Amor é...
1 ✴ Amor é...
Notas iniciais
Sério, é rapidão mesmo, porque tenho prova de inglês e ainda tô aqui. :O ÇOCORR.
Espero que gostem, desculpem qualquer erro, reviso quando chegar! Beijo e boa leitura!
Amor é...
Misaki franziu as sobrancelhas quando olhou para a pergunta escrita em letras grandes e pretas na folha de papel novamente:
AMOR É...?
Como ela poderia saber? Essa pergunta era difícil demais. Levantou os pequenos olhos e olhou para o seu tio, Zoro, que estava tirando algumas coisas de caixas, já que ele e a tia Robin tinham acabado de se mudar. Desceu da mesa com o caderno em mãos e cutucou-o na perna.
— Que foi, pirralha? — perguntou, olhando para baixo.
— Eu não sou mais pirralha, eu já tenho seis anos. — Fez um bico e fuzilou-o com o olhar. — Mas quero fazer uma pergunta.
Zoro fitou-a com desconfiança. Misaki tinha o mesmo temperamento de Nami, e incrivelmente, o jeito de Luffy. Boa coisa não poderia sair dela. Mas resolveu arriscar de qualquer forma.
— Fala.
— O que é amor?
— Por que alguém do tamanho de um anão de jardim como você, quer saber disso? — provocou-a e recebeu um chute na canela. — Ai!
— É para um dever de casa! — gritou, o que chamou a atenção de Robin, que estava voltando do quarto com uma caixa já vazia.
O Roronoa fez um gesto de desdém com as mãos, dizendo que não era “nada”. Mikasi observou como o olhar dele se suavizou ao olhar para a tia, as sobrancelhas ficando normais, a expressão normalmente assustadora se desfazendo e o pequeno sorriso que brotava no canto dos seus lábios. Ela também sorriu.
— Eu já sei! — começou falando alto demais. — Amor é o jeito que você olha para a tia Robin e sorri!
— Eu não estava sorrindo! — negou.
— Estava sim!
— Não estava não!
— Estava sim! — Deu a língua. — Até parecia que ia derreter. Não adianta mentir, eu vi! Eu vi!
— Ora, sua pirralha! — Pegou-a no colo e puxou sua bochecha.
Robin parou o que estava fazendo e olhou para os dois, rindo.
—
Já a noite, em casa, Misaki ainda procurava mais uma resposta cabível para terminar sua tarefa. Sentada a mesa para o jantar, fixou o olhar, entediada, nos dois frangos que estavam ali. Deveria perguntar para a sua mãe, ela era muito boa nesses assuntos.
No mesmo instante, Luffy atravessou a porta e sorriu assim que a viu.
— Misaki-chan, você já está aqui? Papai estava te procurando! — Luffy era um papai babão demais para o gosto da garota.
— É? Por que? — perguntou.
— Olha o que eu trouxe pra você! — Puxou um pirulito enorme do bolso e balançou na frente dela. Ela esticou a mão para pegar, feliz, mas ele tirou do seu alcance rapidamente e acrescentou: — Mas só se você não contar nada para a mamãe sobre isso e também... — Olhou para os lados para garantir que ainda estavam sozinhos. — Que o papai pegou o pedaço de frango antes da janta.
A garota não percebeu o pedaço da coxa de um dos frangos faltando, até ele dizer. Abriu a boca, espantada.
— O senhor tá me comprando? — Ele deu um sorriso amarelo. — ‘Tá bem, me dá isso!
Assim que pegou o pirulito da mão dele, um gritou deixou-a paralisada.
— Luffy! Espero que você não esteja atacando o frango antes da hora! — Os passos de Nami descendo as escadas era bem audível. — E que você não esteja comprando a Misaki com pirulitos!
Misaki ouviu o pai murmurar algo como “Vish, ferrou” e escondeu o doce debaixo das pernas. Nami apareceu na porta da cozinha, com a as duas mãos na cintura. Ela olhou para a mesa e depois para Luffy.
— Você fez de novo! — acusou e, em passos pesados, andou até ele, com uma colher de pau, que tirou sabe-se-lá-de-onde, e deu na cabeça dele. — Seu fominha!
— Eu estava com foooooome! — gemeu, dando uma de vítima.
— Você está SEMPRE com fome! Não é por isso que eu tenho que fazer dois frangos?
A pequena observou os dois brigarem, e riu quando Luffy agarrou a mão de Nami para evitar outra colherada na cabeça e puxou-a para seu colo, roubando um beijo. E foi então, que ela soube a resposta perfeita para o seu trabalho.
“Amor é quando o tio Zoro olha para a tia Robin e para de franzir as sobrancelhas daquele jeito assustador e dá um sorriso, mas se alguém disser isso, ele fala que não tava sorrindo porcaria nenhuma e manda a gente cuidar da nossa vida. Também é quando a mamãe faz dois frangos, um só pro papai, porque ele come demais e se deixar, ele come tudo e não deixa nada pra gente. Mas ela sempre perdoa ele depois de ele roubar um beijo.”
Notas finais
É isso, muito obrigada pra quem leu. Beijo e até depois!
Fui.
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