Amores Distantes
25 Eu sou uma mentirosa
Notas iniciais
Boa leitura!
Meu coração estava muito apertado. Em apenas dois dias eu perdi minha filha, o amor da minha vida e três amigos meus: Nicolas, Margaret e Ruth. O que seria de mim agora? Já posso desistir do meu sonho de levar meus filhos para Argentina e morar lá com o Jonas! Como será que Santiago estaria? E a Guilhermina? Eu sinto tanto a falta dela. O meu Jonas morreu! O amor da minha vida! A pessoa que sempre amei e sempre amarei! Ele!
Um mês depois...
Meus pais e os pais do Erick já tinham deixado a casa. Agora só morava eu, Erick, Ferris e Amanda. Erick agora usava um dente falso. A casa estava tão vazia! Fui até o quarto de Margaret. Era um quartinho pequeno. Ela dormia lá só nos sábados. Entrei no quarto. As paredes eram brancas e os móveis também. Só tinha uma cama de solteiro e um guarda-roupa. Abri o guarda-roupa. Vazio. Abri uma gaveta. Tinha uma grande caixa vermelha com um laço branco. Preso ao laço tinha um papelzinho com meu nome. Sentei na cama e destampei a caixa. Havia várias roupinhas de bebê, tanto para meninos quanto para meninas. Eram casaquinhos, vestidinhos, luvinhas, macacãozinho e fraldas. Uma lágrima pingou em um vestido vermelho com babados na saia. Margaret e Ruth eram minhas melhores amigas e eu as perdi. Comecei a escutar musica. Era música clássica. Saí do quarto. Chegando à sala, observei Amanda no piano, tocando cisne negro de uma forma lenta e triste. Fui até ela e sentei ao seu lado.
- Que caixa é essa? – perguntou sem parar a música.
- É um presente que Margaret ia me dar! – respondi.
Ficamos sem falar. E a música não parava.
- Eu tive um pesadelo ontem. – falou Amanda. Coloquei uma mão no seu ombro.
- Conte. – falei.
- Eu estava usando meu pijama roxo com desenhos de cupcakes. Descia as escadas lentamente. Avistei a Natasha. Ela estava no meio da sala, erguendo os braços para que eu a abraçasse. Corri em sua direção. Abracei a fortemente. Apertei meus olhos e assim lágrimas começaram a cair. Abri meus olhos e vi que eu não estava abraçando a Natasha. Estava abraçando... – ela respirou fundo – o Nicolas. Ao nosso lado a Natasha estava no chão, morta. “Não foi eu” dizia ele “Acredite em mim”. Saí correndo de lá. Ele me seguiu. Conseguiu me alcançar. Aí eu acordei. – fez uma breve pausa – Eu... Eu... Tenho um sentimento muito forte pelo Nicolas mãe! Desde que eu o vi pela primeira vez senti algo diferente. Algo forte e intenso. Pode-se dizer que foi amor à primeira vista, mas ele se interessou pela Natasha.
- Mas ele gostava muito de você!
- A gora não faz mais diferença! Ele matou minha irmã, não foi mãe?
Respirei fundo e respondi:
- Não foi o Nicolas!
- E quem foi então?
- Eu não posso falar...
- O seu problema é esse mãe! – ela se levantou e fez cara de choro – Você vive mentindo e desmentindo as coisas! Pelo menos uma vez eu queria que a senhora fosse honesta comigo! – ela me entregou uma sacola de plástico – Pega! O papai pediu para eu alugar esse filme para você! Ele disse que esse filme é a sua cara e que você merecia assistir! Só não entendo porque esse filme! – ela saiu.
A Amanda tem razão! Eu sou uma mentirosa!
Percebi que ela deixou o caderno em cima piano. Reconheci aquele caderno. Era o diário da Natasha. Amanda estava lendo o diário da irmã. O que será que tinha lá?
Vi o filme que o Erick fez a Amanda alugar para mim: Ghost- Do Outro Lado da Vida.
Notas finais
Eu acho que eu nunca vi uma personagem para sofrer tanto quanto a Liz!
Ownn, amor a primeira vista!
Gente comentem por favor!
Junior Lanford, pega leve na esculhambação!
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