Amor sem Limites...
1 Aparências enganam
Notas iniciais
- Ana, venha buscar sua prova — A maioria dos alunos foi muito mal na minha prova. Ser professor de ciências não era fácil, especialmente com adolescentes...
- Ah professor...- Ela olhou para a nota vermelha e fez uma cara triste.- Você p-pode me dar aulas particulares? — Ela estava aparentemente envergonhada. Retirei meus óculos e sorri.
- Ah não! — Gritou outra aluna — Eu também quero! — E nisso todos disputavam pela “aula particular”
- Chega...- Falei com um tom alto mas sem ser rude — Não posso das aulas particulares. O colégio não permite, esqueceram?
- AAH! — O coro de vozes tristonhas se formou.
- Mas posso das aulas extra após as 16 aqui na escola — todas e alguns meninos sorriram — Se vocês querem participar, podem escrever os seus nomes na lista em minha mesa.
O sinal tocou e formou-se uma enorme fila, todos os alunos assinaram, assim que quase todos saíram da sala comecei a arrumar minhas coisas. Uma de minhas alunas parou na minha frente e me entregou uma carta, surpreso a abri.
“ Eu te amo, e sempre te amarei professor ”
Eu levantei seu rosto e falei delicadamente.
- Me desculpe linda, mas eu sou casado — Ela não se conteve e saiu correndo, chorando. Eu não era realmente casado, bom eu já fui...só que minha esposa faleceu em um incêndio, desde então não consigo me aproximar de outra mulher, e tenho medo ou melhor, pânico de fogo, a não ser quando acendo um cigarro ou algo do gênero.
Peguei minhas coisas e me retirei de lá, antes de sair do colégio fui à sala de professores e só estava o meu colega, professor de química Magatsu.
- Ah, olá kyouhey como está? — [cara de cansaço do kyouhei] — Ops, você não parece bem...
- Estou ótimo só estava me lembrando da Makie, fiquei pensando... — quase meti minha cara no chão, Magastsu me segurou.
- Estou vendo...você precisa ir para um hospital, já se alimentou hoje?
- Já...ontem de manhã — estava praticamente inconsciente
- Está explicado. Venha nos vamos procurarum médico — Eu apaguei. Acordei na cama, com soro e aquelas máquinas assustadoras.
- O-onde estou? — Pergunta idiota...era claro que estava em um hospital, havia um homem alto, todo de branco : médico. Ele estava parado de costas para mim, escrevia em algum papel, se virou para mim e sorriu.
- Como está? — ele falou, agora não sabia. Fiquei meio bobo com o rosto daquele médico, ele era muito alto, seu cabelo era uma mistura uniforme de castanho com preto. Ele se passaria por um modelo facilmente.
- Estão contratando cada vez mais jovens no mercado de trabalho. — um ar de desprezo saiu na minha fala sem querer. Ele percebeu e sorriu novamente.
- É preciso, nesses tempos só existem profissionais velhos e incapazes de realizar seus trabalhos — senti uma indireta naquela frase, eu estava prestes a me levantar para dar um soco naquele idiota, mas ele não permitiu e me deitou novamente. — Calma, calma você não está em condições para isso — ele me deixou no quarto e antes de sair falou — Ah, e não sou tão novo assim. 27 anos, está bem assim para você? — ele sorriu com minha cara de surpresa e se retirou.
Ele tinha 27 anos, aparentava ter 16... Não era novo. Senti-me um idiota. Eu tinha 29 então não estava mais tão longe em questão da idade. Mas aquele garotinho era arrogante... Eu cai no sono novamente, estava muito cansado. Sonhei com aquele doutor o que me perturbou muito, e quando abri meus olhos não estava mais no hospital e sim no que apartamento, e lá estava o rosto do médico bem próximo ao meu.
- AAAAH! — Gritei
Notas finais
beijos.
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