Amor quase platônico

5 Praça, lama e Happy.


Notas iniciais
Me desculpem pelo atraso! Viajei sem compromisso, e prometi postar ontem, mas caí e dormir. Bom, bueno leitura! ^_^

Natsu Dragneel

Natsu ficou olhando-a por uns certos minutos, mas quando Lucy o localizou, ele logo tratou de admirar seus pés. É claro que a garotinha não tinha notado seu olhar profundo e continuou a imitar macacos, mas Lucy não ria. Irritada, a garotinha pegou uma cesta em que Lucy carregava, tirou de lá um pano vermelho e o arrumou no chão; pegou de sua bolsa um livro e começou a ler.

Lucy continuou paralisada, olhando para Natsu. Ele sentia seu rosto arder como nunca, estaria envergonhado?, e seu coração bater em velocidade máxima, isso só porque a viu. Mas, quando ela começou a andar, ele sentiu que ia ter um ataque cardíaco.

Quando ela chegou perto, Natsu se levantou do banco, e ela o abraçou. A garotinha observava tudo com muita atenção, poderia jurar que os olhos da garotinha estavam lagrimejados. Depois de alguns minutos ali, com Lucy agarrada em seu pescoço, Natsu ouviu a voz da garotinha.

– Ei! Venham vocês dois! Temos sanduíches suficientes!

Lucy o largou e, sorrindo, o levou para o pano vermelho.

– Esse é o Natsu, Levy – disse, ainda sorrindo.

– Adivinhei que fosse – Levy deu um sorriso suspeito. — Muitíssimo prazer, Natsu. Sou Levy McGarden, amiga da Lucy. Sabe, ela tem me falado muito sobre você.

Lucy corou, certamente não era para Levy ter dito aquilo.

– Ah, vamos! Sente-se aí, nesse paninho. – Exclamou Levy, e quando Natsu se sentou, ela viu o que ele tinha nas mãos. – O que é isso?

– È o meu gato – respondeu, tristemente -, ele desapareceu.

– Oh, mas... Lucy... – murmurou vendo a foto.

– Happy desapareceu? – perguntou Lucy, calma. – Acho que não. Ele está lá na minha casa. Apareceu lá. Miou pra mim e foi direto para minha cama, deve estar dormindo hora dessa.

– Que gato inteligente! – exclamou Levy. – Bem.... pode ficar com meu sanduíche, não estou com fome. Eu vô brincar naquele balanço, se precisarem de mim, pode me chamar.

Levy saiu saltitante até o balanço.

– Onde você estava?

– Dinamarca. – Respondeu, com frieza.

– Por que não me ligou?

– Perdi seu número.

Não houve mais perguntas, Natsu manteve o silêncio, mas Lucy o deixo de lado.

– Lembro do dia em que estávamos aqui. Não me esqueço. Passamos a tarde aqui. E você falou “ você ainda vai gosta muito de mim, Lucy. Pode apostar” – ela imitou sua voz. Natsu riu.

– Me lembro que levei uma surra da Erza.

– Você e Gray saíram sujos!... – ouviram uma pancada forte. Levy havia caído do balanço.

– Não se preocupem, estou bem! – Ela se levantou e mostrou o polegar. Mas escorregou e caiu na poça de lama ao lado.

– Podemos simplesmente não nos preocupar?

– Podemos. – Respondeu Lucy vendo Levy se levantar e voltar a brincar no balanço. Lucy se levantou, Natsu também. – Voltando ao assunto, eu acho que você ganhou aquela aposta. – Natsu sorriu e os dois foram para onde Levy estava. — Passe lá para pegar o Happy. Estarei te esperando!

– OK!!

Natsu saiu para casa dos Fullbuster.

– Tchau, Levy – disse.

– Tchauzinho!

Quando ele desapareceu de vista, Levy começou a berrar.

– Viu só a cara dele? Meu Deus, como você pôde abandonar um cara desses?! Os olhinhos dele! Brilham! – Levy guardou o pano vermelho e murmurou. – Como eu queria ter um namoradinho...