Amor real

11 Stalker


Notas iniciais
Gente esse capitulo é diferente de tudo que eu venho escrevendo,não sei o que houve ,meu celebro deu um giro de 360 graus e saiu isso aí . espero que gostem! boa leitura!

POV Jennifer

Embora estivesse muito feliz e aparentando tranquilidade, desde que saímos do hotel que eu estou com uma sensação de estar sendo observada e isso me deixa aflita, estou com um aperto no peito um pressentimento de que algo ruim vai acontecer.

– Jen, você está muito pensativa algum problema? – perguntou Lana.

– Estou apenas aproveitando a paisagem.

– Realmente, tudo aqui é maravilhoso. O ambiente aqui é muito propicio ao romance – diz um pouco frustrada.

– Você fala como se isso fosse um problema.

– Não, não é isso.

– Você queria que Fred estivesse aqui.

Não foi uma pergunta e sim uma afirmação, lembro o quanto Lana almejava a presença do marido naquela viagem.

– O que vamos fazer agora? – pergunto, saindo do assunto.

Antes que Lana pudesse responder seu estômago roncou fazendo-nos rir.

– Não estou com vontade de ir a um restaurante, se importa de comermos alguma besteira na rua? – a morena responde.

– Não, por mim tudo bem – respondo, até que vejo alguém e fico pálida.

– Jen!? Tudo bem? Parece que viu um fantasma.

– Precisamos ir agora. Vem! – puxo Lana. – Onde estão os seguranças?

– Eu os dispensei. – Lana fez uma cara confusa.

– POR QUE FEZ ISSO? – quase gritei.

– Você está me assustando. O que está acontecend... – mal termina de falar e um homem aparece ao seu lado.

– Para que a pressa? – ele diz. – Surpresa em me ver, Morrison?

– Você não deveria estar mofando na cadeia, seu desgraçado?

–Mas não estou e acho bom você ser mais amável comigo ou quem sofrerá as consequências será sua namoradinha.

– Então vou continuar te xingando, porque não tenho namoradinha nenhuma.

– Não por falta de vontade, não é mesmo? Sejam obedientes e me acompanhem sem chamar atenção, vamos dar uma voltinha.

– Seu problema é comigo, deixe-a ir – tentei argumentar.

– Sua amada vai ser minha garantia.

– Ela não é nada minha, apenas uma colega de trabalho nada mais, a deixe ir! – disse com muita raiva.

– Não é você quem dita às regras aqui. Agora faça o que estou mandando, antes que eu perca a paciência.

– Deixe ela ir, que eu faço o que você quiser – queria protegê-la a qualquer custo.

– Você vai fazer o que eu quiser de qualquer jeito, agora andem!

– O que está acontecendo? Quem é esse homem? – Lana sussurra em meu ouvido.

– Um doente que deveria estar atrás das grades – sussurro de volta. — Eu sei que é difícil, mas tenta manter a calma, vamos conseguir nos livrar dessa.

– Eu não contaria com isso, querida – ele diz – e chega dessa conversa fiada, fiquem caladas, antes que eu meta uma bala na cabeça de vocês.



POV Narrador

– Ele agiu, mas temos um problema! – diz uma voz grossa.

– O que foi? – pergunta o chefe.

– Ele levou a atriz Lana Parrilla junto. Devemos agir agora?

– Não, seguiremos com o combinado.

– Tem certeza? Isso pode trazer grandes consequências.

– Não podemos ariscar, um passo em falso e perdemos ele de vista, esse cara é muito perigoso.

POV Jennifer

Quando conheci o Louis, pensei que fosse apenas um fã um pouco exagerado. Isso aconteceu na época em que estava gravando House. Ele começou a me enviar presentes, aparecer em todos os eventos que eu participava, todo dia mandava mensagens nas redes sociais, sempre muito atencioso e simpático. É um homem até que bonito alto, loiro, corpo atlético e olhos azuis, mas o jeito que ele me olhava e seu sorriso gélido me causavam medo, por isso passei a evitá-lo e isso o estressou, ele passou a me difamar e ameaçar.

Entrei em um processo contra ele e consegui uma ordem judicial de afastamento. Meu alivio foi momentâneo, por que isso não foi nada para ele, no mesmo dia ele ligou pra minha casa me ameaçando. Ele sabia coisas sobre mim que ninguém mais sabia, era como se ele estivesse dentro da minha cabeça e soubesse de todos os meus medos. Eu vivia mudando a linha telefônica, mas ele sempre descobria o número.

“Seja inteligente, Lua, ninguém te ama de verdade como eu. Vamos parar com essa brincadeira, você nunca vai conseguir escapar de mim. Seria uma pena se acontecesse alguma coisa com seu herói”, essa era umas das coisas que ele me mandava. Herói era meu pai e Lua era como meu pai me chamava, meu coração parou por alguns instantes quando ele mencionou meu pai, eu não suportaria perder ele.

A polícia não conseguia encontrá-lo de jeito nenhum, minha casa virou minha prisão e meu inferno. A única pessoa que sabia o que estava acontecendo era Tony, meu agente. Tony era mais que um agente para mim, ele era um segundo pai, alguém em quem eu confiava plenamente, ele foi meu herói nessa história. Impaciente com a falta de competência da policia, Tony contratou um equipe especializada, detetive particular e seguranças. Eu só sabia da parte dos seguranças, que logo apareceram mortos. Foi bom eu não ter ficado a par de todos os planos, porque minha casa tinha virado um verdadeiro reality show, tinham câmeras e escutas por toda parte, eu vivi um verdadeiro inferno.

FLASHBACK Jennifer

Tinha acabado de tomar banho, estava só de roupão, deitada em minha cama e me perguntando quando minha vida voltaria ao normal. Estava completamente apavorada, havia me afastado da série e não colocava o pé pra fora de casa com medo de dar de cara com o Louis. De repente alguém entra no meu quarto sem bater. Era ele. Louis. Eu congelei.

– Cansei de ficar só te olhando pela tela do meu computador, deitada nessa cama sem fazer nada. Cansei dessa brincadeira.

– Como você entrou aqui?

– Você deveria prestar mais atenção nas pessoas que contrata para trabalhar na sua casa, querida.

Louis se aproxima rapidamente, sobe em cima de mim, prende meus braços à cima da cabeça. Eu me debatia e gritava por socorro embaixo do homem, meu rosto já banhado em lágrimas.

– Não adianta gritar, estamos apenas nós dois aqui. E não reclame, eu vim te fazer um favor, vim te mostrar como se fode de verdade. Aquele seu namoradinho parece um boiola, deu até pena de você. Vou te fazer gozar como louca, você vai gamar.

Ele abriu a calça e abaixou sua cueca, seu membro já estava ereto. Arrancou meu roupão, afastou minha calcinha, se posicionou e forçou-se sobre meu ânus. Gritei de dor.

– NÃO! PARA, POR FAVOR!

– Pode doer ou não só depende de você, mas você tem cara de quem gosta de apanhar.

FLASHBACK Narrador

– Chefe, encontramos o esconderijo do Louis, o senhor precisa ver isso, o cara é um stalker, um doente.

– Nenhum sinal dele?

– Ele não está aqui, mas não parece ter fugido, tudo dele ainda está aqui, ele deve voltar a qualquer momento.

– Eu estou a caminho. Deixe uma parte do pessoal à espreita pela redondeza. Vamos pegar ele de surpresa. Você e o restante dêem uma vasculhada no local, enquanto eu não chego.

Um tempo depois...

– Já olharam nessa sala? – pergunta o chefe que já havia chegado no local.

– Ainda não, senhor.

– MINHA NOSSA! – diz um dos subordinados.

– Ele a monitorava 24 horas por dia – o chefe comenta ao olhar o monte de fotografias e telas filmado Jennifer. – ESPERA! Isso aqui está ao vivo. MEU DEUS! Entre em contato com a equipe que está na casa.

– Estou tentando, mas ninguém responde.

– Vamos depressa, não podemos perder tempo!

– Quer que avise aos federais?

– Não, nós damos conta, nem sempre dá para confiar na polícia.

***

– Quanto mais você luta mais eu fico excitado – ele era realmente era um sádico. – GRITA! PEDE SOCORRO! GRITA!

– Para, por favor!

Jennifer suplicava com a voz já falha devido ao choro e o cansaço, enquanto era sodomizada por Louis. O homem lhe chupava o pescoço com força e apertava-lhe os seios com a mesma intensidade, seus braços estavam amarrados no espelho da cama, ela lutava apenas com as pernas. Ele se afasta um pouco e sorri convencido, ela tem um olhar de desespero. O agressor arranca sua calcinha de forma bruta rasgando-a, enquanto a mulher chorava silenciosamente, não tinha mais voz para gritar.

Quando Louis ia iniciar a penetração, o quarto é invadido pela equipe contratada por Tony. Pego de surpresa, o homem não tem tempo de reagir e logo é imobilizado pelos agentes.

O agente de Jennifer, aparece poucos minutos depois, quando Louis já está imobilizado na sala.

– Está mais calma? – pergunta Tony para Jennifer.

– Estou.

– O que pretende fazer, quer que eu chame a polícia? Vai prestar queixa?

– NÃO! Eu não quero que saibam que isso um dia aconteceu, por favor. Se tiver outro jeito dele ser preso sem que meu nome seja mencionado, por favor, faça isso.

– Você não é a primeira vítima dele... Tem um pessoal da minha inteira confiança, mas não são desse país, vai ser complicado, mas darei um jeito, dele pagar pelo que fez, não se preocupe.

– Obrigada, Tony. Agora me tire daqui, por favor. Eu não quero ficar nessa casa nem mais um segundo.

POV Narrador

– Amarem elas.

Os capangas de Louis as prendem em correntes altas uma de frente para outra, mas com certa distância. Elas ficam presas em pé com os braços para cima. O homem se aproxima de Lana e acaricia seu rosto.

– Sua namorada é bem gostosinha, Morrison. Acho que só para me vingar um pouquinho de você, eu vou fazer com ela o que você tem vontade, mas não teve coragem de fazer. O que você acha?

Ele desce a mão do rosto de Lana e aperta os seios dela. A morena aproveita a perna livre e golpeia o homem com o joelho bem no meio de suas pernas, ele se afasta com a dor, mas quando se recupera um pouco, dá um tapa na cara dela, com tanta força que a faz sangrar pela boca.

– VOCÊ VAI ME PAGAR POR ISSO VADIA!

Notas finais
como vocês estão? xoxo