Amor proibido
6 6º Capitulo – Palácio da tristeza
Notas iniciais
Enquanto a noite já ia bem alta no Japão, em Milão por sua vez encontrava-se a meio da manhã. Um casal com os seus quarentas anos, estavam sentados numa varanda do hotel a alguma papelada que estava espalhada pela mesa, ao lado de um pequeno-almoço de luxo. Do nada um telemóvel toca sendo atendido pelo homem.
– Sim? – Disse com uma voz rouca, mas sem tirar os olhos do que lia.
– O casamento será daqui a três meses. – Disse a voz do outro lado da linha. – Está a correr tudo com planeado.
– Ainda bem. Não falta muito para todo o dinheiro estar nas nossas mãos…
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– NARUTOOOO, SAKURAAAAAA – Ouve-se a voz de desespero de Hinata que tinha acabado de chegar ao local…
Sasuke rapidamente vira-se para trás e vê Sakura e Naruto a rebolar pelas escadas já inconscientes. A testa da rapariga já tinha um bocado de sangue a escorrer. Rapidamente apanha-a proibindo que ela continua-se a cair pelas escadas. Por azar Sasuke não consegue apanhar o amigo, fazendo com que esse cai-se até ao fim das escadas. Hinata ao ver os amigos a sangrar desmaia, mas acaba por não encontra o chão. Pelo grito da rapariga as pessoas tinham saído das suas salas de karaoke, incluindo os amigos, que tinham ido a correr tentando auxilia-los. Shikamaru segurava a amiga desmaiada, quando o resto dos jovens ia em direção aos amigos inconscientes, deixando apenas Temari, Gaara e Shikamaru para trás, enquanto tentavam acordar Hinata.
– Gaara, vai ajudar a Ino e o Sasuke. Eu e o Shikamaru vamos levar a Hinata lá para a sala. Chamem uma ambulância rapidamente – Começa a mandar Temari, quando se dirige de novo para a sala sendo seguida pelo amante.
Ao entrar pela sala, o rapaz deita a rapariga no sofá.
– Vai buscar água e vê se arranjas guardanapos. – Disse Temari sem olhar para o rapaz.
– Porquê eu? – Reclama.
– PORQUE NÃO ESTÁ AQUI MAIS NINGUEM. – Grita irritada. Sem alternativa o rapaz vai buscar o que a rapariga pede.
Temari mal encontra-se sozinha na sala senta-se encostada ao sofá onde estava a rapariga deitada, e começa a chorar agarrada aos joelhos. Shikamaru volta a entrar na sala depois de ter ido buscar o que a amante tinha pedido. Ao entrar na sala depara-se com a loira a chorar, e sem pensar duas vezes fecha a porta atrás de si e vai ate ela abraçando-a.
– Temari que se passa? – Pergunta o rapaz preocupado. Já era a segunda vez que a via a chorar naquela noite. Bruscamente a rapariga solta-se dos braços do rapaz, e começa a molhar um guardanapo com agua e pô-lo na testa da rapariga desmaiada.
– Porque não falas comigo? O que eu fiz? – Questiona o rapaz observando cada movimento da jovem. Mesmo com as perguntas que lhe foram feitas ela não respondeu nem se atreveu a olhar para o rapaz. – Responde-me. – Shikamaru irritado pega nos ombros da rapariga e vira-a para si.
Os olhos da loira, continuavam a derramar lágrimas.
– Eu não aguento mais isto. – Responde por fim a rapariga mas sem olhar nos olhos do amante. – Tu tinhas razão desde o início, isto é errado.
– Quando disse isso estava enganado. Não estamos a cometer nenhum erro. Eu amo-te.
– Mas não podemos. Não podemos ir contra o destino. – Temari vira costas para o rapaz não poder ver o seu lado sensível.
– Mas o que raio estás para ai a dizer? Temari, eu sei que estás stressada com o que acabou de acontecer mas tem calma. — Diz Shikamaru, tentando acalmar amante que continuava a cuidar da Hyuuga desmaiada.
– É tudo junto, eu sei. Mas eu não quero mais isto. – Temari fugia dos toques que Shikamaru tentava para acalma-la.
– Eu não consigo entender onde estás a querer chegar.
– Tu tens a tua namorada, e vão ser muito felizes. – Responde Temari baixinho, fazendo com que o rapaz mal ouça.
– Mas foste tu que mandaste eu voltar para ela. – Reclama Shikamaru, já sem tentar aproximar-se da loira.
– Porque é o certo e é isso que vai acontecer. Vais ficar com ela e ser feliz. – O rapaz estava sem palavras perante todo o discurso que ouvia de Temari.
Com a discussão nem repararam que um rapaz de olhos verdes os observava com os olhos repletos de tristeza. Nesse momento o rapaz decide entrar na sala assustando os jovens.
– O Neji vem aí. – Avisa Gaara mal entra na sala. – Que tens Temari? Porque estás a chorar. – Pergunta o irmão preocupado, mas com o seu tom de voz normal.
– Nada, foi só um stress disto tudo. Como eles estão? – Pergunta lembrando-se dos amigos.
– As ambulâncias já chegaram. – Avisa Neji que estava no local. Temari ao ver o noivo vira-se de costas para o rapaz não poder ver os olhos inchados. – O Naruto parece que partiu um braço e não se sabe se afetou a cabeça, a Sakura acordou logo que saíram, o único problema é a cabeça, as próximas 24 horas é que dirão. Mas não parece que seja nada de grave – Diz pondo os três presentes, a pare dos aconteciemntos. — Ah Shika a Ino está à tua espera para a levares ao hospital.
– Problemática. Bem eu vou ter com a Minha Namorada. – A maneira que ele tinha pronunciado a frase tinha sido estranha para os rapazes, mas para a Temari tinha sido apenas um aviso, ele estava muito magoado com ela.
– Bem temos de levar a Hinata para casa. – Neji pega na prima, ainda desmaiada, entre seus braços e começa a carrega-la para fora do edifício sendo seguido pelos irmãos.
Passado alguns minutos a rapariga de olhos pérola já se encontrava deitada em sua cama.
– É normal, ela desmaiar assim? – Pergunta Temari preocupada com rapariga.
– Quando se stressa, sim. Mas estou mais preocupado com eles os dois. – Afirma Neji.
– Vai vê-los. E leva o meu irmão contigo eu fico a tomar conta da Hinata. – Prepõem Temari, mais a ordenar que a recomendar.
– Eu não te vou deixar aqui sozinha. – Neji tenta tirar a ideia da noiva.
– VOCÊS VÃO JÁ. – Os dois rapazes saltaram ao ouvir o berro inesperado da loira. Gaara sem pensar duas vezes sai do quarto.
– Tens a certeza… — começa Neji mas sendo interrompido pela noiva que o metia fora do quarto.
– Xau. Deem noticias. – Disse fechando a porta na cara dos dois. Eles sem mais hipóteses decidem fazer o que a noiva dizia.
Temari quando se vê novamente sozinha com a rapariga desmaiada, deixa-se escorregar pela porta, como as lágrimas que lhe escorregavam pelo rosto. Ficou naquela posição até o corpo começou a doer-lhe, um pouco dorida, levanta-se do chão e começa a caminhar pelo quarto. Os seus belos olhos verdes depararam-se com uma cómoda, onde em cima tinha varias molduras com fotos. Curiosa começa a analisar as fotos. As primeiras eram da Hinata com o Neji ou sozinha. Havia também algumas com a Ino e a Sakura que sorriam como se não houvesse amanhã. Mais longe do campo de visão havia uma que deixou-a muito feliz, era o grupo de amigos ainda em pequenos, quando Tenten e Naruto ainda lá vivam. Estavam todos, não faltava ninguém, todos sentados no chão a sorrir. Os olhos da loira estavam fixados num pequeno com uma cara que tinha acabado de acordar. Shikamaru era a criança mais querida, na sua opinião. O seu sorriso era verdadeiro e não era forçado, era igual aos sorrisos que ele só dava a ela.
Estava tão distraída que nem repara que a rapariga desmaiada atrás de si, começa acordar. A jovem de olhos pérola olha para tudo a sua volta tentando identificar o local. Já situada, senta-se na cama e repara na jovem loira de costas para si.
– Temari. – Chama-a, assustando-a fazendo com que a moldura em suas mãos caia e parta-se.
– Ai, desculpa. Eu compro uma. – Tenta-se desculpar a rapariga. A loira tenta pegar os vidros no chão mas acaba por se cortar.
– Não faz…mal. Como eles estão? – Pergunta sem se importar com os pedaços de vidros espalhados no chão.
– Não sei a certo. A última coisa que me disseram, foi antes de os levar para o hospital. O Naruto supunha-se que tinha o braço partido, mas a Sakura não se sabe. – Explica Temari ainda apanhando os pedaços de vidro espanados no chão. O telefone da loira toca nesse momento, fazendo com que essa assusta-se e esquecesse dos vidros em suas mãos deixando assim a mão fechasse com força dando origem em mais cortes. Sem se importar muito com os ferimentos, larga os vidros sobre a estante e pega no aparelho que continuava a tocar.
– Diz. – Atende irritada, mesmo sem ter reparado quem poderia estar no outro lado da linha.
– Que simpatia. – Reconhece de imediato a voz de Ino, olha para o relógio que estava ao lado da cama, e repara que já se tinha passado sete horas desde dos acontecimentos. Já era de manha e ela nem tinha reparado.
– O se passa para tu me tares a ligar? – Pergunta com uma certa preocupação na voz. Hinata olhava atentamente para a futura prima quando nota a voz preocupada.
– Não esta tudo bem. Só que no meio de tanta gente ninguém tem bateria ou dinheiro no telemóvel para te ligarem sem ser eu. Mas como esta a Hinata? – Pela primeira vez as loiras estavam a ter uma conversa civilizada e agradável.
– Já acordou, e esta bem. Por ai como estão as coisas? – Pergunta Temari ansiosa para saber o estado de saúde dos novos amigos.
– A Sakura, esta ótima, já teve alta. As suspeitas de poder ter feito traumatismo craniano já foram postas de lado, fez vários exames e está tudo bem, e fez as pazes com o Sasuke. Não me perguntes como que também n percebi, mas algo que ele percebeu o erro e que se amam muito e estão para ali agarrarem-se, e cheios de promessas futuras. O Naruto apenas tem o braço torcido, por sorte não partiu nada. O médico até se admirou que com a queda que foi os dois tivessem tido tanta sorte. Tirando isso, vaso ruim não quebra. – Faz um breve resume dos acontecimentos. – Mas a viagem contínua de pé, apenas vamos adia-la por uma semana, para eles recuperarem-se melhor e ter a certeza que está tudo bem. Vamos já todos para casa agora.
– Ainda bem. Já me começo a cansar desta cidade.
– O Neji esta a dizer para esperares ai para falar contigo. Bem xau. – Despede-se a loira desligando o telemóvel em seguida.
– Bem é assim…
– Eu consegui ouvir. – Corta Hinata a explicação da mais velha. A mais velha sorri e caminha ate a janela esquecendo-se dos pedaços de vidros espalhados e dos cortes na sua mão.
O tempo passou despercebido as duas. Hinata tinha adormecido novamente, enquanto Temari observava de longe a floresta da sua paixão. Neji e Gaara entram no quarto a conversar distraidamente mas ficam preocupados quando veem os pedaços de vidros espalhados.
– Temari o que se passou aqui? – Pergunta Gaara a irmã que não tinha dado por eles entrarem.
– Deixei cair uma moldura. – Explica sem se virar. Hinata acorda, ouvindo os irmãos a falar.
– A tua mão…- Repara Neji. O sangue era visível longe, e encontrava-se algumas gotas no chão no local onde ela estava. Temari só nesse momento repara no agravamento que os ferimentos têm.
– Cortei-me. Quando chegar a casa eu cuido disto. – Disse fazendo já intenção de ir-se embora.
– Mas isso parece grave. – O noivo tenta impedi-la de se ir embora.
– Não é. Gaara, vamos. Tenho de ir dormir. – Disse sem se importar com a preocupação do noivo.
– Mas…- Tenta de novo Neji, mas cala-se ao ver o olhar ameaçador da noiva. – Combinamos encontrar aqui mais logo. – Disse derrotado.
– Ok, logo vemos o que se arranja. Adeus. – Disse saindo, arrastando o irmão consigo.
Rapidamente chegaram a casa. A cada segundo que passava, Temari sentia mais dores na mão. Mal entraram em casa a rapariga sente o chão a falhar, por sorte o seu irmão impede a queda.
– Não queres ir ao hospital? – Pergunta sem deixar a entender o nervosismo que sentia a ver a sua irmã assim.
– Não. São apenas pequenos cortes. Isto é o cansaço todo. Vou dormir – Solta-se do irmão e caminha ate a casa-de-banho onde encontrava-se uma caixa de primeiros-socorros.
– Teimosa. – Refila o mais novo.
Temari tinha a mão debaixo da torneira aberta, deixando assim a água cair sobre a sua mão e mondando de cor para uns tons vermelhados. A dor que sentia com a pressão da água não se comparava ao sofrimento que o seu coração sentia. " Eu sou uma parva. Porque ele teve de ser tão frio? Porque estou assim por um rapaz? Nunca fui assim"
Já se encontrava no quarto com a mão ligada estacando o sangue. Estava deitada na cama olhando para a janela apreciando as árvores do seu poço de amor no fundo do horizonte. Rapidamente adormeceu perdida em pensamentos daqueles olhos pretos que tanto amava.
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Já era hora do lanche quando acorda. A sua cabeça doía fortemente. Aquele stress todo há poucas horas atras não faziam bem a ninguém. Decerto que durante o tempo que dormia o seu cérebro continuo a massacra-se com a discussão com o Shikamaru.
A vontade de se levantar era nula, mesmo que já não tivesse sono. A cama parecia o único lugar que Temari quereria ficar naquele dia. A sua mão agora é que começava a doer e a incomodar um pouquinho. Mas mesmo assim não iria ser aquilo que a fizesse levantar da cama.
Mudou de posição para poder olhar melhor a paisagem da janela. Estava um bonito dia de verão. O céu era limpo e com poucas nuvens. Era ideal para sair, mas nem isso a convenceu.
O tempo ia passando sem se importar com nada. A casa continuava silenciosa, o que indicada que ou estava sozinha ou o seu irmão estava a dormir. Mas em algum momento, o som da porta do quarto do rapaz ouve-se abrir. Temari fica atenta ao som dos passos do irmão. Ele passeava pela casa toda, fazendo algum incerto. Os sons dos passos param, sendo substituídos pelo som da porta de saída, e depois o silencio novamente. Ele tinha saído.
Mas isso pouco importava. Temari não queria saber de nada no resto do dia. Queria manter a sua mente em branco e o seu corpo em descanso. Porem teve de desistir de ficar deitada. O seu estomago já resmungava por comida algumas horas, e já estava insuportável de aguentar a fome.
Sem muita vontade, acaba com a preguiça e decide ir preparar algo para comer.ao chegar a cozinha repara no bilhete que o seu irmão tinha deixado em cima da mesa.
“ Fui jantar com os rapazes.
Gaara”
Temari não tinha vontade nenhuma de cozinhar, por isso simplesmente pega numa maça. Ia voltar para o quarto quando alguém toca a campainha. Não tinha a certeza se queria abrir, estava aproveitar muito bem aquele momento sozinha. Mas a pessoa parecia insistente, fazendo-a abri-la.
– Shikamaru? – Ao abrir a porta depara-se com a última pessoa que pensava ver ali. Ali estava o rapaz que não saia da sua mente naquele dia, e não só por boas razoes.
– Temos de falar. Preferes que seja aqui a porta? – O seu tom de voz era diferente do que ele costumava usar com ela. Temari afasta-se, dando autorização silenciosa para ele entrar. – Vi o Gaara sair, achei uma boa oportunidade para falarmos. Aquela história de ontem não dá com nada.
– Eu disse-te tudo o que tinha para te dizer. – Ela tinha de tentar manter-se fria. Não podia dar o braço a torcer e mostrar o quanto se arrependia de ter dito aquilo.
– Claro. Então tudo o que temos passado nestes dias foi apenas uma ilusão. – Temari não o olhava nos olhos, tinha o olhar preso em algum ponto perdido na parede oposta. Shikamaru irritado com a situação, puxa-a pelo pulso e prenda-a entre a parede mais próxima e o seu corpo. – Olha-me nos olhos e diz-me que não me amas. Diz que foi tudo um engano.
Temari tentava virar a cara, mas o rapaz obrigava-a a olhar para ele. Ela queria concordar com o que ele dizia, mas não conseguia. Não conseguia mentir ao olhar para aqueles olhos que a liam como um livro aberto. Ela não soube quando começou a chorar, só deu por isso quando ele limpou as lagrimas.
– Eu amo-te. – Foi a primeira vez que ela referiu-se aquele sentimento como amor. Ela sabia que dizer que o amava era muito forte, mas era só a pura verdade. – Mas não podemos ficar juntos. – Ela nem tinha dado tempo dele responder.
– Não me venhas dizer que preferes que eu fique com a Ino. Eu quero-te a ti.
– Mas eu vou-me casar… — Ela estava a ficar despertada, ela tinha de acabar com tudo, mas não conseguia afastar-se dele.
– Cancela a merda do casamento. Diz a eles que não queres. Simples, os casamentos arranjados já não são como antes.
– Se eu cancelar matam-me. A mim e ao meu irmão. Eu não posso cancelar. – Finalmente tinha dito o que mais agoniava. Shikamaru fica chocado com o que ouve, que acaba por soltar a jovem e afastando-se dela alguns centímetros. – E se descobrirem de ti também podem matar-te.
– Tu estás sob ameaça?
– Sim. Eu tenho a certeza que o Neji não sabe desse pormenor. Mas…
–Tu sabes o perigo que era esta relação e mesmo assim quiseste progredir com ela? – Ele continuava chocado. O seu sangue corria mais rápido do que o normal. Tudo parecia ter fugido do controlo naquele momento.
– Eu tentei não ceder. Mas eu apaixonei-me a serio por ti. Como nunca imaginei possível apaixonar-me. Mas eu sei que não podemos continuar. Eu não quero que mais ninguém morra. – Temari estava já sentada no chão encostada a parede, enquanto tentava controlar as lagrimas que continuavam a cair.
– E achas que é razão para pores a minha vida em risco? E sabe-se lá mais quantas? Não podias ter contado primeiro isto tudo? – A voz do rapaz saia mais alta do que alguma vez ela tinha ouvido dele. Ele tinha perdido completamente o seu are de sono e desinteressado. Estava mesmo zangado e revoltado.
– Eu estou a contar-te agora. – Tenta defender-se Temari.
– Acabou. Isto não vai continuar. Eu nem devia ter vindo aqui falar contigo. Foi um erro. Preferia nunca mais olhar para ti. – Sem esperar que a rapariga responda, sai de casa batendo a porta com força fazendo com que todo o interior abana-se.
Temari fica mais alguns minutos sentada no chão, sem força para se mexer. Mas passado algum tempo, lá ganha força e vai para o seu quarto. Porem ali sabia que ninguém a incomodava. Ela não queria mesmo ver mais ninguém naquele dia.
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Tinham-se passado quatro dias, e Temari não sai do quarto, e nem falava com ninguém. Gaara só a via nas refeições, queria perguntar o que se passava com ela, mas perdia toda a coragem ao ver os olhos tristes. Ele nunca tinha sido bom a expressar sentimentos.
Era mais uma tarde em que ela se mantinha-se deitada na cama olhara para o teto. Já não chorava, mas o seu coração ai doía e os seus pensamentos ainda ia para o jovem Nara.
Os seus pensamentos são interrompidos com o som do telemóvel a tocar. Ele durante aqueles dias varias vezes tinha tocado, e varias mensagens tinha recebido. Mas ela não ligava. Porem naquela tarde ao ver que era a Sakura a ligar, decide atender.
– Oi. – Diz tentando manter um tom de voz normal.
– Finalmente conseguimos fala contigo. Se não fosse pelo teu irmão ter dito que estavas meio engripada já tínhamos entrado em pânico. – Era bom ouvir a voz da amiga. Temari não tinha reparado o quanto tinha sentido falta de contacto humano.
– Sim, mas já estou melhor. Obrigada.
– Ainda bem. Olha eu e as meninas estamos a lanchar aqui na pastelaria ao pé da tua casa. Queres vir?
– Sim pode ser. Dá-me só uns minutos para me arranjar. – Sentia-se animada com o convite. A vontade de sair de casa tinha voltado com aquele telefonema.
– Ok até já.
Assim que a chamada é desligada, Temari salta da cama e corre para tomar um banho. Tinha sido o tempo recorde que se tinha arranjado. Em menos de vinte minutos já estava a sair de casa, nem se importava que ainda tinha o cabelo molhado.
– Gaara, vou ter com as meninas. – Grita ao irmão antes de sair porta fora.
O dia estava ótimo para se passar a tarde numa esplanada. Temari rapidamente chega ao local combinado, e vê já as quatro amigas sentadas. Rapidamente chega ao pé delas, atirando-se para a cadeira vazia entre Tenten e Ino.
– Olhem quem é vivo sem aparece. – Brinca Tenten ao ver amiga.
– E de bom humor estamos a evoluir. – Continua Sakura.
– Depois de tantos dias fechada em casa doente, deem um desconto. – Responde Temari com o maior sorriso que as amigas tinham visto. Ela mentalmente tinha tirado nota que tinha de agradecer ao irmão pela desculpa tinha dado. – Mas Sakura então como estás?
– Bem depois de tantos dias ela lembra-se. Estou bem. Tive estes dias também deitada porque todo o corpo me doía. Mas estou pronta para outra. – Responde Sakura enquanto mostrava ainda algumas nodoas negras que tinha pelos braços.
– E o teu irmão Tenten? – Pergunta Temari novamente.
– Está bem. Aquele entorse esta a curar-se bem rápido. Mais uma semana e está de novo livre. Os médicos, ate se surpreenderam com a rapidez. Pelo menos não prejudica a viagem amanha. – Explica Tenten.
– Vaso ruim não quebra mesmo. – Brinca Ino, fazendo todas rirem-se.
– Mas acho que atenção especial que a Hinata lhe tem dado está ajudar. – Diz Tenten fazendo com que Hinata core até as orelhas.
– Oi, o que tenho perdido? – Pergunta Sakura pendurando-se na Hinata que só desejava um buraco para se enterrar.
– Ela e ele têm-se encontrado todos os dias. Basicamente tem passado o dia todo juntos. – Continua a explicar Tenten. Pela conversa nenhuma deles tinha tido muito contacto com as outras. – Todas têm-me deixado sozinha. A sorte é que o Neji também parece ter sido abandonado e tem-me feito um bocado de companhia. – As outras pareciam não ter ouvido a última parte, porem essa não passou despercebida a Temari, que por dentro sentia-se feliz com aquela informação.
– Mas bem Hinatazinha, andas assanhada. A sair com o loirinho. – Continua a implicar Sakura.
– Não…Não é nada… disso. – Hinata tentava escorregar para baixo da mesa para se esconder, mas Sakura segurava-a com força.
– A paixão de infância da Hinata continua a fluir. – Comenta Ino.
– Ainda gostas dele Hinata? – Pergunta Tenten, um pouco mais seria.
– Bem… ele… tornou-se um…um… rapaz….muito bonito. – Com aquela confissão, as quatro começaram a rir como se não houvesse amanha. Todas estavam felizes por ver a amiga apaixonada.
O resto da tarde passou-se bem rápido. Todas tinham alguma coisa para contar, Temari era a única que apenas ouvia, mas isso não a fez ficar menos a parte. Ela tinha de admitir que se tinha afeiçoado muito a elas.
Mas como o que é bom dura pouco, a tarde acabou e tiveram-se de despedir. Amanha ocorreria a viagem que tinha sido adiada, e nenhuma delas tinha feito a mala.
Temari quando chega a casa, é a primeira coisa que faz é arrumar a mala, deixando só algumas coisas par arrumar da parte da manha. Aquela tarde tinha sido cansativa, e o que ela mais queria era ir dormir.
Não se lembrava de ter divertindo-se tanto em todos os anos da sua vida. Aquele dia parecia que tinha limpado um pouco a sua alma. Estava tão bem, que assim que se dieta na cama adormece, algo que não acontecia a dias.
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O sol já tinha nascido a varias horas, mas Temari continuava a dormir perfumada mente. O telefone ao seu lado já tinha tocado umas dez vezes, mas nem isso fazia a rapariga mexer-se. Gaara já a tinha tentado acordar, mas a terceira tentativa desiste.
– TEMARI ACORDA- Pela primeira vez na manha, a loira começa a ouvir os sons que a rodeiam. Com o grito histérico da sua rival loira, Temari salta da cama acordando de repente. Meio ensonada olha a voltam, e vê os recentes amigos de volta da sua cama.
– Porra reunião e não me avisaram. – Ironiza a ver toda a gente. Os seus olhos rondam pelo quarto a procura do seu amante, mas não o encontra.
– São 10 horas. Éramos para ter abalado as 7. Mas tu nem o teu irmão apareciam. Ligamos para ti mas não atendeste. Então liguei para ele e ele disse que não te conseguia acordar. Então viemos nós cá acordar-te. – Explica Neji.
– A tua mala já esta feita. Eu e as meninas acabamos de arrumar. Agora arranja-te que esperamos-te nos carros que lá estão fora. – Disse Sakura antes de sair do quarto com os restantes.
Sem muitas hipóteses de escolha, a loira começa-se arranjar o mais depressa possível. Em alguns minutos já se encontrava a porta de casa perante os três carros estacionados. Neji estava encostado no primeiro a conversa com o Gaara. Os restantes já se encontravam espalhados pelos outros dois carros. Temari sem dizer nada, entra no carro de Neji no lugar dos passageiros. Rapidamente coloca o cinto e acomoda-se no banco esperando que o noivo, que tinha acabado de entrar no lugar do condutor, desse inicio à vigem, já que Garra tinha entrado no lugar do pendura. Em pouco tempo, já estavam a caminho da quinta.
A loira, de vez em quanto olhava para o carro que seguia. Shikamaru que ia a conduzir, não conseguia tirar os olhos magoados dos dela quando ela se virava para observa-lo. Aquela ultima conversas que tinham tido, ainda magoava muito os dois. O tempo passou tão rápido para a loira, que quando deu por si já se encontrava parada em frente da enorme casa onde iria se realizar o casamento.
"Agora começa o meu pesadelo. Meu palácio da tristeza" Pensa quando observa as grandes paredes brancas a sua frente.
Continua…
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