Amor quase platônico
14 Viagem quase turbulenta
Notas iniciais
Lucy Heartfilia
Era o último dia na praia. A sala de livros estava limpa e arruma, foi ótimo para passar o tempo; Lucy conseguiu achar alguns livros que estava precisando e algumas anotações antigas.
– Soube que Juvia está de namorico com o Gray – Lucy ouviu Erza dizer á Levy.
– Òtimo! – Exclamou Levy. – E eu cansei da minha carreira de cupido. Meus conselhos são um fiasco!
Erza não pôde desmentir; ficou em silêncio. Mas então, Lucy interrompeu.
– Acho o contrario. – Diz Lucy. – Você tem um futuro brilhante!
Os olhos de Levy brilham; já Erza ficou inexpressível. O dia se passou só com arrumações. Ninguém estava animados para ir embora. Lucy não queria se despedir daquela paisagem marcante do pôr do sol. Sentiu que os dias ali se passaram rápido demais.
– Só precisa sorrir na despedida – diz Jellal aparecendo atrás de Lucy.
Lucy suspira com desdém.
– Você e o seu jeito chato. – Bufa Jellal. – Você é insuportável.
– Cala a boca. – Retrucou Lucy. – Acha que eu me esqueci do seu apelido?
– Por favor, não conte isso para a Erza!
– Depende de como você vai se comportar.
Lucy terminou se arrumar suas coisas e foi direto para a garagem onde encontrou com Natsu, Gray e Juvia. Juvia estava estranhamente corada, assim como Gray; Lucy se lembrou do que Erza disse e abafou um risinho. Natsu estava adormecido em uma cadeira.
– Pronto para ir embora? – Indaga Lucy, carinhosamente, o acordando.
– Não. – Murmurou Natsu. – Odeio a mania de limpeza do Gray.
– Hã? – Exclamou Lucy, sem entender.
– Happy e eu estamos na casa do Silver desde que briguei com Lisanna. Esqueci de te contar.
O rosto de Lucy se ilumina com seu pensamento repentino.
– Quer ir morar na minha casa?
Natsu ficou pensativo – coisa rara -, então respondeu:
– Já tem muita gente na sua casa, Lucy. Não quero incomodar.
– Você não iria incomodar. Olha, Mavis vai mandar Js para Jellal e ele vai arranjar um apartamento. E a Levy... bem, a Levy vai ficar comigo pra eternidade mesmo... – Lucy faz cara de choro e acrescenta. – Só se você não quiser...
– Eu vô adorar ficar em sua casa!
Lucy não teve nem tempo de corar; Levy apareceu com um vestido amarrotado e sujo.
– Não irei correr o risco usando um vestido fashion!
– Brilhante – sussurra Lucy. – Então, cadê a Erza e o Jellal?
– Olha eles lá – diz Silver apontando para frente onde os dois caminhavam, ofegantes.
– È... – murmurou Levy quando os dois chegaram. – Jellal, tem batom no seu pescoço, no queixo e na tua boca.
Jellal cora e lança um olhar estranho para Erza, que também cora.
– Estava... hm... experimentando para ver se combinava com meu look – exclama Jellal e Natsu começa á rir sem suspeitar do ar safado que ali tinha.
★
– Pode vomitar no meu vestido – disse Levy á Natsu quando a van já estava á caminho. – Não ligo.
Natsu fez cara de enjoado e Erza se intrometeu.
– Posso dá um fim no seu sofrimento, Natsu. – Disse mostrando os punhos aterrorizando ainda mais o pobre menino. Mas Lucy entrou na frente.
– Pode deixar que eu cuido dele, Erza.
Erza deu de ombros. Natsu, que estava com o rosto azul, ficou vermelho. Lucy o deitou em seu colo e, ainda lendo seu livro, começou á acariciar os sedoso cabelo rosa. Natsu observou seus olhos castanhos lerem com atenção o livro. O tom azulado em seu rosto desapareceu, só ficou com tons vermelhos, ruborizado. Pareceu se esquecer que estava em um transporte, então adormeceu. Lucy o observou roncar por um minuto; ela sorriu e beijou sua bochecha.
Levy, Erza, Gray e Juvia que estavam observando a cena desde o começo, ficaram boquiabertos, em silêncio. Só Levy que não se conteve.
– Se você tivesse feito isso na primeira viagem, talvez meu vestido ainda estaria inteiro.
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