Notas iniciais
Hoje completa uma semana de Amor Proibido, obrigada galerinha.

Com um toque do coturno, o cavalo saiu em disparada pelo campo cheio de árvores, flores, e outras coisas, Bella sorriu, realmente, era um enorme terreno e seria bom cavalgar por ali algumas horas. Aproveitou o vento nos cabelos e começou a devanear. Qual seria o futuro dela ali? Dela e de Edward? Preguiçosamente, se inclinou no cavalo, e ficou pensando num futuro filho com Edward, poderiam se resolver... Ao ponto de terem um filho? Ela teria o poder de conquista-lo? Balançou a cabeça negativamente, estava louca? Agora queria conquistar um homem nojento como Edward? Ser sua provedora de herdeiro enquanto ele se deitava com metade das vampiras do reino? Não, nem pensar, iria preferir morrer virgem do que chegar a tal ponto. Além disso, Edward a desprezava, não tinha como negar, ela não o atraia, ponto final.
Ergueu o olhar e notou que Black estava no perímetro do muro, correndo, aproveitou e tentou imaginar quantos metros aquele muro tinha, cinco? Oito metros, talvez até mais, já se passava das nove horas da noite, e não conseguia ter uma precisão, passou a unha na parede fazendo um som estridente enquanto Black corria, bela prisão ela tinha afinal, mas não deixava de ser uma prisão. Contudo... Se Edward não sentia nada por ela... Porque prende-la? Não era mais fácil a deixar livre para fugir e ele encontrar outra? Sorriu, será que ele... Repentinamente o cavalo relinchou alto, e a única atitude de Bella foi olhar pra frente assustada enquanto Black freava bruscamente, uma figura espectral estava na frente de Black, de negro, Bella não conseguiu ver ou pensar direito, num minuto pensava em Edward e no outro, seu corpo estava sendo projetado a mais de quatro metros pra frente graças ao susto que Black levou, o fazendo dar um coice alto, que Bella não conseguiu segura-lo, num minuto, Edward, no outro, escuridão.

~

– Foda-se, Foda-se... – Edward pensava insistentemente enquanto ouvia a ladainha do conselho, há dias tava aquele inferno, há dias, mais e mais pressões pra cima dele. Porra, que merda adianta ser o rei se tem que baixar a cabeça para aqueles velhos de quinhentos anos? “Foda-se” sua mente repetiu enquanto ele riscava o papel a sua frente, Bella tinha razão, ele era a porra do rei, podia mandar matar todo mundo ali e já era. Podia, Queria... Mas não devia, conselho tem influência demais, romper com eles é declarar guerra civil. E já bastava um vampiro idiota transformando humanos por ali e deixando-os perdidos, a mídia estava em cima desses casos, mais algumas semanas, e surpresa! Seriam descobertos. Não que o Governo não soubesse, claro, normalmente só a segurança nacional sabia da existência deles, nem a própria presidente sabia, ela não devia saber, mas havia sim, uma pequena parte dos humanos que sabiam da existência deles, e a regra era clara: “Não mexa conosco, não mexemos com vocês”. Mas agora com aquele vampiro a solta transformando humanos, todo dia caia mais e mais pressão da segurança nacional para os vampiros resolverem o problema, eles estavam certos... Era um erro deles, eles deviam resolver, mas se demorassem, o exercito ia se meter e seria uma...
– Majestade? Majestade?
Quando Edward voltou a realidade, viu o conselho todo olhando pra ele como se fosse um retardado mental, Aro, questionou:
– Estava escutando, Majestade?
– Sim, estava. – Não mesmo, mas foda-se, eles só repetiam a mesma merda. “Não vamos mandar os Phantom’s, eles só vão prejudicar tudo, temos que contratar os detetives, e esperar que eles encontrem o vampiro”.
– Majestade... Temos sua atenção? – O mais da direita falou, Eleazar, o mais novo entre todos no conselho e o que Edward mais simpatizava, se é que podia supor que gostava de algum deles.
– Que? – Edward se limitou a dizer.
Eleazar foi pra frente da bancada, sendo observado por todos seus companheiros mais velhos do conselho, engoliu em seco e falou:
– Esta tudo bem com seu casamento? Soubemos que algumas coisas... A Milady Isabella não lhe agrada? Temos jovens disponíveis de tão boa classe quanto elas, e que talvez... Fossem muito mais atraentes e fogosas com um jovem rei.
Edward revirou os olhos, lá vem as velhas fofoqueiras do conselho saber se o rei estava fudendo a rainha.
– Não te interessa. Estou bem, estou...
A porta abriu repentinamente, mas Edward não se moveu, estava tão cansado, precisava de sangue e muito sexo, desde o casamento que não tinha nada daquilo e estava ficando irritado e frustrado com toda aquela pressão referente a Bella. Sentiu o hálito gelado de Demetri, e se virou, o seu mordomo assassino estava ali atrás dele, e parecia preocupado.
– Demetri? O que faz aqui? – Edward questionou com rispidez – Seu lugar é na mansão, de olho nos empregados, de olho na...
– Majestade, a rainha se acidentou.
Edward se levantou com tamanha rapidez que quase derrubou a mesa de mármore, conteve e a segurou, fixando o olhar tinto em Demetri.
– O que houve com a minha esposa? – Sua voz saiu rouca, pesada, e como diabos ele não sentiu nada? Já tinha provado o sangue de Bella, deveria poder saber aonde ela esta e o que estava sentindo, mas agora... Nada. Seu coração apertou, estaria ela... – Responde porra! – Gritou pegando o colarinho do seu mordomo que pra variar, não expressou nada além de um olhar gélido a Edward.
– Ela caiu enquanto cavalgava majestade, parece que o cavalo a arremessou a metros de distancia, ela bateu a cabeça numa pedra, já chamamos o médico, mas ela esta sangrando mais do que deveria.
Ouviu Eleazar dizer de longe:
– Sangrando? Mas se ela não é mais virgem, deveria já estar curada. – Em seguida todos do conselho começaram a cochichar.
Edward bufou, e empurrou Demetri longe enquanto saia daquela sala e ia ao encontro de Bella, se algo acontecesse com ela, ele ia... Ele ia... Fazer uma carnificina com todos daquela casa.

Notas finais
Galerinha porque será que o cavalo se assustou daquele jeito? E porque nosso Rei não sentiu quando Bella se machucou? Deixe seu comentário