Amores Distantes
37 Viagem
Notas iniciais
Chegamos na casa do Santiago. Entramos e fomos até a sala de jantar, onde todos merendavam.
– Bom dia família! – disse Jonas sorridente. Ele e eu estávamos de mãos dadas.
– Bom dia! – disseram Nicolas, Guilhermina e Santiago juntos.
– Cadê meu dinheiro? – questionou Ferris.
– Calma garoto. – falou Jonas – Precisamos ter uma conversa séria.
Jonas, Ferris e eu ficamos na sala de estar sentados no sofá.
– Sobre o que querem conversar? – perguntou Ferris.
– Primeiro: pega aqui o seu dinheiro. – disse Jonas pondo a mão no bolso e em seguida lhe dando vinte e cinco pesos. Ferris pôs o dinheiro contra a luz para checar se realmente era verdadeiro. Balançou a cabeça positivamente quando viu que era – Segundo: sua mãe vai voltar para os Estados Unidos. Eu e Nicolas vamos com ela. E você vai ficar aqui.
– Mas querido – falei fazendo um cafuné do meu filho que estava sentado de costas para mim e de frente para o Jonas – se você não aceitar a ideia tudo bem...
– Eu quero ficar aqui! – disse me interrompendo – Eu não quero de jeito nenhum ter que olhar para cara do meu pai... Quer dizer, o Erick. O milionário egocêntrico mentiroso.
– Você pode até não ser meu filho, mas está me orgulhando dizendo essas palavras mais que verdadeiras! – falou Jonas.
Ele baixou um pouco a cabeça.
– Pode ir mãe! – falou – E, por favor, leve o Nicolas porque eu quase não durmo ontem à noite.
– Que foi que eu fiz? – perguntou Nicolas. Nem percebi que ele estava perto de nós.
– Você ficou a noite inteira falando o nome da minha irmã! – exaltou Ferris – Seu universitário!
– Por que sempre se refere a mim como se universitário fosse sinônimo de gaiato ou safado? – indagou Nicolas.
– Porque todos sabem como é a vida de um universitário: é só sexo, drogas e Rock’n Roll! E ainda quer pegar a minha OUTRA irmã, vai entender! – Ferris ressaltou a palavra “outra”.
Nicolas, Jonas e eu rimos.
– Partiremos amanhã de madrugada. – informei.
Chegando nos Estados Unidos...
Acabamos de desembarcar. Já era seis da noite. Eu estava usando um vestido verde claro marcado logo a baixo do busto. Ele era bem soltinho e confortável. O problema é que era de alças finas e ele deixava um decote não muito profundo. Não era nem um pouco vulgar. Mas se você ama alguém safado como o Jonas tem que aturar ele ficar olhando para o decote de cinco e cinco segundos.
– Dá para parar de olhar pros meus seios? – impliquei dando lhe um tapa no ombro. Eu não estava me sentindo nada bem, meus hormônios estavam a mil.
– Calma Liz! Você tá nervosa! – diz Jonas.
– Cadê o Nicolas? – perguntei.
– Foi chamar um táxi.
Nicolas apareceu.
– Já consegui um táxi. Mas para onde vamos primeiro? – disse ele.
– Vamos para minha casa. Preciso ver minha filha. – falei angustiada.
Entramos no táxi. Nicolas sentou ao lado do motorista, que era um homem extremamente mal-educado, enquanto Jonas e eu sentamos na parte de trás. Fiquei com a cabeça apoiada no ombro do Jonas. Sentia algumas... Contrações leves, mas aos poucos ia aumentando.
– Liz você está se sentindo bem? – perguntou preocupado.
– Não. – respondi calmamente – Estou com dor no lombar das minhas costas.
Chegamos aonde queríamos: minha casa. Só que uma coisa chamou a minha atenção. Tinha um carro preto luxuoso em frente a minha casa. De quem seria aquele carro?
Senti uma dor muito forte. Gritei. Minha respiração começou a ficar ofegante, muito ofegante.
– LIZ O QUE FOI? – perguntou Jonas preocupado e assustado.
– Eu estou em trabalho de parto.
Fale com o autor