Amores Distantes

12 Uma vida complicada


Notas iniciais
Espero que gostem desse gostem desse capítulo! De novo tem falas em língua em língua estrangeira, mas como são em inglês ficaram por minha conta (mentira é do google tradutor kkkk) mas algumas são minhas!

Três meses se passaram. As crianças estavam normais com Erick. Estávamos almoçando.

- Isso está incrível! – declarei colocando outra garfada de macarronada na boca. Margaret fez meu prato favorito: Filé à parmegiana com macarronada. Erick e meus filhos estranharam a situação. Eu nunca fui de comer muito. Minha fome era imensa. – Margaret você cozinha muito bem!

- Obrigado. – ela também achou estranho eu estar tão faminta. Ela retirava os pratos das crianças.

- Teremos sobremesa?

- Pavê de chocolate.

- Delícia.

- Estou dirigindo uma peça que eu mesma escrevi. Ela se chama: Uma vida complicada! – declarou Amanda – Espero que toda a minha família possa ir assistir.

- É claro que eu vou querida! – falei. Coloquei mais carne no meu prato, aquilo estava muito bom.

- Também vou! – falou Natasha apertando a mão da irmã.

- Eu sei que você precisa da minha presença para se sentir melhor então eu vou! – disse Ferris se achando.

- E você pai? – perguntou Amanda. Todos nós olhamos para Erick. Ele odiava o fato de Amanda ter abandonado a escola normal para estudar artes.

- Não sei se vou ter tempo para ir! – respondeu.

- É claro! – começou Amanda desfazendo o sorriso em seu rosto – Você nunca tem tempo pra mim! Se fosse pra ver algo na escola da Natasha você irei sem pensar em mais nada!

- Não fale comigo nesse tom! – ele bateu na mesa — Eu trabalho, não fico escrevendo peças bobas que eu sei que ninguém quer ver. – Amanda ficou de pé segurando o choro.

- Minha peça fala sobre uma mulher que tem uma doença fatal e não tem amigos. Eu deveria escrever uma história sobre um pai que nunca dá atenção a filha, pois a irmã gêmea dela é perfeita e faz tudo perfeito. – ela correu. Natasha ia segui-la, mas Erick não deixou. Terminamos o almoço. Era domingo. O clima era agradável. Olhei para piscina. Amanda estava tomando banho, usando o biquíni vermelho que lhe dei de natal. Fique sentada na borda observando ela nadar.

- Eu não vou me desculpar com o papai! – disse ela sentando ao meu lado.

- Você que sabe. – Amanda fazia de tudo para ter a atenção do pai. Mas Natasha era a menina dos olhos dele.

- Eu queria só uma vez escutar da boca dele: Eu me orgulho de você! Mas acho que isso é pedir de mais.

- Seu pai te ama! – falei. Isso não era mentira.

- Mamãe eu preciso lhe contar uma coisa.

- Diga.

- Eu sei que essa história de você ter sido sequestrada é uma mentira!

Agora eu fiquei preocupada.

- Você fugiu! Por quê? – perguntou.

- Eu queria reencontrar uma pessoa.

- Quem? – eu vi a curiosidade em seus olhos azuis.

- Um ex-namorado.

- E encontrou?

- Não! – ela olhou para mim com um olhar de “não minta para mim” – Tá bom, eu encontrei! Mas não conte isso a seu pai.

- Eu não conto, prometo! E como foi?

- Ele é... Uma pessoa incrível!

- Você ainda gosta dele?

- Sim! Mas não conte a seu pai!

- Não conto! – ela colocou uma das mãos no meu ombro — Eu teria aguentado todas as partes do meu corpo engessadas só para te ver feliz.

Abracei a. Fiquei um pouco molhada, mas isso não importa. Os dias foram passando. Comi muitos hambúrgueres, pizzas, bolos, comida italiana e brasileira. Ninguém entendia o porquê deu estar comendo mais que o normal. De vez em quando eu sentia enjoos estranhos.

O dia da apresentação da peça de Amanda chegou. Todos foram menos Erick. Até Margaret foi.

- Doctor, this can not be true! (Doutor, isso não pode ser verdade!) – disse uma personagem. Era a amiga da Amanda, Carly Greenhouse. Ela interpretava Katerine McCartney, uma advogada solitária e malvada que acaba de descobrir que possui uma doença terminal.

- Sorry Miss. McCartney, you only have one more year of life! (Sinto muito Srta. McCartney, você só tem mais um ano de vida!) – falou outro personagem. Era um dos amigos de Amanda e ex-namorado de Natasha, Hunter Lesnick. Ele interpretava o médico Henry Lanford.

Eu, Margaret, Natasha e Ferris estávamos sentados junto com o resto da plateia. Eu estava comendo pipoca e cachorro-quente com refrigerante.

A história realmente era incrível. Katerine se apaixona por Henry e aprende a ser uma pessoa melhor. No final, eles ficam junto até a morte dela. Escondida atrás da cortina vermelha, eu vi Amanda com uma cara não muito boa, usando um vestido violeta tomara-que-caia com saia rodada. Ela estava triste porque o pai não foi. A peça terminou e todos aplaudiram o elenco e a equipe. Vi Ferris enxugando suas lágrimas e engolindo o choro, porque ele não queria que ninguém o visse chorando de emoção.

- Hi Miss Gomes! (Oi Sra. Gomes!) – falou Carly. Seu cabelo era curto e todo repicado, sua pele era muito branca. Ela era alta e magra.

- Hello! (Olá!) – respondi.

- Hey guys? (E aí galera?) – chegou Hunter. Sua pele era negra e seu cabelo era castanho escuro, cacheado e curto. Ele abraçou a todos nós.

- Congratulations dear! (Parabéns querida!) – parabenizei Amanda que estava chegando com um rosto sério e um andar elegante. Abracei a.

- You deserve the Oscar for best director and best screenplay! (Você merece o Oscar de melhor direção e melhor roteiro!) – falou Margaret.

- Thank you all! You thought it was really good? (Obrigado a todos! Vocês acharam que realmente ficou bom?) – perguntou Amanda.

- Everything was perfect, I ... (Estava tudo perfeito, eu...) – Não consegui continuar, senti uma sensação estranha na minha barriga. Esse mal estar subiu pela minha garganta. Corri para o banheiro mais próximo. Fiquei de joelhos em frente a um vaso sanitário e comecei a vomitar. Depois que o vômito parou comecei a tossir.

- Liz? – ouvi a voz de Margaret.

- Aqui. – falei com a voz fraca. Ela veio até mim.

- Estou muito preocupada com você.

Dei de ombros.

- Quero que você faça uma coisa! – disse ela.

- O que? — perguntei. Ela tirou uma caixinha retangular de dentro de sua bolsa e me entregou. Era um teste de gravidez. Olhei para ela com uma cara sem expressão. Entrei no box do banheiro e fiz o teste. Fiquei uns cinco minutos encarando o resultado. Saí do box.

- E então? — Perguntou Margaret preocupada.

- Positivo. – respondi. Um sorriso se abriu no meu rosto e no dela também. Nos abraçamos, mas ela se afastou e voltou a olhar para mim de um jeito preocupado.

- Liz, –começou ela devagar – esse filho é do Erick... Ou do Jonas?

Eu olhei perplexa para ela e respondi:

- Eu não sei.

Notas finais
Quem será o pai? Gostaram do capítulo? Comentem. Não gostaram? comentem tbm!