Amores Distantes
5 Argentina
Notas iniciais
O clima em Buenos Aires é mais frio que o de Los Angeles. Eu usava roupas quentes.
- Desculpe senhora. Não conheço nenhum Jonas Maciel.- disse o dono do restaurante.
- Ah... Mesmo assim obrigado.- falei. Saí daquele lugar.
Já era o oitavo restaurante que eu visitei e sem sinal de Jonas! Já estava a dois dias na capital da Argentina. Como meus filhos estavam? Será que eu agi como uma mãe desnaturada? Penso que sim. Será que Erick mandou alguém atrás de mim? Margaret tinha mantido segredo? Devo continuar minha busca? Ou seria melhor eu voltar e aprender a amar Erick? Ele já falou que me ama várias vezes, mas eu não o desejo. Será que Jonas tinha constituído uma família? A "esposa" dele seria mais bonita do que eu? Será que ele ainda me quer.
Entrei no meu apartamento. As paredes eram amareladas. Fui para cama. Peguei uma foto que estava dentro da minha bolsa. Na imagem estavam os meus filhos. Amanda do lado direito, Natasha do esquerdo e Ferris no meio. Os três sorrindo. Uma lágrima escorreu do meu olho. Abracei a foto, fechei os olhos e dormi.
Acordei às seis da manhã. Pelo fato de Erick roncar muito, me acostumei a acordar cedo. Fui tomar banho e escovar os dentes. Continuei minha jornada. Visitei mais três restaurantes. Nada de Jonas. Voltei ao apartamento e organizei minhas malas. Desisti.
Já era três horas da tarde. Estava a caminho do aeroporto. Fui andando. Faltava duas quadras para eu chegar lá. Avistei vindo em minha direção cinco jovens.
- ¿Qué hay en las bolsas? (O que tem nas bolsas?)- falou um. Eu ignorei e continuei andando, porém, outro ficou na minha frente, impedindo minha passagem.
- ¿Por qué tanta prisa? (Por que tanta pressa?) ¿Por qué no hablamos un poco? (Por que não conversamos um pouco?) Estoy loco para conocerte. (Estou para te conhecer.)
- ¡Me dejen en paz! (Me deixem em paz!) ordenei.
Eles me cercaram. Tentei gritar, mas um deles me agarrou e tapou minha boca. Não tinha mais ninguém por perto e eu estava desesperada. Mordi a mão do infeliz. Ele gritou e puxou meu cabelo.
- Ey! Dejen-na en paz! (Ei! Deixem-na em paz!)- uma voz masculina surgiu. Era um pouco semelhante para mim. Apareceu um rapaz que aparentava ter 17 anos. Seus cabelos eram negros como carvão e seus olhos eram castanhos.
Um dos bandidos foi até ele e tentou lhe socar na cara. Mas ele desviou e fez alguma coisa com o braço do bandido que acabou girando no ar e caindo no chão. Outros dois foram. O "ninja misterioso" chutou o rosto de um. Depois, socou a barriga do outro e o jogou no chão. Mais um foi. Sofreu do mesmo jeito. Só resto o que estava me segurando. Ele correu de medo.
- ¿Estás bien? (Você está bem?)- perguntou meu salvador. Olhei para ele cuidadosamente e fiquei perplexa.- Chica? (Moça?)
- Jonas?
- Hã?
- JONAS! JONAS!- dei um abraço apertado nele e ele pareceu não entender- Soy yo! Elizabeth! ¿No te acuerdas? (Sou eu! Elizabeth! Não lembra?)
- Ay... Debes estar hablando de mi papá. (Ah... Deve estar falando de meu pai.)
- Tu papá? (Seu pai?)
- Soy Pedro Nicolas, hijo de Jonas Maciel. (Sou Pedro Nicolas, filho de Jonas Maciel.)
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