Amor que não se pode explicar
11 Cap 10: Sua boca é ainda mais gostosa assim.
Notas iniciais
– Por favor Scott, me deixa dormir em sua casa hoje. – O garoto pedia com cara de cachorro querendo osso.
– Já disse que a Kira vai dormir lá. Vamos aproveitar que minha mãe vai está de plantão e os pais dela estão viajando. Vai nossa primeira vez cara. – Scott tinha um sorriso bobo no rosto.
– Tudo bem então. – Disse frustrado, enfiando a cara entre os braços apoiados na mesa do refeitório da escola;
– Qual é o problema afinal Stiles?
– Você ainda pergunta? Vou passar o fim de semana todo com ele, sozinho, dentro de casa Scott. – Falou como se fosse á coisa mais óbvia do mundo.
– É isso que não entendo. Você não gosta dele? Então? Aproveita cara.
– Sim eu gosto, ele não. – Estava desesperado.
– Você não sabe. E aquela frase dele no dia do beijo, diz o contrário. Sem dizer em todos os sinais de ciúmes que ele já deu. Deixa de medo bro. – Scott segurou o braço do amigo olhando em seus olhos tentando passar confiança;
– Você acha mesmo?
– Sim. Apenas deixa acontecer.
O garoto acenou e tentou acalmar o coração.
O restante das aulas foram um saco na opinião de Stiles e ainda mais por ele não ter aula de literatura, que agora era a sua favorita, e por Derek sair mais cedo dia de sexta e assim ele perdia a carona que já estava entrando na rotina.
Perdeu um ônibus e só chegou em casa bem depois do horário de costume.
– Onde estava mocinho? – Ouviu Derek perguntar assim que entrou em casa.
O mais interessante é que o lobo não tinha uma voz zangada nem nada parecido, pelo contrário até parecia brincalhão.
– Perdi o ônibus; Está cozinhando? – Stiles perguntou tentando espiar o que o outro fazia em cima do balcão da cozinha.
– Não. Estou fazendo massagem cardíaca no frango, para fazer ele voltar a vida. – Falou e levantou o frango que tinha enfiado nas mãos.
– Grosso. – Stiles falou, mais não ofendido de verdade, até tinha achado a piada engraçada mais não ia dizer isso ao lobo.
Foi tomar um banho, e tentou ao máximo esquecer o fato de que tinha um fim de semana inteiro somente na companhia do lobo que não saia de seus pensamentos. Resolveu ouvir música, colocou os fones para distrair as ideias enquanto procurava uma roupa para vestir.
– Stiles o jantar está pronto.
O menino não respondeu.
– Stiles. Vem logo vai gelar. – O lobo gritou mais perto da porta do quarto do outro.
Nada. Nenhuma resposta sequer.
Resolveu ver de perto o que estava acontecendo com o garoto. Abriu a porta do quarto lentamente e ficou na soleira da porta de braços cruzados e sorriso divertido admirando a bela cena que já estava mexendo com outras partes de seu corpo.
Stiles estava apenas de cueca, de costa para porta, rebolando e cantarolando alguma música que Derek não reconhecera, mas que no momento não importava nem um pouco, já que a visão estava lhe deixando excitado. O garoto se virou e viu o lobo lhe admirando e corou imediatamente com a cara que Derek fazia para ele, como se fosse o devorar apenas com os olhos.
– Desculpe. Te chamei várias vezes e você não respondeu. Vim ver o que tinha acontecido. – Tentou se explicar quando percebeu o olhar envergonhado do garoto sobre si.
– Tudo bem. Já estou indo. Só vou vestir a calça.
O lobo assentiu e foi para cozinha, tentando respirar tranquilamente e tirar aquilo da cabeça.
O jantar foi tranquilo, mas terrivelmente silencioso e até um pouco constrangedor. Ambos tentavam não pensar, tentavam não falar nada que os comprometessem ou que revelassem o que realmente estavam sentido.
Então não diziam nada.
Apenas se olhavam de vez em quando.
E quando os olhares se cruzavam desviavam rapidamente, como se pudessem ler a mente um do outro se aquele contato durasse mais que alguns segundos.
Com o fim do jantar as únicas coisas pronunciadas foram:
– Estava ótimo.
– Que bom que gostou, pois os pratos são seus. – Derek sorriu e se levantou indo para o quarto.
O garoto pensou em reclamar, mas era justo já que o lobo havia cozinhado sozinho. Arrumou tudo e foi para o quarto.
– Para de pensar nisso Derek. – Se forçou a pensar enquanto fazia mais uma série de exercícios tentando ocupar a mente.
– Para Stiles. Deixe de bobagem. Ele nem se lembra do beijo e com certeza não quer nada com você imbessil. – O garoto se auto- recriminava por pensar no lobo, e tentou ler um livro, sem sucesso.
Assim numa árdua batalha mental, tentando evitar algo que já estava tão óbvio e incrivelmente forte em ambos, acabaram adormecendo.
No meio da noite, ouviram um barulho que fez os dois acordarem assustados e correrem para a sala para ver o que era.
– O que foi isso? – Stiles perguntou massageando o peito com o susto.
Derek fez sinal de silêncio e olhando para o teto, escutou do que se tratava.
– Não é nada demais. Apenas um gato passeando no telhado. – Sorriu sem jeito.
De repente o silêncio pairou novamente e se perderam nos olhares que evitaram trocar durante toda a noite.
Os corpos pareciam serem atraídos um para outro. Rapidamente já estavam próximos. Os olhos não se desviavam por nada.
Corações acelerados.
Mãos suadas
Corpos trêmulos
Um desejo incontrolável, e apenas sussurros foram ouvidos.
– Stiles. – Derek pronunciou como se fosse a palavra mais linda a ser falada.
– Derek. – O garoto chamou, tendo a respiração pesada e um nó na garganta.
Nada mais foi ouvido a não ser o som dos lábios se juntando, se é que isso realmente faz algum som.
O beijo lento.
As mãos do lobo abraçaram o menor pela cintura, enquanto as do outro foram para sua cabeça, enchendo-as com os cabelos negros do moreno.
O beijo começou a ficar mais feroz. Os corpos se aproximaram ainda mais e as mãos ganhavam liberdade sobre o corpo alheio.
Derek se aproveitou de seu tamanho e força e começou a guiar o menor para seu quarto. Não obteve impedimento algum.
O beijo não cessava por nada, pelo contrário se tornava cada vez mais urgente e insaciável.
Se bateram sem querem, no saco de box que ficava em pendurado no teto. Stiles sorriu entre o beijo, e logo se sentiu ser colocado sobre a cama. Derek deitou sobre o garoto e o olhou como se não acreditasse no que estava acontecendo.
– Sabe, sua boca assim é ainda mais gostosa. – Stiles mordeu os lábios depois de ter falado.
– Como assim? – Derek se ajeitou na cama, ficando de lado com o menino, enquanto se olhavam e trocavam pequenos carinhos. As pernas entrelaçadas e os braços passeando provocadoramente por todo o corpo.
– Sem o gosto do whisky, ela fica ainda melhor. – Stiles se sentia corando ainda mais. Mas não ia se impedir de dizer o que pensava, não mais.
– Humm. Mas a sua continua deliciosamente perfeita do jeitinho que me lembro. – Derek confessou beijando lentamente o pescoço do garoto.
– Quer dizer que você lembra do beijo? – Stiles levantou uma sobrancelha, surpreso com o que o lobo dissera.
– Sim. – Sorriu sem jeito.
– E por nunca me disse? – Riu e alisou o cabelo do lobo, enquanto se perdia na imensidão daqueles olhos verdes.
– Aquele dia na escola , achei que fosse falar sobre isso. Mas ai você veio falar da Lydia e nunca tocou no assunto. Pensei que quisesse esconder, que tivesse se arrependido. – O lobo virou o rosto triste e inseguro.
– Claro que não seu bobo. Eu achei que você não lembrava e fiquei com medo de falar nisso e você me rejeitar. – Sorriu envergonhado, ainda alisando o outro.
– Somos idiotas. – Derek riu e voltou a beijar o garoto com todo o entusiasmo que tinha.
O lobo se colocou por cima do garoto novamente, escorregou uma das mãos por dentro da camisa que ele vestia, enquanto lhe distribuía beijos por todo o pescoço e dava leves mordidas em seu lóbulo. Ondulou levemente o quadril, fazendo sua semi ereção se chocar com a do garoto, que sentiu um choque tomar seu corpo todo.
Stiles já estava ofegante e excitado apenas com aquelas poucas caricias. Até que sua mente pareceu voltar a funcionar.
– Der, espera. – Derek sorriu para ao apelido que não ouvia desde que eram crianças.
– O que foi? – Se forçou a perguntar, mesmo estando também ofegante.
– É que... – Não conseguiu terminar a frase com vergonha.
– Primeira vez?
– Sim. Desculpe. – Virou o rosto. Ele queria aquilo, mas o medo era maior.
– Não tem problema. Não precisamos fazer nada de fato. Vamos apenas nos dá prazer, tudo bem? – Tinha um olhar terno e preocupado que inflou o coração do garoto.
– Tudo bem.
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