Amor quase platônico
12 Namoro de mentirinha
Notas iniciais
Natsu Dragneel
Natsu chegara ao extremo da preguiça; brigar com o Gray era a única saída para não fazer nada. Ah! Roubar os mini bolinhos de morango que Jellal anda fazendo com tanto esforço, também é um dos seus passatempo favorito. Observar Happy testar novas areias é algo inspirador! Só o gato que não gostou muito da ideia de ser observado enquanto faz suas necessidades fisiológicas; e ficou furioso quando Natsu trouxe uma câmera para filma-lo enquanto isso.
– Pare de atormentar o gato – repreendeu Lucy.
– È pra guardar de lembrança, Lucy!
– È pra você rir depois! – Concluiu Lucy. – Pra você macular a memória do pobre gato!
Uma gota apareceu em Natsu.
– Às vezes acho que você se preocupa mais com ele do...
– Não importa! – Interrompeu Lucy. – Venha. Tenho uma tarefa pra você.
– È perigosa? – Pergunta Natsu, empolgado.
– Idiota. – Murmurou Lucy. – Só me siga, calado.
Lucy o levou até uma porta grande e com várias trancas; Natsu pensou que tivesse algum tesouro ou coisa do tipo ali dentro, mas quando adentrou a porta, se deparou com uma grande sala cheia de livros empoeirados, estantes enormes e amontoadas por livros. Natsu estremeceu, aquele lugar tinha um ar fantasmagórico.
– Faz um bom tempo que não venho aqui – exclama Lucy.
– Dá pra perceber, esse lugar é horripilante!
– Vamos limpar, organizar e desenfestar todo esse lugar. – Disse Lucy ignorando seu comentário.
– Isso é... – murmura Natsu, antes de terminar a frase, Lucy laçou á ele um olhar veja-lá-oque-você-vai-dizer. – Isso é brilhante!
Natsu engoliu em seco. Esperava não ter que passar o resto de suas “férias” arrumando uma biblioteca gigantesca. O pouco de simpatia que sentia por livros, acabou se ir embora.
– Podemos começar agora? – Pergunta Lucy sem querer saber da reposta. Era só um jeito de dizer: vamos logo. – Comece retirado os livros da prateleira e os limpe. Enquanto eu, limparei e organizarei, por gênero, os livros.
– Só uma perguntinha, Lucy...
– O que é?
– Você pretende arrumar isso tudo sozinha?
– Claro que não! Pra quê eu chamei você?! – Indaga Lucy como se fosse óbvio. – Mas, Levy e Gray quiseram ajudar também.
Ao ouvir isso, Natsu se sentiu um pouco mais aliviado. Ele viu lucy amarrar seu brilhoso cabelo e começar a limpar.
Ahh, como é que ela pode ficar bonita até arrumando esses livros velhos que fedem mofo...?
Vendo que se declarou em voz alta, Natsu corou até as orelhas quando Lucy o fitou.
– Sabe, quando trouxe você para me ajudar seria, realmente, pra você ajudar, e não pra ficar admirando minha beleza.
– Não consegui resistir... – murmurou Natsu.
– Oh, sério ? – Indagou Lucy fingido uma expressão de surpresa.
– Seríssimo. – Natsu foi até Lucy, segurou seu rosto e lhe deu um beijo. Um beijo demorado de tirar o fôlego. Lucy respirou e Natsu viu que ela esta corada. Tão fofinha...
– Você... – murmurou ela tentando disfarçar o rubor de seu rosto mexendo nos livros. – Que tal continuarmos... a limpeza?
– Certo.
Lucy passou o resto da tarde corada. Não disse nada. Pareceu estar perdida no seu pensamento. Apesar de ter feito aquilo umas três vezes, nunca foi um beijo tão profundo. Quando Natsu terminou de limpar uma estante inteira, Lucy se manifestou.
– Acho que está bom por hoje – disse. – Continuamos amanhã, o.k?
– OK.
Natsu desceu da escada e foi surpreendido por Lucy. Ela sorriu e o abraçou.
– Já não consigo aguentar esse namoro de mentirinha – exclamou ela.
– Não? – Exclamou Natsu, desentendido.
–Não. Quero que seja de verdade. Jellal já não está mais no meu pé, não há motivos pra continuar com um namoro de mentira.
– Lucy – diz Natsu –, não entendi nada.
– Idiota! – murmura desfazendo o abraço. Mas Natsu viu em sua voz um quê de vergonha. Ela cora. – Só quis dizer que... quero ficar com você de verdade. Entende? Quero que você... – Lucy hesito em dizer o restante da frase, mas continuou, envergonhada. — Quero que você me beije a qualquer hora que quiser!
Aquelas palavras soaram brega e melosa aos ouvidos de Lucy. Mas para Natsu foi como se um fogo quente e aconchegante esquentasse seu corpo. Ele sorriu e eles saíram para o jantar, com a alegria estampada no sorriso.
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