Amor quase platônico

11 Como maltratar o Natsu!


Notas iniciais
Olá pessoinhas! *-* Desculpe por não ter postado ontem e páh. Mas tá aí :3

Lucy Heartfilia

Era quase meia noite quando Lucy acordou com uma estranha sensação que tinha algo em seu cabelo. Ela concluiu que era algum bicho horrendo, mas só bateu a mão pra espanta-lo, então sentiu uma respiração em seu ouvido. Era uma pessoa; não quis saber quem era, se levantou rápido e chutou com força a criatura que a acordara.

Então viu Natsu bater no chão com um bac estridente.

– Natsu! – Exclamou Lucy, nem um pouco surpresa. – Se você continuar com essas brincadeira eu vô ficar viúva sem nem mesmo ter casado.

Natsu sorriu, quebrado.

– Você não vai se livrar de mim por tão cedo – disse. – Mas a minha coluna nunca mais vai ser a mesma...

Lucy foi até ele e o ajudou a se deitar em sua cama.

– Ora, por que fez isso? – Exclamou Lucy fazendo algum tipo de massagem em Natsu. – Pensei que fosse a Levy tentando fazer gracinhas, ou um inseto.

– Mas quando foi que você conseguiu tanta força? Está andando demais com a Erza.

Lucy ficou uns quinze minutos fazendo massagem esquisita em Natsu até que perceber que ele tinha pegado no sono.

– Natsu! – Indagou dando um tapa em sua cabeça, fazendo ele acordar.

– Me deixe dormir, Lucy... – murmurou.

– Pelo que vejo – disse Lucy secamente -, você já está pronto pra outro chute.

– Você quer me matar, é isso Lucy?!

– Quero. – Entoou Lucy com uma voz sombria e aguda; Natsu se virou e se deparou com um rosto assustador. O menino se questionava se a Erza estava dando aulas pra Lucy. “Como maltratar o Natsu”. – Primeiro. Ire. Te. Torturar. – Disse Lucy pausadamente. – Depois. Deixarei você em uma cadeira elétrica. Durante. Um mês. – Lucy deu alguns passos e Natsu recuou.

– L-Lucy...!

– Ah! – Lucy continuou a se aproximar, assustadoramente, até Natsu, que continuou a recuar. – Assim que você estiver todo machucado eu vou...

Lucy não continuou falando. Em sua caminhada sombria até Natsu ela escorregou em uma pequena gosta de creme e caiu. Natsu hesitou, mas correu ao encontro de Lucy, que agora estava com o rosto normal.

– Está vendo aí? — Exclamou Natsu ajudando Lucy á se levantar cuidadosamente e se deitar na cama. – È bom você parar com essas brincadeiras!

– Ah, por favor! Não venha você me dizer isso!

– O.k. – Disse Natsu. – E você se machucou?

– Só o meu “bumbum” que está dolorido por causa da queda...

– Ficaria honrado em massagear ele! – Indagou Natsu com os olhos brilhando. Lucy abafou um “kyah” e o xingou de tarado. – Já vi que você não vai aceitar... então vamos dormir!

Natsu pegou o cobertor e se deitou descaradamente ao lado de Lucy.

– Seu idiota! – gritou Lucy. – Você dorme no seu quarto e eu, no meu!

– Dá um tempo, Lucy! Deixe eu dormir com você só por hoje. — Vendo o olhar severo e pensativo de Lucy, Natsu acrescentou: — Eu juro que não irei fazer nada safado!

O olhar severo de Lucy desapareceu.

– Boa noite, Natsu.

Ele sorriu e se aconchegou entre seus cabelos.

~~

– Eu não sabia que poderíamos dormir com garotos. – Lucy ouviu a voz de Erza, mas se obrigou á continuar dormindo.

– Oh! Juvia acha uma falta de vergonha...!

– Ah, sério? – Murmurou Gray, a decepção na sua voz era evidente.

– Eles realmente são namorados...

Ao ouvir isso, Lucy se levantou automaticamente; sua cama estava rodeada por caras curiosas. Lucy notou que Natsu ainda agarrado á sua cintura; o empurrou e ele caiu da cama.

Pôh Lucy! Já é a segunda vez que você faz isso! – Exclamou Natsu sem perceber que estava sendo observado.

– Juvia vai tampar os olhos!

– Lucy! – Exclamou Jellal. – Você... vocês...

Levy nada disse; encarava Lucy com uma expressão de horror. Lucy nem queria saber o que ela estaria pensando.

– Pode ficar se pegando desse jeito agora? – Pergunta Gray com o desdém de sempre.

– Não estamos “se pegando”. – Respondeu Natsu, indiferente.

– E o quê que você está fazendo na cama de Lucy? – Exclama Silver.

– Não é óbvio?! – Disse Natsu, inocente aos pensamentos daquelas pessoas. – Estávamos dormindo! O que mais poderíamos fazer?!

E assim o assunto se deu como encerrado. Mesmo assim, Lucy esclareceu as coisas para as garotas, não queria vê-las lançando olhares furtivos pra ela; Lucy se arrumou e foi direto para a cozinha. O cheiro de café com torradas era irresistível. Depois faço alguns exercício com mr. Silver, pra compensar, pensou Lucy.

– Jellal você é o melhor na cozinha! – Exclama Levy.

Jellal sorri e lança um olhar tristonho pra Erza que tomava seu café em silêncio.

– Acho que eu engordei uns dois quilos – disse Lucy.

– Toda coisa boa tem seu preço. – Solto Erza, rindo. Mas dava pra ver de longe a angústia de Jellal.

Ao entardecer, Jellal foi á procura de Lucy. A encontrou na praia vendo Natsu e Gray competir.

– Lucy – chamou -, posso falar com você?

– Ah, Jellal. Vamos ali – Lucy o levou para a cabana de água de coco. Então Jellal começou á falar em velocidade máxima. – Não entendi nada.

Jellal suspirou.

– Estou gostando da Erza. Mas ela me ignora!

Entendendo a situação, Lucy disse:

– Ela tem muita vergonha, também. Mas a Erza sempre quis... hãm... você entende, ela sempre quis ter um namorado que a levasse pro altar. – Lucy suspirou vendo o rosto curioso de Jellal, e viu que a Levy tinha razão, Jellal é tímido, e está querendo saber mais sobre Erza. – Parece que a Erza mudou muito.

– Mas, você acha que eu tenho chances?

– È claro que tem! E quer saber? A Erza adoro bolo de morango.