de entrar no local e estava apoiado em uma das paredes e com os braços cruzados.

– Já estava indo dormir – avisei – Só vim aqui mesmo beber água.

– Acho que você não quer mais a surpresa que eu tenho para você, não é mesmo? — deu de ombros – Afinal, você não falou mais sobre isso.

– Claro que eu quero saber o que é! — apressei-me em responder – Não acredito que você está mesmo me fazendo essa pergunta!

– Tudo bem, se você insiste – riu – Aqui está! — pegou uma sacolinha azul de veludo e me entregou.

– O que é? — fiquei olhando para aquele objeto pensando no que poderia ser.

– Por que você não abre e descobre? — sugeriu – Acho que isso é bem melhor do que ficar especulando, não é mesmo?

Então eu abri o pacotinho e o virei para o que o conteúdo caísse na palma da minha mão. Era uma pulseira de ouro branco cheia de berloques: no centro tinha um coração, de um lado as letras “D” e “E”, do outro lado uma outra letra “E” juntamente com um “M” e o “N”.

– Essa pulseira representa a nossa família – começou a explicar – Esses dois aqui, é claro, somos nós dois – apontou para as duas letras que estavam juntas – E essas outras são: Eve, Mind e Nate – apontou para cada inicial enquanto falava.

– É linda, Damon – disse, por fim – Eu amei, é sério!

Segurou a minha mão direita e colocou a pulseira nela. Tinha ficado um pouco larga, mas não o suficiente para que caísse ou qualquer coisa parecida.

– Ficou mesmo perfeita em você – sussurrou passando a mão pelo meu rosto.

Eu me aproximei para poder beijá-lo. Ficamos ali curtindo os braços um do outro até que ouvimos passos se aproximando e nos afastamos; era Mind, que já estava usando o seu pijama e o cabelinho castanho preso em um rabo de cavalo, pronta para dormir.

– Vim tomar um leite quente antes de dormir minha filha do meio explicou, já tinha algum tempo que ela tinha esse costume – Espero não estar interrompendo nada.

– Claro que você não está interrompendo, Mind – garanti – A Bonnie já foi deitar, Damon, por que você não prepara o leite para ela?

– Tudo bem, eu faço isso – afirmou com a cabeça.

– Vou dar uma olhada em como o Nate está – avisei – Te encontro lá em cima, amor...

Dei um beijo no rosto do meu marido e também desejei boa noite para a Mind antes de sair da cozinha.

– Espera, Lena! — Damon me chamou – Só quero dizer que eu te amo, nunca se esqueça disso.

– Não vou esquecer... — neguei com a cabeça – Pode ter certeza disso.

Fim

Notas finais
E esse é o final oficial de AeC. O que vocês acharam da Eve e da Mind mais velhas? E o Nate? E dos gêmeos Steroline? Quero agradecer por vocês terem acompanhado a história do inicio ao fim e por não terem querido me matar ao longo da fic kkkkkkkkkk *** Ajudinhas visuais: - Mind (10 anos): http://images4.static-bluray.com/products/22/6848_8_large.jpg - Eve (13 anos): http://www.thegrandproductions.com/images/celebrity-bio/celebrity_kids/celebrity-kids-Rowan_Blanchard.png - Logan e Riley (6 anos): http://jaclanda.com/blog/wp-content/uploads/2012/02/DSC_8362-web.jpg - Dyl (10 anos): http://4.bp.blogspot.com/-N2EDb0JpNxU/TbXbSEEyRPI/AAAAAAAACsk/UgjUwblu7_Y/s1600/IMG_7058.JPG - Nate (4 meses): http://www.baby-boy-names.org/baby-boy-636.jpg *** Como eu já tinha dito antes, comecei a postar a minha fic nova "Original Sin", aqui está o link http://fanfiction.com.br/historia/572011/Original_Sin/ Deem uma lida e digam o que acham *** Também quero dizer que vou postar duas ones Delenas ainda no mês de dezembro, uma short Steroline de dois caps e em janeiro eu vou começar uma fic longa Steroline *** Então é isso, comentem e digam o que acharam Que tal uma recomendação só para acabar a história?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!