Amores Diferentes.
5 2x05 - Por Quem Eu Me Apaixonei.

Ponto de vista: Katherine Evans.
O estacionamento estava cheio de um jeito que nunca vi antes, na saída daquele segundo aula do último semestre, Edward estava com a mão entrelaçada com a minha, enquanto íamos em direção ao meu carro. O mesmo não parava de falar sobre o quão bom o Nick se saiu no teste, e no quanto ele mereceu a vaga no time que conseguiu. Como eu disse, parecia um pai orgulhoso.
Deixei ele ter esse momento, porque sabia que no fundo ele não estava bem, com toda essa história do pai dele. Era um saco, estar sempre sobre essa pressão, em parecer errado decidir seu próprio destino, e era frustrante eu saber que não podia fazer mais nada, além de consolá-lo sobre isso.
De repente, paramos em frente ao meu Audi, e ficamos nos olhando em silêncio, eu sabia porque ele me encarava com aquela expressão de dúvida. Como eu o conhecia bem, Edward também me conhecia, ele sabia que minha mente estava trabalhando. E ele queria ouvir, antes que descobrir de uma maneira que não fosse adequada.
—Xavier me aconselhou a entrar para a torcida. — revelei algo que fazia eu me sentir desconfortável desde que ouvi. Edward fez uma cara de surpresa, e esperou que eu continuasse antes de dar uma opinião, porque estava obvio que tinha mais. Sempre tinha mais. — E eu não sei porque, mas, quando ouvi isso dele, a ideia me apareceu absurda em níveis extremos. — revelo mordendo os lábios.
—E por que a ideia soa tão absurda? — ele queria detalhes.
—Porque, não sou mais a garota que era a líder de torcida...Isso costumava significar algo para mim, algo importante...Mas, agora, nem sei se eu ainda consigo fazer isso, se ainda consigo torcer. — tento explicar.
—Quer ouvir algo legal? Quando você faz algo que ama, nunca desaprende...E torcer era o que você amava fazer...Não é sobre quem você era...É sobre algo que esteve presente quando você era uma pessoa da qual não gosta agora...Tudo que precisa fazer, é saber que pode fazer isso, sendo uma garota egoísta e fútil, ou sendo você mesma. — Ele realmente havia amadurecido.
—Então, se eu aceitar isso, você não entenderá como um sinal? — questiono me lembrando das palavras de Maggie na conversa de ontem.
—Sinal de quê? — tenta me entender.
—De que eu estou voltando a ser, a garota a qual você não conhece...A garota do passado. — Edward suspira quando se recorda da nossa briga mais recente e para minha surpresa, o mesmo toca meu rosto com com sua mão direita, e acaricia minha pele.
—Quando eu me afastei de você ontem, por me sentir inseguro, eu notei uma coisa. — o Richards comenta sério, e eu o olho, esperando que ele prossiga. — Notei que não importa se você for a garota do passado, ou a que eu conheci esse ano, eu amo todos os seus lados, e vou continuar amando quem quer que você seja amanhã. — aquela declaração me fez sorrir abertamente.
—E é por isso, que eu cedi aos apelos de um popular babaca. — declaro divertida, e ele ri.
—Sério? Achei que fosse pelo meu corpo incrivelmente sexy. — Edward debocha e é minha vez de rir.
—Bem, voltando ao assunto, não é certo que eu aceite voltar para torcida...Não sei bem se Hillary irá lidar com isso de uma forma agradável. — falo fazendo uma careta.
—É! Tenho que concordar, que você e ela treinando vai ser um inferno. — ele comenta calmo.
—Então, você também não sabe? — indaguei sem acreditar. Achei que Harry já havia lhe contado, afinal, ele era amigo da Hillary.
—Sei o quê? — ele não entendeu.
—A Hillary saiu da torcida, literalmente abandonou o posto de capitã. — revelei, pois tinha conhecimento de que logo mais todos saberiam.
Edward fez uma expressão estranha; Algo como surpresa, misturada com preocupação.
—A popularidade é tudo pelo qual a Hill preza, é tudo que ela tem, e ela também faz de tudo para mantê-la....E esse título de capitã, era o que deixava ela no topo...Você não sabe o que ela fez para consegui-lo...Por que ela abriria mão? — ele parecia estranhamente afetado, e aquilo me incomodou.
—Por que de repente, você apresentou uma preocupação enorme com algo relacionado a Hillary? — não queria soar ciumenta, mas, sei que soei.
—Porque, independente de tudo, eu ainda me importo com ela...E algo está acontecendo, e eu sei que a Hillary não tem o apoio de ninguém, sua mãe é mais fria que um cubo de gelo e ela não tem ninguém mais além dela aqui...E tudo bem, nós, Hillary, Harry, Jane e eu nunca tivemos uma amizade saudável é verdade...Mas, em meio as nossas famílias conturbadas, de maneiras erradas, buscávamos conforto um nos outros. — seu protesto me pegou desprevenida.
—Uou...Você nunca deu essa importância a eles antes. — comento cruzando os braços e Edward faz uma careta.
—É sério que você vai ter ciume da Hill? — indagou, e eu suspirei.
—Não! Não vou ter ciume dela. — se ele foi compreensivo dado o convite de Xavier, eu também seria compreensiva em relação a isso. — O fato de você se preocupar com ela, depois de tudo que ela fez a nós...O fato de se preocupar com ela, mesmo ela sendo que ela é...Foi por essa pessoa que eu me apaixonei...Aquela que dá o benefício da dúvida a qualquer um...Então, se no fundo, você quiser procurar-la e dizer que estará lá para ela, seja o que for o que aconteceu, eu só posso dizer, que vou te apoiar nisso. — minhas palavras o surpreenderam.
—E é por isso que eu me apaixonei por a nerd anti-social. — é sua vez de brincar.
— Sério? Achei que fosse pelo meu maravilhoso senso de humor. — retruco e ele sorri.
—É! Por isso também! — concorda, antes de me beijar.
[...]
Uma semana depois
A medida que Maggie e eu caminhávamos juntas pelo corredor abarrotado de gente, eu me segurava para não perguntar, o que eu queria logo de cara. Eu tinha que ser sútil, pois Magnólia Storm me conhecia o suficiente para saber quando eu estou realmente interessada em algo, ou quando só pergunto por querer tirar um beneficio disso.
—Então... — inicio, notando que eu não conseguiria enrolar, Maggie me encara, assim que para de frente para seu armário, esperando que eu diga o que quero. — Como vai seu trabalho comunitário? — questiono me esforçando ao máximo para soar animada.
—Okay, é estranho você querer saber sobre isso, mas, vou ignorar esse fato...Tudo vai bem lá, tenho adorado o trabalho. — me informa ainda que desconfiada.
—Eu podia...Te visitar um dia desses, e conhecer mais do seu trabalho. — digo como quem não quer nada, mas, é obvio que ela sabe que eu quero algo específico.
—Por que você faria isso? Se para vocês essas coisas são completamente chatas? — indagou como a boa questionadora que é. Suspirei.
—Eu me importo com você, me importo com o que faz, e estou tentando essa coisa de ser uma amiga melhor. —talvez por um lado isso não seja mentira, afinal me esforço diariamente para ser uma amiga suportável.
—Okay, seja por qualquer coisa absurda que te leve a sugerir isso, quero dizer que posso te entender, é só me contar. — Maggie me barra e me comunica isso, suspiro.
—Eu não tenho interesses ocultos dessa vez e pode acreditar eu sei que posso contar com você, para qualquer coisa. — tento esclarecer para ela. A Storm não precisa saber pelo que estou passando agora, preciso resolver esses conflitos sozinha.
—Certo, só, por favor sempre lembre disso, tudo que eu não quero é que enfrente alguma coisa sozinha por achar que não tem ninguém que apoie suas loucuras. — Loucura definia bem o que eu passava no momento.
—Pode deixar, Maggie. — após isso, forço um sorriso.
[...]
Nevava na cidade, enquanto Jasper e eu caminhamos em silêncio pelas ruas de New Town, dessa vez o clima até que me agrada e estou agasalhada o suficiente para enfrenta-lo. Sentia falta de passear com meu amigo, na verdade, sentia falta de todos os meus momentos com Jasper, com o mesmo a palavra irmão tinha algum sentido real, nos últimos tempos ele tem insistido nessa ideia de só focar na faculdade e deixar sua vida social de lado, e isso implicava em visitar New Town raramente.
— Então, como vai a vida amorosa? — indago puxando assunto, e ele ri antes de ajeitar a touca em minha cabeça com cuidado.
—Você sabe, depois do meu término com a Polly eu desconheço o sentido do conceito “vida amorosa” — debocha com uma risada falsa.
—Me ouça por favor, eu amo você, amo a Polly, e amo vocês dois juntos...Mas, não deu certo para vocês, e eu sei que é uma droga e que uma parte sua acredita que ela seja o amor da sua vida, mas, talvez ela não seja, e você está ai deixando de viver uma vida brilhante porque não consegue superá-la. — lhe comunico disso.
—Eu superei meu fim com ela, Katherine, mas, Polly quebrou meu coração de uma forma que nunca achei que alguém pudesse ser capaz de fazer, e agora eu não sei se consigo confiar no amor de novo. — me conta seu problema, e eu dou um sorriso de lado, tocando seu braço com carinho.
—Vindo de uma pessoa que entende sobre corações partidos, eu te digo, não confiar é o pior erro que pode cometer, as pessoas são experts em machucar umas as outras, Jasper, isso é verdade, mas, volta e meia você encontrará alguém que acertará mais do que errará, e você nunca vai encontrar essa pessoa se decidir manter-se em um mundo isolado só para você, Polly partiu seu coração, é uma porcaria, mas, o mundo não é feito só de Pollys, sei lá...Talvez haja uma Sabrina, uma Lia, uma Dafne, pronta para consertar seu coração. — lhe aconselho e ele me olha com certo orgulho.
—Estou feliz por você ter superado o Dean e estar tão feliz com Edward a ponto de me dar um conselho como esse. — me comunica apertando minha mão.
—É, mas, eu não superei o Dean, talvez eu nunca vá superar, só que eu entendi que amá-lo também define quem eu sou, e eu demorei muito tempo para descobrir que gosto da pessoa que sou agora, apesar de toda dor pela qual ela passou. — essa é a verdade.
—Então isso quer dizer que quando o Dean voltar para sua vida dessa vez, estará pronta para lidar com isso? — ele olha em volta quando questiona isso.
—Eu acho que sim. — suponho.
—Ótimo. — fala isso antes de me virar. Nem tenho para ficar confusa, pois antes que eu raciocine encontro uma cena a qual me surpreende. Dean e Hillary descem de um carro juntos e pelas malas, concluo que voltaram oficialmente. — Tem certeza que consegue lidar mesmo? — Jasper indaga sério.
—Sem Dean e Hillary na minha vida, não é minha vida. — digo e nós dois rimos disso.
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