Já se passaram 4 dias e nada do Henrique ter ligado, Ana ficou triste, sabia que não podia ter confiado nele de novo, sabia que não deveria ter se animado com isso, sua amiga Duda sempre dizia "Não crie expectativas, é ela quem te magoa" e ela estava certa, não deveria jamais ter dado seu número, olha o que aconteceu, está mais uma vez triste e pela mesma pessoa do passado.


Henrique POV

Estava cabisbaixo por não conseguir reencontrar Ana de novo, já era sábado e estava arrumando as mochilas das crianças para Cinthia buscá-los. Ouviu alguém na porta e foi abrir, era Cinthia.
— Oi Cinthia
— Oi..
— As crianças já estão prontas, vou chamar elas, entra aí.
Subiu as escadas e foi pegar Lucas e Giovana que estavam pintando algum desenho
— A mãe de vocês chegou
— EBAAAAA — berrou Lucas e saiu correndo
— Lucas não corre
Já era tarde demais. Ouviu estrondos e Cinthia deu um grito, Henrique saiu correndo e viu Lucas no final das escadas inconsciente, se desesperou e ligou para a ambulância, enquanto isso, Cinthia estava desesperada.

POV Ana


Bom, eu era bailarina e era essa minha paixão, porém não era o que podia me sustentar, então quando minha amiga Nathalia (irmã do Henrique) falou que estava fazendo técnico de nutrição e comentou sobre o curso de enfermagem, me interessei. Hoje trabalho em um hospital atendendo na emergência, me chamaram para o turno da manhã e cá estou, atendendo uma criança de 7 anos, parece que caiu da escada ou algo assim, tenho certeza que não é nada grave, apenas que torceu o pé e o motivo de ter desmaiado foi uma mistura do susto com a batida na cabeça, precisava comunicar os pais que estavam na sala de espera ao lado. Abriu a porta e uma pessoa que conhecia muito bem pulou do sofá..
— Como está meu filho? — seus olhos se arregalaram — Ana?????
— Olá Cinthia — uma raiva subiu e ela fechou a cara — bom, seu filho está bem, ele só precisa ficar um pouco de repouso o susto foi grande, ele está dormindo agora.
— Meu deus, faz tanto tempo que não nos vemos, desde que eu... Ah.. Você sabe..
— Sim, desde de que você foi uma vagabunda e roubou o Henrique de mim.
— Bom, ele não estava tão apaixonado por você pelo visto.
Ana queria pular do pescoço dela e bater tanto na cara dela, porém conseguiu se conter.
— Então aquele menino é filho do Henrique?
— É sim, não é lindo? Puxou a nós dois. — disse ela tentando irritar Ana.
— Bom, para mim puxou apenas pelo Henrique e ainda bem né, ele não vai sofrer bullying, agora se tivesse puxado por você...
— O que está insinuando sua loira falsa???
— Nossa que clichê você.
Ana pegou e se virou, precisava de um café e tomar um ar, estava muito irritada e a única coisa que queria fazer era voltar lá e encher aquela vadia de porrada.
Precisava ir até o quarto do filho do Henrique, era enfermeira e sua função era ver se estava tudo bem. Mas então chegou na porta que tinha um vidro para ver o interior do quarto e viu Henrique sentado perto do filho, achou aquela cena tão linda.. Tinha uma menininha no seu colo, ela olhou para Ana e sorriu, mas não falou nada para seu pai. Ana queria entrar, mas lembrou de que ele foi um babaca de novo e não ligou para ela, então apenas desistiu e pediu para outra enfermeira entrar no quarto e ver se estava tudo bem. A enfermeira chefe liberou ela mais cedo, então foi para casa e passou o resto do dia com a Pitty no seu colo enquanto via How I Met Your Mother, porém não conseguia prestar atenção, estava apenas pensando em uma certa pessoa com lindos cabelos grandes e preto, com o sorriso mais lindo que ela ja tinha visto..

Henrique POV

Estava preocupado com Lucas, pegou Giovana no colo que estava se deliciando com seu toddynho e foi até o quarto, Lucas estava dormindo até que uma enfermeira entrou, sorriu para ele de uma forma estranha, parecia que estava tentando ser sexy e até que ela não era feia. Tinha cabelos grandes e castanhos, olhos claros e não parecia ter mais que 20 anos, estava com os primeiros botões do jaleco aberto, tinha uma bela visão de lá..
Quando ela estava prestes a sair, pegou um papel qualquer e entregou a ele dando um sorriso. Era o número dela, bom, ele não estava morto, poderia dar chance pra alguém, mesmo amando Ana, ele não sabia como encontrá-la, então até encontrar ela não teria problemas em ter um pouco de diversão. Já era adulto e não tinha compromisso com ninguém, então ninguém sairia machucado.

Henrique POV off

Porém era isso que Henrique pensava, mas o mundo dá voltas inesperadas..