Amores Diferentes.
1 2x01 - Meu Babaca.
Notas iniciais

—The Vampire Diaries.
Querida Blair, desde que você se foi, o mundo parecia um lugar sombrio. As coisas que antes me faziam sorrir, passaram a me fazer chorar, porque fazíamos tudo aquilo juntas. Perder você, foi como perder uma parte de mim, era como se mais nada fizesse sentido, sem a sua presença, seus conselhos e seus abraços confortantes. Eu me afundei na mais profunda dor, você sabe disso...Eu deixei esse sentimento me consumir por um longo período...Me afastei de pessoas que eu amava no processo e nem tentei seguir em frente. Então, aconteceu, eu consegui...Eu deixei de me entristecer pelas memórias nostálgicas, e passei a criar novas, com essas pessoas que me ensinaram tanto...Que me ensinaram a sorrir do modo mais sincero, e a ser feliz sem esforço...Eu encontrei o amor, Blair, encontrei sem nem esperar...Eu deixei ele entrar, e desde então, na maior parte do tempo, tem sido perfeito.
Estar com Edward, é de longe a melhor coisa do mundo, às vezes nem precisamos de palavras para nos conectar, é incrível, só basta um olhar, e ambos sabemos que um está ali pelo outro. Fazia muito tempo, que eu não me encontrava tão em paz comigo mesma, nem sei se alguma vez antes disso já estive...Mas, enfim, foram as melhores férias, que posso descrever.
Um mês e meio em Miami, com Edward ao meu lado. Nos divertimos, nos amamos e nos conhecemos ainda mais. Foram dias de felicidade sem limite. As coisas entraram nos eixos realmente, até Maggie e Nick se acertaram, e finalmente estão juntos, segundo o que ela me contou, eles passaram esse período livre, em uma praia, na cidade vizinha a New Town.
Dean voltou para Malibu, já que você sabe, aquele sempre será o lar dele. Mas, segundo os comandos de Larysse e Noah, ele teria que voltar para a minha cidade pacata preferida em breve. Acho que ambos adoraram o fato, de que aqui, ele não arrumara nem uma confusão. Também pudera, passou todo o tempo, focado em nós. O que me surpreende, é o fato de contrariando o que o próprio disse, que faria ao completar 18 anos, ele respeitou a decisão deles.
Meu pai arrumou uma nova namorada, acredita? Algo que eu sempre considerei que demoraria a acontecer, mas, aconteceu. Ele parecia feliz, e não tinha como eu pedir mais do que isso. Sempre quis, que ele se recuperasse do divórcio com a minha mãe, e parece que estávamos indo nesse caminho.
Jasper estava realmente focado, em sua faculdade, basicamente, em terminá-la. Nada de relacionamentos amorosos complicados, mas, eu o conhecia bem o suficiente, para identificar por meio de nossas ligações, que apesar disso, ele estava feliz de verdade. Não era fingimento.
Sinceramente, não sei porque estou fazendo isso. Qual é, acabei de chegar das minhas férias, e a primeira coisa que faço, é ir para uma praça qualquer de New Town, me sentar em um dos bancos dessa, e escrever isso para você, como se você fosse ler. Quer saber? Não me importo, de qualquer forma é bom parar de fugir de lembrar o quão incrível você era. Só quero que saiba, onde quer que esteja, que estou conseguindo, Blair. Eu estou conseguindo.
De sua melhor amiga, Katherine.
Me levanto, e gargalho para mim mesma, quando reafirmo a certeza, de que o que eu estava fazendo era completamente ridículo. Encaro o papel em minhas mãos, com um sentimento de alivio, e por fim, noto que valia a pena ser ridícula por isso.
Olho ao redor, e estranho o fato da cidade estar tão movimentada. Aquilo era New Town, deveria estar parada e atrasada como sempre. Me encolho dentro do sobre- tudo que usava, e passo a caminhar pelo asfalto, sendo banhada pela neve, que marca a estação.
Neve. Isso sim, se parecia com New Town.
Caminho pelas ruas, cheia de flocos, com a carta em mãos, e aproveito para compensar a saudade que tive daquele lugar nas férias. Admito.
Reviro os olhos, quando um grupo de patricinhas passa por mim, falando sobre um par de brincos, que lançou na joalheria do meu pai. Quanta futilidade.
—Cuidado! — ouço o grito, e antes que eu seja atropelada por um cara de bike, que aparentemente não sabe usar um freio, sou empurrada para o lado, diretamente para a calçada, e quase caio cara na geleira que se formou ali.
Ofego, e então ergo os olhos para agradecer meu salvador. O pedaço de mau caminho que me encara, tem um belo par de olhos azuis, covinhas e um sorriso presunçoso.
—Isso é sério? — questiono com escárnio, e o cara intitulado como meu namorado, ri de mim, antes de me puxar pela cintura, e colar nossos corpos. Aquecendo-me, naquele frio.
—Algumas coisas nunca mudam. — Edward perdição Richards comenta, se referindo a primeira vez que ele prestou atenção em mim, que foi quando eu quase fui atropelada por um carro.
—Algumas coisas deviam mudar. — digo arqueando uma sobrancelha, então me lembro do garoto que quase me machucou e me viro para ele, falando com todo meu amor. — Você é um otário. — ele arregala os olhos, e sai correndo dali, quando Edward ameaça ir para cima dele.
Caímos no riso, e focamos um nos olhos do outro.
—Somos um casal perfeito. — noto, e em resposta a isso, ele me beija, com profundidade, romantismo e amor. Com certeza, muito amor. Aquele que englobava nossa relação.
—Só faz uma hora que me deixou em casa, após passarmos um mês e meio juntos, é sério que teve que vir atrás de mim de novo? Não consegue mais viver sem mim, é isso? — questiono em brincadeira, quando nos separamos do beijo, mas, ainda continuamos abraçados.
—Basicamente, sim... — concorda por diversão. — Mas, “Senhorita convencida”, não vim aqui atrás de você, não sou seu stalker para adivinhar onde você está a todo instante. Estava indo até o CaféSabores, marquei de encontrar o Harry lá. — me comunica, e eu franzo as sobrancelhas.
—Aquele Harry, que é seu ex melhor amigo, e que é um idiota? — Não me orgulho em admitir, mas, há um pouco de julgamento em minha voz.
—Sim. Aquele Harry, que segurou a Hillary no dia da peça da escola, para que ela não anunciasse da aposta para todo mundo. O mesmo Harry que se arrependeu de suas atitudes ruins. — me corrige, com calma.
—O Harry que eu não confio. — pontuo.
—O Harry que você vai tentar confiar. Por mim. — Me corrige de novo, e eu faço uma careta.
—Isso é um saco, okay? Isso de você fazer parecer que tem algum poder sobre mim, só porque eu te amo. — exponho o que acho, e ele gargalha.
Era incrível, como com o tempo, eu havia aprendido a falar “eu te amo” sem dificuldades.
—E eu não tenho? — questiona divertido.
—Tem, mas, deve usa-lo com mais sutileza, assim, eu não me sinto usada por você. — falo fazendo uma careta.
—Eu “usei” você por um mês e meio, e você parece ter gostado bastante. — me lembra, e eu me solto dele, agarrando o papel em minhas mãos, e fazendo uma expressão de ofendida.
—Você é um idiota. — afirmo, segurando uma risada.
—Sou mesmo. — concorda.
—Um pervertido. — acuso.
—Está certa. — diz rindo.
—Um babaca. — complemento.
—O seu babaca. — fala convicto.
—O meu babaca. — faço uma cara de desgosto. E Edward morde os lábios.
—Sai daqui. — ele ordena, e eu arregalo os olhos. —Estou falando sério, sai daqui, antes que eu te agarre no meio da rua. Você sabe que eu fico excitado quando você diz que eu sou seu. — completa a informação.
—Não precisamos respeitar o pudor. DANE-SE O PUDOR. — grito a última parte rindo, e dessa vez sou eu que tomo partido e o beijo.
Como eu disse, tudo estava indo bem.
[...]
Depois, de com muito custo, me despedir de Edward, segui para o lugar onde deixei meu carro.
Encarei o Audi novinho, que ganhei dos meu pai e sorri para o veiculo. É, foi um belo e caro presente. Desativei o alarme e entrei dentro do automóvel, colocando o cinto e o ligando em seguida.
Foi com o capô abaixado, que dirigi pelas estradas sinuosas de New Town. Não estava nem me importando com o frio gélido que me abraçava. Aprendi a gostar daquela sensação. Aprendi a gostar da minha vida aqui. Acelerei e o carro passou como uma flash pelas imensas florestas que rodeavam a cidade.
Assim, depois de mais ou menos quinze minutos, o parei perto de uma área cheia de penhascos, e desci dele.
Não havia muita movimentação por ali, além dos animais que viviam nas redondezas. Tirei a carta que estava no meu bolso, e a encarei mais uma vez, antes de atira-la no mar revolto, abaixo de todas aquelas pedras. O papel voou com serenidade, antes de sumir na água.
Olhei para o céu, e suspirei.
—Eu precisava te deixar ir, Blair. — afirmo séria, admitindo a verdade que precisava ser falada em todos esses anos. — Você, eu e Dean só ficaremos em paz, se eu te deixar ir. — noto, e engulo as lágrimas que querem cair. — Eu sempre irei te amar. Mas, eu tenho que aceitar o fato de que você não está mais aqui. — não obtenho resposta para aquilo. Mas, quer saber? Acho que a sensação de alivio que sinto, é a resposta.
Foram mais 15 minutos, até eu chegar a residência mais escondida da cidade; Conhecida como a casa dos Evans. Adentrei a ela, e dei de cara com meu pai, sentado no sofá, checando alguns desenhos de joias. Devia estar trabalhando.
Sorri e me joguei ao seu lado, sendo abraçada por ele, imediatamente. Ele também sorria. Era bom ver meu pai feliz.
—Só se passaram algumas horas desde que chegou das férias, e você nem se deu ao trabalho de ficar em casa. — ele me repreende, em um tom estranhamente amoroso.
—Não enche. — peço rindo, e ele beija meus cabelos.
—É isso que um pai ótimo recebe. — dramatiza.
—Pai ótimo? — indago arqueando uma sobrancelha.
—Eu deixei que minha filha viajasse com o namorado dela, por quase um mês, sou um pai maravilhoso. — Bom, nisso eu tinha que concordar com ele.
—Leve em conta que você adorou o Edward. — É, ele realmente o adorou, quando foram apresentados iniciaram uma conversa que durou horas. Meu pai foi tanto com a cara dele, que dispensou a encenação do “pai ciumento” de primeira. Afinal, William Evans não era assim.
—Isso é só um ponto a mais para mim, nenhum pai gosta do namorado da filha. — destaca e nós dois rimos dessa vez.
—Sim. Will Evans é incrível. — elogio com deboche, e em um movimento surpreendente, ele me joga em seu colo, colocando uma almofada para que eu fique deitada em suas pernas.
—Não posso discordar. — diz com desdém.
—Seu ego é admirável. — afirmo, e em resposta a isso, ele começa a fazer cócegas em mim, no auge da infantilidade, me fazendo ter as gargalhadas mais sinceras, que tive em anos.
[...]
Ponto de vista : Edward Richards.
Existem algumas pessoas, que estão destinadas a mudar sua vida completamente, sem você ao menos esperar. Nunca nem suspeitei que uma garota que era aparentemente uma nerd anti-social, ia dar sentido para a minha. Ela me fez uma pessoa melhor, ela mudou o que eu sentia, o que eu era, e o que eu queria. Katherine Evans mudou literalmente tudo, e agora, viver sem ela, parecia ser uma tarefa que eu era incapaz de fazer.
Nesses meses aprendi, que todas as pessoas tem segredos, e que algumas vezes eles são mais profundos do que eu esperado. Aprendi que às vezes, a verdade está bem em nossa frente, e só temos medo de pescar as iscas, e descobri-la.
Aprendi também, que nossa felicidade é feita do perdão, da confiança, e que mesmo as pessoas mais quebradas, são capazes de seguir em frente. Sempre pensei que meu ensino médio, seria um tipico período em que eu cometeria loucuras, e erros, que seriam consertados quando eu me tornasse um adulto, e fosse para a faculdade.
Só que quando me apaixonei por Katherine, notei que para ser um bom homem no futuro, eu deveria começar sendo uma boa pessoa agora. Então o garoto que só ligava para festas, fama e popularidade amadureceu, com a ajuda de sua namorada corajosa, e dos dois melhores amigos que poderia ter.
Ele descobriu que mesmo as pessoas mais diferentes, podem criar laços que durarão por toda vida. Que a garota que vivia em busca de seu grande amor, e aceitava migalhas, poderia crescer e notar que seu amor sempre esteve ali, esperando ela estar pronta. Descobriu que o garoto, que se escondia por trás dos livros, e parecia não ter nada a oferecer, poderia ser o cara mais íntegro e amigo de todo universo. Descobriu que nem sempre as coisas são como parecem. E que você deve dar a todos, o beneficio da dúvida.
Encarei Harry, após ouvir o que ele tinha a dizer, e beberiquei um pouco do meu suco, antes de falar.
—Deixe eu ver se entendi...Você quer minha ajuda para organizar uma festa, que ocorrerá amanhã? Um dia antes de iniciarmos o último semestre do segundo ano? Isso é louco, Harry. — comunico e ele revira os olhos.
—Quando você ficou tão certinho? — ele estava tentando mudar, mas, nunca deixaria de ser o Harry.
—Não se trata de ser certinho...Se trata de lógica, se formos a uma festa sua, no outro dia, quando as aulas começarem, estaremos exaustos, e se você não se lembra, a New Town High Scholl, sempre oferece uma prova avaliativa com os conteúdos passados, no primeiro dia de aula. — eu bem que estava afim de uma festa, mas, não queria me ferrar nessa prova. Precisava acumular boas notas, para conseguir minha bolsa para faculdade de arquitetura, afinal só faltava mais um ano.
—Blá Blá Blá...Do jeito que você ficou estudioso depois que começou a namorar com a Katherine, deve ter as respostas da prova na ponta da língua...Se brincar deve até ter estudado para ela nas férias. — Harry debocha.
—Na verdade não...Eu estava em Miami, curtindo minha namorada...Coisa que você não tem, porque tivesse, não estaria tão obcecado em fazer uma festa...Alias, porque quer tanto fazer essa festa? — questiono, já que ainda não entendi o motivo.
—É uma festa...Minha...Não precisamos de motivos para encher a cara. — ele diz com desdém, e por mais absurdo que isso soe, sei que ele não está mentindo.
—Por que não pediu ajuda da Hillary? — tenho que saber.
—Ahn...Porque, agora, ela praticamente me odeia, depois de ter passado para o seu lado da força...E porque, segundo o que a Jane me disse, a Hill está no Canadá, visitando o pai dela, e só voltará na próxima semana. — me conta, e eu franzo as sobrancelhas.
—Jane voltou a ser amiga da Hill? — dessa eu não fazia ideia.
—É Jane e Hillary...As duas são melhores desde sempre...Não devia ser surpreendente...Acho que Jane, está tentando fazer a Hillary ser menos vadia. — não poupa palavras.
—Okay...Tanto faz...Vou te ajudar com essa festa. — concordo e ele abre um sorriso maior que o do gato de botas.
Bem, eu estava tentando voltar a ser amigo dele, e aquilo poderia ser um fator, para isso de fato dar certo.
[...]
Ponto de vista: Maggie Storm.
Minhas mãos subiram por suas costas, entrando dentro de sua camisa, e acariciando sua pele, que já se encontrava pegando fogo, por conta do amasso que estávamos dando no sofá da minha sala. Nick mordiscou minha orelha, quando eu o arranhei e eu soltei um gemido de satisfação.
Ele encarou meu rosto, totalmente ofegante, e eu sorri para ele, antes de colar seus lábios nos meus, e encaixar minhas pernas em sua cintura, colando nossos corpos ainda mais. Se é, que isso é possível, já que o mesmo estava em cima de mim.
Em um movimento rápido, puxei a camisa dele, por sua cabeça e em resposta a isso, o mesmo deu um jeito de se livrar de minha blusa de botões, me deixando somente de sutiã. O Adams atacou meu pescoço, o enchendo de beijos e mordidas, e eu puxei seus cabelos, com brutalidade.
—Eu vou querer saber o que está acontecendo aqui? — quando a voz de Maurício surgiu na sala de estar, Nick e eu nos separamos de forma apressada, resultando em uma queda, que o fez chegar no chão em questão de segundos.
Segurei o riso, ao ver a situação do meu namorado, e peguei sua camisa, cobrindo meus peitos, enquanto ele buscava desesperadamente por seus óculos.
—Ahn...Nós estávamos estudando, para a prova do início...Do semestre. — falo sorrindo amarelo.
—Estavam estudando biologia? Sei lá, anatomia humana? — debocha, cruzando os braços, e Nick finalmente acha seus óculos.
—Cala a boca, Maurício. — joguei a primeira almofada que vi, e desviei com maestria.
—Tanto faz, só fiquem mais espertos da próxima vez...Seria bem dramático se nossos pais, pegassem vocês...Bom...Se pegando. — após esse triste trocadilho, ele nos deixa.
Encaro Nick, que está desconcertado, já de pé, esperando que eu lhe dê sua camisa.
—Não vai me dizer que o Maurício estragou o clima. — peço afundando a cabeça na pilha de almofadas atrás de mim.
Nick beija a ponta do meu nariz e sorri.
—Completamente. — afirma, e eu bufo de frustração.
Tudo bem que havíamos transado repetidas vezes nas férias, mas, eu não deixaria de me sentir decepcionada por não fazermos isso hoje.
—Okay...Será que podemos, ao menos assistir um filme? — indago arqueando uma sobrancelha, e ele assente.
Estavam prestes a vestir minha blusa e escolher um filme, quando meu celular vibrou em cima da mesa. Era uma mensagem. Alcancei o aparelho e li o conteúdo do torpedo rapidamente. Sorrindo abertamente em seguida.
—O que foi? — Nick indagou.
—Amanhã, Harry fará uma festa, para comemorar a volta as aulas. Edward acabou de me avisar. — anunciei animada.
—E por que isso é tão incrível? Harry faz festas toda semana. — fala franzindo as sobrancelhas.
—Porque é nela, que a turma estará junta novamente; Katherine, Edward, você e eu. O quarteto fantástico. — ele riu das minhas palavras, e eu continuei sorrindo.
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