Amor que não se pode explicar
45 Cap44: Seu amor o curou!
Notas iniciais

A situação toda era incrivelmente angustiante para Lydia que não podia fazer nada.
A ruiva não conseguia imaginar algo que pudesse fazer para ajudar. Se bem que se ela não gritasse vez nenhuma, já seria uma ótima ajuda. Mas com certeza ela não ficaria esperando gritar ou não. Pegou o celular mais uma vez e ligou, mais dessa vez para o namorado, pedindo aos céus que não o atrapalhasse em nada.
– Não é uma boa hora Lydia. – O rapaz atendeu um pouco mais afastado enquanto os outros terminavam de ouvir o que Kira tinha visto dentro da sala.
– Eu sei. Mas essa coisa de ficar aqui esperando não dá para mim. Me diz o que está acontecendo. O que vocês já viram?
– Não muito. Mas a família do Stiles está toda amarrada dentro da sala, com uma loira louca que parece estar contando todo o plano dela, algum papo de vingança ou algo do tipo, meio clichê na verdade. – Pontuou.
– Foco Aiden. Quero saber se ela está sozinha. Como são os capangas? No que posso ajudar? Entendeu?
– Tudo bem. Não os vimos, mas Kira disse que entrou um deles na sala junto com a mulher e não parecia humano. Não sei bem, tinha uma espécie de caveira na cabeça e o corpo parecia de um animal e chamou a tal loira de “La loba”, ou algo assim, já que parecia mais um grunhido do que fala mesmo.
– Tudo bem, vou ver o que posso fazer.
A ruiva correu para o quarto de Stiles e Derek e pegou alguns dos livros que Deaton lhe dera e que ela sabia que o garoto havia levado. Começou a procurar a criatura em algo que tinha escrito na capa, bestiário, o tal livro não era todo escrito na língua da garota mais para sua sorte reconheceu algo parecido com o que o namorado havia dito e começou a ler em busca de mais ajuda.
– Se eu entendi bem, você quer acabar com os lobos é isso? – Derek perguntou a mulher parecendo calmo demais para a situação.
– Isso mesmo lobinho. Não me leve a mal, você até é bem gostosinho sabe. – Sorriu se aproximando do lobo e lhe levantando a camisa, o que fez o sangue de Stiles ferver.
– Então tenho uma proposta para te fazer. – Derek assustou todos com a atitude.
– Estou louca para ouvir, mesmo tendo certeza de que não irei aceitar.
– Fique comigo. Solte todos. Sou o alpha. Me matando, você destrói todo meu pack. – Stiles gritou não e se debateu ao ouvir o absurdo que o namorado dizia.
– Hum, proposta tentadora devo dizer. Mas....
– Achei!! Lydia gritou e ficou em cima do sofá com o livro em mãos.
– O que? – Peter voltou da cozinha com um copo de água nas mãos.
– Uma forma de acabar com tudo isso.
– Como? – Danny arregalou os olhos.
– Parece que essa La Loba, não é nada mais que uma espécie de mulher jaguar, ou algo do tipo, muito parecida com um lobisomem e esses bichos que o Aiden falou, só seguem suas ordens, sendo assim...
– Se matarmos La Loba, eles não atacam mais? – Danny concluiu.
– Isso mesmo.- Sorriu indo ao quarto pegar algo.
– E como matamos ela?
– Com se mata qualquer lobisomem, com muito wolfsbane e ódio.
– O ódio nos temos, mas e isso ai que você falou? – Peter indagou, já se preparando para sair de casa.
– Também temos. – Lydia sorriu pegando a mochila e mostrando algumas folhas amarelas.
– Por que você viaja com folhas venenosas dentro da mochila Lydia? – Danny perguntou confuso.
– Também não sei. Apenas senti que precisava trazer e o fiz.
– Graças aos céus pelo seu poder de bruxa ou sei lá o que você seja. – Tudo aquilo estava confuso demais para Peter, mas ele também queria ajudar, odiava se sentir inútil.
Assim saíram, rastrearam o celular de Aiden e seguiram a localização pelo GPS da ruiva. Algo que a principio achara exagerado e meio psicótico, mais que agora tinha vindo muito bem a calhar.
– Como faremos para tira-los de lá? -Isaac se voltou para Scott, que parecia ter assumido o comando do pack na ausência de Derek, mesmo ele sendo o lobo mais novo ali.
– Precisamos passar por aqueles bichos, mas não faço ideia de como fazer isso. – Eithan, tentou opinar.
– Serei a isca. – Scott decretou.
– Claro que não. Está louco? – Kira se exaltou, mesmo tentando não fazer barulho para não chamar a atenção dos bichos, que graças aos deuses, pareciam não ter um olfato ou percepção tão bons, já que não os descobriram ali.
– Não temos alternativa. Ali dentro tem mais que a metade da única família que conheci, e eu não vou deixa-los serem mortos por uma louca que se acha a salvadora do mundo. – Olhou firme para a namorada que não disse mais nada.
Assim que um pré plano foi organizado, Scott saiu em direção a outra entrada da casa e os demais se posicionaram em pontos estratégicos onde podiam atacar os Berserkers.
Scott entrou no ambiente, sentindo rapidamente o fedor de algo podre. Percebeu que vinham dos tais homens/animais que estavam guardando a porta de uma pequena sala. Eram apenas dois, ele pode perceber, mais com certeza dariam trabalho suficiente.
Se transformou e rosnou chamando a atenção deles, que rapidamente o seguiram como ele queria, para fora da casa. Lydia, Danny e Peter chegaram ao local e se assustaram com a cena que tinham a sua frente. Dois homens, que não pareciam mais humanos, começavam a perseguirem seus amigos.
– Oh!! Vou precisar de anos de terapia depois disso. – Peter alertou.
– Preciso encontrar o Stiles. Ele deve saber alguns dos feitiços, havia começado a estudar com Deaton, para ser o emissário do Derek. – A ruiva explicou.
– Acho que podemos passar sem sermos percebidos, por entre os matos, já que eles parecem ocupados com o pack. – Danny sentia seu coração doer ao ver o namorado se unindo ao irmão e se tornando duas vezes maior para enfrentar os guerreiros.
Lydia, Peter e Danny, passaram sem serem notados e conseguiram chegar á sala, onde podiam ouvir todo o discurso de vitória de Kate, o que a ruiva achava terrivelmente desnecessário, já que queria matar alguém por que não logo? Nunca entendera a necessidade dos vilões de contar vantagem antes do golpe final, o que para sorte deles ajudaria muito no fim das contas.
– Parece que seus amiguinhos enfim resolveram sair de detrás da casa e atacar meus guerreiros. – A loira revelou.
Derek não estava mais aguentando aquilo e mesmo sentindo uma dor terrível, colocou as garras para fora e começou a tentar cortar as cordas. O que o estava ferindo muito, já que pareciam encantadas de alguma forma.
Stiles não tinha mais forças para chorar, lamentar ou que quer que pudesse fazer naquele momento. Mas se tem uma coisa de que o jovem poderia se gabar era de seu poder de observação. Viu que Derek tentava quebrar as cordas e rapidamente notou também alguém na greta da porta e reconheceria a cabeleira ruiva em qualquer parte do mundo.
Suspirou tentando bolar algum plano. E começou a falar para chamar a atenção da mulher e tirar o foco dela de Derek ou de Lydia.
– Sabe Kate. Eu posso até entender a sua psicose por querer matar os lobos, não acho nem que seja sua culpa, posso dizer que é um problema de criação. – John ficou atordoado com o rumo da conversa do filho, até que olhou para Laura e viu a loba fazer sinal, mostrando Derek quase rompendo as cordas e ela começava a fazer o mesmo, o xerife então tentou disfarçar e começar a prestar atenção na conversa do filho para ajudar no que fosse preciso.
– Sim, eu sei que sua família é toda de caçadores. E provavelmente você cresceu tendo toda essa pressão de ter que matar os lobos maus, eu entendo sabe. – A mulher olhava intrigada para Stiles, não que acreditasse ou desse bola para o que ele dizia, apenas queria saber como alguém podia falar tanto em uma situação daquelas.
– Só tem uma coisa que ainda não entendi em toda essa história.- Stiles revelou.
– E o que seria garotinho irritante? – Crispou os lábios.
– Se odeia tanto os lobos como se tornou uma?
– Presentinho da mãe do lobão ai. – Olhou para Derek que acabou se desconcentrando um pouco das cordas para ouvir o que tinha acontecido.
– No dia do incêndio a maldita da Tália, percebeu que tinha algo de errado e saiu no momento em que eu colocava fogo, lutamos é claro mais eu a venci e a joguei dentro de casa, mas antes ela tinha que me presentear com a mordida. Claro que pelo código dos caçadores eu deveria ter me matado. Mas nunca fui muito de segui-lo a risca. – Sorriu, voltando a atenção para Stiles que tentou se concentrar novamente na distração que preparava para a mulher.
– Sabe, eu também tive esse momento de odiar os lobos. Eles são tão irritantes ás vezes. O Derek mesmo. Nossa!! É um poço de chatice e mal humor. – Olhou para o lobo e viu a carranca mais não ligou,
Derek já havia se soltado e se levantava devagar para atacar a mulher que tinha dado as costas para ele quando o garoto havia começado com o falatório.
– Hum, e por que então deixou que ele te reivindicasse? – Kate perguntou olhando para o xerife, para ter certeza de que ele não sabia de tal coisa, vendo o homem regalar os olhos com a descoberta.
– Porque ele é gostoso e na cama, bem só posso dizer que é impossível rejeitar alguma coisa para ele na cama. – O garoto tinha certeza de que morreria depois daquilo, se não fosse por Kate seria pelo seu pai que parecia querer explodir depois do que ele dissera do seu “irmão”.
Antes que a mulher pudesse dizer mais alguma coisa, sentiu as garras de Derek lhe perfurarem as costas e rosnou de dor, se transformando imediatamente e indo para cima do lobo.
Laura conseguiu se soltar e foi para perto do xerife o desamarrar. Lydia viu a oportunidade perfeita para entrar no cômodo enquanto Derek e Kate lutavam corpo a corpo em uma batalha verdadeiramente dura.
– O que está fazendo aqui? – Stiles se esforçou para não falar muito alto, enquanto a amiga desamarrava as suas mãos.
– Vim ajudar. Achei alguns feitiços nos livros que o Deaton lhe emprestou e achei que poderia conjura-los.
– Mas não sou um emissário ainda. Só estou aprendendo, na verdade nunca tive nenhuma aula prática só li os livros.
– Vai ter que bastar. – Laura falou trazendo o xerife para perto deles.
– Tudo bem. Mas tirem o meu pai daqui.
Enquanto isso, Derek e Kate eram apenas rosnados, garras e golpes quase certeiros.
– Não! Vou ajudar. – O xerife respondeu categórico.
– Pai, por favor, não seja teimoso pelo menos uma vez. Saia daqui com o Peter e prometo que nos cuidaremos. – Stiles segurou o rosto do pai com carinho.
– Me perdoe por tudo que fiz. – John murmurou e abraçou o filho logo sendo interrompido por Peter que havia si aproximado.
– Cuide-se meu bem. – O loiro falou com a namorada, lhe dando um beijo e pegando o xerife pelo braço o tirando da casa, como os filhos haviam pedido.
– Quem é você? – John interrogou ao sair do cômodo.
– Peter Senhor, um dos seus genros. Mas isso é história para uma outra hora, vamos sair daqui agora. – O loiro explicou e passou vendo os amigos serem quase massacrados pelas bestas, e sentindo não poder ajudar muito.
– Tenho armas no carro, sabe atirar rapaz? – John perguntou quando estavam perto dos carros e fazendo uma nota mental para saber que conversa era aquela de “ genros”.
– Sim senhor. – Respondeu já pegando o armamento oferecido pelo sogro e logo em seguida voltaram para ajudar o pack com os Berserkers.
– O que tenho que fazer Lydia? – Stiles perguntou vendo a ruiva tirar algumas plantas de dentro da mochila que carregava.
– Apenas recite esses versos bastante concentrado, enquanto eu jogo wolfsbane nela, para o Derek e a Laura poderem dar o golpe final, assim que ela morrer seus capangas deixam de existir e tudo estará acabado.
– O que exatamente esses versos iram fazer? E porque você carrega wolfsbane na mochila?
– Desorienta-la para podermos montar uma emboscada. E depois falamos sobre isso. – Respondeu categórica.
– Ok. Vou ajudar o Der e espero o sinal de vocês. – Laura respondeu e correu na direção do irmão.
Derek já estava cansado, ferido e completamente desorientado. Mas nunca permitiria que aquela louca fizesse algum tipo de mal para sua família e para o seu companheiro. A loba Hale avançou na mulher com todo o ódio.
Stiles começou a usar as palavras do livro, mas não parecia surtir muito efeito.
– Se concentre! — Lydia gritou!
– Não consigo. – Choramingou.
– Quer ver a Laura morta? Quer ver seu companheiro dilacerado? Então respire fundo e canalize toda sua raiva e foque no bem estar dele. – Ordenou.
Stiles puxou o ar com toda a força mais uma vez e tentou fazer como a ruiva mandou.
Ela sabia que o rapaz era completamente humano, mas podia jurar que havia visto uma áurea diferente circular o garoto no momento que ele começou com a invocação.
Repetiu os versos três vezes
A ruiva teve medo de não dar certo.
Porém quando olhou a loba loira, percebeu que ela começava a cambalear. Parecia que não podia coordenar mais o próprio corpo e Derek viu a oportunidade perfeita para avançar com ainda mais força sendo seguido pela irmã.
Lydia se levantou e pegando as folhas que esmigalhara com as próprias mãos avançou jogando o máximo que pôde em cima da mulher que começou a se contorcer de dor, a planta queimava sua pele de um jeito que a enlouquecia.
– Desgraçados!! – Praguejou de dor e cambaleou até sentir o chão sob os joelhos.
– Posso até morrer, mas não vou só. – Falou e disparou uma flecha que estava guardada dentro de sua bota, na direção do peito de Derek.
O lobo rosnou com a dor e caiu no chão se contorcendo e chamando atenção de seu companheiro que saiu em disparada para perto dele no mesmo instante.
Laura brilhou os olhos, vendo o irmão ferido e se colocou na frente da mulher com todo o ódio que sentia em si, por sua família de sangue e por sua família do coração.
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Scott e os outros já não tinham forças. Peter e o xerife haviam esgotado todas as suas balas e o pack todo estava muito ferido e quase desistindo da batalha, pois as bestas nem pareciam terem sido atingidas uma única vez que fosse.
Quando menos esperaram algo realmente estranho aconteceu.
Todos sumiram, como em um passe de mágica.
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Laura havia se vingado!
Retirou as garras que tinha fincado no peito da loba e a viu cair no chão com um baque surdo, parecendo uma pedra.
Lydia correu e jogou o resto da wolfsbane em cima da loira.
– Só para garantir.- Sorriu aliviada vendo que tudo acabara enfim.
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Stiles apenas ouviu o último grito de dor de Kate, mas no momento a única coisa que estava chamando sua atenção era o seu grande amor, se debatendo de dor no chão.
– Der, lobão! Não faz isso comigo! Por favor! – Chorava desconsolado, sem saber muito bem o que fazer, enquanto alisava o rosto do amado.
Quando todas as bestas sumiram e o pack havia comemorado a vitória John entrou na casa a procura dos filhos e não pôde sentir seu coração mais dolorido ao ver Derek no chão com uma flecha cravada no peito, por sorte no lado contrário do coração, mas ainda sim, corria risco de morte e o xerife sabia disso.
– Tira a flecha. – Derek sussurrou já quase sem forças.
– Não posso! Vai doer ainda mais. – Stiles tremia em pânico.
– Faça meu amor! Não te deixarei prometo. – Tentou esboçar um sorriso.
– Tudo bem! – Puxou o ar e trouxe o amado para um beijo apaixonado.
Aproveitou o momento de distração do lobo com o contato com seus lábios e puxou a flecha de uma única vez. Vendo Derek gritar e arquear o corpo com a dor logo depois o deixando cair no chão novamente.
– Der!!! Eu te amo!! – O menino gritou desesperado achando que havia perdido o companheiro de alma.
– Ele está curando olha! – John falou abraçando o menino que se assustou por perceber que o pai estava ali.
– A licantropia o curou. – Stiles pontuou aceitando o abraço do pai.
– Não! Seu amor, o curou! – John corrigiu o filho com um imenso sorriso nos lábios.
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