Amor por acaso
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Heyyy. Desculpem pela demora, culpem a Esther por me viciar em Masterchef.
Eu ia colocar hot neste capítulo, but ia ficar muito grande, então, no próximo tem safadenhas kkkkk.
Boa leitura.
Zelena se levantou e ia começar a gritar novamente quando um barulho que veio do canto da sala nos chamou a atenção. Henry estava caído no chão.
Meus olhos se arregalaram e fui correndo até ele. Abaixei-me, ele estava respirando, mas não respondia quando Regina, que estava agachada do outro lado dele, o chamava.– Sirva para alguma coisa e ligue para a emergência. — Regina braveja para a irmã que estava em pé olhando para o pai.Ela se apressou em pegar o celular, estava assustada.Não fazia a menor ideia do que fazer porque nunca havia passado por algo parecido. Olhei para a morena que olhava extremamente preocupada para o pai e passava a mão em seu rosto " Não me deixe agora, por favor. " ela cochichou.Peguei em sua mão, que estava sobre o peito do senhor, e a apertei. Ela me olhou e uma lágrima escorreu em sua bochecha, vê-la daquela forma doía, pois não havia nada que eu pudesse fazer.A ambulância chegou rápido e Regina ficou junto dos paramédicos.– Você pode subir e ficar com o Henry? — Ela pediu baixinho vindo até mim, e me surpreendia ele não ter aparecido ainda. Faço que sim com a cabeça e ela volta para a ambulância junto da irmã, que não havia dado um piu depois de ligar para a emergência.Subo e quando abro a porta do quarto de Henry eu sei o porquê de não ter descido mesmo com o barulho. Ele estava sentado na cama mexendo no computador e com o fone de ouvido com uma música alta, que eu podia ouvir de onde estava.– Já acabou? — Ele pergunta tirando um lado do fone e olhando para mim.Respiro fundo e vou até ele sentando me ao seu lado.– Não. Aconteceu alguma coisa e seu avô teve que ir para o hospital. Ele me olhou com medo : — O que aconteceu? Ele vai ficar bem? A gente tem que ir pro hospital também. — Ele fala fechando o computador e pondo no criado mudo.– Eu não sei exatamente o que aconteceu e não posso prometer que ele vai ficar bem, mas também não podemos ir porque sua mãe não ia gostar de te ver lá tão tarde. Você já deveria estar dormindo.– Mas Emma, a gente tem que fazer alguma coisa.– Nós não somos médicos, não vai mudar nada se formos. Ele ficou emburrado me olhando então o puxei para mais perto e ele abraçou minha cintura. Fiquei alisando seus cabelos e alguns minutos depois ele estava dormindo. Eu queria estar naquele hospital tanto quanto ele, não só, por estar preocupada com o avô dele, mas também por estar preocupada com Regina. Henry era uma das pessoas que ela mais ama tirando o filho e ela deveria estar praticamente definhando por dentro por preocupação do que pode acontecer com seu pai. Então tive uma ideia.Pego meu celular e, depois de chamar algumas vezes, ouço : " Espero que esteja morrendo para me acordar a essa hora. "- uma voz de quem acabou de acordar." Ruby... Eu sei que é tarde, mas aconteceu umas coisas. Você se importa se eu deixar Henry na sua casa? " Ela iria me matar depois, mas eu não podia ficar ali, eu sei que não conseguiria dormir mesmo." Agora?"" Por favor. Ele já está dormindo e depois eu te explico tudo. Eu prometo." " Está bom, mas traz ele logo antes que eu durma de novo. " Ruby responde ainda com preguiça.Levo Henry até a casa dela e por sorte ele continua dormindo.Quando chego ao hospital encontro Regina andando pelo saguão de espera e Zelena sentada mexendo no celular. A morena me vê e vem até mim, me abraçando.– O que você está fazendo aqui? Aonde está o Henry? — Ela fala me olhando e seu rosto está inchado, o que significa que estava chorando.– Eu não quero te deixar sozinha e levei Henry para a casa da Ruby.Ela me abraça novamente com o rosto em meu peito.– Já sabem o que aconteceu? — Pergunto.– Não. Eles o levaram para fazer alguns exames e ainda não apareceram. — ela responde sem se mover — Emma, eu não quero perder meu pai.Regina poderia ser um pouco insensível por vezes, mas é a forma que ela encontra para de certa forma impor respeito e até uma certa distância emocional das pessoas a sua volta. Aprendi isso nesses meses, pois ela se apega muito fácil, se deixa levar por seus sentimentos e é ai que vejo o quão frágil ela é, e o quão fina é a camada na qual ela se esconde das pessoas. Diferente daquele muro que eu achava ter envolta dela. Por isso eu me preocupo tanto quando acontece algo ruim, por mais que ela não demonstre aos outros ela quer apoio nesses momentos.Depois de uns minutos ela voltou a perambular pelo saguão e eu fui me sentar em uma das cadeiras.Uma hora se passou e a morena estava sentada do meu lado com a cabeça em meu ombro e se distraindo mexendo na minha mão. Ela não conseguia ficar parada e finalmente um médico apareceu chamando ela e a irmã.– O que ele disse? — Perguntei assim que ela voltou para perto de mim.– O doutor disse que foi só um susto. Meu pai teve um início de ataque cardíaco e quando o trouxeram e medicaram, e conseguiram reverter. Agora ele está sedado e em observação e nós só podemos visita-lo à noite.
– Então acho melhor irmos para casa, tomarmos um banho e descansarmos um pouco. Já são três da manhã. Não vai adiantar nada se ficarmos aqui e você deve estar esgotada. — Ela concordou, mesmo que parecesse não ter gostado muito de ter que sair dali.A levei para casa e depois de tomarmos banho ne deitei com ela e acabei pegando no sono muito rápido.Quando acordei parecia que eu não tinha dormido nada. Olhei para o lado e encontrei Regina com óculos, sentada e lendo um livro.– Quantas horas? — Pergunto bocejando e ela desvia o olhar do livro, pegando o celular no criado mudo.– São cinco e vinte. Acho melhor você dormir mais um pouco. — Ela fala e volta a ler.– Você acordou faz muito tempo? — pergunto abraçando seu quadril e apoiando minha cabeça em sua coxa.– Eu não dormi. — Ela responde como se não fosse nada demais.Me sentei e a olhei séria.– Regina, você precisa descansar. Você anda muito sobrecarregada com tudo o que vem acontecendo, vai acabar fazendo mal a sua saúde se não dormir, pelo menos, um pouco.Ela fecha o livro e retira os óculos, colocando-os no criado-mudo.– Eu não consigo. Eu realmente estou esgotada, mas não consigo sabendo que meu pai poderia ter morrido e que ainda tem chances levando em conta que está internado. — ela diz ao me olhar preocupada e triste — Ele é uma das únicas pessoas, que posso dizer, que significam tudo na minha vida. — uma lágrima escorre por sua bochecha e eu me apresso em seca-la com cautela.– Meu amor, eu entendo o que está sentindo porque quase perder alguém que você ama é muito difícil, mas os médicos vão fazer tudo para que ele continue bem. O doutor disse que foi só um susto e sei que mesmo assim isso foi meio que um choque de realidade onde você deve ter percebido que seu pai já não é tão novo, mas você não precisa se martirizar tanto por isso.Ela me abraça e lhe dou um beijo na testa enquanto acaricio seus cabelos.– Eu odeio você quando está certa. — Regina diz em um tom baixo.Não digo nada, mas sorrio ao perceber que esse momento parecia o mesmo de poucas horas atrás do Henry abraçado em mim.Nos deitamos e ela finalmente relaxa e cai no sono.Quando acordei Regina estava encolhida na ponta da cama, dormindo. Peguei meu celular e eram dez da manhã, lhe dou um beijo no ombro e desço enviando uma mensagem para a Ruby perguntando se estava tudo bem." Tirando a parte em que você me acordou de madrugada, está sim. "Sorri com a mensagem dela e enviei uma explicando toda a situação e disse que já estava indo buscar o garoto.Comi, troquei de roupa e fui busca-lo. Henry estava emburrado comigo por tê-lo deixado com a minha amiga ao invés de levar ele ao hospital também.– Não fica assim comigo, você sabe que lá não é lugar de criança. — Falo quando estávamos entrando em casa e ele só me olha com a cara fechada indo em direção à sala.– Achei que eu havia sido abandonada. — Regina diz, sentada no sofá, ao nos ver.Henry corre até ela e deita em seu colo.– Foi tudo bem lá na Ruby? — Regina pergunta e ele concorda.Henry passou o resto do dia emburrado o comigo e Regina não foi para a prefeitura. Quando ficou mais tarde fomos os três para o hospital. O garoto foi correndo abraçar o avô e Regina ficava perguntando se não estava sentindo dor ou algo do tipo. O doutor chegou um pouco depois e avisou que o Henry poderá receber alta na manhã do dia seguinte, ele explicou que foi só um susto porque a pressão dele subiu muito e deu início ao um infarto e que ele ficará bem contanto que evite emoções fortes. Ficamos mais um tempo ali e fomos para casa.Depois que viu o avô o garoto parou de me evitar.– Você me ajuda com a mala, amanhã? — Ele perguntou enquanto jantávamos. O garoto do meu lado esquerdo e a morena na ponta da mesa no meu lado direito.– Nossa, sua viajem já é depois de amanhã. — Regina fala passando a mão no rosto.– É sim. Então eu quero que vocês duas se comportem enquanto eu não estiver aqui. — O garoto fala apontando o garfo para nós duas, eu começo a rir e Regina ergue as sobrancelhas segurando para não rir também.– Quem tem que se comportar é você, mocinho. — digo cutucando sua cintura o fazendo rir.– Que horas eu tenho que te levar? — Pergunto e ele desvia o olhar para o prato.– Eu esqueci de falar. Você não precisa me levar Arthur falou com a mãe dele e ela vai passar aqui para me pegar.– E você quer incomodar a mãe dele com isso? — Regina questionou ligeiramente irritada — Você sabe que não gosto que faça isso. Eu vou ligar para ela depois falando que não precisa.– Mas mãe eu quero ir com ela. – Para que incomodar ela com isso se a Emma ou eu podemos te levar? – Porque... Porque eu quero ir com o meu amigo. — Ele responde desviando novamente o olhar e eu sabia que ele estava escondendo algo, mas preferi não interferir.– Vocês vão para o acampamento juntos, não vão morrer se ficarem meia hora a menos sem se ver. — Regina já estava ficando brava.– Mas mãe...– Mas, nada.Esperei que ficassem quietos e falei : — Se você falar o motivo real de querer ir com ele talvez convença sua mãe a deixar. — ele levantou os olhos do prato me olhando de canto, meio tímido — Você acha que não te conheço? Agora conta.– Não é nada. — Ele fala desviando novamente os olhos e comprimindo os lábios.– Henry, você está me escondendo alguma coisa? — Regina perguntou meio surpresa.– Não...– Henry?!!– É que... a Alice também vai com eles. – Quem? – É uma das alunas do ensino médio. Ela vai como coordenadora. — respondo e logo me dou conta do que Henry estava tentando fazer — Espera... — viro-me, olhando para o garoto que brincava com a comida — Você está gostando dela? — pergunto retoricamente — Meu bem, ela é oito anos mais velha que você.– Qual o problema? A mamãe é quatro anos mais velha que você. – Espera, eu estou perdida. Henry você não tem idade para gostar de alguém. — Podia sentir o ciúmes na voz da morena.– Porque não posso gostar dela? Ela é linda, loira, inteligente como a Emma e eu gosto dela.Eu já não sabia se achava aquilo fofo ou ficava triste por ele. Ele estava vermelho por falar dela e gostava de verdade, mas Alice nunca gostaria de uma criança de oito anos, no máximo o veria como seu irmãozinho.– Henry, é diferente...– Eu sabia que vocês não iam gostar, por isso não falei. — Ele diz se levantando e saindo da cozinha bravo.Eu ia me levantar, mas Regina segurou meu braço.– Deixa ele pensar um pouco. Você sabe que isso não tem como acontecer.– Você está é aliviada por ela ter dezesseis anos porque senão estaria morrendo de ciúmes.– Me incomoda sim que ele já goste de garotas. Onde clica para ele parar de crescer? — Sorri com o comentário dela e cheguei mais perto e coloquei minha mão em sua perna.– Mas convenhamos que, pela descrição, ele tem bom gosto que nem a mãe. — Falo com um sorriso lerdo e lhe dou um selinho.– Meu Deus, que loira mais convencida é essa que eu arrumei? — ela fala com tom de ironia balançando a cabeça em desaprovação.Contenho o riso e falo no mesmo tom : — Mas é claro que não sou convencida. — ponho minha mão, que estava em sua perna, no meu queixo apoiando o cotovelo na mesa — E também tenho certeza de que a menina não é tão boa de beijo como eu ou — olho para cima fingindo pensar — tão humilde como eu ou até — olho para seus olhos e abaixo o tom de voz — tão boa em fazer você gemer na cama como eu. — Ela revira os olhos sorrindo e me beija.– É... Acho que você tem razão na parte do beijo. – Ela fala ao se afastar um pouco.– Só nessa parte? – Bom, foi só isso que pude ter certeza agora, a parte da cama você vai ter que me provar depois...
Notas finais
Espero que tenham tido um ótimo natal e ano novo.
E uma perguntinha, vocês querem mais hot ou "n, vc n sabe escrever hot"?
Beijos e vou tentar postar o próximo logo. ♡
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