— Quando eu tinha meus dezesseis anos, me lembro que estava almoçando quando alguns amigos de meus pais chegaram. Senhor e Senhora Carter com seus filhos. Phillip e Amanda. Eu era muito tímida, por isso acabei não interagindo com eles tanto. Assim que terminamos a refeição, os mais velhos nos pediram para que nós saíssemos e dessemos uma volta na propriedade já que eles queriam tratar de negócios. Eu logo me retirei e fui para debaixo de minha árvore preferida. Era uma amoreira. Gostava de me sentar naquele banco e ficar horas lendo. Dessa vez, porém, eu não tinha levado meu livro. Demorou apenas mais alguns minutos para que seu pai chegasse, digo, para que Phillip chegasse. — A menina acabou rindo de como a mãe narrava os fatos.

— Mamãe! Eu já sei que o papai se chama Phillip! — Exclamou. A mãe aceitou o comentário com bom humor e riu, logo depois pedindo para deixá-la continuar a história.

— Quando ele se aproximou que percebi como era bonito. Tinha grandes olhos azuis que deixavam qualquer um hipnotizado. Acabou sentando ao meu lado, e como tentativa de puxar assunto perguntou se eu gostava de amoras. Respondi que sim e que quando conseguia alcançá-las, as comia com grande prazer.

— Está contando à ela de novo a história de seu nome? — perguntou o pai enquanto entrava no cômodo com roupas ainda de trabalho.

— Ela adora escutar! — respondeu Margarida, com um sorriso bobo direcionado ao marido. Ele também sorriu, gostando de ver a expressão de felicidade da mulher.

— Então deixe-me terminar. — Exigiu enquanto se sentava e puxava a filha para o seu colo. — Como percebi que sua mãe gostava das frutinhas, não exitei em subir no banco e pegar algumas das amoras para ela. Colhi muitas. Dividimos as que pegamos e quando não aguentamos mais, resolvemos voltar para dentro e oferecer o resto das amoras para os outros.

— Desde de então vivíamos grudados. Nossos pais assinaram um contrato, e por causa dele, toda vez seu pai ia até minha propriedade. Ele me pediu em casamento depois de alguns anos. Não demorou muito para tivéssemos uma surpresa. — Margarida continuou.

— Teríamos uma filhinha... — Completou o pai observando com atenção as feições compenetradas da filha. — E resolvemos chamá-la de...

— De Amora! — Berrou a menina com um entusiasmo enorme. — Vocês resolveram me chamar de Amora!

Notas finais
Espero que tenham gostado! Esse é só o prólogo, por isso está tão pequeno. >COMENTEM!