Amor real
21 Cartas na mesa-final
POV Jennifer
Será que exagerei? Será que fui clara o bastante? Aí, por que eu saí do quarto? Deveria ter continuado lá e acabado com essa aflição. Mas eu precisava de ar. Eu não deveria estar tão preocupada assim, se ela está aqui é porque quer estar! E isso é bom, não é? Eu não sei e se...
– Acho que chegou minha vez de falar, eu te devo algumas respostas – fala Lana sentada ao meu lado, me tirando daquela briga interna de pensamentos, agora é respirar fundo e escutá-la. Não falo nada, apenas a olho com um pedido em silencio para que continue. – Bom você me fez duas perguntas e vou tentar responder da melhor forma possível. Você me pediu certezas, mas a única certeza que tenho é que quero está com você e penso em você o tempo todo, esse sentimento é até um pouco assustador. Eu fique muito confusa depois daquele beijo, mas passar esse tempo longe serviu para que eu pensasse em como me sinto em relação a você e definitivamente não é só amizade ou admiração profissional como sempre pensei que fosse. Só agora eu entendo porque sua indiferença me afetava tanto e o porquê do meu ciúme. Respondendo suas perguntas, eu fui até seu trailer e te beijei porque estava com saudades de você, porque o beijo que você me deu não saia da minha mente um só minuto e eu queria te sentir de novo, só isso – falou acariciando minha mão. — E ontem a noite... – fez uma pausa um pouco constrangida. — Eu não sei, acho que a bebida me fez ter coragem de vir aqui, eu estava com ciúmes e queria tirar satisfação – falou num fôlego só. — Foi isso.
Ficamos em silêncio por alguns minutos e aproveitando que estávamos de mãos dadas, passei o dedo sobre sua aliança e ela entendeu o que eu queria dizer.
– Em relação ao Fred, ele não será de todo um problema, eu só espero que você tenha um pouco de paciência. Antes de sermos marido e mulher, somos amigos e ele é uma pessoa muito importante para mim, nós conversamos e ele também não está feliz com o casamento e não pretende me deixar presa a ele para sempre, mas ele me pediu um tempo, disse que agora não seria conveniente para ele uma separação. – Sério? Eu estou mesmo ouvindo isso? – Ele não me explicou muito bem porque precisa manter o casamento, pelo menos na aparência, mas ele me fez esse pedido e eu meio que me sinto em divida com ele e por isso concordei, mas serão só alguns meses, sou uma mulher livre, desde que nada venha a público. – Era nítida a preocupação em suas palavras e expressões, entretanto meu espanto e reprovação também estavam bem expressos na minha face. – Fala alguma coisa – ela me pediu.
– Eu ainda estou digerindo tudo que você me disse... Isso é um casamento ou um contrato? – falo seca.
– Não passou pela minha cabeça que você reagiria tão mal assim, poderemos ficar juntas, não é isso que você quer? – já estávamos um pouco alteradas, me afasto dela puxando minha mão.
– Há quanto tempo vocês têm esse acordo? A relação de vocês é aberta e vocês têm casinhos fora do casamento, é isso?
– Que tipo de mulher você pensa que eu sou?
– Não sei, estou tentando descobrir!
– Meu casamento não é uma farsa e eu não sou uma vagabunda como você pensa!
– Não falei isso, eu não penso isso de você!
– Nós não temos acordo nenhum, essa conversa só aconteceu porque VOCÊ apareceu na minha vida.
– Desculpe-me, só estou tentando entender.
– Se conversasse comigo direito, parasse de surtar e falar besteiras entenderia!
– Ok!
– Para mim, foi uma surpresa quando o Fred falou em separação, porque apesar do nosso distanciamento por causa do trabalho, eu pensei que estava tudo bem, mas não está, ele quer se separar e eu também, não sei o que vamos esperar, mas vamos esperar. Nunca houve isso de casamento ou relacionamento aberto comigo, se ele tem outra pessoa, eu não sei, nunca tive motivos para desconfiar, mas eu nunca o traí. Não vejo problema em esperar dois ou três meses para assinar o divórcio e também não vejo razão para desperdiçarmos esse tempo. Eu não sou como você que fica pondo os problemas e empecilhos à frente da felicidade e preferiria não ter conhecido esse seu lado idiota – cuspiu essas palavras na minha cara e levantou-se, em passos largos subiu a escada em direção ao quarto, eu a segui, é claro.
– Anta, idiota, do que mais vai me xingar?
– Metida a besta, imbecil, lerda, quer que eu continue? – continuou andando sem olhar para trás.
– Você falou, falou, mas não disse o que sente por mim nem o quer de mim – ela me olhou incrédula, a veia em sua testa pulsava, ela já estava muito nervosa e irritada.
– Vá à merda, Jennifer Morrison! – bateu à porta do quarto na minha cara, eu rapidamente entrei, antes que ela resolvesse trancá-la.
– SAIA DAQUI! – gritou exaltada assim que me viu.
– O QUARTO É MEU – respondo no mesmo tom e me aproximo dela.
– Só vou trocar de roupa, não pretendo morar aqui – ela se vira indo à procura de seus pertences.
– É uma pena!
– O quê?
– Que você não pretenda morar aqui – eu seguro seus braços, faço-a virar de frente pra mim e beijo-lhe com afinco e urgência, ela resiste e tenta me afastar no início, mas logo ela cede e o beijo vai ficando mais calmo e só quando o ar se faz realmente necessário, nos separamos e ela me abraça forte, como se eu fosse sumir caso ela me soltasse.
– Não pense que eu concordei com isso – sinto ela enrijecer em meus braços, quando pronunciei tais palavras, ela já ia me soltar, então eu à abracei mais forte. – Mas nesse momento o que importa é você, eu te amo demais para te deixar escapar, dane-se o resto – percebo que ela está chorando e a afasto. – O que foi? Por que está chorando?
– Sua idiota, você poderia ter dito isso desde o começo!
– O que? Que te amo, mas eu já disse!
– Não, que se dane o resto!
POV Narrador
Depois de soltar uma bela gargalhada pelo comentário de Lana, Jen acaricia o rosto dela secando as poucas lágrimas que ali estavam, elas mantêm o olhar fixo uma na outra.
– Você é linda! – disse Jennifer.
Sem falar mais nada elas aproximam seus rostos e se beijam bem devagar, explorando cada canto de suas bocas, seus rostos se mexiam sincronizados em lados opostos. Jen aperta a cintura de Lana, juntando ainda mais seus corpos, enquanto os dedos de Lana se perdem entre seus fios louros, deslizando pelo coro cabeludo. Elas caminham pelo quarto, sem desgrudarem os lábios, esbarram em alguns moveis até chegarem à cama. Jen pega a morena em seus braços e a deita delicadamente, posicionando-se em cima dela, fazendo pressão com a perna em seu sexo pulsante.
Enquanto se beijavam loucamente, as mãos de Lana adentram a blusa de Jen, arranhando-lhe as costas levemente. A loura cessa o beijo lentamente, com mordidas e chupadas nos lábios carnudos de Lana, sem pressa alguma ela despe a morena, guardando em sua memória cada parte, marca ou sinal existente naquele corpo. Os olhos de Jennifer brilham e ela morde o lábio inferior em excitação ao se deparar com uma parte em especial do corpo de Lana, onde três pequenas gaivotas ornavam. Sem pensar duas vezes, Jen levou seus lábios ao encontro daquele desenho em negrito que em contraste com aquela pele tão branquinha e lizinha do sexo de Lana lhe causava um efeito enlouquecedor, logo passou a chupar a parte interna da coxa esquerda de Lana e depois a direita.
– Sem tortura, por favor... Ah... Ah – Lana ofegava, Jen voltou a lhe beijar os lábios. – Jen, termina o que você começou... – pediu manhosa, fazendo biquinho.
Jennifer desceu todo o corpo de Lana lentamente, fazendo uma trilha de beijos e mordidas, deslizou as mãos pelas coxas da morena, enquanto sua boca ia se aproximando do sexo dela, passou sua língua por toda a extensão, saboreando o gosto de sua amada. Lana gemeu baixinho e começou a ofegar conforme a língua de Jen se movia, lhe estimulado vagarosamente, enquanto movia suas mão ao encontro de seios da morena. Com a língua ágil de Jen explorando seu sexo com chupadas, mordidas e estocadas e suas mãos apertando seus seios e nádegas, a morena sentiu seu corpo todo estremecer, quente, vibrando, cheio de sensações gostosas nunca antes sentidas por ela, ninguém nunca havia lhe proporcionado tanto prazer. Não demorou que ela chegasse a seu limite e gozasse, seu corpo convulsionava e estava até difícil respirar.
Sem esperar Lana se recuperar, Jen a beija ferozmente dividindo com ela o maravilhoso sabor de seu gozo, enquanto rebola sobre a morena, enroscam suas pernas, fazendo seus sexos encharcados se chocarem. Lana geme alto e crava suas unhas no ombro de Jen, não tinha mais o controle do seu corpo, que tremia nas mãos da loira. Os olhos claros de Jen brilhavam de desejo e prazer, ter a mulher que amou e desejou por anos em silêncio ali em sua cama gemendo com a respiração descompassada, tão entregue e tão sua, era algo que ela nem ousara sonhar. E assim chegaram ao ápice juntas, a loura rola na cama trazendo a amada para cima de si e seu olhar se prende nos dela e a morena morde o lábio, tomada por uma timidez que ela nem sabia ter, mas o ato soou incrivelmente sexy e tentador aos olhos de Jen.
– Não faz isso, assim não sairemos dessa cama hoje.
– Quem disse que quero sair?
– É bom saber que não está cansada, porque eu estou com muito tesão acumulado.
– Está é? Podemos resolver isso agora – Lana falou deslizando sua mão até o sexo da loira, mas foi impedida pela mesma de continuar. Antes que pudesse protestar, teve sua boca invadida.
Jen novamente troca suas posições, ficando por cima de Lana, prende seus braços a cima de sua cabeça, com uma das mãos e a outra usa para massagear os seios dela. Seus lábios passeiam da boca da morena até o pescoço, lentamente a mão de Jen desse pelo corpo de Lana até seu sexo, passeou com os dedos por toda extensão e começou a massagear o clitóris, subitamente a penetrou com dois dedos, a outra arqueia as costas em reação, novamente seu corpo convulsiona.
– Abra os olhos! — Jen ordena, atenta a todas as reações da morena, mas é quase impossível para Lana manter os olhos abertos quando a loira intensifica as estocadas, mesmo assim ela mantém o contato visual. Jen acelera seus movimentos a fim de proporcionar mais prazer a sua parceira que puxa os lençóis da cama, revirando os olhos, seu corpo todo se contorce e ela geme, geme ensandecida até gozar. Um dia seria pouco para matar a vontade das duas.
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