Amores Proibidos.
2 O Segundo Encontro.
P.O.V. Emery.
Isso é mesmo empolgante e triste ao mesmo tempo. Os sete atrianos selecionados para o programa de integração chegam hoje e isso faz eu me lembrar do garoto que morreu tentando me proteger.
—Tudo bem Emery?
—É, estou bem.
—Eles chegaram e tem um aluno novo.
Lá fora pessoas ignorantes carregavam cartazes que diziam coisas ruins sobre os atrianos etc.
Eu desci as escadas e fui cumprimentar os recém-chegados e o povo me olhava como se eu fosse uma doida.
—Oi. Eu sou a Emery, mas podem me chamar de Em. Sejam bem vindos á nossa escola.
—Obrigado. Eu sou Sofia e esse é o meu irmão Roman.
—É um prazer conhecê-los.
—Eu sou a Terry.
—Prazer.
—Voltem pro lugar de onde vieram abominações!
—Ei! Qual é o seu problema?!
—Eles!
—Eles não estão fazendo mal pra ninguém, você no entanto está sendo um imbecil!
De longe eu vi uma pessoa que aposto que os outros não conseguem.
—Pessoal esse é o Jeremy Gilbert.
—Eu te conheço.
—Acho que não.
—É o caçador. Mas, Silas te matou, está morto.
—Estava, mas eu voltei.
—Como? Perguntei como.
Eu vi a moça ao lado dele e a ficha caiu.
—Foi você não foi? Você é uma bruxa, você o trouxe de volta.
O povo me olhava como se eu fosse louca.
—Você pode me ver?
—Claro que posso, eu não sou cega eu tenho olhos. Ou está morta? Fico tão confusa, já não percebo a diferença entre vivos ou mortos.
—Você pode ver as pessoas do outro lado?
—Eu sou a âncora para o outro lado, eu posso ver tudo.
A garota tocou o meu ombro.
—Não por favor, não me toque. Não me toque tá bem?
—Eu posso tocá-la.
—Então tá. Isso foi estranho.
Quando os amigos dele chegaram eu vi a moça que parecia comigo.
Na hora do almoço eu conseguia ouvir a conversa.
—A Emery consegue ver a Bonnie e elas fizeram contato físico. É como se a ela tivesse um pé de cada lado ou algo parecido.
—Espera, então a Emery existe em dois lugares ao mesmo tempo, aqui e do outro lado?
—É o que parece.
Glória veio falar comigo.
—Será que posso falar com você um momento?
—Tá.
P.O.V. Sofia.
Algo que a Emery falou me intrigou.
—O que será esse tal outro lado? E como pode ela falar com os mortos?
—Talvez devesse perguntar a ela.
P.O.V. Glória.
Eu sempre soube que essa menina era especial, mas nunca me ocorreu que fosse médium.
—Você é médium então.
—Não. Eu sou a âncora para o outro lado. Tenho o poder de interagir fisicamente com o nosso mundo físico e com o purgatório sobrenatural.
—Purgatório sobrenatural?
—Todo ser sobrenatural que morre tem que passar por mim para chegar ao outro lado e isso dói muito.
—Seres sobrenaturais?
—Vampiros, bruxas, duplicatas, híbridos etc.
—Eles existem?
—Existem.
P.O.V. Roman.
Ela sempre estava nervosa, assustada. Acho que poder ver as pessoas mortas mexe com a cabeça de qualquer um.
—Emery.
—Oi. Tudo bem?
—Tudo bem. Eu quero te ajudar se eu puder.
—Me ajudar?
—Sim. Deve existir uma forma de fazer isso parar.
—Não existe. A única bruxa que pode me ajudar me odeia e não pretende retirar essa maldição que jogou sobre mim.
—E porque ela fez isso?
—Disse que eu era filha do pecado.
—Filha do pecado?
—Foi.
—Porque?
—Porque ela era doida.
Ela começou a dizer:
—Eu não sei. Eu não sei. Eu já disse que não sei! Me deixem em paz!
Quando estávamos na aula de matemática uma coisa muito estranha aconteceu.
—Professor, eu preciso sair.
—Não é permitido sair durante as aulas.
—Você é quem sabe, mas eu vou gritar quando ela passar. Tudo bem, passe.
Aqueles gritos de agonia foram ouvidos até na sala da diretora. Foi uma questão de minutos e depois parou.
—O que foi isso?
—Isso fui eu sentindo a morte dela.
—Dela?
—Você é o que? Bruxa?
—Não. Vampira.
—Qual o seu nome?
—Caroline Anne Forbes.
—Como morreu?
—Dando a luz.
—O que? Mas, vampiros não podem se reproduzir.
—Eu dormi com o híbrido original e pari dois bebês híbridos.
—Bom, ai é diferente. Os originais são especiais.
—Quem são esses originais?
—Rebekah, Kol, Finn, Esther, Niklaus, Mikael e Elijah. Os vampiros originais, os primeiros da espécie.
Eu sabia que ela era especial, mas não imaginava que fosse tão especial assim.
No dia seguinte ela veio feliz e saltitante na nossa direção.
—Oi. Tudo bem?
—Tudo sim. E você?
—Também. Olha, eu dei um jeitinho de atrasar o horário de vocês irem pro setor e vou dar uma super festa só pra vocês. Aqui, tem o local e a hora marcados no convite.
—Uau! Obrigado.
—Que nada, é o mínimo que eu posso... Ah, ia!
Ela derrubou o rapaz.
—Fazer. Espero que gostem. Beijinhos.
Emery simplesmente se virou e saiu igualmente saltitante, mas parou e ajudou o rapaz que ainda estava no chão.
—Como você é maricas. Só tem tamanho mesmo.
Nós sempre conversamos e ficamos juntos. Ela é o meu anjo da guarda, salvou minha vida no dia da chegada.
—Sabe, no dia em que vocês chegaram eu conheci um garotinho. Eu tentei muito mesmo protege-lo, mas os cães o farejaram e o soldado atirou nele e eu não pude fazer nada.
Ela começou a chorar.
—Eu deveria ter feito alguma coisa. Sei lá qualquer coisa.
—O garotinho ficou muito agradecido por você tê-lo salvo.
—Mas, ele morreu.
—Sabe, eu adoro comer espaguete ainda mais se estiver frio.
—Oh Meu Deus! Era você!
Ela me abraçou fortemente.
—Pensei que estivesse morto. Eu sinto muito, muito mesmo.
—Você salvou a minha vida.
Aquele sorriso cintilante.
—Fico contente que esteja bem. Não passou um único dia em que eu não pensasse em você.
—Posso dizer o mesmo.
Sofia ficou contente por nós estarmos nos dando bem e quando contei ao meu pai ela também se alegrou.
—Fico contente com isso meu filho. É ótimo saber disso.
—Eu sei. Acho que ela é mesmo incrível.
—Não me diga que se apaixonou pela humana?
—Sim. Ela é um anjo, me salvou no dia da chegada.
—A garotinha do celeiro?
—Sim. A primeira e única humana gentil que eu já conheci.
—Ela vai dar uma festa pra nós. Em nossa honra.
—Viu? Isso é a humanidade meu filho, a capacidade de amar e de se importar.
—Eu adoro esse planeta, afinal se tivéssemos ficado em Átria eu jamais a teria conhecido.
—Fico feliz por você irmãozão.
—O povo dela não vai ficar muito feliz com isso.
—Eu não ligo.
—Tenha cuidado meu filho. Cuidado com o que vai fazer, eles podem ser cruéis e você sabe. Quase te perdi uma vez e meus corações não suportariam tanta tristeza.
Eu a abracei.
—Te amo mãe.
—Eu também te amo meu filho. Mais que tudo.

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