Amores Distantes
23 Desespero Parte2
Notas iniciais
vcs vão me esculhambar mais ainda por causa desse!
- NATASHA! – gritei. Ela estava deitada sobre o Nicolas, que estava no chão. Erick atirou na minha filha. Na nossa filha!
Fui para perto dela. Nicolas estava chorando. Natasha estava quase imóvel, ela mexeu os lábios olhando para o Nicolas. Depois fechou os olhos. Olhei para sua camisola rosa bebê. Estava ensanguentada entre os seios. Comecei a chorar como nunca chorei na minha vida. Aquilo era pior que uma dor de parto, pior do que uma decepção, pior do que qualquer no mundo inteiro. Meu coração ficou apertado.
- Minha filha. – disse Erick com a voz baixa. Ele ficou de joelhos baixando a arma. Ele começou a chorar.
- SEU LOUCO! – gritou Nicolas ainda com a voz chorosa – Como você pode fazer isso com a sua própria filha?
- Não foi culpa minha! – começou Erick ainda chorando – Eu queria que você estivesse assim, seu delinquente! A culpa é sua!
- Você é muito sínico! – falei. Erick olhou para mim com os olhos banhados em lágrimas e fúria. Suas pupilas estavam dilatadas. Ele pegou a sua arma e jogou a no Nicolas. Esse estava se preparando para atirar no assassino. – Nicolas, não faça isso! – aconselhei. Ele seria acusado de ter matado a Natasha, a Margaret e a Ruth também. Os dois ficaram de pé. Nicolas estava para puxar o gatilho. Sua mão estava tremendo, seus olhos ainda chorosos. – Não atire!
- O que está havendo aqui? – perguntou uma voz infantil vinda da escuridão. Uma criança se aproximou. Era Ferris. Ele olhou para Margaret, depois para Ruth e depois Natasha. – NATASHA! – gritou correndo em direção ao corpo da irmã já falecida. – AMANDA! AMANDA! VENHA AQUI! – chamou. Ele chorava e soluçava. Abraçou-me. Eu estava na mesma condição que ele.
Escutei passos pesados de uma pessoa descendo a escada. Era a Amanda. Ela estava de pijama roxo com desenhos de cupcakes. Quando olhou para Margaret, Ruth e Natasha, ficou perplexa. Ela procurava palavras para dizer, mas não encontrava. Lágrimas escorreram de seus olhos azuis.
- MINHA IRMÃ! – gritou pondo as mãos na cabeça – Quem fez isso? – ela viu que o Nicolas estava com uma arma na mão apontando para o Erick. Ela balançou a cabeça negativamente, como se não quisesse acreditar que foi o “Nicolas que matou” a irmã dela.
- Amanda, não é isso que você está pensando. – começou Nicolas soltando o revólver, deixando o cair no chão – Não fui eu que...
- ASSASSINO! – gritou Amanda correndo em direção a ele. Ela começou a bater nele, só que ele segurava os seus pulsos.
- Não fui eu! – gritou ele – Foi o seu pai!
- Ele não mataria a própria irmã e a própria filha!
Erick ficou do meu lado!
- Não diga que fui eu! – sussurrou no meu ouvido – Ou o próximo tiro será na sua barriga!
- Liz! – chamou Nicolas – Diga que foi o Erick! – pediu.
Amanda olhou para mim. Seu rosto estava vermelho, seu cabelo estava um pouco assanhado.
- Não foi o seu pai Amanda! – falei devagar.
- Quem foi então? – perguntou ela. Eu não respondi. Ela voltou a tentar bater no Nicolas. – Eu te odeio! – gritou.
- Acredite em mim! – pediu ele – Por favor!
Ela o empurrou. Ele puxou um braço do Jonas e apoio o nas suas costas. Começou a arrastar o pai para fora de casa. Amanda veio até nós.
Horas depois...
Estávamos todos no cemitério. Meus pais, os pais de Erick, a família de Margaret, enfim muitas pessoas. Natasha estava dentro de um caixão branco. Antes de fecharam o caixão eu vi como ela estava. Usando um vestido branco todo bordado. Seus cachos loiros formavam espirais perfeitas. Voltando ao enterro. Erick era o que mais chorava, mas era só por causa da Natasha. Clarisse, Augusto e César focavam em Ruth. Vi uma garotinha de cinco anos com cachos loiros e olhos azuis chorando, gritando e esperneando perto da Clarisse.
- Eu quero a mamãe! – disse a menininha com voz chorosa. Aquela era Alice, filha única da Ruth – MAMÃE! Volta para mim mamãe! – o pai dela apareceu. Ele a colocou nos braços. Era o ex-marido da Ruth. Fui até eles.
- Ei, Alice! – chamei. Ela olhou para mim.
- Oi Elizabeth. – disse ela, a voz triste.
- A sua mãe pediu para que eu te dissesse uma coisa. – falei. Os olhos dela e do pai dela se acenderam – Ela disse: A mamãe te ama muito. – uma lágrima escorreu do seu olho enquanto ela piscava – E eu sei que ela vai continuar te amando, aonde quer que esteja.
Alice me abraçou e depois olhou para cima. Deve ter imaginado a mãe como um anjo.
Observei a família de Margaret, descendentes de cubanos. Margaret tinha quatro filhos, uma menina e três meninos. Os pais delas estavam lá.
O clima estava frio. Rajadas de ventos batiam nos galhos das árvores com força. O céu estava completamente nublado.
Amanda estava com o rosto sério e frio. Ela usava um vestido todo preto. Ela e Natasha eram muito amigas. Erick sempre deu mais atenção a Natasha. Depois que o Ferris nasceu, ele também deu bastante a seu primeiro filho homem, mas sem tirar seus olhos da Natasha. A família do Erick era estranha. Pelo fato do César ser mudo e a Ruth ser divorciada e rebelde, Clarisse e Augusto consideravam Erick o filho perfeito: rico, bem sucedido, bonito e pai de família. Ou seja, na cabeça do Erick, a Natasha era a filha perfeita. Mas, que tipo de pai família mata a própria filha?
O que aconteceu com o Jonas? Ele estaria bem? E o Nicolas? A Amanda chamou a polícia para ir atrás do Nicolas por assassinato. Sinto-me mal por não ter contado a verdade, mas eu não tive outra escolha.
- Em casa conversamos! – sussurrou no meu ouvido uma voz masculina fraca. Virei-me. Era o Erick. Dava para sentir a ira que estava em seus olhos.
Notas finais
tadinho do Nicolas! e da Alice! enfim de todo mundo!
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