Amor sem limites
4 Virando o jogo
P.O.V. Amélia.
Sou uma anciã poderosa e fui derrotada por uma simples garota de calças.
Ela matou todos os outros como se fossem simples mortais, ela matou Marcus, Viktor e até mesmo William, mas me poupou. Queria que ela não o tivesse feito.
Estou aqui numa masmorra imunda, acorrentada usando nada mais do que trapos velhos. E os Lycans riem de mim, todos os dias eles veem aqui para caçoar de mim.
—Como se sente agora Princesa? É gostoso ficar presa dentro da masmorra apodrecendo não é?
Ela apareceu.
—Já basta! Saiam! Estão proibidos de entrar aqui! Deixem a garota em paz. Ela vai pagar pelo que fez, mas eu preciso dela viva por enquanto. Não há honra em perturbar uma prisioneira.
Eles saíram. A obedeceram.
—Como você faz isso?
—Sou mais poderosa do que você imagina lindinha. Trouxe comida.
Ela abriu a porta da cela e deu o homem pra mim.
—Ele é todo seu.
Eu me alimentei daquele homem e ela nem se importou.
—Você disse que precisa de mim viva, mas porque?
—Não se preocupe, você vai morrer quando a hora chegar. E vai para o outro lado junto com todos os outros anciãos.
Ela recolheu o corpo do homem.
—O que acontece com os corpos?
—Até mesmo os meliantes merecem um enterro digno.
—Vai enterrá-lo?
—Não, vou queimá-lo. Ele era um viking, merece rituais funerários de acordo com sua crença.
—Você conhece Vikings?
—Eu sou casada com um.
Apurei meus ouvidos e eu pude ouvir a cerimônia funerária e o crepitar das chamas.
Ela voltou para me atazanar.
—Não vim te atazanar. Eu não sou assim. Só pensei que iria querer conversar.
—Porque me trata tão... bem? Sou sua prisioneira não sou?
—É sim. Mas, até mesmo inimigos podem se respeitar.
Ela entrou na cela com uma garrafa e dois copos.
—O que é isso?
—Uísque. Bourbon da melhor qualidade.
Ela abriu a garrafa e serviu nos copos.
—Bebe ai.
Ela bebeu primeiro.
—Uau! Esse trem é forte.
Eu bebi e realmente era uma bebida forte.
—Você come?
—Se eu como?
—Come comida normal.
—Não. Apenas sangue.
—Bom saber. Eu posso sobreviver com os dois. Vai mais um copo?
—Claro. Mas, eu nem sei o seu nome.
—Renesmee Carlie Cullen Mikaelson.
—Mikaelson? Como os primeiros?
—Isso. Sou casada com Elijah.
—Eu não sabia.
—Nem ele sabe. Eu ainda não nasci.
—Como assim?
—Eu vim do futuro, alterei a linha do continuo espaço tempo quando salvei Sonja e seu filho da morte. Quando assassinei Viktor e todos os outros impedindo que a guerra começasse.
—Guerra?
—Sim. A morte de Sonja iniciaria uma guerra sangrenta que perduraria durante séculos sendo travada nas sombras da humanidade. E eu não queria os meus filhos no meio disso, por isso eu vim para impedir Viktor de iniciar a guerra do sangue, para impedi-lo de assassinar sua própria filha e de trair sua linhagem.
—E o que eu tenho a ver com isso?
—Você é uma peça importante Amélia. Eu quero de você o mesmo que o meu cunhado quer de mim. Mas, me fale de você.
—Eu me transformei em 01 de janeiro de 1340, em Roma na Itália. Sou filha de um Lorde chamado Lorenzo Macaro e de Lady Geovana Macaro. Eu tive um enfarto e morri, mas de alguma forma eu voltei no meu corpo morto e então... matei meus pais. Eu não os queria ferir, mas estava com tanta sede...
—Eu conheço a sensação.
—Quando voltei a mim já era tarde e eles já estavam mortos. Meu pai me ensinou a lutar, minha mãe me ensinou a cozinhar, bordar e fazer coisas de menina. Fui ensinada pelos melhores tutores que o dinheiro podia pagar, meus pais não pouparam gastos na minha educação. Me ensinaram a ser forte.
—Pode chorar, chorar faz bem. Especialmente quando se é vampiro.
Ela me consolou, me confortou.
—Eu também sinto saudades dos meus pais,da minha família.
—Você é tão diferente de todos.
—Sou. Sou sim, mas eu acho isso bom. Aprendi a conviver com isso á muito tempo.
—O que será de mim?
—Vou realizar seu desejo, só que não agora. Primeiro, temos que esperar ele nascer, crescer e estar pronto. Os seus destinos estão conectados.
—O meu desejo?
—Você quer morrer e morrer você irá.
Eu fiquei na masmorra durante séculos, o filho de Sonja nasceu, cresceu e se desenvolveu. Renesmee transformou uma humana chamada Selene e a treinou para ser a melhor mercadora da morte de todos os tempos. Ela formou um exército de Lycans e vampiros, os fez trabalhar juntos como um.
Então chegou a minha hora.
—Você vai finalmente poder partir. O outro lado a espera Amélia.
Eles me sentaram numa cadeira, me amarraram e drenaram todo o meu sangue.
—O seu sacrifício vai valer a pena. Vou realizar seus rituais funerários de acordo com o que me pediu. Eu prometo.
Logo eu estava numa mansão.
—Quem é você? De onde você saiu?
—Com quem está falando Niklaus?
—Você pode me ver?
—Claro que posso, a menos... que esteja morta. Isso começou a trezentos anos atrás e até hoje não consegui encontrar uma bruxa que fosse que me libertasse dessa maldição! Quebrei a maldição do lobisomem, me tornei um híbrido só para ser amaldiçoado de novo?!
Eu toquei nele e o atravessei. Então eu me lembrei do que ela disse antes de eu morrer.
—O outro lado a espera. Isso é o outro lado?
—O outro lado? Claro! Como pude ser tão burro a ponto de não perceber?
—Não perceber o que?
—Eu posso fazer contato físico com os fantasmas do outro lado, eu tenho o poder de interagir fisicamente com o nosso mundo físico e com o purgatório sobrenatural. Eu sou a âncora!
—Mas, o outro lado existe dez de dois mil antes de Cristo, Niklaus! Que bruxa teria tanto poder assim?
—O outro lado foi criado por uma Bennett. Quem sabe não foi uma Bennett que fez a troca?
—Bonnie?
—Sim. Vamos voltar á aquela cidadezinha nojenta conhecida como Mystic Falls e arrancar o coro daquela bruxa.
Mystic Falls. Ela sempre falava da prima que morava em Mystic Falls. Que vingaria sua morte.
—Esperem! Não acho que foi essa tal de Bonnie que fez isso.
—O que?
—Ela sempre falava sobre a prima que você matou. Elena Gilbert. Reconhece esse nome?
—Claro. Elena Gilbert é a duplicata. Eu a sacrifiquei, mas ela voltou e depois Rebekah jogou seu carro da ponte.
—Eu não sei o que é um carro, mas acho que sei quem fez isso com você.
—Não sabe o que é um carro?
—Eu passei muitos séculos na masmorra do meu próprio castelo! Ela matou todos os outros anciãos e me manteve como refém esperando a hora certa de drenar todo o meu sangue e me matar.
—E essa prima tem um nome?
—Renesmee Carlie Cullen. Ela era gentil comigo mesmo eu sendo sua prisioneira.
—Quantos anos você tem? Ou tinha?
—Fui transformada dia primeiro de janeiro de 1340.
—É mais velha do que a Katerina.
—Não conheço nenhuma Katerina.
—Onde ela está? Essa Renesmee?
—Da ultima vez ela estava no Castelo de Saint Angelo.

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