Amor que não se pode explicar
9 Cap8: Reserva florestal
Notas iniciais

Lydia se arrumava para ir a mais uma das inúmeras festas badaladas as quais era convidada toda semana. Estava de frente ao espelho, quando tudo pareceu ficar turvo e se sentiu estranha.
De repente não estava mais em seu quarto, ou arrumada para uma festa.
Estava no meio da reserva florestal de Beacon, a qual reconhecera pela enorme placa que podia ver mesmo estando um pouco distante. Ela começava a ficar assustada.
Sentiu o orvalho da noite cair sobre sua pele e de repente se sentiu nua. Olhou para os lados assustada, colocou as mãos por sobre o corpo na tentativa de se esconder o máximo que podia. Ouviu um barulho e aquilo a alertou.
Olhou ao redor mais uma vez e só conseguiu ouvir um rosnado.
Gritou e correu.
Tropeçou em algo e caiu de cara no chão coberto de folhas e um liquido viscoso.
Tentou se levantar e se assustou ainda mais com o que viu.
Ao seu lado jazia o corpo de uma mulher.
Levou as mãos ao rosto para chorar e viu que elas estavam cobertas pelo liquido viscoso que só então percebeu se tratar de sangue.
Gritou
Com toda a força que tinha e sentiu as pernas cederem e caiu ao chão novamente.
Laura e Stiles corriam o máximo que podiam.
– Pra onde estamos indo? – Stiles gritou, sentindo o vento bater com força contra o capacete.
– Acho que para casa da Lydia.
Stiles não entendeu muito o porquê, mas o barulho do vento estava forte demais para continuarem conversando.
Rapidamente estavam na frente da casa da ruiva e Stiles não fazia ideia de como a “ irmã” sabia chegar á casa da outra. Assim que chegaram viram um moto que Stiles sabia perfeitamente que pertencia ao seu melhor amigo, presente de aniversário, e uma moto que Laura logo declarou a quem pertencia.
– O Derek também ouviu.
Aquele nome causava arrepios no garoto, não como algo ruim, apenas algo que lhe chamava atenção.
Entraram sem muita reverência e tinham muita sorte de os pais da garota não estarem em casa no momento já que não era costume nenhum deles estarem ali.
Subiram prevendo que o quarto da menina fosse no andar de cima e logo viram Scott, Kira e Derek colocando Lydia sobre a cama, e a mesma parecia está inconsciente.
– O que estão fazendo aqui? – Stiles perguntou se aproximando da cama.
– Ouvimos ela gritar. – Scott respondeu.
– Só eu que não ouvi?
– Eu também não Stiles. Mas como estava com o Scott, acabei vindo. – Kira falou.
– Pelo visto só os lobos puderam ouvir. – Laura tocou a testa da garota vendo se ela estava com febre.
A menina começou a se remexer na cama e os olhos tremeram como se quisessem se abrir.
– Está acordando. – Foi a primeira vez que Derek se pronunciou.
Deram espaço para a menina se mexer e lentamente abriu os olhos, apoiando as mãos na cama tentando se sentar.
– O que aconteceu? – perguntou atordoada.
– Você gritou. – Derek respondeu como se fosse óbvio.
– O que aconteceu? – Stiles alisou o braço da amiga.
– Alguém morreu na floresta.
Todos ficaram atônitos e confusos com a resposta da garota;
– Você deve ter batido a cabeça ao cair. – Kira tentou ajudar.
– Não. Eu sei muito bem o que eu vi.
– E o que você viu? – Pediu Laura.
– Eu vi o corpo de uma mulher jogado na reserva florestal, e tinha sangue em minhas mãos. – Olhou as mãos para ver se estavam realmente limpas.
– Você tem certeza?
– Tenho. Eu sei o que eu vi Stiles.
– Eu acredito em você. – A olhou tentando passar confiança. Sem ao menos perceber seus olhos caíram no lobo ao seu lado e pôde perceber a carranca que o “irmão” fazia olhando para o contato dele com a garota.
Deu de ombros, não era o momento de pensar nisso.
– Então vamos na floresta para ver o que aconteceu. – Stiles respondeu levantando decidido da cama.
– Enlouqueceu? – Scott olhou o amigo
– Não. Mas se realmente alguém morreu temos que ver. – Ele estava tão decidido que ninguém ousou ser contra.
E assim saíram da casa da ruiva. Scott e Kira na moto do moreno. Laura deu carona a ruiva, e Stiles foi forçado a ir com Derek. Se a situação não fosse terrivelmente preocupante ele aproveitaria bem o fato de está abraçado ao corpo do maior. Mas definitivamente não era hora para aquilo.
Logo chegaram na reserva.
– Não tenho certeza de que é uma boa ideia entramos ai. É propriedade particular. – Kira se sentiu obrigada a avisar.
– Mas se estamos com os donos, não á problema algum. – Stiles respondeu apontando para os irmãos Hales.
– Tudo bem então. – A oriental foi obrigada a aceitar e mesmo tremendo de medo, entrou com os outros na reserva.
Tinham conseguido algumas lanternas na mansão Martin e agora as estavam usando para clarear o caminho.
– O que você se lembra do sonho? – Laura tocou no ombro de Lydia perguntando.
– Lembro de ter visto a placa da reserva, mas não estava muito perto. Olhei para os lados e só me lembro de ver uma árvore. Na verdade era apenas um toco de uma imensa árvore;
– Eu sei onde é. – Derek se pronunciou e foram rapidamente para o local seguindo o lobo.
Chegaram ao local determinado e começaram a procurar em volta em busca do tal corpo.
Quase meia hora de buscas e nada.
– Se realmente alguém morreu aqui, já levaram o corpo. – Scott anunciou, já entediado.
– Mas eu tenho certeza de que estava aqui. – Lydia sussurrou.
Stiles colocou o braço ao redor dos ombros dela tentando lhe dar forças.
– É melhor voltarmos para casa. Ligamos para a policia fazendo uma denuncia anônima e a amanhã eles fazem as buscas.
– Tudo bem então. – Lydia se soltou do abraço e se virou para o lado oposto ao que procuravam, quando sentiu tropeçar em algo e só não foi ao chão, por causa do reflexo de Derek que a segurou rapidamente.
Quando olhou no que tropeçara viu o corpo, e dessa vez não foi apenas ela que gritou.
– JENNIFER. – Gritaram em uníssono, assustados por reconhecer o corpo ensanguentado.
Estavam todos horrorizados, por verem o corpo da professora naquele estado lamentável. Tinha marcas por todo o corpo e enormes manchas de sangue. Os olhos e a boca abertos como se gritasse por socorro. Kira, Lydia e Laura esconderam os rostos nos braços dos garotos que estavam ao lado delas.
– O que vamos fazer com ela? – Scott perguntou assustado.
– Comunicar a perda a família. – Lydia sugeriu.
– Ela não tem família. Apenas um tio, que não liga muito para ela, em Nova York. – Derek respondeu vendo a cara feia que Stiles fez ao o ouvir falar da mulher.
– Então? – Laura falou, levantando o rosto do ombro do irmão e respirando fundo, para analisar melhor a cena.
– Então seremos nós a enterra-la; — Derek respondeu decidido.
– Mas deveríamos avisar a policia.
– Para que? Para eles fazerem inúmeras perguntas, das quais não temos respostas?
– E a enterraremos como indigente? – Stiles parecia indignado.
– Não. Faremos um enterro digno, como eu sei que ela não teria caso fosse para o necrotério, já que não tem ninguém da família para reconhecer o corpo.
– Tudo bem. – Falou por fim sendo vencido pelos argumentos do lobo.
– E vamos limpa-la; Mulher nenhuma merece ser enterrada dessa forma. – Lydia falou.
– Mas aonde faremos isso tudo? – A oriental quis saber.
– Minha família tem uma casa perto do lago, podemos usa-la. – Laura ofereceu.
Os garotos pegaram o corpo da mulher e levaram para a casa Hale. Era menor do que a mansão, mas essa estava melhor conservada. Usaram a água do lago para limpar o corpo, enquanto os garotos faziam uma cova perto da casa.
– O que será que fez isso com ela? – Stiles perguntou, enquanto ajudava os lobos a cavarem com as ferramentas que acharam na casa.
– Não sei. Mas parece ter sido um bicho grande. – O lobo mais novo respondeu.
Stiles olhou para Derek que estava calado, e pôde reparar que o homem estava triste. Não era pra menos tivera um caso com a mulher, mesmo que tenha sido algo atoa, ele deveria nutrir algum sentimento por ela, e mesmo sentindo ciúmes, Stiles se compadeceu do lobo.
Com o corpo limpo, e a cova feita, enterraram a mulher, com direito á algumas palavras de seus alunos e de Derek que jogou as flores que colhera perto do lago, em cima do local. Fizeram uma pequena homenagem em uma placa improvisada com carvão e um pedaço de metal que encontraram;
O dia já estava amanhecendo quando voltaram para casa.
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