Amores Reais

1 Conhecendo Pessoas


Notas iniciais
Comecei a escrever essa fic enquanto estava impossibilitada de escrever a minha outra (ainda estou), mas acho que ficou bom, e espero que gostem! ^.^ s2

- Acorda Camille Sophie! – apenas me ajeitei nas cobertas, não queria acordar.

- Só mais um pouquinho Brit! — reclamei, como sempre.

- Nem mais um segundo! E chega de me chamar de Brit, meu nome é Britanie! – Britanie era minha aia, mas era muito exigente e às vezes esquecia que estávamos no século XXI.

- Mas Brit é um apelido carinhoso, sua chata! — me escondi debaixo de todas aquelas cobertas que me esquentavam do frio estonteante da manhã de Londres.

- Chega de me enrolar Sophie! — ela puxou todos aqueles edredons de uma vez só, e como eu estava embolada neles, caí com tudo no chão, foi um baque forte.

- Ai Britanie! Quer matar a princesa da Inglaterra por acaso?!

- Se morta ela fosse menos teimosa, sim! Agora anda! Levanta logo do chão que seu pai quer conversar com você! — eu me levantei em um salto e me vi livre das cobertas em um segundo ao ouvir aquilo — É só falar que seu pai está em casa que você já quer acordar né?

- Você tem ideia do quão difícil é que o Príncipe Regente esteja no castelo, podendo e QUERENDO falar comigo?

- Você me convenceu, é realmente difícil. Mas cuidado para não ir de pijamas! — quando ela falou aquilo eu estava com a mão na maçaneta da porta para abri-la. Corei instantaneamente e saí de perto da porta. Troquei meu pijaminha quente e confortável por uma roupa de ficar em casa, calçei uma meia e voei para o escritório de meu pai.

- Quantas mil vezes eu vou ter que te ensinar que princesas não correm?! E nem andam de meias pelo castelo?! — meu pai disse, assim que viu meu estado ao entrar no cômodo.

- Não pode nem quando essa tal princesa está morrendo de saudades do pai que não vê há quase um mês? — não dei tempo de ele responder e pulei em seu colo, o abraçando. Ele retribuiu meu abraço e abriu um grande sorriso, eu não resisti e fiz o mesmo. — agora pode me falar o que você quer!

- Bom... Hoje a noite vai ter uma sessão de beija-mãos. E sua avó quer que você vá.

- Sério pai? Eu não quero ir... — fiz uma cara de desânimo

- Seríssimo filha, agora vá tomar seu café da manhã e depois vamos cavalgar juntos!

- Ebaa! — pulei do colo dele e fui correndo para a cozinha. Não, nunca vai adiantar me falar que princesas não podem correr, já ouviu uma frase que é assim: "Eu faço porque eu quero, eu quero porque eu posso e eu posso porque me disseram que eu não podia"? Então, é o meu lema de vida!

Eu não gostava de comer na mesa de jantar, me sentia sozinha, pois nunca tinha alguém para me fazer companhia, então sempre ia para a cozinha, onde tinha todos os cozinheiros e empregados, além do Chef Micael que fica conversando comigo.

- Bom dia, Micael!

- Bom dia, Princesa. O que vossa alteza deseja para saciar a sua fome hoje? — era engraçado o jeito que ele falava comigo.

- Hummm... Eu acho que vou querer uma salada de frutas e iogurte com nescalball.

- Iogurte de que, vossa alteza?

- Coco! Claro!

- Um minuto, já trago o seu pedido! — esperei um tempo e ele trouxe tudo o que eu havia pedido e um copo de suco de laranja (meu suco favorito). Comi com um sorriso estampado no rosto. — vossa alteza se encontra bastante contente hoje, por quê?

- Meu pai está no castelo, vamos cavalgar juntos daqui a pouco!

- Quem diria! Que surpresa, não sabia que o Príncipe Harry estava no castelo! Lembro-me quando sua mãe o ajudava a cuidar do local, ele ficava sempre viajando e ela organizava os empregados, deixando que a Rainha descansasse. — minha mãe se cansou de ser princesa quando estava grávida de mim, ela fugiu do castelo e foi morar na Itália, nasci lá e aos meus 12 anos, meu pai foi me buscar, alegando que eu deveria me acostumar com a realeza e estudar o que era preciso para me tornar uma governante. Foi um choque pra mim, pois não sabia que era princesa, mas eu vim, e tive que deixar minha mãe para trás. Sinto saudades dela e a toda hora tento fazer com que ela volte para o castelo, mas ela fala que nasceu plebeia e quer viver como uma. E isso já faz cinco anos.

- Sinto saudades dela, Micael. Ela era uma boa governante?

- Ótima! Ela não era governante de verdade, mas como a Rainha se tornou impossibilitada de exercer sua função como Rainha, seu pai se tornou Príncipe Regente, e ela o ajudava sempre. Ele se preocupava com as questões econômicas e políticas, ela se preocupava com as questões humanas. Ia à praça de duas em duas semanas, lá ela sempre batia de porta em porta pedindo doações de roupas e outras coisas. Depois que arrecadava umas duas carruagens cheias de artigos de necessidade básica, voltava ao castelo e me mandava preparar cestas com comidas fáceis, ficava um dia inteiro preparando 20 cestas. No dia seguinte ela ia distribuir os artigos e comidas. Sempre chegava muito cansada em casa, mas alegava estar muito feliz, pois conseguiu ajudar a muitos! — sempre gostei de ouvir as histórias da minha mãe enquanto Princesa. E Micael sempre perdia o distanciamento quando falava dela, era até cômico o tanto que seus olhos brilhavam, todos os empregados do castelo admiravam muito minha mãe, ela era uma pessoa muito boa.

- Nossa. Não entendo porque ela desistiu de ser Princesa!

- Ela estava cansada de ser uma imagem pública, nasceu como plebeia, e queria continuar como uma, ajudando a todos, mas sem essa responsabilidade de ser um exemplo para o país todo. Lembro-me um dia que fui com ela distribuir as doações, quando chegamos a um orfanato, deu um beijo em todas as crianças, e perguntou por um menino que não se encontrava ali, descobriu que ele havia adoecido e morrido no dia anterior, manteve o sorriso no rosto, aquele sorriso radiante por todo o resto de nosso percurso, mas ao chegarmos ao castelo, mal fechou a porta de entrada, e desabou em lágrimas, chorava muito mesmo. Sua criada a ajudou a subir para o quarto e lá ela ficou trancada, por dois dias inteiros. Ela era muito apegada aquele menino, desde que conheceu a história dele. Não queria nem comer, e adoeceu, estava muito mal, e seu pai teve que voltar da Dinamarca, para ficar com ela. Como sua mãe tinha uma saúde de ferro, se recuperou rapidamente, mas abalou o país todo, não só o país na verdade, governantes de outros lugares da Europa vieram a visitar e tudo o mais.

- Que triste! Não conhecia essa história! Me conta mais Micael, como eram as coisas por aqui?- conversei mais um pouco com Micael e terminei meu café. Fui para o meu quarto me trocar para ir cavalgar.

Britanie me esperava no cômodo.

- Brit! Me ajuda! Eu preciso me arrumar para cavalgar com meu pai!

- Vou preparar seu banho, vai escolhendo a roupa enquanto isso, Sophie! — completamente diferente de Micael, Brit me tratava como igual, e eu adorava isso!

Escolhi uma calça jeans com um suéter de listras, um casaco pesado, um cachecol cinza e uma bota de cano alto bege. Quando a Brit apareceu na porta do banheiro e me avisou que o meu banho estava pronto fui correndo pra lá, me despi e tomei meu banho rapidamente. Quando voltei para o quarto, de roupão, encontrei em cima da minha cama uma roupa completamente diferente, nem liguei, era costume da Brit fazer isso. Fui pro meu closet e vesti a roupa que havia escolhido. Fiz uma trança lateral e olhei pra Brit antes de sair do quarto.

- Que cara é essa? Está parecendo que comeu urubu podre e está passando mal!

- Estou pensando no quanto você é teimosa! Que deselegante usar isso para cavalgar com o Príncipe Regente!

- Sou uma princesa moderna! Do século XXI! E estou indo cavalgar com meu pai! — ela bufou e foi guardar a roupa que tinha pegado, enquanto isso dirigi-me ao estábulo, para encontrar meu pai.

- Princesa Camille! — fui interrompida no meio do caminho, ao me virar deparei com o mordomo de meu pai com uma bandeja, e na bandeja havia uma carta — O Príncipe Harry mandou-me entregar a vossa alteza esta carta! — quanto exagero! Bastava falar: "Seu pai me pediu pra te entregar este bilhete!", mas NÃO, tem que falar formalmente, como sempre! Estou cansada disso! Peguei a tal "carta" da bandeja e abri, já sabia muito bem o que meu pai me avisava lá dentro. Li algo mais ou menos assim:

"Filha,

Desculpe seu pai, tive que viajar novamente para a Escócia, problemas com o Rei de lá. Estarei de volta em dois dias, mas infelizmente não poderei cavalgar hoje, nem ir a sessão de beija-mãos com você e sua avó. Peço que vá com ela, e seja educada com o povo! Se comporte!

Te amo, seu pai!"

Respirei fundo e continuei o meu caminho até o estabulo. Eu mesma coloquei a sela e o freio no Pasquim, meu cavalo Puro Sangue Inglês preto, e saí com ele pelo bosque. Fiquei muito tempo lá, e quando decidi voltar, já era de tarde. Fui diretamente pro meu quarto, onde encontrei a Brit separando uma roupa pra mim, sempre quando ia a uma sessão de beija-mãos não falava nada da roupa que ela escolhia pra mim, já que se eu escolhesse, não seria uma roupa adequada.

- Seu banho está pronto, esperando por você!

- Ok. Estou indo então! A que horas é para eu estar na sala do trono?

- Daqui a 3 horas, mas ainda tem que depilar a perna e fazer as unhas, então anda logo com isso! As preparadoras já estão para chegar! — entrei no banheiro, me despi e me banhei, descansando bastante dentro da banheira cheia de espuma. Depois de mais ou menos meia hora, saí da banheira, me enxuguei, coloquei o roupão e prendi meu cabelo em um coque. Ao sair encontrei Mirela e Portia me esperando, elas são as preparadoras do castelo, são elas que me depilam e fazem minhas unhas, limpeza de pele, hidratações e tudo o mais.

Depois de uma hora e meia, elas saíram do meu quarto, eu estava pronta para receber maquiagem, fazer o cabelo e trocar de roupa. Ao final de todo o processo eu estava até bem bonitinha, com um vestido longo, soltinho e alaranjado, ele tinha uns detalhes prateados e azuis no busto. Fiz um coque soltinho e desarrumado, com a coroa parecendo os detalhes do vestido. Uma maquiagem leve, deliniador, rímel, sombra salmão, blush rosado de leve e um batom nude. E claro que tinha que ser um all star bege clarinho calçado nos pés, já que o vestido é longo, e não vai aparecer. Não adianta nada ficar com o pé sendo apertado por um salto! E eu ODEIO salto!

Eram cinco pras 18 horas quando eu cheguei à sala do trono, minha avó Rainha Elizabeth II, já estava no trono dela, e sorriu pra mim.

- Oi vó! — fui até ela dei um beijo em sua bochecha, ela sempre fica desconfortável quando eu faço isso, pois é um costume meu, que ninguém mais fazia. — tudo bem com a senhora? — eu a tratava como uma avó qualquer, não como a Rainha da Inglaterra, o que eu sei que no fundo ela gostava.

- Tudo bom, querida. E você?

- Também! Pena que o papai não pôde vir, não é mesmo?

- Sim, aquele Rei da Escócia só passa mal! Ninguém merece! Se o filho dele não fosse tão novinho, já teria sido nomeado Príncipe Regente há muito!

- E quantos anos o Alfred tem?

- Catorze! Ainda é muito novo!

- É mesmo! — fomos interrompidas no nosso momento fofocas por um criado do castelo:

- O portão será aberto! Estão prontas?

- Sim, pode abrir! — minha avó respondeu com aquele sorriso bizarro dela. Então começaram a chegar pessoas e mais pessoas, que beijavam nossas mãos e entregavam aqueles presentes mais bizarros que os sorrisos da minha avó. Aliás, tudo ali era bizarro.

Minha avó estava inquieta e parecia ansiosa. Então eu vi um sorriso sincero e grande se abrir nos lábios dela, instantaneamente virei-me para onde ela olhava e vi cinco garotos lindos se aproximando.

- Até que enfim vocês chegaram! Esperei demais, não acham? – QUE? Minha avó brincando com plebeus?! Ela tá doente? Um deles deu um sorrisinho torto e a respondeu:

- Desculpe-nos Rainha, Darwin nos atrasou e quando chegamos encontramos uma fila enorme de pessoas, não quisemos passar na frente e atrasar a oportunidade deles de verem vossa alteza e sua linda neta! — eu entendi direito? Ele me chamou de linda? Deve estar cego! Não! Está precisando de um óculos!

- Muito bem, Brendon! Humildes como sempre! Assim que eu gosto! Deixe-me apresentá-los! Sophie — acho que já deu pra reparar que no castelo, quem tem intimidade comigo me chama de Sophie, e quem não tem me chama de Camille. — esses são Carter, Brendon, Chester, Joan e Darwin, integrantes da Boyband So Loud — ela falou apontando. Carter era alto, tinha um corpo bem definido, cabelos e olhos castanhos, usava uma barba pequena em toda a região do queixo, com cavanhaque, tinha uma testa grande também! O Brendon tinha uma boca bem vermelha, um sorriso lindo, um cabelo castanho grande e cacheado, que era um tanto quanto desarrumado, tinha olhos verdes e era um pouco mais baixo que o Carter. Chester era o segundo mais baixinho, era loiro de olhos azuis. Realmente muito lindo. Joan era o mais baixo, apesar de ser quase 10 cm mais alto que eu, tinha um topete arrumadinho, olhos verdes meio azulados, uma boca fina e rosada, era forte e tinha um sorriso perfeito que era envolto por uma barba mal feita, foi o que mais me chamou a atenção. E por último tinha o Darwin, o topete dele era alto e perfeitamente arrumado, ele tinha olhos castanhos escuros, tinha uma barba parecida com a do Joan, e era mais moreno, tinha a mesma estatura que Brandon e era tão bonito quanto os outros.

- Prazer!

- Carter, Brendon, Chester, Joan e Darwin, essa é Camille Sophie, Princesa da Inglaterra! — minha avó continuou as apresentações.

- Prazer, Princesa! — eles responderam em coro e um de cada vez veio beijar minha mão.

- Sophie, por que você não vai apresentar o castelo para os meninos? Esperava que seu pai estivesse comigo, mas acho que dou conta de todos sozinha! Meninos, por favor, fiquem para o jantar! Eu vou ter que viajar ainda hoje e quero que façam companhia para a minha neta. — eu olhei pra cara dela.

- A senhora também vai viajar vovó? Por quanto tempo? Vou ficar sozinha nesse castelo por quanto tempo? Ai desculpa! Eu não vou ficar sozinha, vou ter os empregados pra me fazer companhia... Mas eu não quero ficar só com eles! Eles me tratam como se eu fosse uma deusa! — os meninos riram, e só aí eu me lembrei de que estava fazendo pirraça na frente deles, corei e tentei ignorar que eles estavam ali.

- Sophie, pare de pirraça! Pode chamar quem quiser pra te fazer companhia! Eu vou encontrar algumas amigas minhas na Irlanda, que a propósito, é o país de Origem do Chester! E seu pai com certeza vai demorar mais do que dois dias! Mas isso não faz com que você tenha que ficar sozinha! Vou ficar fora por uma semana! Mas você nem vai ver o tempo passar, agora se levante e mostre o castelo para os meninos! Pelo menos finja ser educada! — era impressão minha ou minha avó estava me empurrando pros tais meninos?

- Ok vó, mas eu sou educada tá? — me levantei daquele trono alto em um pulo, já que meus pés nem alcançam o chão quando estou sentada.

- Divirtam-se! — foi a última coisa que ouvi minha avó dizer naquela noite, e naquela semana.

- Vocês querem conhecer onde primeiro? — perguntei assim que cheguei ao hall de entrada do castelo, que era pra onde a porta da sala do trono que dava no castelo ia.

- Não, sei... Você que conhece o lugar! — ouvi a voz do Darwin pela primeira vez.

- Além do mais, parece ser muito grande! Será que dá tempo de vermos tudo só hoje a noite? — Carter perguntou preocupado.

- A parte que pessoas de fora podem ver, é até rápida! — respondi com um sorriso.

- Você deve escolher então, já que não sabemos o que pode e o que não pode! — Joan se manifestou.

- Ok, então vou levá-los lá para o Jardim primeiro! É um dos meus lugares favoritos! — saí correndo em direção a porta de saída para os fundos do castelo, onde ficava o Jardim de Rosas da minha avó. Quando cheguei perto da porta, reconheci o guarda que estava ali.

- Senhorita! O que foi falado pra você sobre correr no castelo? — Cody me avisou como sempre, ele era o guarda que me acompanhava sempre que eu saía, e ele acaba cuidando da minha imagem como princesa também.

- Desculpe Cody, eu estou mostrando o castelo para os integrantes da So Loud! — mostrei os meninos envergonhados com a situação, atrás de mim.

- Ok, e vai direto para o Jardim não é mesmo? Por que não mostra pra eles o Jardim de sua mãe? — olhei feio pra ele, apesar de quem quiser poder ver o Jardim de Tulipas da minha mãe, eu não gostava de levar ninguém lá, era o meu espaço. Ele ficava no terraço, logo acima do meu quarto, mas era preciso ir até o final do corredor para subir.

- Porque ele não é liberado!

- É sim, senhorita! Se esqueceu de que quando sua mãe foi para a Itália ele foi liberado? Tem uma escada pelo lado de fora do castelo, mas pessoalmente acho que devia ir por dentro! — ele sorriu cínico, pois sabia que eu não gostava disso.

- Obrigada pelo conselho, Cody! Agora nós vamos! Venham! — puxei os meninos, mas Cody me parou novamente.

- Como consegue correr de salto e com esse vestido? — subi o vestido mostrando meu all star e sorri, ele riu de mim e completou antes de fechar a porta novamente:

- Devia saber, é a sua cara! — entramos no Jardim e eles ficaram encantados com a beleza do local, então sentamos em uma mesa que havia ali.

- Então meninos? Gostaram? — perguntei, mesmo já sabendo a resposta, para gerar algum assunto.

- Isso é maravilhoso! — Chester me respondeu com os olhos brilhando.

- Isso porque nunca viram o da minha mãe — sussurrei pra mim mesma, mas Joan que estava do meu lado ouviu.

- Estão nos mostre! Duvido ser mais lindo que esse!

- Desculpe, mas aquele jardim é muito especial pra mim, não quero levá-los lá — falei na cara dura, quando se trata daquele jardim, fico meio grossa, ele me lembra de minha mãe, já que foi ela quem plantou ele, e me tira a saudades dela. Já pedi milhares de vezes pro meu pai fechar o jardim de novo, mas ele diz que assim como eu o povo sente falta da minha mãe, e que eu tenho que parar de ser egoísta.

- Não tem problema! Se é importante pra você, a gente entende! — Carter parecia o mais responsável.

- Mas estamos muito curiosos! Só pra constar! — Brendon era meio atiradinho, mas parecia bem legal.

Conversamos mais um bom tempo, eu apresentei o resto do castelo pra eles e quando vimos já era bem tarde.

- Nossa! Já está tarde! E eu estou com fome! — descobri a característica principal do Chester, fome infinita, mas isso só depois do comentário posterior do Joan:

- Estava demorando! Vamos passar em um fastfood antes de voltar pra casa, Chester, pode ser? — ele sorriu abertamente e seus olhos brilharam. Ele era muito fofo!

- Que coisa fofa! Fofa e esfomeada, pelo que parece! Deixa-me adivinhar... Buraco sem fundo?

- Hummm... baixinha e magrinha... não come muito? Pelo que parece não gosta de usar salto... se é baixinha tem que valorizar sua estatura! — ele rebateu.

- Acho melhor nós irmos agora, então né? Eu já estou com sono! — Darwin cortou minha resposta bocejando

- PARA TUDO! — Carter nos assustou — Darwin está dizendo que está com sono as 22 horas e 14 minutos? O fim do mundo está próximo!

- Vai cagar Carter! — ele o respondeu, mas no mesmo instante ficou pálido — desculpa princesa, não queria dizer isso... nossa! Que feio! Vou me martirizar pelo resto da vida por ter falado um palavrão na frente da princesa! Ai, que merda! — ele se assustou de novo — que saco! Falei de novo! Acho melhor ficar quieto. — Carter estava bravo com o amigo, mas todo o resto, inclusive eu, estavam rindo até cair no chão.

- Puta que pariu Darwin! Fudeu tudo agora! Você falou cagar e merda na frente da Princesa da Inglaterra! Vossa alteza Real! — falei já no chão, rolando de tanto rir.

- Sua vida vai acabar agora! Vão te prender nas masmorras e você vai ser condenado à morte! — Joan me acompanhava, zoando o amigo e rindo comigo, no chão. Todos começaram a rir juntos, até que alguém atrapalha meu momento.

- Camille Sophie! O que a senhorita está fazendo rolando no chão com esse vestido?! — Brit gritou histericamente, tão alto que até Marte ouviu.

- Brit, deixa de ser chata! O chão tá limpinho! Temos empregados que lavam ele todo santo dia! Não sei nem por que é necessário esse exagero todo! — era chato não poder circular pelo castelo porque estavam lavando o chão.

- Larga de ser teimosa Sophie! Levanta daí nesse exato momento! Anda! — os meninos já estavam todo de pé, tremendo nas bases. Ela veio até mim e me colocou pra cima, de pé também.

- Ok, Brit. Me desculpa por ter feito isso, mas não podia deixar as visitas sozinhas para ir trocar de roupa! Era questão de ser uma boa anfitriã!

- Não comece Camille Sophie! Você poderia não rolar no chão, por exemplo!

- Ok, me pegou! Desculpe amorzinho da minha vida! — falei com voz meiga e a abracei de lado.

- Desgruda carrapato! Seu banho está pronto! Se despede aí e vai tomar banho, colocar o pijama pra poder jantar e ir dormir, amanhã você tem que acordar cedo!

- Mentirooosaa! Não tenho não! Amanhã eu não tenho NADA pra fazer o dia todo, posso dormir até a hora que eu quiser! Pode confirmar na agenda! — ela me olhou com cara desconfiada e olhou na agenda, que ficava no bolso do avental dela. Confirmou o que eu havia dito e se direcionou até a escada, antes de subir o primeiro degrau ela virou pra trás e finalizou.

- Repito, o banho está pronto, a água vai esfriar e eu não vou preparar outro pra você! — depois que ela sumiu pela escada pude ouvir os suspiros de alívio dos meninos.

- Nossa! Achei que ela fosse te matar! — acho que o Brendon é meio dramático, não?

- Que exagero! A Brit é minha aia. Nos damos super bem! Ela estava só fazendo pose porque tem visita! Bom, mesmo assim eu tenho que ir tomar banho...

- Então nós vamos embora! — Carter falou e todos fizeram cara de tristes, alegando que não queriam ir embora, então acendeu uma lâmpada na minha cabeça.

- Por que vocês não dormem aqui? Vou ficar sozinha sem fazer nada o dia todo amanhã! Preciso de companhia e acho que vocês seriam uma boa ideia! — pedi na maior cara de pau, mas pelo menos teria companhia para o dia seguinte.

- Pode? — Chester perguntou esperançoso.

- Não sei não... vai incomodar muito! — Carter é como o pai dos cinco.

- Por favorzinho Daddy! — Joan o chamava por um apelido carinhoso, e eu fui na onda.

- É! Por favor, Daddy! Eu fico tão sozinha aqui, com esse castelo todo e só os criados! Me dê o prazer companhia de seus amigos! E a sua, é claro! Não vai incomodar nada! — fiz minha melhor carinha do gato de botas do Shrek.

- Você faz isso com todo mundo que conhece? — Carter ignorava todos os cinco olhares apreensivos que eram direcionados a ele — ok! Eu deixo! Vamos dormir aqui! Combinado! Mas amanhã temos reunião a tarde e precisaremos ir!

- Tudo bem! Que horas que é a reunião? — perguntei curiosa.

- Às cinco horas, na Syco Studios.

- Ok, vocês estarão lá! Eu prometo! Agora vamos que eu vou arrumar alguém para ajudá-los! — saí andando por todo lado, procurando por Flora, uma das camareiras reais, que iria me ajudar a arrumar o quarto dos meninos, toalhas para eles tomarem banho e tudo o mais. — FLORAA! Ô Floraa! Cadê você?! — depois de tanto chamar, ela apareceu correndo.

- Que foi vossa alteza? Deseja algo?

- Sim, Flora, por favor, instale esses cinco garotos em quartos e os ajude com os apetrechos para banho etc.

- Claro Princesa Camille! Com todo prazer! Por favor, meninos, me sigam! — ela os levou para algum lugar que eu não sei qual. E eu fui para o meu quarto, tomar meu banho e colocar meu pijama.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.