Amor sem Medida
1 Amor sem Medida
O sol estava forte como sempre em Sindria, mas naquele dia Pisti não quis aproveitar a praia junto dos outros. Tudo o que ela fazia é ficar amuada em um canto enquanto observava Masrur e os outros generais se divertindo.
— Pisti, você precisa falar com ele… — Disse Yamuraiha ao perceber a amiga isolada de todos.
— E de que adianta? Eu pareço uma criancinha aos olhos dele? Ele nunca vai me notar… E mesmo que note não vai querer nada comigo. — Disse Pisti com um tom choroso.
— Mesmo que seja assim você não pode guardar esse sentimento. Isso vai te fazer mal. Você precisa contar tudo a ele e deixar as coisas se resolverem.
Pisti então tomou coragem, mas ao se dirigir na direção de Masrur uma jovem a derrubou. O fanalis veio correndo em sua direção e ajudou as duas a se levantarem.
— Tio, você tem que tomar conta da sua filha. Eu já tenho quase dezesseis então posso vir sozinha para a praia. Mas ela não deve ter nem quatorze direito. E ela estava tão distraída que acabou passando na minha frente e eu a derrubei sem querer. — As palavras da jovem foram mortais para Pisti. Seu rosto imediatamente ficou vermelho de constrangimento.
— Ah… Eu vou dizer a ela… — Aquelas palavras de Masrur foram piores do que a morte para Pisti.
— Seu idiota! — Gritou a jovem de cabelos loiros antes de ir embora aos prantos.
— Ei o que ela tem? Perguntou Masrur para Yamuraiha que se aproximou da confusão toda.
— Você realmente não sabe o que ela tem? Eu sempre te achei lento, mas dessa vez é demais! Eu vou atrás dela.
— Eu também vou. — Disse Masrur preocupado e ao mesmo tempo totalmente confuso.
— Não! Você não vai! Pelo menos não até entender o que você fez. — Disse Yamuraiha em tom sério.
Depois daquilo Pisti não foi vista durante o resto do dia. Yamuraiha havia conversado com ela e depois disso, tudo que a jovem filha da rainha de Artemyra fez foi chorar em seu quarto. Mas o durante a noite algo a surpreendeu. Masrur bateu em seu quarto pedindo para conversar. Ele queria entender o que havia gerado toda aquela confusão. A princípio Pisti não queria vê-lo, mas cedeu depois da insistência do fanalis.
— O que você quer? Veio me trazer fraldas novas? — Perguntou a jovem amargurada.
— Eu vim entender o que fiz para te deixar tão triste assim. Eu te ofendi de alguma forma? Se fiz isso peço desculpas, mas preciso saber o que fiz. — Perguntou o ex-gladiador
— Quer mesmo saber? A verdade é que todos me tratam como criança, alguns até mesmo pensam que sou um mascote entre os generais! Ninguém liga para os meus sentimentos quanto a isso! E você é o pior de todos! Já estou farta disso tudo. Amanhã vou pedir permissão a Sinbad para ir embora!
Masrur estava atônito. Nunca tinha visto a amiga daquele jeito e não entendia por que ela se importava tanto com sua opinião.
— Eu não te considero um mascote. Para mim você é uma companheira valiosa, alguém que eu protegeria com minha vida se necessário. Nunca vi uma criança ao olhar para você. Sempre vi uma mulher forte e decidida que abandonou o próprio país para nos ajudar a construir um mundo melhor. Portanto, não vá embora. Eu não conseguiria aceitar que contribuí para isso.
Mais uma vez a garota caiu em prantos, Masrur a envolveu em seus braços e a abraçou. No calor da situação ela não resistiu e lhe deu um beijo apaixonado. Ele então percebeu do que se tratava, mas não tentou se livrar do beijo, apenas correspondeu. Ela o olhava com seus olhos verdes como esmeraldas e aquilo o deixava sem jeito.
— Tem certeza que gosta de mim? Eu não passo de um insensível que só sabe usar a força bruta. Minhas mãos estão manchadas de sangue desde que eu era um garoto.
— Me deixe ver suas mãos… — Pisti então pegou uma daquelas mãos enormes e colocou em seu peito. — Está sentindo meu coração?
Ele sorriu e disse que sim.
— Viu? Suas mãos não servem apenas para ferir os outros. Também servem para proteger e para trazer felicidade a quem você ama.
Não existiam mais lágrimas no rosto dela, apenas um sorriso afetuoso e cheio de felicidade.
Naquele momento os dois decidiram passar a noite juntos. Masrur a levou gentilmente até a cama em seus braços e o sofrimento de Pisti acabou naquele momento.
— Tem certeza que devemos fazer isso? Eu… tenho medo de te machucar, você é tão delicada… E eu sou esse brutamontes desajeitado...
— Não sou de porcelana… Mas sou virgem… Você vai ser meu primeiro. — Ela sorriu. Seja gentil.
Masrur fechou a porta do quarto e naquela noite ele a fez sua para sempre.
Amor s
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