Amor quase platônico
6 Gatos, beijos, e uma visita
Notas iniciais
Lucy Heartflia
Quando Lucy chegou em casa, foi direto para o banheiro. Natsu iria chegar ali e ela não poderia sair de qualquer jeito para vê-lo.
– Ei, Lucy, abra logo essa porta! – berrava Levy. – Sou eu quem estou toda suja...
– Espere um minuto.
Lucy saiu com seus cabelos incrivelmente sedosos e soltos. Uma gota escorreu em Levy.
– Isso tudo porquê ele vem pegar um gato?
– Que horas são, Levy? – perguntou Lucy, ignorando seu comentário.
– Acho que são seis e meia. Por que?
– Seria ótimo se oferecemos um jantar pra ele, não? O ponto fraco do Natsu é o estômago. – Exclamou Lucy, pensativa.
– Um jantar?
– Sim! Um jantar. Mas... não vai dar pra preparar agora.
– Peça comida japonesa!
– Claro! – exclamou pegando o celular. – Levy, você é brilhante!
Lucy saiu correndo para pedir a comida, enquanto Levy foi tomar seu banho. Quinze minutos depois a campainha tocou, Lucy arrumou rapidamente sua roupa, pensando que fosse o Natsu.
– Olá, foi aqui que pediram uma comida japonesa? – disse um cara com levemente entediado, ele tinha um cabelo grande e preto, Lucy ficou de pensar, seria ele gótico, ou como diz Levy, vida louca... – Ouoh! Que gatinha! Me chamo Gajeel e você? — exclamou entregando a comida, em tom zombeteiro.
– Muito engraçado! – Lucy pegou os J e entregou a Gajeel.
– Poderia falar – disse se virando bruscamente para a rua – “boa noite e boa refeição” como o meu chefe diz pra fazer. Mas eu não faço esse cumprimento aos clientes daquele velho japonês. Sabe por que? – ele começou a andar até a moto. – Porque eu odeio o meu trabalho.
Ele arrancou, e saiu com toda velocidade para-quem-sabe-onde. Lucy ficou sem entender uma palavra que ele disse. Lucy balançou a cabeça e fechou a porta. Arrumou o sukiyaki na mesa. Ela se sentou no sofá, ainda refletindo sobre o entregador. Ele não gosta de trabalhar, foi isso que ele quis dizer...? Lucy foi despertada pela campainha. Pulou do sofá e pegou seu batom. Passou bem rápido e abriu a porta.
– Olá Lucy! – disse Natsu, sorrindo.
– B-boa noite. – Ela o convidou para entrar. Seu ar ficou sério, então, resolveu pregar uma pegadinha. – Não posso devolver o Happy.
– Hã?
– Ele não está aqui.
– Mas, Lucy... – Natsu engoliu em seco. – Ele não estava aqui?
– E estava. Mas fui vê-lo agora, e .... sumiu.
Natsu a olhou torto.
– Sua mentirosa!
– Ah, sério! Você percebeu?
– Lucy, você não sabe mentir!
– OK! Reconheço o fracasso. Vem, o Happy está no meu quarto.
Natsu a seguiu e ao chegar lá, encontrou Happy ronronado no fofo cobertor de Lucy. Que inveja de você, Happy..., murmurou ele. Natsu deixou o cheiro doce daquele quarto o invadir. Percorreu com os olhos na mesa cheia de livros, Lucy não deve ter tido tempo para arrumar tudo, pensou Natsu, ou então, não iria ficar muito tempo ali, talvez voltaria para Dinamarca. Só de pensar, Natsu estremeceu.
– Ei! – Lucy o chamou para realidade. – Vamos, entre! – exclamou, pulando em sua cama, assustando Happy. — Ele cresceu, não? Da última vez que o vi não passava de um pequeno filhote.
– È, mas o que cresceu mais foi a barriga. – Disse se sentando em frente para Lucy. Um vento forte entrou pela janela fazendo a porta de fechar. – Você vai voltar para Dinamarca? – perguntou, de repente.
– Ah, eu tenho que voltar – respondeu com desdém, como se desprezasse a ideia. – Eu tenho uma editora nervosa lá, e, estou trabalhando em outro livro que ela tem que produzir. – Lucy suspirou. – Não quero ficar muito tempo por lá. Por isso, já estou adiantando minha parte – explicou, acenando para escrivaninha bagunçada. – Sabe, não quero te deixar sozinho de novo. Soube que você fez a besteira de se casar com aquela sem sal do oitavo ano! – disse em tom de censura.
Natsu encolheu os ombros.
– Pensei que você não ia voltar.
– Certo. Também fiz besteira. Deveria ter te avisado...
– Poderia te castigar. Mas, só quero uma coisa.
– O que Majestade deseja?
Natsu se aproximou e segurou seu queixo, pensativo.
– Ah! Quero um beijo.
– E você precisa pedir?
Lucy se aproximou de Natsu e lhe deu um beijo. Foi mais rápido do que ela queria que fosse.
– Eu tô com fome – exclamou ele. – Tem comida aí?
– È claro. — Disse Lucy, um tanto que irritada.
Natsu saiu a passos largos do quarto; com certeza, foi o seu estômago vazio que levou direto para a cozinha, ou estava envergonhado por causa do beijo. Lucy reprimiu um riso. Quando acabou de descer as escadas ela ouviu a campainha tocar. Não estava esperando ninguém, tão achou que fosse pra Levy. Quando abriu a porta, viu que, realmente, não seria para Levy.
– Olá, Lucy. Sua saída repentina me deixou curioso, então decidi te fazer uma visitinha.
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