Notas iniciais
Boa leitura!! Muito obrigada pelos comentários.

fecho os olhos para voltar a dormir e torço para que aquilo não aconteça e que eu não tenha mais pesadelos...

Ouço meu celular tocar o despertador deligo e já fico aliviada por não ter tido mais pesadelos, ainda estava nervosa em pensar em como seria meu dia, mas penso que aquele pesadelo não poderia ser verdade então tentei manter a mente em outras coisas enquanto não me deparava com o perigo. Eram nove da manhã e decido ir me arrumar, pois antes de ir a “minha” nova casa a Regina disse que hoje eu já começaria a buscar Henry no colégio, ela me passou o endereço e não era muito longe da Mansão, na verdade nada aqui em Storybrooke é muito longe a cidade é pequena, não daquelas em que todos conhecem todos, mas relativamente pequena. Vou ao Granny’s como café e torradas, converso um pouco com a Ruby e subo, tomo banho e me visto pego minhas coisas e levo paro carro, eu vou até a Granny para acertar o que devia pelo tempo em que fiquei e lhe entrego as chaves em seguida me dirijo a escola do Henry o tempo voou. Quando chego à porta da escola fico esperando o sinal bater escorada no meu carro (não, eu não faço a menor ideia de como o garoto é, mas a Regina me explicou que diria a ele para me encontrar e bom não é muito difícil encontrar um fusca amarelo nessa cidade ainda mais quando se é a única pessoa a ter um). O sinal toca e um monte de criança começa a correr para fora da escola, indo ao encontro de seus respectivos responsáveis menos um garotinho que fica meio inquieto na ponta dos pés olhando em volta procurando alguém, até que percebo que sou eu quando ele foca os olhos no carro e em mim atravessando a rua e vindo em minha direção. Ele vem todo sorridente e eu que estava com as mãos suando de nervosismo fico mais leve.

– Oi, você é a Emma certo?- ele me cumprimenta estendendo uma mão.

Aperto sua mão com um sorriso achando fofo um garoto de oito anos com aquela formalidade toda, e digo:

– Oi, sim e você é o Henry certo?- ele sacode a cabeça confirmando. – Então que tal irmos?- com isso ele vai ao outro lado do carro e entra enquanto eu entro.

Ligo carro indo até a mansão e no caminho ele fica calado me olhando e desviando o olhar para a rua quando o pegava me observando, ele parecia um garoto gentil, mas um pouco retraído e pelo que eu vi bem diferente do meu sonho não só no comportamento, mas também na aparência e também não parecia nada mimado. Ao chegar ele se dispõe a ajudar com as coisas, mas eu agradeço e digo que não precisa então pego minhas coisas e vamos até a porta e o Henry abre e segura à porta para que eu possa entrar ao me virar para vê-lo fechar a porta ouço:

– Oi meu amor. –me viro e vejo a Regina e logo depois o Henry correndo para abraça-la. E depois do abraço mais carinhoso que já vi ela olhou para mim percebendo finalmente minha presença. – Oi Emma, que feio da minha parte você ai com essas malas pesadas, vem comigo que eu vou te mostrar seu quarto.- Ela oferece ajuda com as malas também agradeço e recuso.

Sigo ela pela escada e já percebo que a casa não tem nada haver com meu sonho a casa tinha um hall com uma escada de cada lado e era linda a casa mesmo o pouco que vi, mas uma coisa que percebi é que ela continua sendo agradável comigo o que me faz sentir meio boba por ter toda aquela insegurança.

– Então Emma, eu sei que é meio assustador estar na casa da “prefeita”, mas logo você se acostuma eu só espero que você não ache que sou a monstra que todos falam. — ela conversa comigo enquanto andamos em um corredor, tenho vontade perguntar o porquê de as pessoas a acharem tão ruim, mas não o faço não acho que tenho intimidade o suficiente para perguntar sobre a vida dela.

– A não se preocupa eu nem sei o que as pessoas falam e tenho certeza que logo me acostumo seu filho é um amor e muito bem educado e você me trata super bem, bom pelo menos até agora, vocês não vão me prender em uma masmorra né?- digo tentando descontrair o clima entre a gente e caímos na risada.

– Ah não Emma, você descobriu o meu plano, e agora? – ela diz como se estivesse frustrada e rimos novamente.

Depois desse momento ela me mostrou meu quarto, que era lindo muito bem mobiliado com decoração nada demais um ou outro vaso de planta e quadro uma escrivaninha um closet e uma cama de casal, mas era um avanço e tanto comparando com o do meu pesadelo e muito mais do que eu esperava. Após isso deixei minhas malas no quarto e ela me mostrou a casa tinha o quarto dela e do Henry que eram lado a lado e o meu era do lado do Henry, o banheiro que ficava e frente ao meu quarto e que era meu e do Henry, pois tinha um lavabo lá em baixo para visitas e o quarto dela era suíte, depois ela me levou a biblioteca que ficava no andar debaixo em um corredor no lado esquerdo das escadas onde também ficava um escritório para quando ela decidia trabalhar em casa e do lado direito ficava um corredor que levavam à sala, ao lavabo, a copa, a cozinha e a uma porta que dava acesso ao jardim, ou seja, toda a casa era ligada ao hall e que casa era aquela era linda e tinha certo ar de requinte digamos assim. Após me mostrar tudo ela disse para ficar a vontade e ir arrumar minhas coisas para começar a me sentir em casa, enquanto ela terminava de preparar o almoço, normalmente eu iria preparar, mas hoje eu ainda não conhecia nada então ela resolveu que hoje seria mais um dia de adaptação. Subo e enquanto arrumo minhas coisas no closet e arrumo alguns objetos fico pensando em como foi esse começo de dia ela me tratou como se fosse da família e o garoto parece tão educado e gentil, é bom saber que as minhas paranoias eram somente paranoias.

Notas finais
Continuo? O que acharam?