Notas iniciais
Nota importante no final ^^

Jane & Regina, Maura & Emma

— Mas, seria a palavra dela contra a nossa. — Regina passou a mão pelo cabelo nervosa, olhando mais uma vez em volta da sala do apartamento.

— Não dá. — Jane suspirou derrotada— Ariel tem fotos de Maura e eu juntas, tipo, na hora do beijo. E não quis aceitar nada, tentei conversar, a Emma também, maa ela só aumentou o tempo, deu uma semana pra gente falar, ou ela falará. — Jane olhou para Regina, que ainda estava pensativa, com seus braços cruzados, sentiu raiva da atitude indiferente da mulher— Ah! E também tem fotos de vocês juntas em restaurantes e, de Emma entrando na sua casa, Regina. — Sorriu, mostrando não ser apenas culpa sua e de Maura.
Regina descruzou os braços, bufou e avançou na direção de Jane, lhe acertando um tapa no rosto.— A culpa é sua, ordinária!
Quando Jane registrou a dor, deferiu um golpe no queixo de Regina, outro em sua bochecha.
Antes que os socos continuassem, Emma interveio tentando segurar Jane, que empurrou a loira, jogando-a no sofá.

— Eu sou a maior prejudicada com isso! — Jane gritou, avançando novamente na direção de Regina, porém, parou ao sentir um tapa no rosto que a fez recuar alguns passos. Um tapa de Emma.
Sentou sobre a mesa de centro, rosto ardendo enquanto assistia o olhar frio de sua melhor amiga. Sua garganta secou e seus olhos arderam.
Tudo estava perdido agora.
Onde outrora havia uma nuvem de raiva, agora havia uma nuvem de lágrimas. Jane não segurou a pressão de seu desespero e foi amparada por Maura, que a levou para o quarto.

— Ei, você ta bem? — Emma se aproximou de Regina— Quer ir no médico?

— Se eu for, aquela estúpida idiota será indiciada por agressão. — Regina limpou o sangue de sua boca, apenas um pequeno corte.

— Obrigada. — Emma tocou o corte, desejou ter sido mais rápida para evitar aquilo tudo.

— Não é por ela, é por nós. Já temos problemas demais pra ter um policial fazendo perguntas. E também, fui eu que comecei. — Deu de ombros.

— Estou com medo, Regina.

— Eu também, meu amor. — Abriu os braços ao ver os olhos de Emma lacrimejarem.— Vamos dar um jeito.

— Você bate bem. — sua voz denunciava a vontade de chorar.

— Lembre disso quando pensar em me trair. — Emma esboçou um sorriso se alinhando a Regina no sofá.

****

Maura & Jane

Jane desvencilhou do abraço de Maura, correu para seu quarto, se trancando lá dentro.
Se jogou na cama, como uma adolescente aos prantos. Chorava, chorava por ter errado ao se envolver com Maura, por ter agredido Regina, mesmo achando que ela merecia. Chorava pela bagunça que sua vida se tornou.
Tudo era mais fácil quando não precisava mentir.
Lembrou de Maleficent, a mulher que destruiu suas chances nos EUA. Que lhe tirou o emprego, dinheiro e crédito. Tudo por puro orgulho ferido, tudo por ter sido rejeitada por Jane.
Sua mente ficou embaralhada, não sabia o que fazer, nem que decisão tomar, até que escutou leves batidas na porta.

— Jay, por favor deixa eu entrar. — Maura pediu, sua voz embargada.
Jane não queria ver ninguém, mas a imagem do abraço quente e reconfortante de Maura veio a sua mente. Levantou-se, não se preocupou em enxugar suas lágrimas e abriu a porta, vendo Maura também com lágrimas nos olhos.

— Ow..Venha, deixa eu cuidar desse ferimento. — Maura tentou sorrir.

— Tudo bem, não precisa, daqui a pouco sara. Foi só aquele anel estúpido da Regina que arranhou meu rosto.

— Anda, onde tem um kit de primeiros socorros? você não pode ficar assim. — O corte não passava de um arranhão na bochecha, mas era a desculpa para ficar ali, com Jane— E agora? O que vamos fazer?

— Sinceramente, eu não sei. Se eu pudesse voltar atrás, não estaríamos nessa situação. Eu sou culpada de tudo. — Falou de cabeça baixa, evitando os olhos preocupados de Maura.

— Hey, não se culpe. Se há culpados, não é somente você e sim nós quatro que resolvemos entrar nessa situação. Todos nós seremos prejudicados com tudo isso. E também, se não tivesse acontecido isso, não teria conhecido você.
Jane suspirou com o contato das mãos de Maura em sua face.
— Mas eu… — balançou a cabeça em negativo— do que adianta se depois do casamento, se ainda houver casamento, você irá se afastar de mim? Eu continuarei sozinha como sempre fui.
— Jane, você não ficará sozinha, terá a Emma ao seu lado. — Disse tentando ignorar a primeira fala da morena.

— Emma e Regina irão continuar se encontrando, elas se amam e querem viver juntas, vão dar um jeito. Então, ficarei sozinha.

— Como você sabe que elas se amam?

— Tá na cara. E também porque elas estão dispostas a enfrentar tudo que vier pela frente para ficarem juntas.

Maura tentava não pensar naquilo que Jane dizia, ela sentia que estava errando com Jane, já que os olhos da morena pediam algo mais sério entre elas, pediam a segurança de Emma e Regina. Porém, por medo não sabia o que dizer, simplesmente se calou.
Jane queria saber o que se passava na cabeça de Maura. Criava teorias, mas não conseguia, ela sabia que no final de tudo: ficaria sozinha mas em Boston, ou então sozinha na Itália com sua nona. De qualquer jeito, era muito para se arriscar…
E bem, ela não tinha mais nada a perder.

— Vou pegar um antisséptico pro seu machucado. — Maura levantou, indo em direção ao banheiro, fugindo da continuação daquela conversa. Respirou algumas vezes no banheiro, levou seu tempo la dentro, tomou coragem. Ao retornar percebeu uma foto de Emma e Jane em cima da cama. A foto não estava ali antes, nem Jane.
Saiu correndo do quarto, indo em direção a porta.

—Ei! O que aconteceu? — Emma levantou em um pulo.— Jane passou aqui correndo, agora você.

—Ela fará uma besteira, Emma.

—Estranho seria se ela fizesse algo certo. — Regina resmungou, se aproximando das duas mulheres.

—Agora não Gina, é sério. — Emma estava preocupada. — O que ela fará?

—Acho que ela irá tentar assumir a culpa.

— Rizzoli vai o que? Será que ela tá ficando louca ou o quê?

—Não, ela não está louca. Simplesmente está tentando salvar as pessoas que ela gosta e a mulher que ama. — Emma olhou para o nada por alguns segundos — Regina, eu não posso deixar ela fazer isso sozinha. Também aceitei isso tudo, se há culpado, esse culpado também sou eu, não somente ela.

— Emma, espere. — Regina segurou seu braço— Sabe que no seu caso é pior, você irá ser presa..

— E ela deportada!

—Eu só quero te proteger querida.

—Eu sei — pegou a chave do carro— Mas não é justo somente ela pagar pelo erro. Eu com 6 meses saio da cadeia e ela… Ela nunca mais poderá voltar aqui. Eu não me perdoaria se isso acontecesse.

****

Jane & Emma

— Jane, pelo amor de Deus, abre essa porta! – Emma batia no vidro de passageiro, o carro estava estacionado em frente a agência federal de imigração dos EUA – Não faça isso, cara! Não vai adiantar nada!

— Você e Regina têm a oportunidade de serem felizes, é por você que estou fazendo. – Os olhos da morena estavam marejados, enquanto ela segurava firme no volante, olhar concentrado na escadaria do prédio.

— Sabe que a Maura existe, né? Então, você também pode ser feliz.

— Como? Sendo o segredo sujo dela? Fingindo ser sua esposa enquanto não paro de pensar nela? Isso é vida Emma? Isso é justo? – Gritou batendo no volante

— Nada é justo, Jane.
Jane destrancou a porta e Emma entrou, sentando e olhando para a mesma escadaria. – Nada é justo, Jane. Mas, não é por isso que devemos desistir.

Jane sorriu sem humor. — E você acha que eu desisti?

— É o que está parecendo. – respirou fundo. – Jane, admiro sua coragem em tentar se sacrificar pela minha felicidade. Mas, quero que você pense em sua mãe, em seu pai e no estranho do seu irmão.

Jane sorriu— Estou pensando em minha melhor amiga no momento – olhou para Emma— Eu quero sua felicidade, loirinha.

— Se é isso que você quer, então, não se entregue. Primeiro, não vai adiantar porque eu assinei o papel do nosso casamento, logo, eu estava ciente. Isso quer dizer que vou para a prisão do mesmo jeito. Segundo, eu quero sua felicidade com a Maura, vocês se amam, ta na cara. Ela só está com medo, Jane. Já parou pra pensar que pode ser apenas insegurança?

— Não dou motivos para ela ter inseguranças. — Emma a olhou de lado— ...Não mais. Loirinha, eu mudei, não sou mais aquela... aquela...

— Pegadora?

— Quem dera. Eu vivia correndo atrás das mulheres, pagava bebidas e recebia só um: “valeu gata, você é uma amiga muito fofa.” As que peguei foi sorte mesmo, elas que vieram e deram em cima de mim.

— Não tinham mais opções?

Jane fez uma careta. – Algumas sim. Fazer o que se minha horta é pobre.

Ficaram em silêncio por alguns segundos.

— Jane, eu... – Emma começou tímida— eu quero me desculpar com você. Sabe? Pelo tapa. Não devia ter feito aquilo.

— Foi um belo tapa.

— Sinto muito mesmo. Não pensei na hora.

— Tudo bem, você estava apenas defendendo a pessoa que você ama.

— Mas, eu também amo você. – Se olharam por alguns segundos.

— Ah, por favor Emma, não me faça te bater.

— Mas, é verdade, eu te amo. Deveria só ter te segurado.

— Fia, eu nervosa ninguém me segura.

— Você me perdoa?

— Desde que você não fale “eu te amo” de novo. Porque ouvir tanto “eu te amo” me da vontade de bater em alguém.

Emma pulou em Jane, abrindo os braços para um abraço forte.— Te amo, louca emburrada

— Emma! Eu vou dar na sua cara. – Resmungou, abraçando a loira mais forte.

— Mas você me perdoa mesmo?

— Se eu não te perdoar depois de tanta melação, eu que vou apanhar de novo.

— Vai mesmo – Regina resmungou do lado de fora. Maura estava segurando a morena para que as desculpas dentro do carro fossem feitas.— Ao invés de ficarmos aqui, temos que ir atrás dessa louca ruiva.

Jane e Emma saíram do carro.— Mas você tem algum plano, Regina? – perguntou a italiana.

— Primeiro, desculpa, me precipitei e te agredi. Segundo Ariel tem o nariz dela e eu tenho meu punho, um plano perfeito. – Regina mostrou os punhos cerrados.

Emma e Maura reviraram os olhos. – Seria melhor a gente ir pro “QG” e pensar em algo sem ta com a cabeça quente. – Emma falou coçando a cabeça, confusa.

Maura pegou o telefone e discou um número. – Na verdade temos que ir a outro lugar. Lá podemos pensar com calma e receberemos ajuda. – Maura olhou tensa para Regina, que apenas meneou a cabeça, concordando. Era a hora.


Jane e Emma se entreolharam, receosas pela troca de olhares daquelas mulheres.
Antes que mais uma palavra fosse dita, as quatro já estavam dentro do carro, cantando pneu nas ruas de Boston, indo em direção a Belmont.


*********

Regina & Emma, Maura & Jane, ? & ?

Ficaram toda a viagem em silêncio, parando apenas para abastecimento e algumas provisões. Os pensamentos de cada uma não permitiam manter uma conversa que durasse mais que duas palavras. Havia tensão, havia medo, assim como também havia esperança.

Quando o carro parou em frente a uma casa adornada. Regina e Maura estavam estranhamente tensas, se olhando, como quem compartilha um segredo.

— Ei! – Emma olhava confusa para a casa branca através da janela do carro— Eu conheço esse lugar.

Jane olhou confusa para a amiga. – Conhece de onde, loirinha?

As mãos da loira estavam agarradas ao banco da frente, os nódulos de seus dedos brancos, assim como seu rosto, pálido. Um homem abriu a porta da frente, colocando a mão sobre a testa, na tentativa de enxergar melhor através do sol do Maine. Jane reconheceu o homem, ficando rígida no banco.

— Foi a casa onde eu nasci. – Emma balbuciou, o tom de sua voz soava inseguro, como se por alguns instantes, ela voltasse à infância.

— Você tem certeza, Emma? – Jane perguntou, percebendo o homem se aproximar do carro.

— Tenho. — Apontou para a caixa de correio, pintada com mãos infantis de várias cores— Fui eu que marquei aquela caixa, queria deixar ela parecida com o arco íris que meu pai e eu vimos um dia.


O homem se aproximou do carro— Boa tarde garotas. Desejam entrar?

— Robin, está na hora. Se não for agora...– Maura falou, olhos arregalados, quase em pânico. Regina revirou os olhos.

— Será que agora você vai contar o que dizia respeito apenas a Emma, Regina e esse cara aí? – Jane falou entre dentes, agarrada ao banco, pronta para uma luta se preciso.

Regina e Maura suspiraram audivelmente, cansadas, como se estivessem prontas para encarar uma longa viagem que não queriam fazer. Robin ainda observava a menina calada dentro do carro, a menina que não tirava os olhos da caixa de correio pintada.

— Saiam do carro, por favor, quero conversar com Emma. – Regina falou, ordenou, olhando entre Maura e Jane. Contrariada Jane saiu, porém, ficou encostada em uma árvore, braços cruzados encarando o casal dentro do carro.
Regina passou para o banco de trás, e Robin entrou, sentando no banco de passageiro, olhando em silêncio o desenrolar da conversa difícil que as duas mulheres compartilhariam no banco de trás.

— Emma... – Hesitante Regina pegou a mão da mulher ao seu lado, chamando sua atenção— Faz pouco tempo que descobri. Na verdade foi Robin que descobriu e procurou Maura, por ter receio de falar comigo. – Tomou ar

— Você vai terminar comigo, é isso?

— Não querida – Tocou o rosto de Emma— Isso não passou pela minha cabeça nem por um segundo sequer. – Ofereceu um sorriso que foi retribuído.

Robin resolveu intervir— Você lembra a última vez que viu seus pais?

Emma olhou confusa um instante para Robin, não entendendo o por que de uma pergunta tão pessoal. – Lembro apenas que meu pai passou o dia todo pescando comigo, e depois fui abandonada.

Robin balançou a cabeça.— Você ainda era muito pequena, realmente não poderia lembrar todos os detalhes. – Olhou para Regina, como se pedisse permissão. A morena olhou para Emma, voltou o rosto para Robin e assentiu.

— Que foi? – Emma perguntou após presenciar a cena.

Robin respirou fundo— Emma... Você lembra de mim?

Emma olhou para o homem por alguns segundos, seu rosto era um pouco familiar, mas ela não sabia de onde.

— Talvez você se lembre de mim pelo apelido de “patinho”. – Emma abriu um sorriso ao apelido, lembrando instantaneamente do vizinho orelhudo, rosto cheio de espinhas. Ela era muito pequena quando ele se mudou, mas a imagem ficou gravada, ela odiava aquele menino.

— O patinho feio. – Emma sussurrou, ainda maravilhada pelas lembranças que pensou não ter mais.

— Ainda bem que você se lembra de mim. – Respirou fundo— Pouco depois que mudei, ouvi noticias a respeito de sua família. –

Emma engoliu a seco, incerta de querer saber o restante e apertou a bainha de sua camiseta, olhos fixos no piso do carro. Sentiu a mão de Regina apertar a sua, como se em silêncio dissesse que ela estava ali, apoiando.

— Quando as férias do seu pai ia acabar, resolveu passar o dia todo com você antes. O problema é que, pela primeira vez, foi sem sua mãe helicóptero... E bom, seu pai é meio desligado. – Emma sorriu, lembrando das trapalhadas do pai.— E seu pai esqueceu de colocar o colete salva vidas em você, o que foi um grande erro. –

Emma ficou séria, como se lembrasse de seu colete rosa, ou melhor, de não pegar ele aquele dia. Algumas lembranças voltaram a sua mente.

— Então eu vi um cisne no lago e, eu queria tocar nele. – Olhou para Regina, ainda surpresa pelas memórias resgatadas.— E o nosso barco virou. Lembro dos gritos de papai, do cisne batendo as asas... Então, não lembro mais nada. – Olhou para o banco a sua frente— Agora entendo por que escolhi o sobrenome Swan.

— Seu pai quase se afogou aquele dia, mergulhando e voltando, não queria abrir mão de você. Não havia muita correnteza, mas parece que isso foi o suficiente pra arrastar você para longe de sua família. – Emma tocou sua têmpora, tocou a cicatriz quase invisível, lembrou de acordar em um lugar estranho, com a cabeça latejando. Lembrou de acordar sozinha. Ela havia batido a cabeça, possivelmente em alguma pedra.

— Não lembrava desse acidente. Apenas achei que fui abandonada. Apenas... Preenchi a lacuna. – Emma olhou para a casa branca— Ele está lá?

Foi Regina que balançou a cabeça, confirmando.

— E minha mãe? – Emma perguntou incerta, receosa pela resposta.

— Infelizmente... – Robin olhou para Regina, buscando por ajuda.

— Sua mãe não suportou perder a única filha. – A voz de Regina não passava de um fio. Alguns segundos foram arrastados em silencio.

— Eu vi sua foto na propaganda da Adidas e... – Robin tentou confortar Emma do seu jeito - pensei que eu estava ficando louco. Então, entrei em contato com Maura, ela me passou todas as informações sobre você. Falar com Regina foi meu próximo passo.

— O dia que Jane e eu vigiamos a casa de Maura, era você lá?

— Sim. Regina, Maura e eu. Eu precisava ter certeza que era você, Emma. O Sr David já passou por coisas demais.

— Entendo. – Emma olhou para fora do carro, olhou para Jane. Sua amiga tinha um olhar compadecente. Maura com certeza já havia contado toda a história.— Ele quer me ver?

Robin abriu a porta do carro e saiu, abrindo a de Emma em seguida, Regina deu a volta e segurou sua mão. “Vai dar tudo certo”, sussurrou para Emma, Jane repetiu a mesma frase em um sussurro para a amiga, Maura sorria ao seu lado.

— Sr David! – Robin gritou. E todos viram um homem, cabelos recebendo a platina do tempo, abrir a porta. Olhos molhados viram Emma, o homem correu em direção a calçada, braços aberto para sua filha.

— Minha princesa! – Acolheu Emma em um abraço, soluçava, agarrado a sua filha— Não deixei de pensar em você um único dia sequer. – Apertou mais forte. – Nunca te abandonei, meu amor. JAMAIS faria isso! Me perdoa?

Emma chorou nos braços do homem que tanto sentiu falta. Nos braços do seu pai, e pôde ouvir o soluço de Jane. Sorriu pela sensibilidade de sua amiga. Terminou o abraço contra a sua vontade, mas precisava olhar seu pai, precisava reconhecer os traços.

— Meu amor. – o homem sorria entre lágrimas— Como sonhei com esse dia, jamais deixei de procurar por você, mesmo todos me chamando de louco, achando que você havia morrido... Eu... – engoliu um soluço— Eu nunca desisti, filha.

Emma se reconheceu naqueles traços e, chorou mais ao ouvir aquela palavra “filha”. Caiu novamente nos braços do pai, aquela seria uma longa e inesquecível tarde.
E ali era o abrigo que todas precisavam no momento, necessitavam fazer o próximo movimento para o xeque mate.

Notas finais
Spoiler: Regina e Maura tentarão algo, haverá mais intimidade entre os casais, intimidade a ponto de segredos serem revelados. Saberemos mais de Emma também. Quem aí quer o próximo cap já, levanta a mão. Gente, a história está começando a entrar numa roda de fogo que haja coração kkkk